Timor-Leste

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              26 Descrição arquivística resultados para Timor-Leste

              PT/AHS-ICS/DIV-02C-2023-02b · Item · 2023-02
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Diana Maria Lourenço Luís (2023). A (e)Vocação Imperial no Cortejo Histórico-Colonial: A PERFORMANCE DO IMPÉRIO NA 1ª EXPOSIÇÃO COLONIAL PORTUGUESA DE 1934, PORTO [Tese de mestrado em Arte e Património], Universidade de Coimbra.
              Repositório da Universidade de Coimbra.

              O presente estudo versa sobre a análise interpretativa do cortejo alegórico de teor cívico, histórico e colonial que decorreu a 30 de setembro de 1934 e que tomou lugar na cidade do Porto aquando do encerramento festivo da 1ª Exposição Colonial Portuguesa. Pela morfologia particular deste cortejo compreende-se que se trata de um sinal e um sintoma do seu tempo, agregador de múltiplas dimensões que potenciam a sua análise. Quer seja na compreensão da sua ambiência social e cultural, por se realizar no Portugal dos anos 30; quer pelo(s) quadrante(s) político(s) que o enquadra(m), o Estado Novo então emergente, inserido na praticidade do colonialismo (europeu); quer pela evocação do império colonial português, na sua historicidade, pragmatismo do presente e projeção para o futuro.
              Tratou-se de uma performance cultural, um acontecimento, caracterizado pela sua efemeridade e pela sua pluridisciplinaridade o que assinala a exigência e o interesse do seu estudo. Pela relação direta com a Exposição Colonial Portuguesa, o cortejo impele-nos ao conhecimento das práticas desenvolvidas nas “Exposições” “internacionais” que o antecederam, além da discursividade e ideologização subjacente a elas. De acordo com o Estado Novo, o cortejo revelou-se um mecanismo capaz de propagandear um conjunto de ideias associadas à suposta “regeneração da nação”, mediante a sedimentação de uma noção de identidade nacional. Essa identidade versou, sobretudo, na idealização de um projeto imperial e colonial, assente num repertório que defendia o desempenho de uma “missão civilizadora” por parte dos agentes da colonização; enquanto, simultaneamente, procurou reinventar e estimular a cultura vernacular e popular portuguesa, por se crer que esta munia os alicerces de uma identidade nacional, supostamente agregadora dos valores e idiossincrasias do povo português.

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-2014 · Item · 2014
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Matos, Patrícia Ferraz de – A fotografia na obra de Mendes Correia (1888-1960): Modos de representar, diferenciar e classificar da "antropologia colonial". In O Império da Visão: Fotografia no contexto colonial português (org. Filipa Lowndes Vicente). Lisboa: Edições 70, 2014, pp. 45-66.

              Álbum Fontoura
              PT/AHS-ICS/AF · Fundo · 1936-1940

              Álbum «Colónia Portuguesa de Timor», mais conhecido por «Álbum Fontoura», nome do governador que o mandou elaborar em finais dos anos 30, e coincidindo, então, com a permanência em Timor de uma missão geográfica e geológica, chefiada pelo geógrafo Jorge Castilho.
              Contém 549 fotografias relativas a «grupos étnico-linguísticos e tipos em geral», «trajos, ornamentos, pertences e armas», «vida familiar e social», «formas de trabalho (…), arte indígena e instrumentos musicais» e «acção civilizadora e colonizadora».
              Este exemplar do álbum, recuperado após Abril de 1974 pelo antropólogo, professor António de Almeida, foi depositado no AHS, pela «Família Almeida», através do Doutor Pedro Cardim.


              «Colónia Portuguesa de Timor»
              (Álbum Álvaro Fontoura)

              O CD-ROM reproduz um dos exemplares do álbum que tem por título «Colónia Portuguesa de Timor», também conhecido por «Álbum Fontoura».
              O exemplar em causa engloba um mapa com a repartição dos vários dialectos por postos administrativos e 549 fotografias (de um total de 552), sendo umas de naturais de Timor, intituladas «Tipos característicos segundo algumas línguas indígenas» e «Tipos característicos em geral», incidindo outras sobre «trajos, ornamentos, pertences e armas», ou ainda sobre aspectos da «vida familiar e social» e da «acção civilizadora e colonizadora».

              As fotografias reportam-se, tudo o indica, aos anos de 1936 a 1940. Este período corresponde sensivelmente àquele em que o engenheiro e tenente-coronel do Exército Álvaro Eugénio das Neves Fontoura (1891-1975) foi governador de Timor (1936-1940) e a ele é atribuída a ideia da organização do álbum, pelo que este é conhecido pelo seu nome.

              Muitas das fotografias e a própria elaboração do álbum coincidiram também com a permanência no território de uma missão geográfica directamente dependente da Junta das Missões Geográficas e de Investigações Coloniais. Nomeada a 16 de Outubro de 1937 pelo Decreto-lei n.º 28 087, ela tinha por objectivo «realizar a geografia geral da colónia de Timor e em especial os estudos geodésicos, geológicos e cartográficos» (Diário do Governo, n.º 242, I Série). Esta missão a Timor foi, efectivamente, chefiada pelo geógrafo Jorge Castilho (1880-1943), que figura, aliás, numa das fotografias.
              Existem, tudo leva a crer, três exemplares deste álbum. Um fará parte dos fundos da antiga Agência Geral das Colónias, supondo-se que, actualmente, no Arquivo Histórico Ultramarino. Pelo menos, o antropólogo António Mendes Corrêa, ao reproduzir nos anos 40 algumas fotografias na sua obra "Timor Português. Contribuições para o seu Estudo Antropológico" (Lisboa, Imprensa Nacional, 1944), remetia para o exemplar que Álvaro Fontoura tinha oferecido à Agencia Geral das Colónias. Um segundo exemplar é provável que se encontre na posse dos descendentes de Álvaro Fontoura. O terceiro foi confiado, já depois de Abril de 1974 e em plena convulsão político-social em Timor, ao professor António de Almeida (1900-1984), antropólogo e director do Centro de Estudos de Antropobiologia da antiga Junta de Investigações do Ultramar, aquando da sua última missão científica àquele território, tendo-o então trazido para Portugal.

              Foi este último exemplar que o Doutor Pedro Cardim, em representação da família Almeida, depositou no Arquivo de História Social do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Foi também com base nele que se elaborou um fac simile e um CD-ROM, oferecidos ambos à República Democrática de Timor-Leste.

              O restauro do exemplar, bem como a elaboração do fac simile e do CD-ROM foram possíveis graças ao apoio financeiro concedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, mais concretamente pelo Observatório das Ciências e Tecnologias (OCT) e pelo Instituto de Cooperação Científica e Tecnológica Internacional (ICCTI)."

              Adapatado da apresentação no CD-Rom, datada de 28 de Novembro de 2002

              Fontoura, Álvaro.
              Ásia
              PT/AHS-ICS/ASR-FC-5ASIA · Colecção · 1914
              Parte de Espólio António Sousa Ribeiro

              A coleção inclui fotografias tiradas em Timor e Hong Kong. Em relação a Timor, trata-se de um retrato de um timorense vestindo com traje tradicional. Quanto a Hong Kong, apresenta-se um registro fotográfico dos membros da tripulação do S.S. "Tain On", um vapor que foi vítima de pirataria em 27 de abril de 1914.

              Brochuras do Congresso Colonial Nacional
              PT/AHS-ICS/ASR-FB-01CPG-08BCCN · Série · 1901-1905
              Parte de Espólio António Sousa Ribeiro

              Conjunto de 27 brochuras relativas ao Congresso Colonial Nacional (realizado em 1901). Consistem maioritariamente em memórias e conferências preliminares, publicadas em Lisboa (com exceção de 1, publicada em Lourenço Marques).
              As publicações são datadas entre 1901-1905, e destacam-se as atas do congresso: “Congresso Colonial Nacional Inaugurado no Dia 2 de Dezembro de 1901 Por Sua Majestade El-rei e Com a Assistência de Sua Majestade a Rainha Senhora D. Amélia e Sua Alteza o Príncipe Real Senhor D. Luís. Atas das Sessões” (1902). 

              Colonialismo Português Geral
              PT/AHS-ICS/ASR-FB-01CPG · Subsecção · 1858-1973
              Parte de Espólio António Sousa Ribeiro

              Agrega 125 documentos (1858-1973) publicados em Portugal ou nas ex-colónias portuguesas, com dados relativos às antigas colónias portuguesas: relatórios dos governadores, conferências e congressos, estudos sobre os territórios, economia e ciência colonial, etc. Destacam-se: as Brochuras do Congresso Colonial Nacional (1901-1905; 28 docs.), a Revista Colonial (cerca de 36 docs., 1913-1920) e Mapas Coloniais relativos a Damão, Timor, Macau, Índia. Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique e Goa (s.a./s.d.).

              PT/AHS-ICS/DIV-PICS-2013 · Item · 2011-2013
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Conhecimento e Visão: Fotografia no Arquivo e no Museu Colonial Português, foi um projeto de investigação que se debruçou sobre a intersecção entre fotografia e o colonialismo português.

              Ao longo da segunda metade do século XIX, a fotografia surgiu como um instrumento central na definição de identidades nacionais, coloniais e individuais, e como uma nova forma de conhecimento e de comunicação. Esta hegemonia da fotografia foi contemporânea à hegemonia do colonialismo contemporâneo.

              Pensámos a história de uma fotografia ou de um conjunto de fotografias questionando: qual foi o seu contexto de produção? Onde é que a fotografia foi guardada, exposta, reproduzida, coleccionada ou disseminada? Onde está agora, num museu, arquivo, instituição pública ou casa privada? Quem é que a viu, quem escreveu sobre ela, e quem é que a usou e como a usou? Quais foram os usos ideológicos da fotografia nas muitas exposições que a ela recorreram? Foi reproduzida num postal, numa revista académica, num livro de viagens ou numa revista de grande circulação? Como é que a fotografia se cruza com a ideia de reprodução e exposição?

              Se este projecto se centrou na ideia do arquivo colonial metropolitano, a fotografia em si foi particularmente sujeita à mobilidade, globalização, transnacionalismo, transcolonialismo, reprodução, visibilidade e transformação.

              Espólio António Sousa Ribeiro
              PT/AHS-ICS/ASR · Fundo · 1868-1951

              O espólio ilustra as diferentes atividades a que se dedicou este monárquico, nascido no Porto em 1868. Contém documentação relacionada com a atividade de António de Sousa Ribeiro como oficial colonial e empresário ligado às antigas colónias portuguesas. O conjunto documental integra um vasto fundo bibliográfico focado nos temas coloniais; um conjunto diversificado de fotografias e álbuns fotográficos de antigas colónias portuguesas: Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné, Angola e Timor, mas também antigos territórios controlados pelo Reino Unido: na África do Sul e Hong Kong; e um conjunto de fotografias tiradas na metrópole portuguesa, destacando-se os retratos de estudantes e de figuras do clero, incluindo um ou outro retrato de mulher e um conjunto de fotografias de paisagens.

              Ribeiro, António Sousa
              Ficha de leitura
              PT/AHS-ICS/AHSilva-MIS-1-04 · Item · s. d.
              Parte de Espólio Alfredo Henrique da Silva

              Documento manuscrito com notas sobre o livro "Timor" de Teófilo Duarte, antigo Governador de Timor. Indicação do exemplar consultado na Biblioteca do Instituto de Antropologia da Faculdade de Ciências do Porto, e respectiva cota.

              Fotografia Colonial
              PT/AHS-ICS/ASR-FC · Secção · 1898-1941
              Parte de Espólio António Sousa Ribeiro

              Conjunto diversificado de fotografias e álbuns fotográficos de São Tomé e Príncipe (1898), Moçambique (1901-1941), Guiné (sem data), Angola (sem data) e Timor (sem data), antigas colónias portuguesas. A maioria destes materiais fotográficos referem-se aos últimos anos da monarquia constitucional portuguesa.
              Alguns dos álbuns e fotografias avulsas também incluem imagens de territórios sul-africanos que estavam sob controle do Reino Unido naquela época. Além disso, há uma fotografia tirada em Hong Kong, que também estava sob domínio britânico naquele período.

              FUNU
              PT/AHS-ICS/CAHS-OMAC-09 · Série · 1980
              Parte de Colecção Arquivo de História Social

              Revista informativa social e cultural bimensal editada pela Associação de Amizade Portugal Timor-Leste.
              Existências:
              Ano I: Nº1 (Julho 1980) a Nº3 (Fevereiro 1981)

              AAPTL - Associação de Amizade Portugal Timor-Leste
              INDICO - Indigenous Colonial Archives
              PT/AHS-ICS/DIV-PICS-2022 · Item · 2018-2022
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              O INDICO é um projeto de investigação sobre a história e a antropologia das práticas arquivísticas indígenas no império colonial português em África e na Ásia, desde o século XVI até ao século XX. O projeto procura compreender como e por que razão determinadas comunidades africanas e asiáticas registaram, conservaram e difundiram manuscritos em papel no contexto das suas interações com os portugueses.

              O site do projeto disponibiliza vários recursos, nomeadamente uma inovadora base de dados pesquisável e de acesso aberto sobre documentação manuscrita de origem indígena africana e asiática, proveniente de Angola, Goa, Moçambique e Timor e abrangendo do século XVII ao início do século XIX. Em associação com esta base de dados, o site integra também uma galeria de documentos, composta por objetos digitais e descrições de treze documentos recolhidos no Arquivo Histórico Ultramarino.

              Para além disso, são apresentados os diversos outputs produzidos pelo projeto, incluindo livros, capítulos de livro e artigos. Por fim, o site disponibiliza breves resumos dos estudos de caso do projeto: “Os Livros das Comunidades, em Goa”, “Os Arquivos de Ndembu e suas Conexões Africanas”, “Os Arquivos de Reinos em Timor”, “Registos de ‘Assimilação’ em Moçambique” e “Os Papéis Africanos de Silva Porto.

              Principais temas: Arquivos indígenas, arquivos coloniais, escrita, conhecimento colonial, império português.

              Legislação Colonial
              PT/AHS-ICS/ASR-FB-01CPG-06LC · Série · 1867-1927
              Parte de Espólio António Sousa Ribeiro

              Contém 8 publicações legislativas (incluindo 1 série), do período da Monarquia Constitucional (um boletim de 1867) até à Ditadura Militar (brochura de 1927). A maior parte são relativas a todo o contexto imperial português, e umas poucas especificamente à ex-colónia de Moçambique. Destaca-se a Coleção de Decretos promulgados pelo Ministério dos Negócios da Marinha e Ultramar (3 docs.,1896-1904) 

              Manual do Colono
              PT/AHS-ICS/ASR-FB-01CPG-03MC · Série · 1906
              Parte de Espólio António Sousa Ribeiro

              Agrega 4 publicações de Alfredo de Leão Pimentel datadas de 1906, que abordam quatro partes/ volumes alguns aspetos das ex-colónias portuguesas (higiene, guerra, agricultura, estudos das regiões, etc.).

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-201711 · Item · 2017
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              LOPES, Filipa Sousa. "O silenciar da oposição ao Estado Novo na questão de Goa (1954)" in Violência Política no Século XX. Um Balanço (coord. Ana Sofia Ferreira, João Madeira e Pau Casanellas), Instituto de História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, 2017, pp. 287-297.

              A mudança do paradigma colonial no pós-guerra, fruto da Carta das Nações Unidas e o avanço do movimento independentista no território indiano, determina que o problema do colonialismo para a oposição e para o regime seja recolocado. Após a proclamação da independência da Índia, o Governo da União Indiana, em 1950, solicita ao Governo Português que comecem as conversações quanto ao futuro das colónias portuguesas no Indostão. A intransigência do regime português em não aceitar negociações para a questão de Goa intensifica o número de ações, a que o Governo responde com uma forte repressão policial. A “Nota Oficiosa do Movimento Nacional Democrático sobre o problema de Goa, Damão e Diu”, subscrita pelos membros da Comissão Central (CC) do Movimento Nacional Democrático (MND) e enviada a vários jornais provoca a detenção de Albertino Macedo, Virgínia Moura, Ruy Luís Gomes, José Cardoso Morgado Júnior e, mais tarde, António Lobão dando origem a um dos mais duros julgamentos políticos ao longo de 24 sessões. Num momento em que é reclamado o diálogo para o caso de Goa, Salazar ativa o seu aparelho repressivo não só contra o MND mas também contra o Movimento da Paz e o MUD Juvenil.

              Pai Nosso: Os últimos dias de Salazar: filme
              PT/AHS-ICS/DIV-06Cu-2025f · Item · 2025
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Filme | Drama | 108 minutos. Realização José Filipe Costa.


              Portugal, 1968. O ditador fascista Salazar cai da cadeira e sofre um AVC. Quando volta ao palacete de São Bento para convalescer já não é Presidente do Conselho. Porém, ninguém lhe conta a verdade: nem a fiel governanta Maria de Jesus, nem as criadas Aparecida, Socorro e Teresinha, nem o seu médico pessoal.

              Durante dois anos, vive uma ilusão minuciosamente construída para acreditar que ainda está no poder, até à sua morte em 1970. Uma das farsas mais absurdas da História, que muita gente ainda hoje ignora.