João Baptista França (23 de junho de 1908, Funchal - fevereiro de 1996, Lisboa) foi um importante escritor português natural da ilha da Madeira. Destacou-se como jornalista, romancista, teatrólogo e dramaturgo.
Iniciou a sua carreira jornalística no Funchal e colaborou nos jornais madeirenses com crónicas, contos, prosas e poesias. Inicialmente, escreveu para o diário “O Povo”, bem como para o “Independente”, “A Batalha”, “Diário da Madeira” e para os semanários “Comércio do Funchal” e “Ilha”. A revista “Esperança”, o diário humorístico “Re-nhau-nhau” e o “Eco do Funchal”
Ainda no Funchal, deu os primeiros passos no teatro, sendo amador dramático, escrevendo peças, encenando-as e representando-as ao mesmo tempo que colaborava com o semanário lisboeta “O Diabo”
Em 1940, começa a sua carreira como jornalista internacional no jornal “O Século”. Ainda na década de 40, escrevia teatro para a rádio, nomeadamente para a “Voz de Lisboa”, “Rádio Peninsular” e “Emissora Nacional”. Paralelamente à sua carreira jornalística conservava a atividade literária, colaborando em semanários e revistas, nomeadamente “Diário Popular”, “Correio das Ilhas”, revista “Panorama” e na secção literária da rádio SPN - Secretariado da Propaganda Nacional, entre outros .
Em 1944, dá-se a sua “première” no teatro como argumentista / dramaturgo com “O Zé do Telhado”, opereta . O seu primeiro romance – “Romance de uma Corista”, em 1956. Trata-se de uma obra literária que retrata o ambiente dos bastidores teatrais de Lisboa.
Com a peça “Um Mundo À Parte”, foi distinguido com o prémio Maria Matos. Esta obra, publicada em 1970, viria a passar pela censura oficial do regime. Neste mesmo contexto, a peça de teatro “Há Sol nas Minhas Mãos” foi, também, censurada.