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Bernardino Luís Machado Guimarães
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Histórico
Bernardino Luís Machado Guimarães, (Rio de Janeiro, 28 de março de 1851 - 28 de abril de 1944) foi um político português, sendo Presidente da República entre 1915-1917 e 1925-1926.
Filho de António Luís Machado Guimarães e da sua segunda esposa D. Praxedes de Sousa Guimarães. Em 1860, a família regressou a Portugal, fixando residência em Joane, concelho de Famalicão.
Concluídos os estudos secundários no Porto, matriculou-se, em 1866, na Universidade de Coimbra, onde estudou Matemática e Filosofia. Em 1873, concluiu a licenciatura em Filosofia.
Ingressou na Maçonaria, iniciando-se na Loja “Perseverança”, em Coimbra, logo em 1874. Dentro do Grande Oriente Lusitano irá ocupar os cargos seguintes: Presidente do Conselho da Ordem, entre 1892 e 1895, Grão-Mestre, entre 1895 e 1899, Membro das lojas “Razão Triunfante”, “Elias Garcia”, “Fraternidade Colonial”, em Lisboa, e “Fernandes Tomás”, na Figueira da Foz, Apoiante do Supremo Conselho do Grau 33, em 1914, quando da cisão do Movimento Maçónico, regressando, no entanto, ao Grande Oriente Lusitano Unido em 1920, Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33, desde 1929 até à data da sua morte.
Em 28 de fevereiro de 1877, foi nomeado professor da Faculdade de Filosofia. Em 2 de julho de 1877, alcançou o doutoramento com a tese Dedução das Leis dos Pequenos Movimentos da Força Elástica. Em 17 de abril de 1879, foi nomeado lente catedrático de Filosofia. A partir de 1883, passou a dirigir em exclusividade a cadeira de Antropologia. Nesse mesmo ano licenciou-se em Agricultura Geral Zootécnica e Economia Rural.
A sua atividade política tem início em 1882, ao ser eleito deputado por Lamego, pelo Partido Regenerador. Em 1886, é novamente eleito para o mesmo cargo, mas agora pelo círculo de Coimbra. Em 1892, integrou o Conselho Superior de Instrução Pública. Dirigiu também o Instituto Comercial e Industrial de Lisboa. Em 1893, fez parte do governo de Hintze Ribeiro, ocupando a pasta de ministro das Obras Públicas. A sua ação vai incidir na elaboração da legislação protetora do trabalho das mulheres e dos menores.
Aderiu ao Partido Republicano em 31 de outubro de 1903, presidindo ao diretório, entre 1906 e 1909. Durante a crise académica de 1907, juntou-se aos estudantes e por esse motivo é obrigado a pedir a demissão do cargo de lente da Universidade de Coimbra.
A partir da implantação da República, em 5 de outubro de 1910, ocupou vários cargos: Ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo Provisório, Deputado à Câmara Alta até 1915, Ministro e embaixador no Brasil, desde 20 de janeiro de 1912, Presidente do Ministério, ministro dos Negócios Estrangeiros e do Interior entre 9 de fevereiro de 1914 e 23 de junho do mesmo ano, Presidente do Ministério e ministro do Interior desde aquela última data até 12 de dezembro de 1914. Ministro da Justiça interino até 22 de julho, Presidente da República, eleito no escrutínio de 6 de agosto de 1915.
Foi deposto na sequência do movimento comandado por Sidónio Pais e expulso do país. Após a queda do sidonismo regressou à atividade política, sendo eleito senador em 1919, Presidente do Ministério e ministro do Interior entre 2 de março de 1921 e 23 de maio do mesmo ano; ministro da Agricultura interino, no mesmo Ministério até 4 de maio e Presidente da República, desde 1925, na sequência da resignação de Teixeira Gomes. Não terminou o mandato que foi interrompido na sequência do movimento militar do 28 de maio de 1926.
Depois de entregar os poderes presidenciais ao almirante Mendes Cabeçadas em 31 de maio, manteve-se em Portugal até às derrotas das revoltas de 3 e 7 de fevereiro de 1927, sendo então novamente expulso do País. Exilado primeiro na Galiza e posteriormente em França.
Foi autorizado a regressar em junho de 1940, na altura em que as forças nazis invadem a França. Proibido de residir em Lisboa, fixou residência no Alto Douro.
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