O COREMO (Comité Revolucionário de Moçambique) surgiu em 1965 em Lusaka, como resultado da união de dissidentes da FRELIMO, UDENAMO (facções de Adelino Gwambe e Paulo Gumane), MANC e MANU. O movimento propunha a luta armada contra o colonialismo português e tinha como base o interior de Moçambique.
A atividade do COREMO sofreu divisões internas e disputas pelo poder, destacando-se a expulsão de Adelino Gwambe em 1966 e a eleição de Paulo Gumane como presidente. Viria ainda a ter um órgão militar, o EREPOMO (Exército Revolucionário do Povo de Moçambique), que, em 1 de Setembro de 1967, disporia de 200 elementos armados e treinados.
Apesar desta capacidade militar, o COREMO foi progressivamente enfraquecido por conflitos internos e deserções para a FRELIMO, que tinha maior reconhecimento internacional. Em 1971, já estava praticamente extinto e não era reconhecido pela OUA como movimento de libertação.