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Pessoas, Entidades
Franca, Cândido Guerreiro Xavier da.
Pessoa singular · 1899 - 1977?

Cândido Guerreiro Xavier da Franca nasceu dia 19 de outubro de 1899, na aldeia de Odivelas, em Ferreira do Alentejo e faleceu em 1977. Era filho do poeta Francisco Xavier Cândido Guerreiro (1871-1953) e de Maria Veleda.

Juntamente com a mãe, participou em iniciativas relacionadas com o espiritismo em Portugal.

Em 26 de fevereiro de 1921, o seu casamento com Arminda da Costa Pinto da Silva, sobrinha de Maria Emília Marques, foi assinalado por uma sessão de confraternização espírita.

Foi secretário do Órgão do Centro de Propaganda das Ciências Psíquicas Luz e Amor: Revista mensal de propaganda sociológica e de ciências psíquicas, que era dirigida por Maria Veleda. Foi também secretário da Futuro (O), uma revista mensal de propaganda sociológica e de ciências psíquicas, dirigida também por Maria Veleda. Em janeiro de 1923, foi para Angola, abandonando a função.

Derivado das suas experiências em Angola escreveu o livro No Sertão dos Diamantes - Tip. Minerva, Vila Nova de Famalicão, 1936.

Moura, Maria Lacerda de.
Pessoa singular · 1887 - 1945

Maria Lacerda de Moura (Manhuaçu, 16 de maio de 1887 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1945) foi uma professora, escritora, anarquista e feminista brasileira. Filha de pais espíritas e anticlericais, cresceu na cidade de Barbacena, no interior de Minas Gerais, onde formou-se professora pela Escola Normal Municipal de Barbacena e participou dos esforços oficiais para enfrentar a questão social através de campanhas nacionais de alfabetização e reformas educacionais.

Formou-se como professora pela Escola Normal Municipal de Barbacena em 1904 e em 1908, foi diretora do Pedagogium. Participou na Campanha Barbacense de Alfabetização.

Em 1912, enviou as suas primeiras crónicas para um jornal local. Em 1918, publicou o seu primeiro livro, Em torno da educação. No mesmo período, iniciou correspondências com José Oiticica e Galeão Coutinho e conheceu as ideias pedagógicas da médica Maria Montessori e dos educadores anarquistas Paul Robin, Sebastien Faure e Francisco Ferrer y Guardia. Ligou-se a associações femininas e feministas, preocupando-se com questões como a dos menores abandonados, e os movimentos sufragistas.

Em 1919, publicou Renovação e realizou as suas primeiras conferências fora da sua cidade. Em 1920, discursou na sede da Federação Operária Mineira (FOM) em Juiz de Fora.

Lacerda mudou-se para a cidade de São Paulo em 1921. Foi convidada a unir-se à bióloga feminista Bertha Lutz para a fundação da Federação Internacional Feminina. Ao mesmo tempo, entrou em contacto com o movimento trabalhista daquele período, colaborando com a imprensa operária e escrevendo para jornais como A Plebe, A Lanterna e O Trabalhador Gráfico. Contribuiu para a imprensa operária e para jornais independentes e progressistas, como O Combate, de São Paulo, A Tribuna, de Santos, e O Corymbo, de Rio Grande. Também publicou, em 1923, a revista cultural Renascença.

Depois de ter sido presidente da Federação Internacional Feminina entre 1921 e 1923, Maria Lacerda afastou-se das feministas liberais, por achar que o direito ao voto não era suficiente.

Em 1926, conheceu o francês André Néblind, com quem colaborou e esteve sob influência até 1937, e entrou em contato com a obra do anarquista individualista francês Han Ryner.

Entre 1928 e 1937, Maria Lacerda viveu numa comunidade agrícola em Guararema, no interior de São Paulo, formada por anarquistas individualistas e desertores espanhóis, franceses e italianos da Primeira Guerra Mundial.
Em Guararema, Maria Lacerda pôs em prática a sua modalidade de educação racionalista, junto aos companheiros e seus filhos.

Diante da notícia da fundação de um Partido Católico Brasileiro, a Coligação Nacional Pró-Estado Leigo foi mobilizada. Foi através da Coligação que Maria Lacerda manteve, na década de 30, os seus maiores contatos com grupos intelectuais e políticos anticlericais.

Em 1934 e 1935, publicou dois livros antifascistas Clero e fascismo – horda de embrutecedores! e Fascismo – filho dilecto da Igreja e do capital. Ainda em 1935, rompeu com a Fraternidade Rosacruz, com a qual tinha certa proximidade, após saber que sua sede em Berlim havia sido cedida aos nazis, e também participou do Comitê Feminino Contra a Guerra.

Com a proclamação do Estado Novo, a repressão policial logo atingiu a comunidade de Guararema. Lacerda voltou a Barbacena, em 1937.

Em 1938, mudou-se para o Rio de Janeiro. Buscou refúgio no espiritualismo e viveu dando aulas no ensino comercial. O período carioca foi marcado pela leitura de horóscopos, na Rádio Mayrink Veiga, aplicando seus estudos de astrologia.

Quartin, João Leão
Pessoa singular · 1851-19[46?]

João Leão Quartin nasceu a 30 de agosto de 1851, filho de Luís Augusto Quartin, Alferes do Regimento de Infantaria nº 3, e de sua mulher Antónia Josefina Lemos Quartin, neto paterno de Ricardo Leão Quartin, natural de Gibraltar, e de sua mulher Ana Almeida Quartin, natural da freguesia Matriz desta cidade (Viana do Castelo). Casou em 28 de fevereiro de 1879 com Justina Barbosa(?) da Cruz no Rio de Janeiro.

"João Leão Quartin que, nos jornais de Viana de Castelo, sustentou, com denodo e êxito, rijas e acaloradas discussões em defesa do Espiritismo."