Zona de identificação
Código de referência
Título
Data(s)
- 1883-1970 (Produção)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
26 metros lineares.
Zona do contexto
Nome do produtor
História biográfica
Filho de pai português e mãe brasileira, nasce no Rio de Janeiro, Brasil. Em 1905 inscreve-se na Universidade de Coimbra para estudar Direito, de onde é expulso em 1907 por participar na greve académica. Em 1913, por ter mantido a nacionalidade brasileira, é expulso para o Brasil, acusado de estar envolvido no rebentamento da bomba lançada na Rua do Carmo em Junho de 1913, e regressa novamente a Portugal em 1915. Trabalhou principalmente como jornalista, tendo dirigido diversas publicações anarquistas, como o jornal Amanhã (1909), Terra Livre (1913) e a redacção d’A Batalha; e colaborado em muitas outras. Casou-se com Deolinda Lopes Vieira, professora primária, e membro do Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas, com quem teve 3 filhos.
Nome do produtor
História administrativa
A Casa da Imprensa – Associação Mutualista tem a sua origem na Associação de Classe dos Trabalhadores de Imprensa de Lisboa, criada em abril de 1905. O alvará régio que reconhece a associação tem a data de 24 de abril de 1905 e é assinado por D. Carlos. A primeira Direção era liderada por António José Guedes, sendo presidente da Assembleia Geral Luís Galhardo.
A associação, uma das várias que existiram com diversos objetivos e em diferentes momentos entre os profissionais da imprensa, teve em simultâneo, até final de 1924, altura em que se desdobrou no Sindicato dos Profissionais da Imprensa e na Caixa de Previdência do Sindicato dos Profissionais de Imprensa – Associação de Socorros Mútuos, as características de uma associação mutualista e as de uma associação de defesa de classe, por melhores condições de trabalho e salariais e de regulação de acesso à profissão jornalística.
A associação integrou desde o seu início, como sua estrutura principal, um Cofre de Beneficência e Pensões, que concedia benefícios materiais na doença e no desemprego, e pensões a viúvas e órfãos dos jornalistas associados. Além disto, teve sempre serviços clínicos, nos primeiros anos assegurados por médicos em regime de voluntariado.
O financiamento do Cofre era assegurado pelas quotizações e por receitas suplementares, realizando saraus de diversa índole, exposições, quermesses e tômbolas, em iniciativas patrocinadas por figuras públicas da época, como Manuel d’Arriaga, que viria a ser o primeiro Presidente da República, e que por essa ação foi proclamado Sócio de Mérito. A realização de iniciativas para a recolha de fundos destinados à sua ação seria aliás uma constante de toda a vida da Casa da Imprensa, atravessando várias épocas. As quotizações por si só não chegavam para financiar a atividade mutualista e, além das iniciativas, também os donativos particulares e os subsídios oficiais foram tendo um papel significativo no financiamento da mútua.
Nome do produtor
História biográfica
O AHs foi fundado a partir do depósito do Fundo de Pinto Quartin, entre 1979 e 1980. Em 2006 recebeu o espólio de Deolinda Vieira Lopes, companheira de longa data de Pinto Quartin. Recebeu também nessa altura o espólio de Glicinia Quartin, a filha mais nova do casal. O espólio de PQ e o de GQ inclui documentação acumulada por Deolinda Vieira Lopes.
Entidade detentora
História do arquivo
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Depositado no AHS pela Casa da Imprensa (1979).
Zona do conteúdo e estrutura
Âmbito e conteúdo
Espólio pessoal de António Tomás Pinto Quartin, constituido quer por documentação de natureza pessoal, quer por panfletos, brochuras, jornais, revistas, e alguns objectos que foi acumulando. Espelha a actividade jornalística e política de Pinto Quartin, contendo ainda correspondência pessoal com políticos e intelectuais da época, e vários dos seus interesses culturais, com especial ênfase no teatro. Espelha também a relação conjugal de longa data (de 1916 a 1970) com Deolinda Lopes Vieira (1888-1993), professora primária.
Reúne fontes de grande potencial para a história social e política dos últimos anos da Monarquia Constitucional e da I República e para o estudo da Oposição política ao Estado Novo, cobrindo sensivelmente o período de finais do século XIX até aos anos 50 do século XX.
Avaliação, seleção e eliminação
Parcialmente tratado. Começou a ser tratado há 4 décadas, nem sempre da mesma maneira, gerando algumas questões de consistência. Tem ainda alguma documentação por tratar. 2024-06, ip
Acrescentado Subfundo Cooperativa Theatro Livre em 2024. Acrescentada Secção Brochuras Estrangeiras em 2025.
Incorporações
Espólio Deolinda Lopes Vieira, fundo com documentação que manteve quando viúva, e que deu entrada no AHS em 2006, após o falecimento de Glicinia Quartin, uma das filhas do casal.
Em 2008, Vitor Luciano doa a colecção completa da Revista Renovação.
Sistema de organização
A organização atual por tipologia documental foi estabelecida no AHS na década de 80 do século XX. Quebrando a ordem original, os investigadores procuraram catalogar fontes para a história do Operariado em Portugal, dinamizando o Arquivo Histórico das Classes Trabalhadoras (AHCT).
Organizado em 11 secções por tipologias, de dimensões muito variáveis, descritas a níveis de séries, subséries e itens, tendo algumas inconsistências por resolver:
Brochuras (B: 1883-1970: 1450 itens), Brochuras Estrangeiras (BE: 1889-1962: 327 itens) e Brochuras das Colónias (BC: 1883-1970: 65 itens) [formam um vasto conjunto, temas diversos, do anarquismo à eugenia].
Periódicos (J: 1883-1970) , Periódicos Estrangeiros (JE: em tratamento [2025-07]) e Periódicos das Colónias (JC: 1926 - 1932)
Panfletos (P: 1883-1970) [427]
Fundo bibliográfico de Pinto Quartin (FB: 1876-1970, 319 livros)
Correspondência Particular (CP: 1883-1970) [cerca de 364 documentos compostos],
Documentos (DOC: 1883-1970): agrega documentação de outras tipologias, incluindo Brochuras, Jornais e Panfletos.
Fotografia e iconografia (F: 1883-1970) [provas fotográficas, postais e recortes, parte dos quais terão sido usados em órgãos de imprensa onde Pinto Quartin trabalhou, e.g. Actualidades, Suplemento A Batalha e Renovação]
Subfundo Cooperativa Theatro Livre (acrescentado em 2024)
Secções com documentação por catalogar incluem uma extensa coleção de recortes, fontes de Pinto Quartin usadas na sua actividade jornalistica; e periódicos, a maior parte estrangeiros (1900s-1950s).
Zona de condições de acesso e utilização
Condições de acesso
Alguma da documentação em várias secções está em acesso livre (Brochuras, Periódicos, Panfletos, Correspondência Particular, Documentos;) o restante, por marcação prévia.
Condiçoes de reprodução
Idioma do material
espanhol
francês
inglês
português do Brasil
português ibérico
Sistema de escrita do material
Notas ao idioma e script
Características físicas e requisitos técnicos
Instrumentos de descrição
Zona de documentação associada
Existência e localização de originais
Existência e localização de cópias
Unidades de descrição relacionadas
Durante as várias décadas em que este espólio de grandes dimensões tem estado a ser salvaguardado pelo AHS, algumas produções próprias do AHS incidem sobre ele (exposições, newsletters, mensário). Destaca-se também o espólio de Deolinda Lopes Vieira, inscrito no AHS com autonomia de fundo, sendo porém também um ingresso adicional, devido à relação de longo prazo entre os dois detentores. Uma pequena coleção de Glicinia Quartin, uma das filhas do casal, foi também doada ao AHS.
Teses de doutoramento e mestrado, tem integrado fontes salvaguardadas pelo AHS. (2024-10, ip)
Ver também Coleções do ARQUIVO HISTÓRICO-SOCIAL da Biblioteca nacional de Portugal [c. 1900-199?], colecção de memórias do que foi e, sobretudo, do que quis ser o Movimento Libertário em Portugal nos últimos cem: anoshttps://acpc.bnportugal.gov.pt/colecoes_autores/n61_arquivo_historico_social.html
Zona das notas
Identificador(es) alternativo(s)
Pontos de acesso
Pontos de acesso - Assunto
- POLÍTICA » Ideologias e sistemas políticos » Anarquismo
- ENSINO E EDUCAÇÃO
- MOVIMENTO OPERÁRIO E SINDICAL » Movimento Sindical
- SOCIEDADE » Ideologias » Feminismo
- Colonialismo » Colonialismo português
- POLÍTICA » Ideologias e sistemas políticos » Socialismo
- MOVIMENTO OPERÁRIO E SINDICAL » Operariado
- -- CRONOLOGIA da HISTÓRIA DE PORTUGAL -- » I República (1910-1925)
- -- CRONOLOGIA da HISTÓRIA DE PORTUGAL -- » Monarquia (1143-1910) » Monarquia Constitucional (1820-1910)
- -- CRONOLOGIA da HISTÓRIA DE PORTUGAL -- » Estado Novo (1933-1974)
- ARTES » Teatro
Pontos de acesso - Local
- África » Moçambique
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- Américas » Brasil
- Europa » Portugal
Pontos de acesso - Nomes
Pontos de acesso de género (tipologias documentais)
Identificador da descrição
Identificador da instituição
Regras ou convenções utilizadas
Estatuto
Nível de detalhe
Datas de criação, revisão, eliminação
Ficha preliminarmente revista, acrescentando informação sobre âmbito e conteúdo, avaliação, ingresso adicional, sistema de organização, pontos de acesso. 2023-04, ip
Revisão e acrescentado descrições relacionadas, idioma e condições de acesso, 2023.07, ip
Actualização do sistema de organização e alterado dimensão e suporte para metros lineares, acrescentado Renovação como ingresso adicional 2024-10, ip
Inventário da secção Brochuras estrangeiras: 2025-06, DS.
revista organização: acrescentado descrição de principio orientador inicial, 2025-08, ip
Línguas e escritas
Script(s)
Fontes
Nota do arquivista
Dimensão e suporte em 2023: 3681 docs. e 319 livros. 2023-02, ip
Nota do arquivista
A fotografia usada na apresentação está também na Casa Comum, indicando a autoria de Claudino Costa Madeira (s.d.), Sem Título, Fundação Mário Soares / Manuel Mendes/MNAC - Museu do Chiado, Disponível HTTP: http://www.casacomum.org/cc/visualizador?pasta=04653.000.044 (2024-11-6) 2024-11, ip