Congressos Feministas (1924, 1925, 1928, 1930)

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

  • 1924 e 1928, 1º e 2º congresso português

  • 1925, Washigton
    1930, Viena de Áustria
    (2024-11, ip)

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    Congressos Feministas (1924, 1925, 1928, 1930)

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          Cabete, Adelaide.
          PT/AHS-ICS/AdCabete · Pessoa singular · 1867 - 1935

          Adelaide de Jesus Damas Brazão Cabette (Alcáçova, Elvas, 25 de janeiro de 1867 — Lisboa, 14 de setembro de 1935), mais conhecida como Adelaide Cabete (na atual ortografia), foi uma das principais feministas portuguesas do século XX. Republicana convicta, foi médica obstetra, ginecologista, professora, maçom, autora, benemérita, pacifista, abolicionista, defensora dos animais e humanista.[1]

          Foi pioneira na reivindicação dos direitos das mulheres, e durante mais de vinte anos, presidiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Nessa qualidade reivindicou para as mulheres o direito a um mês de descanso antes do parto (licença de maternidade) e em 1912 reivindicou também publicamente o direito ao voto feminino, sendo-lhe apenas concedido em 1933, tornando-se na primeira e única mulher a votar, em Luanda, onde viveu, sob a nova lei eleitoral da Constituição Portuguesa de 1933.[2]

          [1] Serrão, Joel (1975). Dicionário de história de Portugal. [S.l.]: Iniciativas Editoriais

          Representou as mulheres portuguesas em congressos internacionais, nomeadamente no Congresso Internacional Feminista realizado em Roma, em 1923 e no Congresso Feminista de Washington em 1925


          "Nascida em Elvas, Adelaide Cabete tornou-se uma das primeiras mulheres portuguesas com um curso superior. Realizou estudos de Medicina, tendo concluÍdo a formatura com uma tese sobre "A protecção às mulheres grávidas pobres, como meio de promover o desenvolvimento fisico das novas geraçÕes" (1900). Activista republicana e membro da Maçonaria, foi sócia fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1909) e participou no 5 de Outubro, preparando as bandeiras republicanas que vieram a ser usadas na revolta. Em 1913 participou no Congresso Internacional de Gand com uma tese sobre o "ensino doméstico em Portugal" na qual se opunha ao uso dos véus, plumas, espartilhos e saltos altos pelas mulheres, por razÕes de saúde. Um ano depois participa na fundação do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e desenvolve uma considerável actividade feminista. Em 1923 representa o governo português no Congresso Internacional Feminista de Roma, sendo a primeira mulher a deter tal representação, que se renovara nos congressos seguintes. No âmbito da sua actividade feminista criou as Ligas da Bondade , dirigiu a revista Alma Feminina e escreveu vários opúsculos sobre temas como a educação, a protecção da mulher grávida, a prostituição, etc. Em 1929 vai viver para Angola de onde regressa em 1934, já bastante doente. Faleceu em 1935."
          José Pacheco Pereira, BEO, nº8, p. 75

          Marques, Carmen.
          Pessoa singular · 1902 - 1930

          Carmen Marques - advogada, conferencista, escritora e activista política - nasceu em 1902 e faleceu em 26 de Maio de 1930, em Lisboa.

          Formou-se em Direito na Universidade de Lisboa.

          Destacou-se em atividades ligadas ao republicanismo e às mulheres. Pertenceu à Comissão de Propaganda do Diretório da Liga da Mocidade da Republicana, que funcionava a partir da sede da revista Seara Nova. Além disso, colaborou com Adelaide Cabete na Associação das Mulheres Universitárias de Portugal, fundada em 1928. Participou, em 1928 e 1929, nos Congressos Feminista e Abolicionista. A partir de 1929, fez parte do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas a partir deste último ano, tendo aderido por proposta de Elina Guimarães.

          Da sua atividade de conferencista, destacam-se os títulos "Trabalho manual e trabalho intelectual"; "A Igreja e o casamento civil"; "Crise de bom senso, crise do espírito jurídico", pronunciada na Associação Comercial dos Lojistas em 11 de Janeiro de 1930, e "Democracia e Feminismo", conferência pronunciada em Coimbra.