Jornal Independente dos Portugueses Emigrantes na Europa; Dir. Fonseca Macedo, Dir. Responsável em França: António Pardal. Contém nº 14; 26 set.-2 out. 1968; nº15; 3-9 out. 1968 e nº16; 10-16 out. 1968.
Emigração
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Órgão da Frente de Acção Popular/ (FAP)
Nº7 (Julho de 1965)
Oposição ao Estado Novo; crises académicas; emigração/exílio no estrangeiro. 1960-1973. Conjunto extenso de documentação, em especial comunicados, revistas e jornais estudantis etc., ligados à contestação e oposição ao regime entre os anos de 1960 e 1973. Inclui, igualmente, um grande volume de documentos relacionados com o movimento estudantil a partir de núcleos organizados no estrangeiro, nomeadamente Paris, Londres e Genebra que apoiavam os estudantes em Portugal.
Laranjo, JoséMovimento associativo; guerra colonial; emigração portuguesa.
UntitledReferência às Rafael Pinheiro, deputado pela Baía, e às condições de vida dos emigrantes portugueses.
A Guiné-Bissau proclamou a independência em 24 de setembro de 1973, e Portugal demorou quase um ano a reconhecê-la. Mas 1975 é o ano que ganhou o nome das independências: Moçambique (25 junho), Cabo Verde (5 julho), São Tomé e Príncipe (12 julho), Angola (11 novembro). Estes países fazem 50 anos em 2025, e marcam igual tempo do fim do colonialismo português – bons motivos para termos começado a trabalhar em formas de celebramos em anos anteriores.
Há dois anos decidimos destacar no Mensário nº 2 as dinâmicas de difusão do Boletim PAIGC Actualités (1969-1974); no Mensário nº 6, relembrámos o projeto sobre a Descolonização Portuguesa, dirigido entre 1995 e 2003 pelo investigador Manuel Lucena e no Mensário nº 10, o AHS aproveitou a organização de um Congresso sobre Imprensa no Exilio para sistematizar e tornar acessíveis publicações do seu acervo produzidas por movimentos de libertação africanos.
É com base nesse trabalho que neste número a Escolha do Arquivista trata a ligação da rede de apoio aos movimentos de libertação africanos e a deserção de portugueses nos Países Baixos, explorando vários fundos do AHS, grande parte proveniente de estudantes portugueses no exílio, como o de António Barreto, José Barreto, José Laranjo, Vítor Matias Ferreira.
Para além disso, estamos a processar o espólio de José Carlos Horta (1935-2020), que fornece fontes sobre a rede de apoio aos movimentos de libertação africanos – quanto dela se sobrepõe à existente nesses fundos do AHS derivados de estudantes portugueses no exílio? O Seminário e a Oficina Arquivos da Libertação: anticolonialismos, memórias das Independências Africanas (19 a 21 de maio), de que o AHS é um dos promotores, vai certamente permitir-nos pensar ainda mais todos estes fundos que salvaguardamos relativos às independências.
Por fim, entrecruzando com o tema das independências, este número destaca também a história do teatro em Portugal ao longo do século XX, ora através de uma coleção pessoal, da atriz Glicínia Quartin, ora um subfundo institucional, da Sociedade Theatro Livre (1902-1908), resultado da recente colaboração da investigadora Daniela Spina com o AHS. Boas leituras. Inês Ponte
Rei, M. (2019). Memórias do trabalho e das migrações na indústria têxtil (anos 1960-70). O caso da Companhia de Fiação e Tecidos de Guimarães. Boletim de Estudos Históricos, 141, 59–77.
A emigração é um fenómeno historicamente incontornável na sociedade portuguesa, em particular no norte do país, rural e densamente povoado. Neste contexto situa-se o concelho de Guimarães, no coração do Vale do Ave, região onde, desde meados do século XIX, se implantou a indústria têxtil. Em S. João de Ponte, a antiga Companhia de Fiação e Tecidos de Guimarães marcou longamente as trajetórias profissionais e migratórias das famílias que aqui habitam, em particular no lugar de Campelos, onde se implantou a fábrica. O trabalho têxtil sucedeu-se, aqui, ao longo de várias gerações, inserindo-se numa complexa teia de redes e relações sociais locais, que se reflete também nos destinos migratórios.
Considera-se aqui a análise dos percursos de vida destes operários-migrantes do têxtil atendendo ao tempo longo, ou seja, à presença do têxtil e das migrações ao longo das suas histórias de vida e de família. Atenta-se também, mais detalhadamente, ao fluxo migratório dos anos 1960, olhando simultaneamente a montante e a jusante, considerando tanto o contexto de partida, em particular as ambiguidades relacionadas com o desenvolvimento de um meio industrial num território longamente marcado pela ruralidade; como o destino migratório, ligado a uma especialização no setor têxtil que assume algumas particularidades em relação ao contexto parisiense.
Batista, Elina Correia - Da emigração entre continentes em Eça de Queiroz: da correspondência consular à obra literária. Tese de Doutoramento. Universidade da Madeira, 2012. http://hdl.handle.net/10400.13/664
Nas últimas três décadas do século XIX, dado o estado de abatimento sentido no país, Eça de Queiroz, plenamente integrado no ambiente buliçoso e efervescente da sua geração, compara a situação de Portugal com a da Grécia, países que considera caóticos, dadas as políticas de rotina e sem imaginação que não conduzem o país ao desenvolvimento e ao progresso. De facto, Portugal não consegue acompanhar o ritmo dos outros países europeus e obriga os portugueses a emigrar. A principal característica da sua escrita é a ironia, aproximando-se da posição socrática, uma arma de intervenção intelectual, de cariz ético, vinculadora e libertadora, que lhe permite intervir e depurar problemas do seu tempo, procurando construir um Portugal como entendia que deveria ser.
Durante o percurso de vida que permeia a publicação de As Farpas e de Uma Campanha Alegre, e na correspondência e a obra literária, Eça de Queiroz questiona o “sonho americano”, que muitos portugueses quiseram experimentar, e o brasileiro, no âmbito de uma vasta crítica à sociedade burguesa.
A defesa da mudança do rumo da emigração portuguesa da América do Norte para o Brasil prende-se com a relação de ilusão/desilusão que marca a sua experiência consular em Havana e as viagens que faz. O pensamento do escritor e cônsul evolui para o entendimento da emigração, como a arte, é considerada uma das forças civilizadoras da humanidade. Muitas da suas personagens circulam entre o Velho e Novo Mundo, têm um pé dentro e outro fora do país, migram pelas mais variadas razões, fazendo retratos nas suas obras das suas movimentações, construindo uma estética sobre o país que se baseia na ética dos valores humanos que possui e na experiência que adquiriu.
Órgão dos trabalhadores portugueses da emigração.
Ano III: Nº7 (Fevereiro 1970)
Nº1 (mai. 1969) da publicação "Nós, Portugal".
Nº4 (set. 1969) da publicação "Nós, Portugal".
Boletim publicado pela Grupo Português Unitário em Amsterdão. Contém nº2; ago. 1971; nº3; set. 1971 e nº4. nov. 1971.
UntitledNº 4 (nov. 1971) da publicação Tulipa Vermelha.
Nº3 (jun. 1973) da publicação "Portugal para amanhã".
Edição especial d 'O Jornal dos Portugueses de Haia em francês e holandês. Contém nº1; out. 1972 e nº2; jan. 1973.
Nº1 (out. 1972) da Edição especial d 'O Jornal dos Portugueses de Haia em francês e holandês.
"Órgão dos trabalhadores revolucionários portugueses na Suécia.
Contém: Nº 1 (Março 1971) e Nº5 (Dezembro 1972)"
Jornal Portugal Emigrado, órgão da Junta Patriótica Portuguesa. Contém nº2; out. 1968 e nº3, 1969.
Decisões tomadas em assembleia geral: dissolução da Liga devido ao desinteresse dos sócios; destino a dar aos bens da associação.
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