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Abílio Manuel Guerra Junqueiro
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Datas de existência
Histórico
Abílio Manuel Guerra Junqueiro (Freixo de Espada à Cinta, 15 de setembro de 1850 – Lisboa, 7 de julho de 1923) foi um escritor português e também alto funcionário administrativo e político.
Frequentou o curso de Teologia da Universidade de Coimbra, mudando depois para o curso de Direito. A sua frequência da Universidade de Coimbra coincidiu com o movimento de agitação ideológica em que eclodiu a Questão Coimbrã.
Começou a sua carreira literária como redator do jornal literário A Folha. Em 1868, publicou o opúsculo O Aristarco Português e a obra Baptismo de Amor. Sendo antimonárquico, manifestou as suas ideias republicanas em 1873, publicando o poemeto À Hespanha Livre, em que celebrou a proclamação da república espanhola. Em 1874, publicou A Morte de D. João, obra que obteve um enorme sucesso.
Em Lisboa Lisboa, foi colaborador de jornais políticos e artísticos, como o jornal A Lanterna Mágica. Entrou para o funcionalismo público e tornou-se secretário-geral do governador civil dos distritos de Angra do Heroísmo e de Viana do Castelo. Em 1878, foi eleito deputado pelo círculo de Macedo de Cavaleiros, sendo posteriormente também eleito pelo círculo de Viana do Castelo (1880) e pelo círculo de Quelimane, África Oriental Portuguesa (1890).
Nos anos oitenta, participou nas reuniões dos Vencidos da Vida, juntamente com Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós e António Cândido, entre outros. Reagiu ao Ultimato inglês de 1890, com o livro de poesias Finis Patriae, altura em que se afastou ideologicamente de Oliveira Martins, confiando na República como solução para os males da sociedade portuguesa. Entre 1911 e 1914, assumiu o cargo de Ministro de Portugal na Suíça.
Na fase final da sua vida, retirou-se para a sua propriedade no Douro.
Casou com Filomena Augusta Neves (1880).
Locais
Estado Legal
Funções, ocupações e atividades
Obras:
- Viagem À Roda Da Parvónia (1878)
- A Morte De D. João (1874)
- Contos para a Infância (1875)
- A Musa Em Férias (1879)
- A velhice do padre eterno (1885)
- Finis Patriae (1890)
- Os Simples (1892)
- Pátria (1896)
- Oração Ao Pão (1902)
- Oração À Luz (1904)
- Gritos da Alma (1912)
- Poesias Dispersas (1920)
- Prosas Dispersas (1921)
- Duas Paginas Dos Quatorze Annos
- O Melro
- Horas de Combate (1924)
- O Caminho Do Céu (1925)
- Prometheu Libertado (1926, póstumo)
Colaborou em diversas publicações periódicas, nomeadamente: Atlantida (1915–1920), Branco e Negro (1896–1898), Brasil Portugal (1899–1914), A Crónica, Ilustração (1884–1892), A Illustração Portugueza (1884–1890), Ilustração Universal (1884–1885), A Imprensa (1885–1891), Jornal do domingo (1881–1888), A Leitura (1894–1896), Luz e Vida (1905), A Mulher (1879), O Occidente (1878–1915), Renascença (1878–1879?), O Pantheon (1880–1881), A Republica Portugueza (1910–1911), Ribaltas e Gambiarras (1881), Serões (1901–1911), Azulejos (1907–1909), na Revista de turismo iniciada em 1916 e no periódico O Azeitonense (1919–1920).
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
Contexto geral
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Área de pontos de acesso
Pontos de acesso - Assunto
- -- CRONOLOGIA da HISTÓRIA DE PORTUGAL -- » Monarquia (1143-1910) » Monarquia Constitucional (1820-1910)
- -- CRONOLOGIA da HISTÓRIA DE PORTUGAL -- » I República (1910-1925)
- ARTES » Literatura » Literatura portuguesa
- ARTES » Literatura » Poesia
- POLÍTICA » Ideologias e sistemas políticos » Republicanismo
Ocupações
Zona do controlo
Identificador de autoridade arquivística de documentos
Identificador da instituição
Regras ou convenções utilizadas
Estatuto
Nível de detalhe
Datas de criação, revisão ou eliminação
Criado 2026-03, cmp
Línguas e escritas
Script(s)
Fontes
Guerra Junqueiro. Infopédia. https://www.infopedia.pt/artigos/$guerra-junqueiro
Guerra Junqueiro. Instituto Camões - Centro Virtual. https://www.instituto-camoes.pt/activity/centro-virtual/bases-tematicas/figuras-da-cultura-portuguesa/guerra-junqueiro
Guerra Junqueiro. Wikipedia (PT). https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Junqueiro