Américas

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

  • inclui América do Sul e América do Norte (2025-07, ip)

Nota(s) da fonte

    Mostrar nota(s)

      Termos equivalentes

      Américas

        Termos associados

        Américas

          77 Pessoas, Entidades resultados para Américas

          Abranches, Adelina
          Pessoa singular · 1866-1945

          Atriz portuguesa, Adelina Abranches nasceu em Lisboa a 15 de agosto de 1866 e faleceu na mesma cidade a 21 de novembro de 1945.

          Devido às incapacidades financeiras da família, iniciou a sua carreira no teatro ainda na infância, estreando-se como figurante aos cinco anos num espetáculo do Teatro Nacional D. Maria II - "Os meninos grandes", de Enrique Gaspar. Aos doze anos já tinha trabalhado no Teatro D. Maria II, no Teatro do Príncipe Real, no Variedade, no Teatro do Rato, no Teatro D. Fernando e no Teatro da Rua dos Condes. Representava com frequência papéis masculinos infantis e, mesma em adulta, continuou a fazer alguns papéis masculinos devido à sua constituição física.

          Foi no Teatro Luís de Camões que assinou o seu primeiro contrato mensal e teve o primeiro papel de protagonista - em "A princesa flor de seda". Os seus primeiros êxitos foram no ano de 1882, no palco do Teatro do Rato ("Maria da Fonte" e "O tipógrafo/"O gaiato de Lisboa" - no qual representou um dos seus papéis masculinos mais memoráveis). Na temporada seguinte, foi convidada a integrar o elenco do Teatro do Príncipe Real, onde conheceu o futuro marido - o empresário Luís Ruas - e teve alguns dos seus papéis mais populares ("Pérola" (1885) e "Rosa enjeitada" (1901)).

          Em 1902, mudou-se para o Teatro D. Amélia - destacando-se, por exemplo, em "Ressurreição" (1903), em "A cruz da esmola" (1903) e em "O avô" (1905). Também em 1902 dá-se o seu divórcio com Ruas, com o qual tivera dois filhos - Aura Abranches (Ruas) (1892-1962) e Alfredo Ruas (1890-1966), que seguiram ambos a carreira teatral, acompanhando muitas vezes a mãe em digressões.

          Foi convidada a integrar a segunda temporada do Teatro Livre e integrou a sociedade artística do Teatro Nacional D. Maria II, onde se manteve até 1910. Este envolvida no projeto do Teatro da Natureza. Foi também empresária teatral, fundando as companhias Adelina Abranches e Adelina - Aura Abranches, esta última em conjunto com a sua filha.

          Regressou ao D. Amélia em 1911, renomeado Teatro República, onde representou Brísida Vaz no "Auto da barca do Inferno". Representou vários espetáculos de grand-guignol no Teatro Sá da Bandeira no Porto, o que a levou ao Brasil em digressão (1913-1914). No seu regresso a Portugal, passou pelos palcos do Teatro Politeama, do Avenida e do Apolo, antes de regressar ao Teatro Nacional ("A mãe", de Russiñol, foi um dos seus maiores êxitos). Trabalhou com a companhia organizada Alves da Cunha e também com a companhia Rey Colaço-Robles Monteiro.

          Apesar da sua principal carreira ser no teatro, participou em três filmes na década de 30: "Maria do Mar" e "Lisboa, Crónica Anedótica", de Leitão de Barros (1930) e "A Rosa do Adro", de Chianca Garcia (1938).

          Faleceu de arteriosclerose, em Lisboa, aos 79 anos. Foi sepultada em jazigo no Alto de São João. As suas memórias foram publicadas após a sua morte pela filha, em 1947.

          Aires, Félix
          Pessoa singular · 1904-1979

          Félix Vicente Aires - poeta, prosador e médico-veterinário - nasceu em Buriti Bravo (Maranhão - Brasil), em 14 de janeiro 1904 e faleceu em São Luís em 16 de novembro de 1979.

          Foi médico-Veterinário do Ministério da Agricultura e desempenhou cargos de chefia nos Estados de São Paulo, Paraná e Guanabara, onde foi radicado e colaborador na imprensa. Consolidador do verso monossilábico em língua portuguesa e seu maior expoente. Foi titular eletivo da Academia Maranhense de Letras e delegado da mesma na Federação das Academias de Letras do Brasil. Além disso, foi sócio fundador da Academia Brasileira de Trova e Honorário da Academia Piauiense de Letras. Pertenceu ao PEN Clube do Brasil, ao Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes, à Associação Brasileira de Imprensa (ABI), à União Brasileira de Escritores, à Sociedade de Homens de Letras do Brasil, ao Centro Cultural “Euclides da Cunha” e à Academia de Letras “José de Alencar”.

          Alencar, José de
          Pessoa singular · 1829-1877

          José de Alencar, advogado, jornalista, político, orador, romancista e dramaturgo, nasceu em Messejana (atual bairro de Fortaleza) Ceará (Brasil), dia 1 maio de 1829, e faleceu no Rio de Janeiro, dia 12 de dezembro de 1877. A sua obra literária contribuiu para a "nacionalização" da literatura no Brasil e para a consolidação do romance brasileiro, tendo mesmo sido chamado “o patriarca da literatura brasileira”.

          Era filho do padre, depois senador, José Martiniano de Alencar e de sua prima Ana Josefina de Alencar (o seu pai tinha entretanto abandonado a vida religiosa). A família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde o seu pai prosseguiu a carreira política. José de Alencar frequentou aí o Colégio de Instrução Elementar, prosseguindo depois os estudos em Direito em São Paulo. Voltou ao Rio, onde iniciou a prática de advocacia. A sua atividade jornalística começou com uma colaboração no Correio Mercantil e no Jornal do Comércio, para o qual escreveu os folhetins que, em 1874, reuniu num livro sob o título "Ao correr da pena". Conseguiu alcançar o posto de redator-chefe do Diário do Rio de Janeiro em 1855.

          Pertenceu ao Partido Conservador, tendo sido eleito várias vezes deputado geral pelo Ceará, de 1868 a 1870, foi também ministro da Justiça. Não conseguiu chegar ao lugar de senador, ficando-se apenas com o título do Conselho. Devido a este insucesso na política, passou a dedicar-se em exclusivo à literatura.

          Publico em 1856 "Cartas sobre A Confederação dos Tamoios", com o pseudónimo de Ig, no Diário do Rio de Janeiro. Nestas criticava o poema épico de Domingos Gonçalves de Magalhães, que era à época considerado a figura proeminente da literatura brasileira, sendo um dos favoritos do Imperador D. Pedro II. Começou então uma acesa polémica, da qual participou o próprio D. Pedro (sob pseudónimo).

          No mesmo ano, publicou o seu primeiro romance: "Cinco minutos". Em 1857, publicou em folhetins "O Guarani", com o qual obteve grande popularidade. Escreveu todo o tipo de obras: romances indianistas, urbanos, regionais, históricos, romances-poema, peças de teatro, poesia, crónicas, ensaios e polémicas literaturas, assim como escritos políticos e estudos filológicos. Dentro do romance histórico enquadravam-se os romances plenamente históricos e os respeitantes a lendas indígenas, com os quais se integrava no movimento do dito Indianismo na literatura brasileira no século XIX.

          Faleceu no Rio de Janeiro, de tuberculose, aos 48 anos de idade.

          Almeida, Fialho de
          Pessoa singular · 1857-1911

          José Valentim Fialho de Almeida nasceu em Vila de Frades, no Alentejo, dia 7 de maio de 1857, e faleceu em Cuba (Alentejo), a 4 de março de 1911.

          Foi estudar para Lisboa em 1866, no Colégio Europeu. Fez a sua estreia literária no jornal Correspondência de Leiria. Por falta de meios económicos, abandonou os estudos e começou a trabalhar como praticante de farmácia numa botica lisboeta. Publica o seu primeiro volume 'Contos' em 1881. Voltou a estudar, desta vez no Liceu Francês e na Escola Politécnica, iniciando a formação em Medicina. Entretanto, colaborou frequentemente com a imprensa, escrevendo contos, crónicas, críticas literárias e teatrais, e redigiu entradas para dicionários e outras publicações. Chegou também a dar aulas. Terminado o curso em 1885, Fialho de Almeida nunca chegou a fazer a prática de médico - optando ao invés por se dedicar exclusivamente à escrita e à prática jornalística.

          Em 1889, um editor portuense (Alcino Aranha) atraído pelo estilo original e satírico de Fialho de Almeida, propôs-lhe a publicação mensal de uma crónica. Surgiu então, nesse ano, o primeiro fascículo d'Os Gatos, que se publicaria até 1894 - marcado por um tom crítico e satírico.

          Fialho de Almeida colaborou em diversas publicações periódicas, nomeadamente nos jornais humorísticos Pontos nos ii (1885–1891) e A Comédia Portuguesa (fundado em 1888),e também nas revistas: Renascença (1878–1879?), A Mulher (1879), O Pantheon (1880–1881), Ribaltas e Gambiarras (1881), Branco e Negro (1896–1898), Brasil-Portugal (1899–1914), Serões (1901–1911) e, postumamente, na Revista de turismo iniciada em 1916. Também colaborou n' O Interesse Público, de que foi diretor literário (Lisboa, 1886), n' O Repórter (Porto, 1888), Revista de Portugal (Porto, 1889-1892), de Eça de Queirós, Ovos Moles e Mexilhões (Aveiro, 1893), Serões: revista mensal illustrada (Lisboa, 1901), Novidades (Lisboa, 1885) e Correio da Manhã (Rio de Janeiro, 1901). Usou o pseudónimo de «Valentim Demónio» em diversos artigos publicados na revista literária A Crónica, por ele fundada, e dirigida, em 1880.

          Distinguiu-se também como contista, publicando várias obras.

          Em 1893, na sequência do seu casamento com Emília Augusta Garcia Pego, alentejana e abastada proprietária rural, Fialho de Almeida foi residir para Cuba. Ela faleceu no ano seguinte, o que o levou a abandonar a vida do campo e a regressar à escrita. Viajou por Espanha, França, Suíça, Alemanha, Bélgica e Holanda. Criticou duramente o recém-implantado regime da República, antes de falecer em 4 de março de 1911, em Cuba.

          Almeida, Onésimo T.
          Pessoa singular · 1946 -

          Onésimo T. Almeida nasceu em Pico da Pedra, São Miguel, Açores, em 1946. Professor da Universidade Brown e académico há muito envolvido com a comunidade imigrante portuguesa, emigrou de São Miguel para os Estados Unidos no início da década de 1970.
          Através dos seus escritos e da organização de atividades políticas na Nova Inglaterra, Onésimo foi uma das poucas vozes que, de forma consistente, criticou publicamente o regime português.
          Após a Revolução, tornou-se um defensor público do futuro de Portugal, influenciando as respostas nos Estados Unidos à situação política do país e colaborando com os líderes que viriam a conduzir a transição portuguesa para a democracia. Os seus escritos públicos, a sua produção académica e o seu ativismo — incluindo a organização e participação em protestos durante este período de transição — foram fundamentais para que os portugueses e outros nos Estados Unidos pudessem compreender este momento histórico decisivo.

          American Committee on Africa
          US-ACOA · Pessoa coletiva · 1953-2001

          "Founded in 1953, the American Committee on Africa (ACOA) was dedicated to supporting African liberation struggles and informing the American public about African issues. As one of the first national organizations dedicated to anti-colonial struggles in Africa, the organization played host to countless African leaders in the United States. Martin Luther King served on the national committee from 1957 until his death".

          Archer, Maria.
          PT AHS-ICS MArcher · Pessoa singular · 1899 - 1982

          Maria Archer nasceu em Lisboa a 4 de janeiro de 1899. Foi a primeira de seis irmãos e começou cedo, a viajar com os pais e a acompanhá-los - Ilha de Moçambique (1910-13) e Guiné-Bissau (1916-18). Em 1921, vive em Faro com a família e aí casa com Alberto Passos, indo viver para o Ibo – Moçambique. Cinco anos depois regressam a Faro e de seguida vão para Vila Real, tendo o casamento durado apenas dez anos. Em 1932, parte para Angola, ao encontro de seus pais. Em Luanda, publica o seu primeiro livro - Três Mulheres (1935) – com o apoio de Pinto Quartin. Escreve para os jornais e vê-se confrontada com a incompreensão da própria família, designadamente aquando da publicação do romance Aristocratas (1945), uma vez que os elementos autobiográficos chocam os mais próximos de si. Em 1943, escreve com Branca de Gonta Colaço Memórias da Linha de Cascais. No mesmo ano publica uma apresentação sobre os Parques Infantis, a convite de Fernanda de Castro. Participa em várias conferências, em Lisboa e no Porto, e faz várias entrevistas como jornalista. Em 1955, parte para o Brasil, por considerar a censura como intolerável. Os livros Ida e Volta duma Caixa de Cigarros (1938) e Casa Sem Pão (1947) tinham sido proibidos. Conhecedora da situação africana, desde muito cedo compreende a tendência para a emancipação dos povos coloniais, no que se aproxima de Henrique Galvão, quer nas preocupações culturais, quer nas políticas. Acompanha, por isso, o julgamento do antigo fundador da Emissora Nacional, tornado crítico da política de Salazar em Angola, que decorreu no Tribunal Militar de Santa Clara. Defensora dos direitos das mulheres tem na sua escrita a afirmação clara da exigência do necessário reconhecimento de uma igualdade substancial, deixando na sua obra a marca indelével da afirmação da democracia.

          adaptado de A VIDA DOS LIVROS, Guilherme Oliveira Martins, 2022-01

          Barbosa, Orestes.
          Pessoa singular · 1893 - 1966

          Orestes Dias Barbosa - um dos maiores compositores brasileiros, também poeta, escritor, jornalista e letrista para o teatro - nasceu no Rio de Janeiro em 1893 e morreu na mesma cidade em 1966.

          Foi trabalhar como revisor do jornal O Mundo em 1911, iniciando a sua carreira jornalística. Exerceu várias funções em jornais como Diário de Notícias, A Gazeta, o Globo, A Notícia, A Noite, O Dia, A Imprensa. Por causa do seu trabalho foi preso várias vezes, o livro de crónicas Na Prisão (1922) reflete essas experiências. Foi também redator da Câmara Municipal do Rio, chegando a vice-diretor da mesma.

          Casou-se com Regina Nunes da Costa, em 1916, tendo um filho único.

          Em 1917 publicou os eu primeiro livro de poesia Penumbra Sagrada, seguido de Água-Marinha (1921). Publico também livros de crónicas e prosas como Bam-Bam-Bam (1923), Portugal de Perto! (1923), O Português no Brasil (1925) e O Pato Preto (1927), etc.

          Nos anos 30, iniciou a sua carreira na música popular. A primeira das suas obras foi a canção Bangalô (1930), em parceria com Osvaldo Santiago. Ao longo dessa década colaborou com J. Thomaz, Francisco Alvos, Noel Rosa, etc., na composição de uma série de sambas, marchas, 'fox-canções', entre outras. A sua parceria mais produtiva foi com o canto e compositor Silvio Caldas - Chão de Estrelas (1937) foi a sua canção mais popular. Na década de 40 também compôs várias canções, mas nos anos 50 diminuiu as suas atividades.

          Barros, João de.
          Pessoa singular · 1881-1960

          João de Barros foi um poeta, pedagogo e político português. Nasceu na Figueira da Foz, dia 4 de Fevereiro de 1881 e faleceu em Lisboa, dia 25 de Outubro de 1960.

          Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra.

          Em 1910 iniciou-se na Maçonaria, com o nome simbólico de João de Deus.

          Durante a 1ª República Portuguesa, foi um alto funcionário do Ministério da Instrução Pública, desempenhando as funções de chefe de repartição, diretor-geral do ensino primário, diretor-geral do ensino secundário e secretário-geral do ministério. Ligou também o seu nome, com o de João de Deus Ramos, à Reforma da Instrução Primária, de 29 de Março de 1911.

          Aderiu ao Partido Republicano Português, depois dito Partido Democrático, e nele se manteve até 1924, data em que aderiu ao Partido Republicano da Esquerda Democrática. Foi um dos últimos Ministros dos Negócios Estrangeiros da 1ª República.

          Defendeu a existência de relações culturais entre Portugal e o Brasil.

          A Ditadura MIlitar e o Estado Novo afastaram-no da vida política ativa, mas continuou a defender ideais republicanos, participando em diversas manifestações da Oposição Democrática e apoiando as candidaturas à presidência da República de Norton de Matos (1949) e Humberto Delgado (1958).

          Bastos, Rachel
          Pessoa singular · 1903-1984

          Rachel/Raquel Bastos Osório de Castro e Oliveira foi uma escritora e cantora portuguesa. Nasceu em 1903 e faleceu em 1984, em Lisboa.

          Soprano ligeiro, estudou no Conservatório Nacional e iniciou a sua carreira artística em 1923, no Coliseu dos Recreios, interpretando o papel de Gilda, do Rigoletto. O êxito levou-a a representar várias figuras principais de ópera italiana e nacional, tanto em palcos portugueses como brasileiros. Acabou por abandonar a ópera e dedicar-se apenas ao lied (género musical de origem alemã - canção a uma voz (ou mais) acompanhada por piano).

          Em 1930, casou com o escritor José Osório de Oliveira, filho de Ana de Castro Osório, o que possivelmente a incentivou a enveredar pela escrita.

          Conviveu de perto com Cecília Meireles e o seu marido, Correias Dias.

          Batalha, Ladislau Estêvão da Silva.
          Pessoa singular · 1856 -1936

          Ladislau Estevão da Silva Batalha - escritor, jornalista, político e intelectual português de orientação socialista - nasceu a 2 de agosto de 1856, em Lisboa, e faleceu a 26 de fevereiro de 1939, em Arruda dos Vinhos. Era filho de João Cesário da Silva Batalha e de Emília Adelaide Batalha.

          A sua vida política iniciou-se muito jovem: com quinze anos, já frequentava o Centro Republicano Democrático. Frequentava também a Nova Livraria Internacional, onde passavam franceses e espanhóis foragidos ou exilados e figuras do republicanismo português.

          Em 1876, ocorreu a sua polémica expulsão do Centro Republicano Democrático, juntamente com Carrilho Videiro, por ser acusado de ser 'espião do governo'. Em resposta a estes eventos, escreveu o panfleto 'A nova inquisição ou o directorio republicano e os seus actos perante a opinião pública', criticando duramente o Centro Democrático. Decidiu então abandonar o país, viajando para São Tomé e Príncipe.

          Em S. Tomé, foi contratado pelo Governador-geral para ser intérprete, devido ao seu domínio do inglês, francês e alemão. Depois, tornou-se funcionário da Curadoria-Geral, com o objetivo de fiscalizar as roças. Perseguido pelos roceiros, partiu para Angola em 1877, onde trabalhou no Jornal de Luanda. Deslocou-se então para o interior de Angola, dedicando-se ao comércio. Recebeu uma proposta de casamento com uma princesa de Soba Quinebuto e chegou a casar-se - mas optou por fugir, seguindo com dois companheiros que conhecera na tribo para o norte de Angola.

          Daí chegou ao Congo Belga e ao Estado Livre do Congo, embarcando num navio baleeiro norte-americano rumo a New Bedford, Massachusetts. Nessa cidade, trabalhou numa fábrica de vidro como gravador. Integrou então a tripulação de um navio bacalhoeiro - viajando pelo Ártico. Embarcou de novo como marinheiro, desta vez rumando ao Japão e China. Com intenções de voltar à pátria, em Cabo Verde recebeu uma proposta de trabalho, prestando serviços para os consulados argentino e francês. Conheceu a sua primeira mulher, que lhe daria uma filha - mas ambas viriam a morrer de tuberculose.

          Regressou a Portugal c.1887-1890, dedicando-se à escrita de algumas obras políticas. Partiu de novo, desta vez para o Reino Unido, em 1903 - esta viagem foi alvo de relatos publicados inicialmente no Diário de Notícias, e depois reunidos num livro. Em 1909, juntamente com a sua mulher Ernestina Costa, estabeleceu-se no Barreiro. Aí se envolveu no movimento operário local e fundou o periódico Àvante! Defensor das classes trabalhadoras e dos interesses locaes (1909-1910).

          A 11 de maio de 1919, foi eleito deputado nas eleições para a Câmara dos Deputados nas listas do Partido Socialista Português pelo círculo eleitoral do Porto. Foi também eleito para a Comissão das Colónias. A sua última intervenção no parlamento foi em 1921.

          Em 1922, foi fundado o semanário O Protesto, do qual Ladislau Batalha foi o primeiro diretor. Entre 1926 e 1927, colaborou várias vezes no semanário A Batalha.

          Black Panther Party
          US - BPP · Pessoa coletiva · 1966 - 1982
          Bloch, Albert
          Pessoa singular · 1856-1903

          Michel-Albert Bloch, tradutor, nasceu em 1856 e faleceu em 1903, em Paris. De origem judaico-alemã. Em meados da década de 1890 foi professor da Escola Politécnica em Buenos Aires. Mudou-se para Paris onde se distinguiu como defenso de Dreyfus, colaborador do jornal anarquista "Le Libertaire" e conferencista. Pouco depois da sua morte foi publicada a obra 'La substance universelle' que escreveu em colaboração com Georges Mathias Paraf-Javal.

          Bragança, Pedro de Orléans e
          Pessoa singular · 1909-1981

          Descendente da família imperial brasileira, nasceu em França para onde a sua família se exilou após a abolição da monarquia, tendo regressado ao Brasil em 1945.

          Buck, Pearl S.
          Pessoa singular · 1892-1973

          Pearl Comfort Sydenstricker Buck (26 de junho de 1892 (West Virginia, EUA) – 6 de março de 1973 (Vermont, EUA)) foi uma escritora americana. O seu romance 'The Good Earth', um romance histórico sobre a China no início do século XX - foi o livro mais vendido nos Estados Unidos nos anos de 1931 e 1932, e foi premiado com o Prémio Pulitzer. Buck ganhou o Prémio Nobel de Literatura em 1938, sendo a primeira mulher americana a fazê-lo. Dedicou-se também a causas humanitárias.

          Buen y del Cos, Odón de
          Pessoa singular · 1863-1945

          Odón de Buen y del Cos - naturalista espanhol, considerado o fundador da oceanografia espanhola - nasceu em Zuera, Espanha, dia 18 de novembro de 1863 e faleceu na Cidade do México, 3 de maio de 1945.

          Filho de Mariano de Buen y Ropín e de Petra del Cos y Corroza, iniciou os estudos na Universidade de Zaragoza, indo depois estudar Ciências, Secção de Naturais, em Madrid. Em 1889 obteve a cátedra de História Natural da Universidade de Barcelona, onde foi introduzindo práticas de laboratório e saídas de campo.

          Publicou em 1890 o "Tratado elemental de Geología" e o "Tratado elemental de Zoología", que foram incluídos no Índice de livros proibidos da Igreja Católica . O setor conservador de Barcelona conseguiu a sua suspensão temporário no ano letivo de 1895-1896, usando uma antiga lei que proibia ensinamentos contrários aos dogmas da religião católica.

          Odón de Buen participou no Congresso Internacional de Livre-pensadores em Paris, em 1889. (Puig-Samper et al.) Foi também o secretário do comité organizador do congresso de Livre-pensadores de Madrid, em 1892 - mas este foi suspenso por ordem do governo após uma denúncia por 'ataques aos dogmas e doutrinas da igreja'. (Avilés) Organizou a assistência ibérica ao Congresso de Livre-pensadores de Roma (1904), fretando um barco que fez a travessia de Barcelona a Civitta Vechia.

          Odón manteve uma relação estreita com a Escola Moderna de Ferrer Guardia, de caráter pedagógico - escrevendo alguns textos com esse fim como "Las Ciencias Naturales en la Escuela Moderna" e "Nociones de Geografía Física", ambas en 1905.

          Em 1906, fundou o laboratório de Biologia Marinha de Porto Pi, do qual seria nomeado diretor em 1912. Em 1910, presidiu à delegação espanhola para a inauguração do Museu Oceanográfico do Mónaco. Longe iam os seus conflitos com as autoridades governamentais. Em 1911, mudou-se para Madrid, passando a ter a cátedra de Mineralogia e Botânica da Faculdade de Ciências, continuando a redação de manuais universitários.

          Os seus esforços culminaram na fundação do Instituto Espanhol de Oceanografia (1914) Foi presidente do Primeiro Congresso Internacional de Oceanografia (Sevilha, 1929). Obteve também a Presidência da Secção de Oceanografia da União Geodésica e Geofísica Internacional (1927-33) e a do Conselho Oceanográfico Iberoamericano (1919-33).

          Quando começou a Guerra Civil Espanhola, Odón de Buen foi preso, tendo-se depois exilado no México juntamente com os seus filhos.

          Câmara, José Paulo da
          Pessoa singular · 1887-1939

          José Paulo da Câmara (Lisboa, 25 de Janeiro de 1887 - Campinas, Brasil, 1939) foi um poeta, dramaturgo e jornalista português. Filho do dramaturgo e escritor português D. João Maria Evangelista Gonçalves Zarco da Câmara e de D. Eugénia de Melo Breyner. Era irmão de Tomás da Câmara.

          Castro, José Maria Ferreira de.
          Pessoa singular · 1898-1974

          José Maria Ferreira de Castro (Ossela, Oliveira de Azeméis, 24 de maio de 1898 – Porto, 29 de junho de 1974) foi um escritor e jornalista português.

          Aos 12 anos, embarcou com destino a Belém do Pará, no Brasil. Ali viria a publicar o seu primeiro romance, Criminoso por Ambição, em 1916. Viveu em plena floresta amazónica durante quatro anos.

          Em 1930 publicou A Selva, obra que o tornou um escritor de dimensão internacional, tendo sido traduzida para 15 línguas. Por causa desta obra chegou a ser candidato a Prémio Nobel.

          Após o falecimento da esposa Diana Liz, Ferreira de Castro partiu para a Inglaterra de barco, na companhia do escritor Assis Esperança. Castro ficou doente, com septicemia, mas foi tratado pelo médico e historiador de arte Reynaldo dos Santos. Em consequência do estado de luto, em dezembro de 1931 Ferreira de Castro tentou cometer suicídio, mas sem sucesso. Partiu para a Madeira, onde escreveu o romance Eternidade (1933), cujo tema é a obsessão pela morte.