Mostrar 9 resultados

Pessoas, Entidades
Associação de Professores de Portugal
PT- AHS-ICS-APP · Pessoa coletiva · 1924 -

Comissão organizadora: Dr. Adolfo Lima, da Escola N. Primárja de Lisboa; Almeida Costa, da Escola anexa a N. Primaria de Coimbra; Antonio Moura, da Escola P. Gerat de Bombarral; Caubäo Janior, áa. Escola P. Superior de C.
da Rainha; dr. Carneiro de Moura, du Escola Colonial Superior; Carmlhäo Duarte, da E. P. G. de Vila Moreira; inspector Joaquim Tomás, do círculo de Vila F. de Xira; dr. Manuel dos Reis, da Universidade de Coimbra; Manuel da. Silva., da E. P. G.. de Garnaxide; e Raimundo dos Santos, da E. P. G. de Ribeira Ruiva,

Buen y del Cos, Odón de
Pessoa singular · 1863-1945

Odón de Buen y del Cos - naturalista espanhol, considerado o fundador da oceanografia espanhola - nasceu em Zuera, Espanha, dia 18 de novembro de 1863 e faleceu na Cidade do México, 3 de maio de 1945.

Filho de Mariano de Buen y Ropín e de Petra del Cos y Corroza, iniciou os estudos na Universidade de Zaragoza, indo depois estudar Ciências, Secção de Naturais, em Madrid. Em 1889 obteve a cátedra de História Natural da Universidade de Barcelona, onde foi introduzindo práticas de laboratório e saídas de campo.

Publicou em 1890 o "Tratado elemental de Geología" e o "Tratado elemental de Zoología", que foram incluídos no Índice de livros proibidos da Igreja Católica . O setor conservador de Barcelona conseguiu a sua suspensão temporário no ano letivo de 1895-1896, usando uma antiga lei que proibia ensinamentos contrários aos dogmas da religião católica.

Odón de Buen participou no Congresso Internacional de Livre-pensadores em Paris, em 1889. (Puig-Samper et al.) Foi também o secretário do comité organizador do congresso de Livre-pensadores de Madrid, em 1892 - mas este foi suspenso por ordem do governo após uma denúncia por 'ataques aos dogmas e doutrinas da igreja'. (Avilés) Organizou a assistência ibérica ao Congresso de Livre-pensadores de Roma (1904), fretando um barco que fez a travessia de Barcelona a Civitta Vechia.

Odón manteve uma relação estreita com a Escola Moderna de Ferrer Guardia, de caráter pedagógico - escrevendo alguns textos com esse fim como "Las Ciencias Naturales en la Escuela Moderna" e "Nociones de Geografía Física", ambas en 1905.

Em 1906, fundou o laboratório de Biologia Marinha de Porto Pi, do qual seria nomeado diretor em 1912. Em 1910, presidiu à delegação espanhola para a inauguração do Museu Oceanográfico do Mónaco. Longe iam os seus conflitos com as autoridades governamentais. Em 1911, mudou-se para Madrid, passando a ter a cátedra de Mineralogia e Botânica da Faculdade de Ciências, continuando a redação de manuais universitários.

Os seus esforços culminaram na fundação do Instituto Espanhol de Oceanografia (1914) Foi presidente do Primeiro Congresso Internacional de Oceanografia (Sevilha, 1929). Obteve também a Presidência da Secção de Oceanografia da União Geodésica e Geofísica Internacional (1927-33) e a do Conselho Oceanográfico Iberoamericano (1919-33).

Quando começou a Guerra Civil Espanhola, Odón de Buen foi preso, tendo-se depois exilado no México juntamente com os seus filhos.

Elslander, Jean-François
Pessoa singular · 1865-1945

Jean-François Elslander nasceu em Bruxelas, dia 19 de setembro de 1865 e faleceu em Ostende (Bélgica), em 1945. Professor primário, seguidor das ideias de Francisco Ferrer. Foi um escritor naturalista e macabro a tal ponto que o seu romance Rage charnelle foi apreendido em Bruxelas e em Paris.

Escola Oficina n. 1
PT/AHS-ICS/EscOfic1 · Pessoa coletiva · 1905 -1987

A Escola Oficina n.º 1 de Lisboa (1905-1987) foi a mais emblemática das escolas novas portuguesas, tendo desenvolvido o seu projeto inovador principalmente entre 1907 e 1919. No entanto, a sua existência inscreveu-se num tempo longo, tendo funcionado durante mais de oitenta anos. O modelo pedagógico inovador que a caracterizou foi impulsionado por Adolfo Lima e inspirou-se nos ideais libertários e anarquistas, matriz a partir da qual foram interpretados os princípios da Educação Nova. Esta Escola adotou muitas das práticas inovadoras deste movimento, como o self-government escolar, a valorização dos trabalhos manuais, a educação física e a educação estética. Colocou o aluno no centro do processo pedagógico, visando a sua educação integral. Definiu rituais e normas no quotidiano escolar, assim como práticas de saúde e higiene. A partir dos anos trinta, com o regime político salazarista, perdeu o seu carácter experimental e tornou-se uma escola “normal”, igual a outras escolas oficiais.

Ferrer, Francisco.
Pessoa singular · 1859-1909

Nascido em Alella (Barcelona), em 14 de janeiro de 1859, Ferrer educou-se como autodidata e iniciou a sua atividade política com o republicanismo. Afiliou-se à maçonaria em 1883 e participou na tentativa de sublevação republicana de 1886. Após este evento, exilou-se em Paris, onde entrou em contacto com representantes da pedagogia renovadora, laica e livre-pensadora e o seu pensamento político começou a evoluir para o anarquismo. Ferrer funda a Escola Moderna em Barcelona em 1901 - com um ensino inspirado no livre-pensamento, educando conjuntamente ambos os géneros e diferentes classes sociais.
A 31 de maio de 1906 houve um tentado em Madrid contra o rei Afonso XIII cujo perpetrador era um antigo bibliotecário da Escola Moderna. Ferrer foi detido e condenado por conspiração, levando ao encerramento da Escola. Foi mais tarde absolvido por falta de provas, mas a Escola permaneceu encerrada. Após os eventos da Semana Trágica (decorridos em julho e agosto de 1909 e constituídos por uma série de confrontos violentos entre o exército espanhol e anarquistas, maçons, socialistas e republicanos na Catalunha) Ferrer foi de novo preso, sendo fuzilado no dia 13 de outubro de 1909, acusado de ser um dos principais instigadoras da Semana Trágica.

Jacquinet, Clémence
Pessoa singular · 1865-[19--]

Clémence Jacquinet (França, 1865 - 19--) foi uma pedagoga racionalista francesa, diretora da Escola Moderna de Barcelona e companheira de Francisco Ferrer entre os anos de 1901 e 1904.

Clemencia Jacquinet conheceu Ferrer em Paris, onde ele dava aulas de espanhol entre 1895 e 1898. Antes disso, ela tinha estado no Cairo, como governanta dos filhos de um soldado. Ferrer falou-lhe do seu projeto da criação de uma Escola Moderna em Barcelona e propôs-lhe que fosse a diretora pedagógica. Em Barcelona publicou algumas obras, como o Compendio de Historia Universal em três volumes (1902), editado pela Escola Moderna, o livro Ibsen y su obra (1907), traduzido e com prólogo de J. Prat. Colaborou também com a imprensa obreira e anarquista da cidade.

Mais tarde, Jacquinet entrou em conflito com as ideias de Ferrer, já que ela defendia uma abordagem mais academicista do ensino. Abandonou então o projeto da Escola Moderna.

Pestalozzi, Johann Heinrich.
Pessoa singular · 1746 - 1827

Johann Heinrich Pestalozzi (Zurique, 12 de janeiro de 1746 — Brugg, 17 de fevereiro de 1827) foi um pedagogo suíço e educador pioneiro da reforma educacional.