Académico, autor de manuais escolares da área das ciências e da matemática.
Sócio da Academia de Ciências de Lisboa. Área: Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais, 2.ª Secção: Ciências Físicas
Académico, autor de manuais escolares da área das ciências e da matemática.
Sócio da Academia de Ciências de Lisboa. Área: Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais, 2.ª Secção: Ciências Físicas
José Valentim Fialho de Almeida nasceu em Vila de Frades, no Alentejo, dia 7 de maio de 1857, e faleceu em Cuba (Alentejo), a 4 de março de 1911.
Foi estudar para Lisboa em 1866, no Colégio Europeu. Fez a sua estreia literária no jornal Correspondência de Leiria. Por falta de meios económicos, abandonou os estudos e começou a trabalhar como praticante de farmácia numa botica lisboeta. Publica o seu primeiro volume 'Contos' em 1881. Voltou a estudar, desta vez no Liceu Francês e na Escola Politécnica, iniciando a formação em Medicina. Entretanto, colaborou frequentemente com a imprensa, escrevendo contos, crónicas, críticas literárias e teatrais, e redigiu entradas para dicionários e outras publicações. Chegou também a dar aulas. Terminado o curso em 1885, Fialho de Almeida nunca chegou a fazer a prática de médico - optando ao invés por se dedicar exclusivamente à escrita e à prática jornalística.
Em 1889, um editor portuense (Alcino Aranha) atraído pelo estilo original e satírico de Fialho de Almeida, propôs-lhe a publicação mensal de uma crónica. Surgiu então, nesse ano, o primeiro fascículo d'Os Gatos, que se publicaria até 1894 - marcado por um tom crítico e satírico.
Fialho de Almeida colaborou em diversas publicações periódicas, nomeadamente nos jornais humorísticos Pontos nos ii (1885–1891) e A Comédia Portuguesa (fundado em 1888),e também nas revistas: Renascença (1878–1879?), A Mulher (1879), O Pantheon (1880–1881), Ribaltas e Gambiarras (1881), Branco e Negro (1896–1898), Brasil-Portugal (1899–1914), Serões (1901–1911) e, postumamente, na Revista de turismo iniciada em 1916. Também colaborou n' O Interesse Público, de que foi diretor literário (Lisboa, 1886), n' O Repórter (Porto, 1888), Revista de Portugal (Porto, 1889-1892), de Eça de Queirós, Ovos Moles e Mexilhões (Aveiro, 1893), Serões: revista mensal illustrada (Lisboa, 1901), Novidades (Lisboa, 1885) e Correio da Manhã (Rio de Janeiro, 1901). Usou o pseudónimo de «Valentim Demónio» em diversos artigos publicados na revista literária A Crónica, por ele fundada, e dirigida, em 1880.
Distinguiu-se também como contista, publicando várias obras.
Em 1893, na sequência do seu casamento com Emília Augusta Garcia Pego, alentejana e abastada proprietária rural, Fialho de Almeida foi residir para Cuba. Ela faleceu no ano seguinte, o que o levou a abandonar a vida do campo e a regressar à escrita. Viajou por Espanha, França, Suíça, Alemanha, Bélgica e Holanda. Criticou duramente o recém-implantado regime da República, antes de falecer em 4 de março de 1911, em Cuba.
Conselheiro de Estado, Ministro da Marinha e Ultramar e Ministro da Guerra. Deputado e Par do Reino. Governador de Cabo Verde, Índia, Macau e Timor. Diplomata na Ásia e na América do Sul. 1.º barão, 1.º visconde e 1.º conde de São Januário.
Militar português, foi Governador Geral e Comandante Chefe das Forçass Armadas em Moçambique (1964-1968).
José Carlos Ferreira de Almeida (Janeiro de 1934- Março de 2009)
José Carlos Lima Ferreira de Almeida foi um sociólogo empenhado nas questões metodológicas de aplicação dos inquéritos e o fundador da Sociologia da Saúde em Portugal.
Nos inícios dos anos 60 do século passado, quando em Portugal se começava a aprofundar os estudos da Sociologia, pelo incentivo de Adérito Sedas Nunes, José Carlos Ferreira de Almeida partiu para Paris para se dedicar ao estudo dos problemas económicos, sociais e políticos que atravessavam a sociedade portuguesa. Para trás ficava o curso de Engenharia Civil do IST que frequentou até ao 5º ano e uma intensa actividade associativa.
Diplomado em Outubro de 1963 pelo Institut d’Études Politiques da Universidade de Paris, foi aí que orientou os seus interesses para o estudo da emigração portuguesa para a região de Paris, a convite do Professor Louis Chevalier do Collège de France. Este interesse leva-o nos três anos seguintes a frequentar o ciclo do doutoramento de investigação em Sociologia, na Sorbonne, sob a direcção do Prof. Jean Stoetzel, já como investigador com responsabilidades de direcção de projectos do Grupo de Bolseiros da Fundação Calouste Gulbenkian (anexo ao Gabinete de Investigações Sociais, desde a sua criação até Setembro de 1969). Os resultados da investigação sobre a emigração, realizada neste período, encontram-se publicados nos primeiros números da revista Análise Social.
De regresso a Lisboa, paralelamente às actividades de investigação no GIS, dedicou-se ao ensino de cadeiras de metodologia sociológica, no Instituto de Estudos Sociais, no Instituto de Serviço Social do Porto, no Instituto de Orientação Profissional, na Escola de Escola de Ensino e Administração de Enfermagem e na Escola Nacional de Saúde Pública, tendo sido o principal impulsionador da autonomização e criação nesta escola da cadeira de «Ciências Sociais e Humanas», onde leccionou desde 1969 a 2000.
Após o 25 de Abril, desempenhou vários cargos: consultor dos Ministros dos Assuntos Sociais (1974-76); membro do Gabinete de Apoio Técnico da Comissão Interministerial para a Animação Sócio-Cultural; coordenador do Grupo de trabalho que elaborou o Guião para a Reestruturação do MAS (1975); membro da Secção de Ciências Sociais da Comissão de Equivalência de Diplomas Estrangeiros (1974-1976); co-criador e membro da Comissão de Recurso da Comissão de Classificação de Espectáculos (1974-77) e Presidente (equiparado a Director-Geral) desta última (1977-81).
Como consultor para a análise sociológica ou como coordenador metodológico para aplicação de inquéritos, José Carlos Ferreira de Almeida integrou várias equipas de estudo e projectos de investigação, nas décadas de 1970 e 1980, que levaram a cabo estudos dos fenómenos urbanos e habitacionais, do consumo, dos transportes, etc. Foi ainda perito convidado, relator e/ou presidente de diversas reuniões da OCDE, da OMS, da Divisão de Assuntos Sociais da ONU, em Genebra, e da UNESCO (nomeadamente para a reestruturação do programa do Sector de Ciências Sociais e suas Aplicações), entre outras missões.
Podemos ainda encontrar contributos de José Carlos Ferreira de Almeida para a Sociologia portuguesa nos vários artigos que publicou, em revistas da especialidade portuguesas e francesas, nas múltiplas conferências e seminários em que participou, e, sobretudo, nas muitas centenas de páginas dactilografadas com notas de leitura e apontamentos para as aulas que leccionou.
Membro do Movimento Sindical Estudantil, das Juntas Patrióticas, da CDE e do PCP.
Onésimo T. Almeida nasceu em Pico da Pedra, São Miguel, Açores, em 1946. Professor da Universidade Brown e académico há muito envolvido com a comunidade imigrante portuguesa, emigrou de São Miguel para os Estados Unidos no início da década de 1970.
Através dos seus escritos e da organização de atividades políticas na Nova Inglaterra, Onésimo foi uma das poucas vozes que, de forma consistente, criticou publicamente o regime português.
Após a Revolução, tornou-se um defensor público do futuro de Portugal, influenciando as respostas nos Estados Unidos à situação política do país e colaborando com os líderes que viriam a conduzir a transição portuguesa para a democracia. Os seus escritos públicos, a sua produção académica e o seu ativismo — incluindo a organização e participação em protestos durante este período de transição — foram fundamentais para que os portugueses e outros nos Estados Unidos pudessem compreender este momento histórico decisivo.