Anticolonialismo

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

  • documentos de ou sobre organizações e associações anti-coloniais no acervo do AHS. Inclui MNA e movimentos de apoio ao MNA, em Portugal e pelo mundo (2013, ip)

  • algumas organizações internacionais encontram-se no assunto "solidariedade anti-imperialista", 2025-04, ip

Nota(s) da fonte

Mostrar nota(s)

Termos hierárquicos

Termos equivalentes

Anticolonialismo

    40 Pessoas, Entidades resultados para Anticolonialismo

    28 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
    American Committee on Africa
    US-ACOA · Pessoa coletiva · 1953-2001

    "Founded in 1953, the American Committee on Africa (ACOA) was dedicated to supporting African liberation struggles and informing the American public about African issues. As one of the first national organizations dedicated to anti-colonial struggles in Africa, the organization played host to countless African leaders in the United States. Martin Luther King served on the national committee from 1957 until his death".

    Angola Comité
    Pessoa coletiva · 1961-1997

    The Angola Comité (Angola Committee) was established in 1961 to support the freedom struggle in Angola. Leaders of the organization included Sietse Bosgra and Trineke Weijdema.

    The Angola Comité supported the struggle against Portuguese colonialism by the liberation movements MPLA (Angola), FRELIMO (Mozambique) and PAIGC (Guinea-Bissau and Cape Verde). It provided material support to those movements, organized a boycott campaign against Angolan coffee and support Portuguese war resisters. The whole of Southern Africa became the organization's focus.

    In 1976, following the end of Portuguese colonialism, the Angola Comité was renamed the Komitee Zuidelijk Afrika (KZA) (known in English as the Holland Committee on Southern Africa) and concentrate its actions on the South African, Zimbabwean and Namibian freedom movements. KZA was involved in campaigns to isolate South Africa including campaigns for sanctions and divestment and against banks making loans to South Africa. With another Dutch organization, Werkgroep Kairos (Working Group Kairos/ Stichting Kairos), the KZA was active in the Shell boycott campaign and helped establish the Shipping Research Bureau which monitored oil deliveries to South Africa. It also campaigned in support of the sports boycott of apartheid South Africa.

    The KZA had an important success in 1985 when it forced the banks to stop selling the South African gold coin, the Krugerrand. KZA provided material aid to liberation movements. After the end of apartheid, the KZA, the Anti-Apartheids Beweging Nederland (Dutch Anti-Apartheid Movement) and the Eduardo Mondlane Stichting (Eduardo Mondlane Foundation) established the Netherlands Institute for Southern Africa (NiZA). (Some pages of the website are available in English.)

    ITA - ARMAL · Pessoa coletiva · 1965 -

    A.R.M.A.L. (Associazione per i rapporti con i movimenti africani di liberazione). Organização criada em 1965 por Joyce Lussu e Mario Albano. Desempenhou um papel importante na solidariedade com os movimentos de libertação das colónias portuguesas (MPLA de Angola, PAIGC da Guiné e Cabo Verde, FRELIMO de Moçambique), mas também com o Congresso Nacional Africano da África do Sul, a ZAPU do Zimbabué, a SWAPO (Namíbia) e outros.

    Em Janeiro de 1966, em Pescara, organizou uma exposição fotográfica de solidariedade com o MPLA (no centro ISES, onde, em Março, se realizou uma outra exposição comissariada por Franco Prattico sobre a luta de libertação da Eritreia), na presença de Mbeto Traça e, poucos dias depois, de Paulo Teixeira Jorge.

    Em 1968, Stefano De Stefani e a sua companheira Augusta Conchiglia juntaram-se a esta organização e, algum tempo depois, realizaram um documentário, praticamente desconhecido em Itália, sobre a luta de libertação em Angola.
    Na viragem para os anos setenta, a associação manteve-se nas mãos de De Stefani e Conchiglia, enquanto os componentes de esquerda saíram quando se soube que a empresa que imprimiu os livros, a LITOPRESS, era co-propriedade de Giovanni Ventura, líder do movimento de extrema-direita "Ordine Nuovo". Através da LITOPRESS, foram várias as tentativas de infiltração no MPLA: uma delas foi a de Ivano Toniolo, um ordinovista paduano do grupo Freda e Ventura, que desempenhou um papel preponderante na estratégia da Piazza Fontana. Toniolo "refugiou-se" em Angola em 1982 e desapareceu.

    Bosgra, Sietse J.
    Pessoa singular · 1935 -2023

    Sietse Jan Bosgra (21 de setembro de 1935 – 8 de janeiro de 2023) foi um ativista político neerlandês contra o colonialismo e o apartheid.
    Bosgra estudou física na Universidade de Amesterdão e formou-se em física nuclear. Durante os seus anos de estudante, envolveu-se na resistência contra o colonialismo. Em 1961, foi um dos fundadores do Comité Angola, criado em resposta à repressão portuguesa em Angola. As atividades do comité começaram também a apoiar movimentos de libertação na Guiné-Bissau, Moçambique e África do Sul. Em 1976, o comité foi renomeado Komitee Zuidelijk Afrika (KZA).

    Em 1977, Bosgra recebeu o Prémio Dick Scherpenzeel pelo seu contributo na divulgação das questões dos países em desenvolvimento. Em 1982, foi um dos impulsionadores da Fundação do Ano das Nações Unidas para Sanções contra a África do Sul, que fez campanha a favor de um boicote cultural ao país devido ao regime do apartheid. Durante a década de 1980, também defendeu a imposição de um embargo petrolífero contra a África do Sul. Quando o apartheid deixou de ser um problema atual, Bosgra passou a dedicar mais atenção ao Médio Oriente. Em 2011, por exemplo, foi um dos líderes da resistência contra uma possível nova missão policial em Kunduz, no Afeganistão.

    Bosgra esteve envolvido no Instituto Neerlandês para o Sul de África (Nederlands Instituut voor Zuidelijk Afrika – NiZA), mais tarde renomeado ActionAid Netherlands, e foi secretário do Instituto Neerlandês para a Palestina-Israel (Netherlands Institute for Palestine-Israel – NIPI).

    Bosgra faleceu em Doorn, a 8 de janeiro de 2023, aos 87 anos.

    Cabral, Amílcar.
    PT/AHS-ICS/AMC · Pessoa singular · 1924-1973

    Amílcar Lopes Cabral (Bafatá, Guiné Portuguesa, actual Guiné-Bissau, 12 de setembro de 1924 — Conacri, 20 de janeiro de 1973) foi um político, agrónomo e teórico marxista da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. Fundador do PAIGC.

    cadernos necessarios
    Pessoa coletiva · Junho 1969 - Março 1970

    Cadernos necessarios era uma publicação socialista revolucionária que apresentava artigos críticos ao Estado Novo, sobre assuntos como colonialismo, o movimento estudantil, habitação e eleições. Também era critico da oposição do regime, tendo como seu objetivo autodescrito a apresentação dos textos dos vários autores da esquerda, sem a crença numa única verdade.

    Os números 1 ao 5, e o número extra "Textos" foram republicados em 1975 pela editora Afrontamento, edição que se encontra esgotada (https://www.edicoesafrontamento.pt/products/cadernos-necessarios-1969-1970)

    Centro de Estudos Angolanos
    PT/AHS-ICS/CEAngolanos · Pessoa coletiva · 1964 -

    Publicou, com base em Argel, pelo menos 6 números deste boletim, entre 1964 e 1966.

    Chaliand, Gérard
    Pessoa singular · 1934-

    Especialista francês em geopolítica que publicou amplamente sobre guerra irregular e estratégia militar.

    Città Futura
    Pessoa coletiva

    Publicação mensal.

    Committee for Freedom in Mozambique, Angola and Guine
    PT/AHS-ICS/CFMAG · Pessoa coletiva · 1968 - 1975

    " O Comité Britânico para a Liberdade em Moçambique foi criado em 1968 a pedido da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), que tinha lançado uma luta armada de libertação nacional contra o domínio colonial português em 1964. Um ano mais tarde, o Comité alargou-se a Angola e à Guiné-Bissau, onde também se travava uma luta armada, passando a designar-se por Comité para a Liberdade em Moçambique, Angola e Guiné (CFMAG). O CFMAG funcionava como um grupo de pressão de campanha, com o objetivo de criar um apoio político alargado à FRELIMO, ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e ao Partido Africano da Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC). Trabalhou com todos os partidos políticos, com os movimentos operário e estudantil, com as igrejas, com as ONG e com muitos outros. Mantinha relações estreitas com o Movimento Anti-Apartheid e incentivava uma perspetiva regional para o futuro da África Austral. Organizou visitas de representantes dos movimentos de libertação e várias campanhas específicas de ajuda política e material, que culminaram na campanha "Fim da Aliança" de 1972/3. Após o golpe de 25 de abril de 1974 em Portugal e as subsequentes negociações entre o novo governo português e os movimentos de libertação, foi reconhecido o direito das colónias à independência total e imediata. O CFMAG organizou uma festa de vitória na Câmara Municipal de St Pancras, em 25 de junho de 1975, dia da Independência de Moçambique, e encerrou as suas actividades, com os objectivos alcançados.
    Durante a fase seguinte, foi criado o Centro de Informação de Moçambique, Angola e Guiné [Mozambique, Angola & Guine Information Centre] (MAGIC), com o apoio dos governos independentes, para desenvolver um trabalho de educação e informação. O trabalho de solidariedade política continuou através, primeiro, do Comité de Solidariedade com Angola e, depois, do Comité Moçambique-Angola, com especial ênfase no apoio ao MPLA durante a sua segunda guerra de libertação contra o exército sul-africano."

    PT/AHS-ICS/CONCP · Pessoa coletiva · 1961 - 1979

    Constituída em Casablanca, Marrocos, com representantes de dez organizações de Angola, Cabo Verde, Guiné, Goa, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

    É antecedido pelo MAC - Movimento Anti-Colonialista, fundado em dezembro de 1957, em Paris, numa reunião de vários nacionalistas das colónias portuguesas e pela FRAIN - Frente Africana para a Independência Nacional das Colónias Portuguesas, estabelecida durante a 2ª Conferência dos Povos Africanos, realizada em Tunes, em janeiro de 1960. A FRAIN foi criada por Amílcar Cabral, Hugo Azancot de Menezes, Lúcio Lara e Viriato da Cruz, reunindo inicialmente o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

    Esquerda Socialista (Jornal)
    Pessoa coletiva · 1974/09/12 - 1975/07/16

    Esquerda Socialista: Orgão do Movimento de Esquerda Socialista era o jornal semanal do Movimento de Esquerda Socialista com 39 edições numerados (n.º0-38) e um especial sobre o golpe de 11 de Março 1975, saídos entre 1974/09/12 e 1975/07/16, quando foi substituído pelo jornal Poder Popular (nova série), cujo primeiro número saiu em 23 de Julho de 1975. Havia um plano de remodelação do jornal para revista periódica, mas isso nunca aconteceu.

    A primeira redação provisória localizava-se na Rua Garrett 80-4 Lisboa, mais tarde a redação mudou para a rua Rodrigues Sampaio 79, r/c Lisboa. O jornal era composto e impresso pela Renascença Gráfica, S.A.R.L.,
    O primeiro diretor interino foi César Oliveira (nº0 (?) - nº6 (?)) seguido pelo Rogério de Jesus (nº7- nº10) e Augusto Mateus (nº11-38)

    O número 12 (1975-01-14) foi erradamente impresso com n.º11 no cabeçalho. O número 20 (1975-03-18) foi erradamente impresso com n.º18 no cabeçalho.

    FPLN - Frente Patriótica de Libertação Nacional
    PT-AHS-ICS-FPLN · Pessoa coletiva · 1962 - 1974

    Movimento unitário da oposição ao Estado Novo - que incluía a Junta Central de Acção Patriótica e as Juntas de Acção Patriótica (JAP’s) - criado a 28 de Dezembro de 1962 na Conferência das Forças Antifascistas Portuguesas realizada em Roma. Nesta conferência estiveram presentes Álvaro Cunhal, António Lopes Cardoso, Fernando Piteira Santos, Francisco Ramos da Costa, Manuel Sertório, Manuel Tito de Morais e Mário Ruivo. Fora o corolário de um processo decorrente das eleições presidenciais de 1958 e que pretendia criar um amplo movimento unitário que reeditasse o que havia sido o Movimento de Unidade Democrática. Inicialmente a FPLN é dirigida por uma junta composta por Álvaro Cunhal (ou outros elementos do PCP), Tito de Morais da Resistência Republicana Socialista (RRS), Rui Cabeçadas do Movimento de Acção Revolucionária (MAR), Piteira Santos e Manuel Sertório. Embora ausente a maior parte do tempo em Praga, por doença, Humberto Delgado era o presidente.
    A direcção da FPLN, chamada inicialmente de Comissão Delegada, fixa-se na recém-independente Argélia e aí funcionará até ao 25 de Abril de 1974. A vida da FPLN em Argel é tumultuosa, marcada por inúmeros conflitos, nomeadamente em torno de questões como a prioridade a atribuir à questão colonial, a adopção de novos métodos de luta contra a ditadura, nomeadamente a luta armada, ou o dissídio sino-soviético, padecendo de fracturas internas que espelhavam as novas e velhas tensões da oposição anti-salazarista e as questões que determinavam o debate político da década de 60.
    Em Junho de 1964 Humberto Delgado chega a Argel para assumir a presidência da FPLN, num clima de forte crispação, com graves diferendos pessoais a misturarem-se com a radicalização das posições políticas. Em Outubro tem lugar a III Conferência da FPLN em Argel e a ruptura entre Humberto Delgado e Álvaro Cunhal, decorrente também da referida questão da luta armada, torna-se inevitável, levando o general a romper com a Frente Popular de Libertação Nacional e a criar a Frente Portuguesa de Libertação Nacional apostada na acção armada mas sem expressão real.
    Ao longo da década de 60 a Frente Popular de Libertação Nacional conhece alterações, deixando de contar com o MAR e a RRS, ao mesmo tempo que se firma a hegemonia do PCP até ao momento em que este partido é expulso da Junta Revolucionária Portuguesa (JRP), o órgão máximo da FPLN, forjando-se então o ascendente das Brigadas Revolucionárias.
    Na actividade da FPLN teve particular importância a Rádio Voz da Liberdade, mais tarde denominada Rádio Voz da Revolução.

    Grupo Anticolonialismo
    Pessoa coletiva

    Morada do grupo Anticolonialismo: 3l,Basset Road Londres W.lO.