Cuba

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

    Nota(s) da fonte

      Mostrar nota(s)

        Termos hierárquicos

        Cuba

        Cuba

          Termos equivalentes

          Cuba

            Termos associados

            Cuba

              3 Pessoas, Entidades resultados para Cuba

              3 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
              Lafargue, Paulo.
              Pessoa singular · 1842-1911

              Paul Lafargue (Santiago de Cuba, 15 de janeiro de 1842, local — Draveil, 25 de novembro de 1911, local) foi um escritor, economista, jornalista e ativista francês. A sua obra mais conhecida é O Direito à Preguiça (em francês: Le Droit à la Paresse). Nasceu em Cuba, tendo ascendência francesa e crioula, mas passou a maior parte da sua vida em França.

              Estudou Medicina em Paris, inicialmente defendendo a filosofia positivista. A sua filosofia aproximou-se da visão anarquista de Proudhon, e como anarquista juntou-se à secção francesa da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), também conhecida como Primeira Internacional. No entanto, ao aproximar-se de Marx e Auguste Blanqui, começou a afastar-se do anarquismo.

              Em 1865, após ter participado no Congresso Internacional de Estudantes em Liège, Lafargue foi banido de todas as universidades francesas e foi para Londres. Foi aí que, ao frequentar a casa de Karl Marx, conheceu a sua filha Laura, com a qual se casou em 1868.

              Depois da Comuna de Paris de 1871, a repressão política fez Lafargue fugir para Espanha, onde se instalou em Madrid, contactando com a secção espanhola da Internacional (Federación Regional Española de la Asociación Internacional de Trabajadores - FRE-AIT), dominada pela fação anarquista. Lafargue envolveu-se com a propaganda e a difusão do marxismo.

              A partir de 1880, foi editor do jornal socialista francés L’Égalité e começou a publicar o primeiro manuscrito do Direito à preguiça. Mudou-se para Paris em 1882, e juntamente com Jules Guesde e Gabriel Deville começou a dirigir as atividades do Partido dos Trabalhadores Franceses (Parti Ouvrier Français - POF). Em 1891, foi eleito para o parlamento francês, embora estivesse sob custódia policial.

              Morreu juntamente com a sua esposa, Laura Marx, num pacto de suicídio mútuo.

              Lluria, Enrique
              Pessoa singular · 1863-1925

              Enrique Lluria y Despau (Matanzas (Cuba) c. 1863 - Cienfuegos (Cuba), 1925) foi um médico e publicista cubano.

              Iniciou os seus estudos de Medicina na Universidade de Havana, concluindo o curso em Barcelona em 1889. Daí, passou a Paris, onde se especializou em urologia. Em 1890 regressou a Cuba, mas pouco tempo depois foi para Paris para trabalhar no Hospital Necker. Abriu mais tarde uma clínica urológica em Madrid.

              Na política, afiliou-se ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) em 1905 e participou na Agrupación Socialista Madrileña. Colaborou com a Revista Socialista, publicando sobre socialismo científico, evolução social, educação popular ou higiene pública. Também manteve contacto com outros intelectuais socialistas e anarquistas, como Carlos Malato, Francisco Ferrer ou Pablo Iglesias. Era amigo do pinto Joaquín Sorolla.

              Em 1917, mudou-se para a Galiza, fundando no ano seguinte um sanatório. Dois anos mais tarde voltou a Cuba para fundar com outros intelectuais a filial cubana de Clarté, Agrupamento Internacional de Intelectuais Progressistas, organizada pelo escritor francês Henri Barbusse para denunciar as consequências da I Guerra e promover a solidariedade com a Revolução Russa.

              Queiroz, José Maria Eça de.
              PT/AHS-ICS/EQueiroz · Pessoa singular · 1845-1900

              José Maria de Eça de Queiroz (Póvoa de Varzim, 25 de novembro de 1845 – Neuilly-sur-Seine, 16 de agosto de 1900), mais conhecido apenas por Eça de Queirós, foi um escritor e diplomata português. Em termos literários, insere-se na corrente do realismo.

              Entrou para o curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70, já então reunidos em torno da figura de Antero de Quental.

              Terminado o curso, fundou o jornal O Distrito de Évora, em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística como redator. Colaborou ainda na Gazeta de Portugal, onde publicou muitos dos textos postumamente reeditados no volume das Prosas Bárbaras. No final desse ano, formou-se o "Cenáculo", de que viriam a fazer parte, nesta primeira fase e além de Eça, Jaime Batalha Reis, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins e Salomão Saragga, entre outros.

              Após uma viagem pelo Oriente, para assistir à inauguração do canal de Suez como correspondente do Diário Nacional, regressou a Lisboa, onde participou, com Antero de Quental e Jaime Batalha Reis, na criação do poeta satânico Carlos Fradique Mendes e escreveu, em 1870, em parceria com Ramalho Ortigão, o Mistério da Estrada de Sintra.

              No ano seguinte, proferiu a conferência "O Realismo como nova expressão da Arte", integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminhava no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola, com influência das doutrinas de Proudhon e Taine. No mesmo ano, iniciou, novamente com Ramalho, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.

              Em 1872, iniciou também a sua carreira diplomática, ocupando o cargo de cônsul sucessivamente em Havana (1872), Newcastle (1874), Bristol (1878) e Paris (1888).

              Colaborou com crónicas e contos, em jornais como A Atualidade, a Gazeta de Notícias, a Revista Moderna, o Diário de Portugal.

              Fundou a Revista de Portugal (1889).

              Da sua obra destaca-se: O Primo Basílio (1878), O Crime do Padre Amaro (2.ª edição em livro, 1880), A Relíquia (1887) e Os Maias (1888), este último considerado a sua obra-prima.