Huambo

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  • até ao fim do colonialismo Português, em 1974/5 teve por nome Nova Lisboa (2025-09, ip)

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          Banco de Angola
          PT-AHS-ICS-BA · Pessoa coletiva · 1926-1975

          O Banco de Angola foi criado pelo Decreto nº 12131, de 14 de agosto de 1926. Tinha por capital social inicial 50.000 contos, repartidos em partes iguais entre o Estado Português e o Banco Nacional Ultramarino. Com a sede social estabelecida em Lisboa, e filial em Luanda, a instituição possuía o privilégio da emissão de notas em Angola, por um período de 25 anos. Por sua vez, o banco deveria pagar uma renda anual de 1.000 contos e conceder um empréstimo de 5.000 contos à colónia. A sua organização interna contemplava um governador, nomeado pelo Estado, dois vice-governadores e um conselho fiscal, eleitos por assembleia geral. Os lucros advindos da atividade deveriam ser repartidos por um fundo de reserva legal (5%), por um fundo de reserva complementar (10%), por dividendos, pelo pessoal (10%) e pelos corpos gerentes (10%), sendo o remanescente repartido entre o Estado e o Banco Nacional Ultramarino. O novo banco iniciou a atividade com o quadro de pessoal do Banco Nacional Ultramarino, com uma sucursal aberta em Léopoldville (Congo Belga) e o ativo dos empréstimos concedidos pelo Banco Nacional Ultramarino, na colónia.
          A primeira alteração ao pacto social surge em 1929, pelo Decreto com força de Lei nº 17155, de 26 de julho. Esta alteração aumentava o capital social para 60.000 contos. Todo esse capital ficou praticamente na posse do Estado Português devido às dificuldades que o Banco Nacional Ultramarino passou nesse ano.
          Face aos problemas criados pela crise provocada pela Grande Depressão, o Banco de Angola atravessou durante a década de 30, um período de estagnação e de dificuldades. Angola enfrentava então, graves problemas nos seus pagamentos com o exterior. No entanto, a rede de balcões expandiu-se, procurando abranger todo o território angolano e captar capitais. Com efeito, ainda em 1929 abre a dependência de Nova Lisboa, para em 1930 expandir-se a Santo António do Zaire e, em 1932, a Boma, no Congo Belga. Todavia, o clima difícil que se viveu obrigou ao encerramento da agência de Léopoldville, em 1934, e a recém-fundada agência de Santo António do Zaire, em 1935.
          O Decreto-Lei nº 35670, de 28 de maio de 1946, permite a realização de alterações ao pacto social, autorizando o Banco de Angola a realizar operações de crédito agrícola, pecuário e industrial, empréstimos hipotecários comuns e empréstimos para colonização. O capital social foi também aumentado para 100.000 contos, ao mesmo tempo que o exclusivo da emissão de notas na colónia foi prorrogado até 1976. Em contrapartida, a renda anual a pagar à colónia era atualizada para os 2.000 contos, a partir de 1947.
          Na década de 60, dá-se a expansão de algumas instituições da metrópole, para o ultramar. Os bancos então surgidos alargaram a rede de balcões ao longo de todo o território angolano, conseguindo captar importantes quotas de mercado, e reduzindo os resultados do Banco de Angola. O Banco de Angola alterou então a sua estratégia de desenvolvimento e canalizou-a para a metrópole. Assim, abriu três espaços na cidade de Lisboa, e alargou a rede de balcões às zonas limítrofes ou dormitórios da cidade (Algés, Alverca, Barreiro, Damaia, Moscavide e Queluz). Abriu balcões em Aveiro, Braga, Coimbra, Guimarães, Paços de Ferreira, Portimão, São João da Madeira e Setúbal.
          Em 1965, conjuntamente com o Banco Nacional Ultramarino, expande-se para a África do Sul, onde funda o Bank of Lisbon & South Africa, em Joanesburgo.
          Em 1967, absorve a casa de câmbios António Coimbra & Irmão, Limitada, do Porto, onde instala uma agência.
          O clima expansionista e a situação favorável que o setor financeiro conheceu nas décadas anteriores alteraram-se em 1974, com a mudança do regime político e a consequente independência das colónias.
          O Banco de Angola foi nacionalizado em 15 de setembro de 1974, nos termos do Decreto-Lei nº 450/74, de 13 de setembro. Os acionistas foram indemnizados com títulos da dívida pública, emitidos nos termos do Decreto-Lei nº 729-K/75, de 22 de dezembro. Com o processo de nacionalização e a independência da província ultramarina, a atividade do banco em Angola, cessou em 1975. Foi substituído como banco emissor, pelo Banco Nacional de Angola. Em Portugal, o Banco de Angola foi extinto em 1978, por fusão com o Banco da Agricultura e o Banco Pinto de Magalhães, tendo a nova instituição dado origem à União de Bancos Portugueses, nos termos do Decreto-Lei nº 3-A/78, de 09 de janeiro.

          Lara, Alda da Silva Filipe
          Pessoa singular · 1893

          Directora do Colégio Alexandre Herculano, no Huambo, então Nova Lisboa, fundado em 1933. Casou com Abel Gouveia Barreto de Lara a 17 Abril de 1920 em Benguela.

          O Planalto (jornal)
          PT/AHS-ICS/PLNLT_jornal_huambo · Pessoa coletiva · 1930-1975

          O PLANALTO : ÓRGÃO DE DEFÊSA DA COLONIZAÇÃO NACIONAL EM ANGOLA / PROPR. GRÁFICA DE NOVA LISBOA ; DIR. PEDRO JUDICE BIKER
          Biker, Pedro Judice, dir.; Martins, Aniceto António, dir.; Pina, Adolfo, 1890-1935, ed. com.; Gráfica de Nova Lisboa, ed. com.
          A. 1, no 1 (17 maio 1930) - a. 3, no 110 (25 jun. 1932) ; A. 28, no 1299 (4 ag. 1959) - no 3045 (18 abr. 1975)
          Nova Lisboa : Gráfica de Nova Lisboa, 1930-1975
          DESCR.FÍSICA: 41 cm
          PERIODICIDADE:
          Trissemanal 1969-1974
          Bissemanal 1959-1969
          Semanal 1930-1932

          Jornal fundado por Adolfo PIna
          A partir do n. 1299 (4 ag. 1959) tem como diretor Aniceto António Martins

          Continuado por :Voz do Planalto : órgão de defesa da colonização nacional em Angola
          Mudou de novo para:Tipografia Voz do Planalto, 1932-1959 Voz do Planalto : órgão de defesa da colonização nacional em Angola

          Quartin, António Tomás Pinto.
          PT-AHS-ICS-PQ · Pessoa singular · 1887-1970

          Filho de pai português e mãe brasileira, nasce no Rio de Janeiro, Brasil. Em 1905 inscreve-se na Universidade de Coimbra para estudar Direito, de onde é expulso em 1907 por participar na greve académica. Em 1913, por ter mantido a nacionalidade brasileira, é expulso para o Brasil, acusado de estar envolvido no rebentamento da bomba lançada na Rua do Carmo em Junho de 1913, e regressa novamente a Portugal em 1915. Trabalhou principalmente como jornalista, tendo dirigido diversas publicações anarquistas, como o jornal Amanhã (1909), Terra Livre (1913) e a redacção d’A Batalha; e colaborado em muitas outras. Casou-se com Deolinda Lopes Vieira, professora primária, e membro do Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas, com quem teve 3 filhos.