Foi presidente da Comissão Provincial de Timor do Movimento Nacional Feminino (1972).
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Distinguindo-se como antropólogo, António de Almeida nasceu a 21 de agosto de 1900, em Sezures, Penalva do Castelo, no distrito de Viseu, e faleceu a 16 de novembro de 1984, em Lisboa.
Militar português, exerceu o cargo de Governador de Macau entre 1956 e 1958 e de Governador de Moçambique entre 1958 e 1961.
Ladislau Estevão da Silva Batalha - escritor, jornalista, político e intelectual português de orientação socialista - nasceu a 2 de agosto de 1856, em Lisboa, e faleceu a 26 de fevereiro de 1939, em Arruda dos Vinhos. Era filho de João Cesário da Silva Batalha e de Emília Adelaide Batalha.
A sua vida política iniciou-se muito jovem: com quinze anos, já frequentava o Centro Republicano Democrático. Frequentava também a Nova Livraria Internacional, onde passavam franceses e espanhóis foragidos ou exilados e figuras do republicanismo português.
Em 1876, ocorreu a sua polémica expulsão do Centro Republicano Democrático, juntamente com Carrilho Videiro, por ser acusado de ser 'espião do governo'. Em resposta a estes eventos, escreveu o panfleto 'A nova inquisição ou o directorio republicano e os seus actos perante a opinião pública', criticando duramente o Centro Democrático. Decidiu então abandonar o país, viajando para São Tomé e Príncipe.
Em S. Tomé, foi contratado pelo Governador-geral para ser intérprete, devido ao seu domínio do inglês, francês e alemão. Depois, tornou-se funcionário da Curadoria-Geral, com o objetivo de fiscalizar as roças. Perseguido pelos roceiros, partiu para Angola em 1877, onde trabalhou no Jornal de Luanda. Deslocou-se então para o interior de Angola, dedicando-se ao comércio. Recebeu uma proposta de casamento com uma princesa de Soba Quinebuto e chegou a casar-se - mas optou por fugir, seguindo com dois companheiros que conhecera na tribo para o norte de Angola.
Daí chegou ao Congo Belga e ao Estado Livre do Congo, embarcando num navio baleeiro norte-americano rumo a New Bedford, Massachusetts. Nessa cidade, trabalhou numa fábrica de vidro como gravador. Integrou então a tripulação de um navio bacalhoeiro - viajando pelo Ártico. Embarcou de novo como marinheiro, desta vez rumando ao Japão e China. Com intenções de voltar à pátria, em Cabo Verde recebeu uma proposta de trabalho, prestando serviços para os consulados argentino e francês. Conheceu a sua primeira mulher, que lhe daria uma filha - mas ambas viriam a morrer de tuberculose.
Regressou a Portugal c.1887-1890, dedicando-se à escrita de algumas obras políticas. Partiu de novo, desta vez para o Reino Unido, em 1903 - esta viagem foi alvo de relatos publicados inicialmente no Diário de Notícias, e depois reunidos num livro. Em 1909, juntamente com a sua mulher Ernestina Costa, estabeleceu-se no Barreiro. Aí se envolveu no movimento operário local e fundou o periódico Àvante! Defensor das classes trabalhadoras e dos interesses locaes (1909-1910).
A 11 de maio de 1919, foi eleito deputado nas eleições para a Câmara dos Deputados nas listas do Partido Socialista Português pelo círculo eleitoral do Porto. Foi também eleito para a Comissão das Colónias. A sua última intervenção no parlamento foi em 1921.
Em 1922, foi fundado o semanário O Protesto, do qual Ladislau Batalha foi o primeiro diretor. Entre 1926 e 1927, colaborou várias vezes no semanário A Batalha.
Pearl Comfort Sydenstricker Buck (26 de junho de 1892 (West Virginia, EUA) – 6 de março de 1973 (Vermont, EUA)) foi uma escritora americana. O seu romance 'The Good Earth', um romance histórico sobre a China no início do século XX - foi o livro mais vendido nos Estados Unidos nos anos de 1931 e 1932, e foi premiado com o Prémio Pulitzer. Buck ganhou o Prémio Nobel de Literatura em 1938, sendo a primeira mulher americana a fazê-lo. Dedicou-se também a causas humanitárias.
Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em Tóquio, entre 1925 a 1930.
Constituída em Casablanca, Marrocos, com representantes de dez organizações de Angola, Cabo Verde, Guiné, Goa, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
É antecedido pelo MAC - Movimento Anti-Colonialista, fundado em dezembro de 1957, em Paris, numa reunião de vários nacionalistas das colónias portuguesas e pela FRAIN - Frente Africana para a Independência Nacional das Colónias Portuguesas, estabelecida durante a 2ª Conferência dos Povos Africanos, realizada em Tunes, em janeiro de 1960. A FRAIN foi criada por Amílcar Cabral, Hugo Azancot de Menezes, Lúcio Lara e Viriato da Cruz, reunindo inicialmente o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
Pedro de Pezarat Correia nasceu no Porto em 16 de novembro de 1932. Fez o curso liceal no Colégio Militar e a licenciatura em Ciências Militares na então Escola do Exército em 1954. Oficial general reformado desde 1986.
Esteve em seis comissões durante a Guerra Colonial (Índia, Moçambique, Angola e Guiné). Participante, desde as suas origens, na movimentação militar que desembocou o 25 de Abril de 1974, integrou o Conselho da Revolução desde a sua criação em março de 1975 até à sua extinção em outubro de 1982 e, nessa qualidade, comandou a Região Militar do Sul.
Na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra instalou e lecionou a cadeira de Geopolítica e Geoestratégia. Conferencista no IDN, UAL e outros institutos superiores militares. Autor e coautor de muitas dezenas de livros e trabalhos sobre geopolítica e geoestratégia, estratégia e conflitos, 25 de Abril, Guerra Colonial e descolonização. Especificamente na área militar é autor de Centuriões ou pretorianos bem como de Manual de Geopolítica e Geoestratégia.
político, líder anticolonial e escritor angolano.
Militar e político português. Capitão-de-Mar-e-Guerra, foi também governador do Distrito de Cabo Delgado – Moçambique (1932-1933), governador de Macau (1940-46), governador-geral de Moçambique (1946-1958) e administrador estatal do Banco Nacional Ultramarino (1959-1962). Deputado nas legislaturas II (1938-42, parte de mandato suspenso para ser Governador de Macau), IV (1945-49, parte de mandato suspenso para ser Governador de Moçambique), IX (1965-69). Conhecido como “Comandante”.
Luís da Cunha Gonçalves (Nova Goa, Índia Portuguesa, 24 de agosto de 1875 - Lisboa, 24 de março de 1956) foi um professor universitário e jurista português.
Licenciou-se e doutorou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi catedrático de "Direito Civil, Político e Administrativo" do Instituto de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa. Publicou diversos trabalhos no domínio do Direito, a mais conhecida sendo o “Tratado de Direito Civil em Comentário ao Código Civil Português”.
Foi eleito para a Assembleia Nacional pela primeira vez, para o período de 1934 a 1938 (I legislatura). Seria deputado também na II, III e IV Legislaturas (1938 a 1949).
Nascido no Porto, João de Pina-Cabral passou a sua juventude em Moçambique, onde o seu pai era missionário. Motivado por essa experiência, decidiu estudar antropologia social em Joanesburgo (BA Hons 1977, Univ. Witwatersrand, África do Sul). Mais tarde, doutorou-se em Oxford (1982) com uma tese sobre a visão do mundo camponesa do Alto Minho. Encontra-se entre os fundadores do curso de Antropologia do ISCTE, tendo entrado permanentemente no ICS em 1986, onde hoje é Investigador Coordenador. Foi Professor Visitante em várias universidades no Brasil, em Espanha, Moçambique, Macau e Estados Unidos da América.
A sua vasta obra trata em particular das relações entre o pensamento simbólico e o poder; a pessoa e o parentesco numa perspetiva comparativa; e a etnicidade em contextos pós-coloniais. O seu primeiro trabalho etnográfico foi sobre a sociedade rural do Alto Minho. Em seguida, desenvolveu vários projectos de estudo sobre a família no sul da Europa abordada de uma perspectiva comparativa. Na década de 90, prolongou o seu interesse nestas questões para abordar a relação entre família e etnicidade entre os euroasiáticos de Macau".
Entre 2012 e 2015, foi Diretor da Escola de Antropologia e Conservação da Universidade de Kent (Reino Unido). Em 2020, tornou-se Professor Emérito de Antropologia Social nessa Universidade e voltou a reintegrar o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
António Sérgio de Sousa Júnior (Damão (Índia), 3 de setembro de 1883 – São Domingos de Benfica, Lisboa, 24 de janeiro de 1969) foi um pedagogo, jornalista, sociólogo, historiador e político português.
Aos 3 anos mudou-se com a família para o Protetorado de Cabinda, quando o pai foi nomeado Governador dessa região administrativa. Viveu aí até aos 10 anos, altura em que regressou com a família a Lisboa. Seguindo uma linhagem de familiares militares, estudou no Colégio Militar e depois na Escola Politécnica e na Escola Naval.
Como guarda-marinha em 1904, seguiu para Macau onde chegou em janeiro de 1905 e permaneceu até novembro de 1905, em 1906 viajou até New Castle e de seguida para Cabo Verde onde ficou até maio de 1907. Em março desse ano, havia sido promovido a segundo-tenente e, em julho, foi colocado no Corpo de Marinheiros da Armada, em Lisboa. Em 1908, publicou o seu primeiro livro: Rimas.
Em 1910, logo após a implantação da República, foi preso pela primeira vez, tendo a prisão durado 3 dias. Na mesma altura, pediu licença ilimitada da Marinha.
Ainda nesse ano, fundou, com Jaime Cortesão, Raul Proença e outros, a Renascença Gráfica, de onde surgiu a Renascença Portuguesa, participa na fundação da Sociedade de Estudos Pedagógicos.Data desse ano o seu casamento com Luísa Estefânia Gerschey da Silva.
Começou nessa época a colaborar numa editora, à qual se refere como a “Companhia Americana”, assim como um seu representante (ou proprietário), Warren F. Kellog
Em janeiro de 1911, tornou-se diretor literário da revista Serões. Iniciou a sua colaboração na revista A Águia, a qual se manterá até 1932, tendo publicado 47 artigos. Tentou criar, sem sucesso, uma Universidade Popular em Lisboa, ligada à Renascença Portuguesa, como as do Porto e Coimbra. Em 1912, candidatou-se, sem sucesso, com o trabalho Notas sobre os sonetos e as tendências geraes da philosophia de Anthero de Quental, ao lugar de 1.º assistente de Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa.
Na sequência de um convite de Warren F. Kellog, partiu para o Brasil, em 27 de janeiro de 1913, na companhia da esposa, de onde regressará pouco mais de um ano depois, em fevereiro de 1914, regressando à Europa. Em abril, foi para Genebra e inscreveu-se, conjuntamente com a sua mulher, como aluno no Instituto Jean-Jacques Rousseau.
Em março de 1918 fundou e dirigiu a revista Pela Grei. Nesse ano elaborou, em conjunto com Celestino da Costa, o projeto de uma «Junta» cuja função seria «criar focos para a reforma da cultura em Portugal». A revista tem inicialmente uma identificação com as linhas políticas oferecidas por Sidónio Pais, que alimentavam o sonho de um ”ressurgimento nacional”. Quando o novo regime sidonista se revelou como opressor e antiliberal, essa aproximação cessou.
Regressou ao Brasil em 1919, onde, no ano seguinte, adquire, em conjunto com Álvaro Pinto, uma tipografia e fundaram a editora Anuário do Brasil e a revista Terra de Sol. Por questões de saúde, regressou à Europa.
Em abril de 1923 passou a fazer parte da revista Seara Nova, colaboração que irá perdurar até 1956.
Tornou-se Ministro da Instrução Pública a 18 de dezembro de 1923, função que exercerá até 28 de fevereiro de 1924. Neste curto período, criou o Instituto Português para o estudo do Cancro e a Junta de Orientação dos Estudos (este último acabaria por não se concretizar na prática), tendo também tentado criar um «Cinema educativo» e o «Ensino especial»
Com a instauração da Ditadura Militar iniciou-se um período de oposição ao regime. Em janeiro de 1927, para não ser preso, vê-se forçado a abandonar o país - indo para o exílio em Paris. Logo em março, participou na formação da Liga de Defesa da República (mais conhecida como Liga de Paris), tornando-se um dos seus dirigentes, ao lado de Afonso Costa, Álvaro de Castro, José Domingues dos Santos e Jaime Cortesão, todos exilados. Em 1933 foi para Universidade de Santiago de Compostela a reger os cursos livres de História de Portugal e de Literatura Portuguesa, onde ficou por um ano, até ser amnistiado e poder regressar a Portugal
No dia 27 de agosto de 1935 foi preso pela PVDE, passou pela cadeia do Limoeiro e pelo Aljube. No dia 21 de dezembro foi “posto na fronteira, por ter sido banido do Território Nacional por tempo indeterminado”. Ficou exilado em Madrid até, em 1936, regressar a Lisboa com nova amnistia. Em 1941 a sua História de Portugal é apreendida pela censura.
Em Maio de 1946 formou a Frente Socialista com Ramada Curto, Carlos Sardinha e Castanheira Lobo. Integrou o Comité Português Pró Palestina, datando deste ano a primeira documentação referente a este assunto.
Em Fevereiro de 1947, em conjunto com Norton de Matos, Mário de Azevedo Gomes e Bento de Jesus Caraça, envia cartas exigindo um inquérito ao Tarrafal (boletim do Movimento de Unidade Democrática). Em 15-03-1948 foi um dos signatários da "Representação ao Governo do Movimento de Unidade Democrática". Comunicado da Comissão Central do MUD - reclamação sobre a ilegalização do MUD. Em 1949, no seguimento da desistência do general Norton de Matos das eleições presidenciais cria, com Mário de Azevedo Gomes e Jaime Cortesão, o DDS – Directório Democrato-Social – Organização política da oposição republicana liberal.
Em 1951 desenha e dirige o Boletim Cooperativista (durará até maio de 1975, embora Sérgio se afaste no ano de 1958).
No seguimento da candidatura presidencial do almirante Quintão Meireles cria, juntamente com Jaime Cortesão, Raul Rêgo, Acácio Gouveia, entre outros, a Acção Democrato-Social (ADS).
Em maio de 1953 cria a Comissão Promotora de Voto, com o objetivo de conseguir garantias quanto ao recenseamento dos eleitores e quanto às próprias operações do acto eleitoral.
Em dezembro de 1955 é criada a Unicoope, tendo António Sérgio como o seu principal dinamizador.
Em 1958 aparece no lançamento, organização e direção da campanha presidencial de Humberto Delgado. A 26 de novembro de 1958 é anunciado, através dos jornais, numa nota oficiosa do Governo que António Sérgio, Jaime Cortesão, Vieira de Almeida e Azevedo Gomes foram detidos para averiguações, (foram libertados dois dias depois).
Em 1959 a Editorial Labor publica uma 2ª edição da História de Portugal de António Sérgio, sem autorização deste. A Editorial mandou rever o texto sem consultar o autor e acrescentou páginas como sendo da autoria de Sérgio, nas quais os regimes vigentes em Portugal e Espanha eram largamente elogiados. Este acontecimento, somado ao fracasso da candidatura de Humberto Delgado revelaram-se golpes demasiado duros para Sérgio, levando-o a sofrer um esgotamento. O falecimento da sua esposa, companheira de vida a 29 de fevereiro de 1960 muito o afetou e contribuiu para o seu declínio.
Faleceu a 24 de janeiro de 1969, na Casa de Saúde da Cruz Vermelha, em Lisboa.
Filho de Gabriel Maurício Teixeira, nasceu em Leça da Palmeira, em 1927 (?). No seu percurso académico, frequentou o Liceu Camões. Posteriormente, acompanhou a mãe e alguns irmãos numa viagem para Macau, onde se juntaram ao pai, que então desempenhava funções de Governador-Geral. Aí frequentou o Liceu Nacional Infante D. Henrique, passando a sua adolescência. Regressou a Portugal em outubro de 1945.
Entre 1954 e 1955, desempenhou funções de secretário do seu pai, então Governador-Geral de Moçambique, e, entre 1955 e 1958, ocupou o cargo de Chefe do Gabinete do Governo-Geral.
Entre 1959 e 1979, exerceu diversas funções empresariais, destacando-se como presidente do Conselho de Administração da Sofil (1961–1970), diretor administrativo da Companhia Industrial da Matola (1971–1975) e diretor da Fábrica de Bicicletas de Moçambique (1975–1976).