Teatro

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          Vitorino, António Gomes.
          Pessoa singular · 1886 - 1962

          António Gomes Vitorino - escritor e ator português - nasceu em 26 de Março de 1886, em Vieira de Leiria e faleceu em Lisboa, em 27 de Abril de 1962.

          Trabalhou desde muito novo: foi pastor, pescador, almocreve, marçano. Fixou-se mais tarde na profissão de serrador. Mudou-se para a capital aos 18 anos, continuando o trabalho como serrador, passando depois a encarregado e empregado administrativo. Passou mais tarde à área do comércio, como representante de firmas.

          Fez os estudos no curso noturno de Teatro dirigido pelo Actor e encenador Manuel Joaquim de Araújo Pereira, no Conservatório, depois no Instituto Francês e na Universidade Livre.

          Como ator, pertenceu primeiro ao Grupo Dramático Construção Civil, depois chamado Grupo Dramático Solidariedade Operária, e mais tarde, à companhia de Araújo Pereira. Fez também teatro radiofónico, na Rádio Peninsular. Em 1945 foi co-fundador, com Alves Redol e Luís Francisco Rebelo - entre outros - do Círculo de Cultura Teatral - cujas atividades são divulgadas pela revista Vida Mundial Ilustrada. Cerca de 1950, dirigiu o Novo Grupo de Amadores de Teatro. Escreveu também várias textos para serem representados em palco.

          Como escritor iniciou-se na poesia com o seu primeiro livro, Chuva de Maio (1930). Em 1938 publicou Gente da Vieira e em (xx) A vida começou assim.

          Foi sócio d'A Voz do Operário. Pertenceu ao respectivo Núcleo Orfeónico, dirigido por Francine Benoit.

          Politicamente, foi opositor do regime do Estado Novo.

          Sociedade Cooperativa Theatro Livre
          Pessoa coletiva · 1902 - 1908

          Inspirado em ideias libertárias e progressistas, e acreditando na função social da arte, o Teatro Livre foi um movimento político e cultural que implementou as suas atividades, em Portugal, entre 1902 e 1908. A Sociedade Cooperativa Theatro Livre foi fundada em 1902, pela iniciativa de César Porto, Luís da Mata, Adolfo Lima e Severino de Carvalho, e com a direção artística de António Pinheiro, sendo a sua atividade considerada a segunda fase desse movimento em Portugal. Durante a direção de Pinheiro, foram apresentadas várias peças no Teatro Ginásio de Lisboa, como "O condenado" de Valentim Machado, "Às feras" de Manuel Laranjeira, "Os que furam" de Emídio Garcia, e "Missa nova" de Bento Faria. Do repertório internacional, foram representadas, entre outras peças, "A maternidade" de Brieux, "Pai natural" de Ernest Dupré e Paul Charton, e "Uma falência" de Björnson. O Teatro Livre regressou para mais uma temporada em 1908, ainda sob a direção artística de António Pinheiro, dessa vez no Teatro D. Amélia (hoje S. Luiz).

          Racine, Jean Baptiste
          Pessoa singular · 1639-1699

          Jean Baptiste Racine (La Ferté-Milon, Aisne, 22 de dezembro de 1639 — Paris, 21 de abril de 1699) foi um poeta trágico, dramaturgo, matemático e historiador francês. É considerado, juntamente com Pierre Corneille, como um dos maiores dramaturgos clássicos da França.

          Quartin, Glicínia Vieira.
          Pessoa singular · 1924-2006

          Glicínia Vieira Quartin nasceu a 19 de dezembro de 1924. Filha do intelectual anarquista António Pinto Quartin e da professora e feminista Deolinda Lopes Vieira, residiu com a família no bairro da Graça onde, entre 1931 e 1935, frequentou a Escola-Oficina nº 1. Licenciou-se em 1954 em Ciências Biológicas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, sendo que trabalhou como bióloga e professora de biologia durante sete anos. Estreou-se no teatro amador em 1951, atuando na peça Roberto e Melissandra (1951), encenada pelo Grupo de Teatro Experimental da Rua da Fé, no Porto. Depois de atuar no filme Dom Roberto (1962) de Ernesto de Sousa, passou uma temporada na Itália, entre 1962 e 1965, onde estudou na Scuola di Arti Sceniche de Alessandro Farsen. No regresso para Lisboa, estreou-se no teatro profissional, atuando na peça Os Burosáurios, no Teatro Experimental do Porto. Posteriormente, começou a colaborar com diferentes companhias teatrais, entre as quais se destacam o Teatro Experimental de Cascais (1965-1968) e o Teatro da Cornucópia (1973-2004). De grande relevância é também a sua atividade como professora de teatro no seio da Escola Superior de Teatro e Cinema, já a partir da década de 70, quando a escola era regida ainda pelo Conservatório Nacional. A sua última atuação aconteceu em 2004, na peça A Família Schroffenstein, sob a direção de Luís Miguel Cintra.

          Quartin, António Tomás Pinto.
          PT-AHS-ICS-PQ · Pessoa singular · 1887-1970

          Filho de pai português e mãe brasileira, nasce no Rio de Janeiro, Brasil. Em 1905 inscreve-se na Universidade de Coimbra para estudar Direito, de onde é expulso em 1907 por participar na greve académica. Em 1913, por ter mantido a nacionalidade brasileira, é expulso para o Brasil, acusado de estar envolvido no rebentamento da bomba lançada na Rua do Carmo em Junho de 1913, e regressa novamente a Portugal em 1915. Trabalhou principalmente como jornalista, tendo dirigido diversas publicações anarquistas, como o jornal Amanhã (1909), Terra Livre (1913) e a redacção d’A Batalha; e colaborado em muitas outras. Casou-se com Deolinda Lopes Vieira, professora primária, e membro do Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas, com quem teve 3 filhos.

          Ogando, Alice.
          Pessoa singular · 1900-1981

          Alice Ogando Costa de Oliveira Brun (1900 - Lisboa, 22 de Janeiro de 1981) foi uma escritora portuguesa, tradutora de Stefan Zweig e autora de inúmeros textos originais e adaptações para o teatro que marcaram a rádio portuguesa até o início da década de 1970. Destacou-se sobretudo na produção de dramaturgia radiofónica, atividade que realizou por décadas, mas escreveu também guiões para cinema, literatura infantil e, sob múltiplos pseudônimos, romances populares e publicou também poesia. Em 1926 casou com o escritor André Brun.

          Mântua, Bento
          Pessoa singular · 1878-1932

          Bento Joaquim Cortez Mântua (Luanda, 26 de Setembro de 1878 — Anjos, Lisboa, 20 de Dezembro de 1932) foi um dramaturgo e escritor português e o 10.º presidente do Sport Lisboa e Benfica (1917-1926).

          Era filho do proprietário e jornalista Alfredo Mântua, natural da freguesia de São Julião do Tojal e fundador da Sociedade de Geografia de Luanda, e de Balbina de Jesus Lima, natural de Luanda. Em 1902, casou com Fernanda Viana Ruas.

          Destacou-se como dramaturgo e escritor dramático e colaborou na publicação periódica "Atlântida" (1915-1920) e, também, no semanário "Azulejos" (1907-1909).

          No Sport Lisboa e Benfica, contou com mais de nove anos de exercício de funções, sendo o segundo presidente com maior consulado na história do clube.

          Machado, A. Victor.
          Pessoa singular · 1892-1939

          Alberto Vítor Machado (1892-1939), que assinava geralmente – na grafia da época – A. Victor Machado, é autor de uma enorme produção literária que se inicia logo em 1907, aos 15 anos, e se prolonga até à sua morte. A sua obra distribui-se por um leque muito vasto de géneros, do conto e da novela ao romance, à poesia, às letras para fados e canções, ao teatro declamado e à opereta.

          Lima, Cristiano
          Pessoa singular · 1887-1971

          Cristiano Lima (24 de Dezembro de 1887, Lisboa - 28 de Novembro de 1971, Lisboa) foi um escritor, dramaturgo e jornalista português.

          Em 1919, iniciou a sua carreira jornalística no jornal sindicalista A Batalha, ao lado de figuras como Pinto Quartin, Mário Domingues, Artur Portela ou David de Carvalho. Foi, na verdade, o último chefe de redação deste jornal, que seria encerrado em 1927, durante a Ditadura Militar. Entretanto em 1921 iniciou-se na literatura com a publicação de uma obra na secção editorial d'A Batalha, na coleção literária «A Novela Vermelha».

          Na política participou na fundação da União Anarquista Portuguesa (1923). Esta organização foi mais tarde reprimida durante a Ditadura Militar.

          Cristiano Lima foi um dos ativistas que contribuíram para o impulsionamento do associativismo sindicalista da classe dos jornalistas, ao lado de figuras como Jaime Brasil, Artur Portela, Ferreira de Castro, Alfredo Marques e Julião Quintinha. Foi vice-presidente do Sindicato dos Profissionais da Imprensa (antiga Associação dos Profissionais de Imprensa), que seria encerrado em 1933 pelo Estado Novo.

          Após o encerramento d’A Batalha, Cristiano Lima foi para a redação do Diário de Notícias, mantendo-se aí até ao final da vida.

          Em 1934, colaborou no lançamento do jornal O Diabo - um jornal opositor ao regime.

          No ano seguinte, teve uma das suas peças representadas no Teatro Nacional D. Maria II (O Inimigo).

          Em 1945, Lima foi um dos jornalistas do Diário de Notícias que apoiaram abertamente o (MUD - Movimento de Unidade Democrática). Mais tarde, em 1949, participou na campanha de Norton de Matos e em 1952-53, colaborou pontualmente num jornal de caráter antifascista, o Ler, que foi proibido pela censura. Foi também colaborador da página literária do jornal O Primeiro de Janeiro, do Porto.

          Leal, Carlos
          Pessoa singular · 1878-1964

          Carlos Leal (Lisboa, 17/12/1878 – ?/?/1964) foi um ator português que se destacou na representação de revistas. Também colaborou ou escreveu as suas próprias revistas, assinou três volumes de memórias e colaborou com vários jornais.

          No início da sua carreira, Leal passou por vários palcos, como o Teatro da Trindade (1896), Teatro D. Amélia, Teatro da Rua dos Condes - onde permaneceu até 1902. A partir de 1903, iniciou-se na companhia do Teatro do Ginásio, e em 1906 trabalhou na Companhia Dramática de Lisboa, fazendo uma digressão pelo país.

          O seu sucesso viria no género musicado, como no Teatro do Príncipe Real com Ó da guarda (1907). Em 1909, no Teatro Avenida, desempenha um papel na opereta de André Brun A Severa. Passa de novo para o Trindade.
          Em 1910, regressou ao Príncipe Real, explorado por Luís Ruas, atuando na revista Sol e Sombras, ano da sua terceira digressão ao Brasil.

          Volta ao Brasil em 1911 com a companhia do Teatro Apolo, e apresentou-se no Rio de Janeiro com a empresa de Pascoal Segreto com Já te pintei! revista na qual se estrou como co-autor, seguidas de outras da sua co-autoria como A bomba, Braga por um canudo, Aguenta aí!, De três assobios, No país do sol e Pé de dança.

          Em 1913, integrou uma entrevista de grande sucesso, O 31, fazendo papel d’O 17 (um polícia da província). A partir de 1915, apresentou-se num repertório misto de drama e revista, trabalhou no Éden Teatro com a empresa de Luís Galhardo.

          Leal é sócio da ACAD e será impulsionador do sindicato que lhe segue a ACTT, ocupando o cargo de presidente.

          Colaborou toda a década de 20 com António de Macedo num repertório, sobretudo, de revista, mas também de opereta, levado ao palco de vários espaços tutelados pelo referido empresário: Éden Teatro, Coliseu dos Recreios, Chiado Terrasse, Teatro Maria Vitória/Parque Mayer e Palácio Foz, e, inclusivamente, aos palcos do Porto e do Brasil, para onde segue, em 1920, com a Companhia de Revistas Carlos Leal. Nesta fase, acumulou também a “direção artística” de alguns espetáculos. A colaboração com António de Macedo terminou no final da década.

          Na década de 40, integrou a Companhia do Teatro Variedades – Artistas Associados, coletivo que explora, em parceria com António de Macedo, o teatro do mesmo nome, no Parque Mayer, apresentando-se, também, no Teatro Apolo e no Teatro Avenida (com a Companhia do Teatro Avenida), em revistas e operetas dirigidas por Rosa Mateus.

          A récita de despedida de Carlos Leal deu-se no Teatro Politeama, no dia 4 de Junho de 1952, com o espetáculo O Clube dos Salsas, evocativo da revista O 31, voltando o ator a desempenhar, O 17.

          Ibsen, Henrik
          Pessoa singular · 1828-1906

          Henrik Johan Ibsen (20 de março de 1828, Skien – 23 de maio de 1906, Kristiania (atual Oslo)) foi um dramaturgo Norueguês, considerado um dos grandes escritores do século XIX, e o "pai do teatro moderno". As suas obras principais incluem: Brand, Peer Gynt, Um Inimigo do Povo, Imperador e Galileu, Casa de Bonecas, Hedda Gabler, Espectros, O Pato Selvagem e Rosmersholm.

          Garrett, Almeida
          Pessoa singular · 1799-1854

          João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, mais tarde 1.º Visconde de Almeida Garrett (Porto, 4 de fevereiro de 1799 – Lisboa, 9 de dezembro de 1854), foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, par do reino, ministro e secretário de estado honorário português. Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do romantismo português, foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.

          Batizado como João Leitão da Silva, o autor só mais tarde acrescentou ao seu nome o patronímico Baptista (em honra do padrinho) e os apelidos Almeida Garrett (o primeiro da avó materna; o segundo da avó paterna, de origem irlandesa).

          Frequentou a Universidade de Coimbra. Ainda estudante, participou no movimento conspirativo que conduziria à revolução de 1820. Publicou nessa altura o seu primeiro livro, O Retrato de Vénus, um poema que lhe mereceu um processo em tribunal.
          Defensor do liberalismo, Garrett foi obrigado a deixar o País quando o absolutismo venceu (entre 1823-26), situação que se repetiria pouco tempo depois (1828-31), na sequência da abdicação de D. Pedro. Esteve em França e Inglaterra, em Paris publicou os poemas Camões e Dona Branca – os primeiros textos românticos portugueses.
          Regressou a Portugal em 1832, integrando a expedição liberal comandada por D. Pedro, constituiu um momento heroico para o «poeta-soldado», incorporado no Batalhão Académico. Participou nas reformas legislativas do novo regime, mas pouco depois afastado do poder, sob pretexto de missões diplomáticas no estrangeiro.

          Voltou à política em 1836, no contexto da «revolução de setembro», pela mão de Passos Manuel: fez parte das Cortes Constituintes e ajudou a redigir a Constituição de 1838. Além de deputado, desempenhou um papel relevante no programa de educação cultural setembrista, especificamente na renovação da dramaturgia nacional: a criação da Inspeção Geral dos Teatros, do Conservatório de Arte Dramática e do futuro Teatro Nacional. Fundou O Entreato – Jornal de Teatros.

          Durante os anos 40, sob o regime autoritário de Costa Cabral, Garrett destacou-se na oposição. Afastou-se da vida pública em 1847, dedicando-se à escrita. São dessa época O Alfageme de Santarém, Frei Luís de Sousa, Viagens na Minha Terra e O Arco de Sant’Ana.
          Em 1851 regressou ao Parlamento, já sob a acalmia política da Regeneração. Foi feito visconde, em 1851 e foi nomeado Par do Reino, no ano seguinte. Foi durante pouco tempo Ministro dos Negócios Estrangeiros.

          García Lorca, Federico
          Pessoa singular · 1898-1936

          Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, Granada, 5 de junho de 1898- Granada, 18 de agosto de 1936) foi um poeta, prosista, dramaturga e diretor de teatro espanhol. Parte da "geração dos 27" em Espanha. Alcançou a fama com Romancero Gitano (1928), um livro de poemas. A suas obras mais conhecidas são Bodas de sangre (1932), Yerma (1934) e La casa de Bernarda Alba (1936). García Lorca era homossexual e teve uma relação com o escultor Emilio Alandrén Perojo. Foi assassinado por um bando sublevado um mês após o início da Guerra Civil Espanhola.

          França, João Baptista
          Pessoa singular · 1908-1996

          João Baptista França (23 de junho de 1908, Funchal - fevereiro de 1996, Lisboa) foi um importante escritor português natural da ilha da Madeira. Destacou-se como jornalista, romancista, teatrólogo e dramaturgo.

          Iniciou a sua carreira jornalística no Funchal e colaborou nos jornais madeirenses com crónicas, contos, prosas e poesias. Inicialmente, escreveu para o diário “O Povo”, bem como para o “Independente”, “A Batalha”, “Diário da Madeira” e para os semanários “Comércio do Funchal” e “Ilha”. A revista “Esperança”, o diário humorístico “Re-nhau-nhau” e o “Eco do Funchal”

          Ainda no Funchal, deu os primeiros passos no teatro, sendo amador dramático, escrevendo peças, encenando-as e representando-as ao mesmo tempo que colaborava com o semanário lisboeta “O Diabo”

          Em 1940, começa a sua carreira como jornalista internacional no jornal “O Século”. Ainda na década de 40, escrevia teatro para a rádio, nomeadamente para a “Voz de Lisboa”, “Rádio Peninsular” e “Emissora Nacional”. Paralelamente à sua carreira jornalística conservava a atividade literária, colaborando em semanários e revistas, nomeadamente “Diário Popular”, “Correio das Ilhas”, revista “Panorama” e na secção literária da rádio SPN - Secretariado da Propaganda Nacional, entre outros .

          Em 1944, dá-se a sua “première” no teatro como argumentista / dramaturgo com “O Zé do Telhado”, opereta . O seu primeiro romance – “Romance de uma Corista”, em 1956. Trata-se de uma obra literária que retrata o ambiente dos bastidores teatrais de Lisboa.

          Com a peça “Um Mundo À Parte”, foi distinguido com o prémio Maria Matos. Esta obra, publicada em 1970, viria a passar pela censura oficial do regime. Neste mesmo contexto, a peça de teatro “Há Sol nas Minhas Mãos” foi, também, censurada.

          Fonseca, António José Branquinho da.
          Pessoa singular · 1905 - 1974

          António José Branquinho da Fonseca (Mortágua, Mortágua, 4 de Maio de 1905 – Cascais, Cascais, 7 de maio de 1974) foi um escritor português. Escrevia em vários géneros literários: poema lírico, romance, novela, texto dramático, poema em prosa, mas o seu género de eleição era o conto. Como artista, interessou-se também pela fotografia, o desenho, o cinema e o design gráfico. Foi conservador do Registo Civil em Marvão e Nazaré, e do Museu-Biblioteca Conde de Castro Guimarães em Cascais. Por proposta sua, foi criado em 1958, o Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, o qual havia de dirigir até o ano da sua morte.

          Ésquilo
          Pessoa singular · c.525/4 a.C - 456/5 a.C

          Ésquilo (em grego: Αἰσχύλος) (Elêusis, c. 525/524 a.C. – Gela, 456/455 a.C.) foi um dramaturgo da Grécia Antiga. É reconhecido frequentemente como o pai da tragédia.

          Diderot, Denis
          Pessoa singular · 1713-1784

          Denis Diderot (5 de outubro de 1713, Langres, Champagne – 31 de julho de 1784, Paris) foi um filósofo, crítico de arte e escritor francês, mais conhecido pela sua contribuição para a Encyclopédie juntamente com Jean le Ron d'Alembert.

          Dantas, Júlio.
          Pessoa singular · 1876 - 1962

          Júlio Dantas (Lagos, 19 de Maio de 1876 – Lisboa, 25 de maio de 1962) foi um escritor, médico, político e diplomata português.

          Filho de Casimiro Augusto Vanez Dantas e de Maria Augusta Pereira de Eça, estudou no Colégio Militar em Lisboa e depois na Escola Médico-Cirúrgica dessa cidade, concluindo o curso em 1900. Daí passou a exercer Medicina no Exército, o que faria durante doze anos.

          Entretanto, iniciava a sua carreira como dramaturgo: em 1899, era feita a primeira produção de uma das suas peças de teatro "O que morreu de amor", no Teatro Dona Amélia. A Ceia dos Cardeais (1902) guarneceu-lhe grande popularidade, sendo reeditada até hoje. Além disso, com obra na sua peça 'A Severa' foi feito o primeiro filme sonoro em português. A peça 'Os crucificados' abordava a questão da homossexualidade, algo inovador na época.

          Iniciou a sua carreira política em 1905, sendo eleito deputado pelo Partido Progressista no círculo de Coimbra (1905). Em 1908, foi eleito sócio da Academia de Ciências de Lisboa - viria a ser seu presidente a partir de 1922.

          Foi nomeado Diretor da Secção Dramática do Conservatório Nacional (1909), em que também foi professor e organizador do respetivo museu.

          Em 1915, após a saída do segundo número da revista Orfeu, Dantas foi um dos críticos e opositores a este movimento literário. Por esse motivo, Almada Negreiros escreveu o conhecido Manifesto Anti-Dantas.

          Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros em três governos (1914, 1921-1922, 1923), de Instrução Pública (durante apenas 41 dias). Pertenceu ao Partido Reconstituinte (1920) e ao Partido Nacionalista (1923).

          Entre 1925 e 1928 foi o (primeiro) presidente da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses (SECTP), que mais tarde daria origem à Sociedade Portuguesa de Autores.

          Em 1935 tornou-se procurador à Câmara Corporativa, cargo que deteria até 1961. Enveredou na carreira diplomática e , em 1941, foi enviado como embaixador especial ao Brasil e ficaria como embaixador permanente no Rio de Janeiro a partir de 1949.

          Como escritor, Júlio Dantas acabou conotado com o regime do Estado Novo: “Júlio Dantas passou, com algum fundamento, pelo ornamento beatificado do Estado Novo, exemplo clássico do escritor conformista ao serviço de um regime que o promoveu e com ele se promoveu" (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses). No entanto, algumas das suas obras revelam um caráter mais complexo.

          Casou civilmente em 1942 com Maria Isabel Penedo Cardoso e Silva.

          Castro, Augusto de
          Pessoa singular · 1883-1971

          Augusto de Castro Sampaio Corte-Real (Porto, 11 de janeiro de 1883 — Campolide, 24 de julho de 1971), mais conhecido por Augusto de Castro, foi um escritor, advogado, jornalista, diplomata e político português.

          Foi diretor do "Diário de Notícias" de 1919 a 1924, de 1939 a 1945, e a partir de 1947 até à data da sua morte. Também colaborou na Revista Nova (1901-1902), no periódico A Imprensa (1919) e no Boletim do Sindicato Nacional dos Jornalistas (1941-1945).