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José Martiniano de Alencar
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Datas de existência
Histórico
José de Alencar, advogado, jornalista, político, orador, romancista e dramaturgo, nasceu em Messejana (atual bairro de Fortaleza) Ceará (Brasil), dia 1 maio de 1829, e faleceu no Rio de Janeiro, dia 12 de dezembro de 1877. A sua obra literária contribuiu para a "nacionalização" da literatura no Brasil e para a consolidação do romance brasileiro, tendo mesmo sido chamado “o patriarca da literatura brasileira”.
Era filho do padre, depois senador, José Martiniano de Alencar e de sua prima Ana Josefina de Alencar (o seu pai tinha entretanto abandonado a vida religiosa). A família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde o seu pai prosseguiu a carreira política. José de Alencar frequentou aí o Colégio de Instrução Elementar, prosseguindo depois os estudos em Direito em São Paulo. Voltou ao Rio, onde iniciou a prática de advocacia. A sua atividade jornalística começou com uma colaboração no Correio Mercantil e no Jornal do Comércio, para o qual escreveu os folhetins que, em 1874, reuniu num livro sob o título "Ao correr da pena". Conseguiu alcançar o posto de redator-chefe do Diário do Rio de Janeiro em 1855.
Pertenceu ao Partido Conservador, tendo sido eleito várias vezes deputado geral pelo Ceará, de 1868 a 1870, foi também ministro da Justiça. Não conseguiu chegar ao lugar de senador, ficando-se apenas com o título do Conselho. Devido a este insucesso na política, passou a dedicar-se em exclusivo à literatura.
Publico em 1856 "Cartas sobre A Confederação dos Tamoios", com o pseudónimo de Ig, no Diário do Rio de Janeiro. Nestas criticava o poema épico de Domingos Gonçalves de Magalhães, que era à época considerado a figura proeminente da literatura brasileira, sendo um dos favoritos do Imperador D. Pedro II. Começou então uma acesa polémica, da qual participou o próprio D. Pedro (sob pseudónimo).
No mesmo ano, publicou o seu primeiro romance: "Cinco minutos". Em 1857, publicou em folhetins "O Guarani", com o qual obteve grande popularidade. Escreveu todo o tipo de obras: romances indianistas, urbanos, regionais, históricos, romances-poema, peças de teatro, poesia, crónicas, ensaios e polémicas literaturas, assim como escritos políticos e estudos filológicos. Dentro do romance histórico enquadravam-se os romances plenamente históricos e os respeitantes a lendas indígenas, com os quais se integrava no movimento do dito Indianismo na literatura brasileira no século XIX.
Faleceu no Rio de Janeiro, de tuberculose, aos 48 anos de idade.
Locais
Estado Legal
Funções, ocupações e atividades
Obras: Cartas sobre a Confederação dos Tamoios (1856), O Guarani (1857), Cinco minutos (1857), Verso e reverso (1857), A noite de São João (1857),O demônio familiar (1858), A viuvinha (1860), As asas de um anjo (1860), Mãe (1862), Lucíola (1862), Os filhos de Tupã (1863), Escabiosa (sensitiva) (1863), Diva (1864), Iracema (1865), Cartas de Erasmo (1865), As minas de prata (1865), A expiação (1867), O gaúcho (1870), A pata da gazela (1870), O tronco do ipê (1871), Sonhos d’ouro (1872), Til (1872), O Garatuja (1873), A alma de Lázaro (1873), Alfarrábios (1873), A Guerra dos Mascates (1873), Voto de graças (1873), O ermitão da Glória (1873), Como e por que sou romancista (1873), Ao correr da pena (1874), O nosso cancioneiro (1874), Ubirajara (1874), Senhora (1875), Encarnação (1893).
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
Contexto geral
Área de relacionamentos
Área de pontos de acesso
Pontos de acesso - Assunto
- ARTES » Teatro
- ARTES » Literatura » Poesia
- ARTES » Literatura » Literatura brasileira
Ocupações
Zona do controlo
Identificador de autoridade arquivística de documentos
Identificador da instituição
Regras ou convenções utilizadas
Estatuto
Nível de detalhe
Datas de criação, revisão ou eliminação
Criado 2026-02, cmp
Línguas e escritas
Script(s)
Fontes
José de Alencar. Academia Brasileira de Letras. https://www.academia.org.br/academicos/jose-de-alencar/biografia [acesso 27-02-2026]
Soares, Ana Carolina Eiras Coelho - José de Alencar. Biblioteca Nacional Digital Brasil (BNDigital). https://bndigital.bn.gov.br/jose-de-alencar/ [acesso 27-02-2026]