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Pessoas, Entidades
Academia Cultural de João de Deus
Pessoa coletiva · 1941-?

"A ACADEMIA CULTURAL DE JOÃO DE DEUS é constituída por alguns alunos do Colégio portuense do mesmo nome, e foi fundada em 1941 por António Pinto de Almeida, Fernando T. F. Correia de Araújo, Manuel Homem de Albuquerque Ferreira e Manuel José Martins de Almeida"

Academia Recreativa de Lisboa
PT-AHS-ICS-ARL · Pessoa coletiva · 1897 -

Sediada na Rua do Socorro, nº 11 C, 1º, na freguesia de Socorro, no concelho de Lisboa. Natureza da Associação: recreativa e educativa. Data da constituição da Associação: 19 de janeiro de 1897.

Academia Recreio Artístico
PT-AHS-ICS-ARA · Pessoa coletiva · 1885 -

Sediada na Rua dos Fanqueiros, nº 286, 1º, na freguesia de Madalena, no concelho de Lisboa. Natureza da Associação: recreativa e educativa. Data da constituição da Associação: 15 de agosto de 1885.

Acção Académica
Pessoa coletiva · 1963-

Movimento Estudantil, próximo do Estado Novo.

Acção (jornal)
Pessoa coletiva · 1936-1937; 1941 - >=1949

O jornal "Acção: semanário português para portugueses" (1936-1937) [dir. e propr. Cooperativa de Produção Editorial "Acção"; red. principal e ed. Augusto Ferreira Gomes. Rua das Fabricas das Sedas 24A Lisboa] era uma publicação perfeitamente alinhada com as posições do estado novo. Defende o colonialismo português, represente a ideia que Portugal tinha tendo de nação deste os primórdios na idade média. Ainda que o jornal fosse anticomunista com veemência, algumas críticas da burguesia e do liberalismo foram cooptados para fornecer posições "corporativistas" e totalistas. O jornal recebia financiamento através do Ministério do Comércio e Indústria.

A relação de Acção: Semanário da vida portuguesa (1941- ) [dir. Manuel Múrias; propr. Editorial império, LDA; ed Armando António Martins de Figueiredo. Rua do Salitre 155 Lisboa] com o jornal de anos 1936-37 não é totalmente clara. Começa de novo com número 1, cujo editorial não fala sobre a primeira série. A sede, e os dirigentes eram diferentes, e o formato e as rubricas também. No entanto, o desenho do título é idêntico e a primeira série também era (impresso) e composto pela Editorial império. As posições políticas eram os mesmos.

Acção Realista Portuguesa
PT-AHS-ICS-ARP · Pessoa coletiva · 1923-1926?

Surgiu como boletim mensal a 10 de Dezembro de 1921 sob a direcção de Ernesto Gonçalves. Este boletim agregou os seguidores de D. Manuel II da Acção Tradicionalista Portuguesa. Em 1926 surgirá um diário com o mesmo nome, sob a direcção de João Ameal. Tinha influência integralista.

Acosta, Teófilo.
Pessoa singular

Primeiro secretário da delegação cubana na ONU.

PT/AHS-ICS/ACTIL · Pessoa coletiva · 1904-1924

A Associação de Classe dos Trabalhadores da Imprensa de Lisboa, criada por alvará do rei D. Carlos, em 24 de Abril de 1905, na sequência de uma greve do pessoal gráfico desde 14 de Julho de 1904 em defesa dos interesses dos profissionais da Imprensa. Eram considerados os redactores, repórteres, informadores, fotógrafos e desenhadores que trabalhassem na imprensa diária, e como tal auferissem todos ou uma parte dos seus proventos; mas também os revisores, com mais de dois anos de actividade.

Os primeiros corpos gerentes foram eleitos em assembleias gerais realizadas a 15 de Maio e 15 de Junho de 1905, e empossados a 21 de Junho numa loja da Rua da Rosa, sede do Corpo de Salvados. Presidiam, à Direcção, António José Guedes, e à Assembleia Geral, Luis Galhardo. Ficando a funcionar, provisóriamente, na Rua do Diário de Notícias, 45, a Associação inaugurou em 21 de Janeiro de 1906, um domingo, a sua sede própria, na Rua das Gáveas, 55, na oportunidade de uma assembleia geral convocada para protestar contra o procedimento do Governo em relação à Imprensa e eleger novos órgãos sociais.

À Direcção eleita, presidida por Luís Galhardo (à Assembleia Geral presidia Eduardo Coelho, filho do fundador do «Diário de Notícias» e, ao tempo, secretário da Redacção do jornal) conferiu a assembleia «plenos poderes para tratar das medidas que forem necessárias para obviar a todas as perseguições que recaem, ou venham a recair, sobre a Imprensa, tolhendo a sua liberdade de acção legal».

A Associação dos Trabalhadores da Imprensa integrava um Cofre de Beneficência e Pensões, sua estrutura principal, que concedia benefícios materiais na doença e no desemprego, e pensões a viuvas e órfãos dos jornalistas associados. A favor do Cofre, angariando receitas suplementares, imprescindíveis pela insuficiência das quotizações dos associados, realizavam-se saraus artísticos, o primeiro dos quais (1906) no Teatro Avenida, saraus ginásticos no Coliseu e iniciativas de vária natureza, como exposições de flores, e quermesses e tômbolas em barracas de feira, superiormente autorizadas.

As iniciativas da Associação mereciam o patrocinio de figuras relevantes da época, nomeadamente o dr. Manuel d’Arriaga, que viria a ser o primeiro Presidente da República, e por essa acção foi proclamado Sócio de Mérito.

No ano de 1924, a partir de finais de Agosto, sucederam-se os acontecimentos que conduziriam, por um lado, à autonomia das duas vertentes da Associação, por outro, ao reconhecimento da classe, com a emissão da primeira Carteira de Identidade de Profissional da Imprensa.

AEPPA - Associação de Ex-Presos Políticos Antifascistas
PT-AHS-ICS-AEPPA · Pessoa coletiva · 1974-1976

A Associação de Ex-Presos Políticos Antifascistas surgiu em Junho de 1974 e rapidamente viria a estar alinhada com a área do Partido Comunista Português (Reconstruído) [PCP(R)], e da sua frente legal, União Democrática Popular (UDP). Para além do combate a qualquer possibilidade de regresso a uma ditadura de direita, procurou desencadear processos de justiça política, bem como levar a julgamento e punir os responsáveis dos crimes e da repressão durante o Estado Novo. Aposta na denúncia e investigação destes crimes e na criminalização dos seus perpetradores, em particular, a PIDE/DGS e Legião Portuguesa, apoiando os processos legais contra os agentes destas organizações. Desenvolvia acções de solidariedade e apoio aos antigos presos políticos portugueses e das ex-colónias e procurava, globalmente, contribuir para o desmantelamento de todas as estruturas repressivas e ditatoriais, estimulando iniciativas de condenação e denúncia do Estado Novo e das suas instituições repressivas. Defendendo uma fórmula alternativa ao poder judicial burguês, procurou pô-la em prática no caso do julgamento de José Diogo em 1975.

AEV - Acção Escolar Vanguarda
PT/AHS-ICS/AEV · Pessoa coletiva · 1934-1936

Acção Escolar Vanguarda (AEV) foi a primeira organização miliciana, vagamente militarizada, criada e inicialmente apadrinhada pelo aparelho de Estado e pelo próprio Salazar. Com uma vida relativamente curta (1934-1936), uniu e enquadrou a principio um número considerável de jovens nacionalistas. As relações contraditórias com o aparelho de Estado, assim como a criação da Mocidade Portuguesa em abril de 1936, levarão ao fim da AEV enquanto organização com um mínimo de vida própria.

Afana, Osendé.
Pessoa singular · 1930-1966

Economista marxista dos Camarões.