Mostrar 28 resultados

Pessoas, Entidades
Moura, Maria Lacerda de.
Pessoa singular · 1887 - 1945

Maria Lacerda de Moura (Manhuaçu, 16 de maio de 1887 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1945) foi uma professora, escritora, anarquista e feminista brasileira. Filha de pais espíritas e anticlericais, cresceu na cidade de Barbacena, no interior de Minas Gerais, onde formou-se professora pela Escola Normal Municipal de Barbacena e participou dos esforços oficiais para enfrentar a questão social através de campanhas nacionais de alfabetização e reformas educacionais.

Formou-se como professora pela Escola Normal Municipal de Barbacena em 1904 e em 1908, foi diretora do Pedagogium. Participou na Campanha Barbacense de Alfabetização.

Em 1912, enviou as suas primeiras crónicas para um jornal local. Em 1918, publicou o seu primeiro livro, Em torno da educação. No mesmo período, iniciou correspondências com José Oiticica e Galeão Coutinho e conheceu as ideias pedagógicas da médica Maria Montessori e dos educadores anarquistas Paul Robin, Sebastien Faure e Francisco Ferrer y Guardia. Ligou-se a associações femininas e feministas, preocupando-se com questões como a dos menores abandonados, e os movimentos sufragistas.

Em 1919, publicou Renovação e realizou as suas primeiras conferências fora da sua cidade. Em 1920, discursou na sede da Federação Operária Mineira (FOM) em Juiz de Fora.

Lacerda mudou-se para a cidade de São Paulo em 1921. Foi convidada a unir-se à bióloga feminista Bertha Lutz para a fundação da Federação Internacional Feminina. Ao mesmo tempo, entrou em contacto com o movimento trabalhista daquele período, colaborando com a imprensa operária e escrevendo para jornais como A Plebe, A Lanterna e O Trabalhador Gráfico. Contribuiu para a imprensa operária e para jornais independentes e progressistas, como O Combate, de São Paulo, A Tribuna, de Santos, e O Corymbo, de Rio Grande. Também publicou, em 1923, a revista cultural Renascença.

Depois de ter sido presidente da Federação Internacional Feminina entre 1921 e 1923, Maria Lacerda afastou-se das feministas liberais, por achar que o direito ao voto não era suficiente.

Em 1926, conheceu o francês André Néblind, com quem colaborou e esteve sob influência até 1937, e entrou em contato com a obra do anarquista individualista francês Han Ryner.

Entre 1928 e 1937, Maria Lacerda viveu numa comunidade agrícola em Guararema, no interior de São Paulo, formada por anarquistas individualistas e desertores espanhóis, franceses e italianos da Primeira Guerra Mundial.
Em Guararema, Maria Lacerda pôs em prática a sua modalidade de educação racionalista, junto aos companheiros e seus filhos.

Diante da notícia da fundação de um Partido Católico Brasileiro, a Coligação Nacional Pró-Estado Leigo foi mobilizada. Foi através da Coligação que Maria Lacerda manteve, na década de 30, os seus maiores contatos com grupos intelectuais e políticos anticlericais.

Em 1934 e 1935, publicou dois livros antifascistas Clero e fascismo – horda de embrutecedores! e Fascismo – filho dilecto da Igreja e do capital. Ainda em 1935, rompeu com a Fraternidade Rosacruz, com a qual tinha certa proximidade, após saber que sua sede em Berlim havia sido cedida aos nazis, e também participou do Comitê Feminino Contra a Guerra.

Com a proclamação do Estado Novo, a repressão policial logo atingiu a comunidade de Guararema. Lacerda voltou a Barbacena, em 1937.

Em 1938, mudou-se para o Rio de Janeiro. Buscou refúgio no espiritualismo e viveu dando aulas no ensino comercial. O período carioca foi marcado pela leitura de horóscopos, na Rádio Mayrink Veiga, aplicando seus estudos de astrologia.

Pestana, Alice
Pessoa singular · 1860-1929

Alice Evelina Pestana Coelho (Santarém, 7 de abril de 1860 — Madrid, 24 de dezembro de 1929) foi uma humanista, jornalista portuguesa, pedagoga da Institución Libre de Enseñanza, feminista e fundadora da Liga Portuguesa da Paz em 1899, considerada a primeira organização feminista em Portugal.

Porto, Angélica
Pessoa singular · 1881-1938

"Considerada um dos pilares do associativismo feminista português das primeiras três décadas do século XX. Integra, em 1907, a comissão de senhoras que procura implementar, em Lisboa, uma Escola Maternal destinada às crianças desprotegidas entre os 3 e os 6 anos de idade. Adere à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, milita no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e, em 1916, é iniciada na Maçonaria. Pertence às Lojas Carolina Ângelo e Humanidade, do Grande Oriente Lusitano Unido, com o nome simbólico de Mme Roland, e integra a Loja Humanidade do Direito Humano." http://silenciosememorias.blogspot.pt/2010/12/238.html [Consult.

Quaresma, Virgínia.
PT/AHS-ICS/VGQ · Pessoa singular · 1882 - 1973

Nascida em 1882, desenvolveu ao longo da primeira metade do século XX uma profícua carreira como jornalista, desempenhando também um papel importante papel na luta pelos direitos das mulheres, pela igualdade na educação para rapazes e raparigas, pela democracia, pela causa republicana e pelo pacifismo.

Reconhecida como a primeira jornalista em Portugal, não se deixou limitar aos lugares e modos de escrita que até então eram comumente reservados a mulheres e dedicou-se às reportagens investigativas, seguindo os princípios da objetividade e do apuramento exaustivo dos fatos que começavam a ganhar terreno sobre o jornalismo mais opinativo que caracterizara o século XIX. Exerceu a profissão em importantes veículos da imprensa portuguesa da altura, como ‘O Século’, ‘A Capital’ e ‘A Época’, e, também, no Brasil, país em que viveu por dois períodos (1912-1917) e (1930-1964), procurando afastar-se da atmosfera repressiva do Estado Novo.

Para além do destaque que alcançou como profissional de imprensa, Virgínia Quaresma foi também conferencista de renome sobre as ideias feministas e sobre a necessária vinculação entre o feminismo e a democracia, defendendo a coeducação (currículos iguais para rapazes e raparigas) como instrumento fundamental para a emancipação das mulheres.

Reclus, Eliseu.
Pessoa singular · 1830 - 1905

Jacques Élisée Reclus (geógrafo e militante anarquista francês) nasceu em 15 de março de 1830 em Sainte-Foy-la-Grande (Gironde) em França e faleceu em 4 de julho de 1905, em Thourout, na Bélgica. Teórico anarquista, foi pedagogo e escritor prolífico. Membro da Primeira Internacional, filiou-se na Fédération jurassienne [Federação do Jura] após a exclusão de Michel Bakunine. Com Pierre Kropotkine e Jean Grave, colaborou no jornal Le Révolté.

Em Outubro de 1894, com outros professores despedidos, criou a Nova Universidade em Bruxelas. Pioneiro da geografia social , da geopolítica , da geo-história , do ambientalismo e da ecologia , foi também vegetariano, naturista , defensor da união livre e esperantista . As suas principais obras são "A Terra" em 2 volumes, "Géographie universelle" em 19 volumes, "L'Homme et la Terre" em 6 volumes, bem como "Histoire d’un ruisseau [História de um Riacho]" e "Histoire d'une montagne [História de uma Montanha]". Pensador que viveu dos seus escritos, publicou também quase 200 artigos geográficos, 40 artigos sobre temas diversos e 80 artigos políticos em revistas anarquistas.

Vieira, Deolinda Lopes.
PT/AHS-ICS/DLV · Pessoa singular · 1888 - 1993

Deolinda Lopes Vieira (Santiago Maior, Beja, 8 de Julho de 1888 — São Mamede, Lisboa, 6 de Junho de 1993) foi professora primária, formada pela Escola Normal Primária de Lisboa, militante anarco-sindicalista, activista feminista.
Foi professora na Escola-Oficina n.º 1, instituição educativa em Lisboa de influência anarquista e libertária, e no ensino oficial, nos quais se dedicou ao ensino primário e à educação infantil.
Antes e durante a 1ª República, foi membro da Liga de Acção Educativa, e membro fundador do Concelho Nacional das Mulheres Portuguesas, bem como da maçonaria feminina em Portugal.
Viveu no Brasil entre 1913 e 1915, acompanhando o jornalista António Pinto Quartin, exilado político pela sua militância anarquista.
Casou em Lisboa, em 1936, com Pinto Quartin, com quem já tinha sido mãe de Orquídea Vieira Quartin, de Hélio Vieira Quartin (1916-2003) e da actriz Glicínia Quartin (1924-2006).
[adaptado da wikipedia, ver Fonte]