Mendonça, António Pedro Lopes de

Zona de identificação

Tipo de entidade

Pessoa singular

Forma autorizada do nome

Mendonça, António Pedro Lopes de

Forma(s) paralela(s) de nome

    Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

      Outra(s) forma(s) de nome

        identificadores para entidades coletivas

        Área de descrição

        Datas de existência

        1826-1865

        Histórico

        António Pedro Lopes de Mendonça (Lisboa, 14 de novembro de 1826 – Lisboa, 8 de outubro de 1865), mais conhecido por Lopes de Mendonça, foi um jornalista, romancista, dramaturgo e folhetinista português, que também se destacou como activista social, defendendo um socialismo utópico e romântico

        Lopes de Mendonça nasceu no seio de uma família burguesa de origem açoriana residente em Lisboa.
        Aos 14 anos de idade iniciou uma passagem pela Armada Portuguesa, que terminou com a sua demissão em 1845. Enquanto aspirante da Marinha frequentou o curso de Matemática da Universidade de Coimbra

        Em 1843, publica as Cenas da Vida Contemporânea, muito influenciadas por Balzac.

        Participou no campo setembrista nos combates da Revolução da Maria da Fonte e da Patuleia (1846–1847), demonstrando bem o seu pendor esquerdista. Terminada a guerra civil, voltou a Lisboa. Em 1847, ingressou no jornalismo a convite de José Estêvão, como articulista no jornal A Revolução de setembro.

        Em 1849, publicou o romance Memórias dum Doido, inicialmente surgido em folhetim na Revista Universal Lisbonense.

        Coligiu no volume dos Ensaios de Crítica e de Literatura uma série de artigos de crítica literária anteriormente publicados no jornal A Revolução de setembro.

        Em 1850, fundou, juntamente com Sousa Brandão e Vieira da Silva, o jornal socialista Eco dos Operários, onde divulgava o socialismo utópico de Proudhon.

        Um ano depois, viajou pela Itália, viagem refletida conjunto de crónicas que publicou nos anos seguintes sob o título de Recordações de Itália

        Apoiou a Regeneração, sendo convidado a integrar as listas governamentais pelo círculo eleitoral de Lamego. Foi eleito deputado nas eleições gerais de 12 de Dezembro de 1852. Foi relator da Comissão Parlamentar de Estatística em 1854, mas pouco conseguiu. Pouco depois abandonou definitivamente a vida parlamentar.

        Em 1859, publicou as Memórias da Literatura Contemporânea, refundição dos Ensaios de crítica publicados dez anos antes. Em 1860, após a recusa de António Feliciano de Castilho, foi nomeado para a cátedra de Literatura Moderna no Curso Superior de Letras de Lisboa. Poucas aulas deu, pois por esta altura já se encontrava muito diminuído por doença mental, que pouco depois levaria ao seu internamento no hospício de Rilhafoles. Com 34 anos foi considerado como sofrendo de loucura incurável: viveu os últimos cinco anos da sua curta vida internado em Rilhafoles, onde faleceu em 1865.

        Locais

        Estado Legal

        Funções, ocupações e atividades

        Mandatos/fontes de autoridade

        Estruturas internas/genealogia

        Contexto geral

        Área de relacionamentos

        Área de pontos de acesso

        Pontos de acesso - Local

        Zona do controlo

        Identificador de autoridade arquivística de documentos

        Identificador da instituição

        Regras ou convenções utilizadas

        Estatuto

        Nível de detalhe

        Datas de criação, revisão ou eliminação

        Criado 2026-03, cmp

        Línguas e escritas

          Script(s)

            Notas de manutenção