John S. Paul - Il Frelimo e la rivoluzione nel Mozambico. Monthly Review. Bari: Edizioni Dedalo. Ano 6, n.º 7/8 (1976), p. 1-12.
Monthly Review (edizione italiana)China
47 Descrição arquivística resultados para China
A secção é constituída por documentação produzida ou acumulada por José Carlos Horta no âmbito da sua atividade pessoal e familiar.
Inclui materiais biográficos de José Carlos Horta, compostos sobretudo por fotocópias de documentação recolhida em arquivos nacionais, nomeadamente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e no Arquivo Histórico Ultramarino, bem como pelo seu currículo político e por um memorando (2009), com os respetivos anexos, enviado à Comissão para a Contagem do Tempo de Prisão, Detenção e Clandestinidade por Razões Políticas, para efeitos de reforma. Contém ainda uma variedade de revistas e recortes de imprensa internacional acumulados por José Carlos Horta (1977-2003).
Por fim, a secção integra a correspondência pessoal e familiar de José Carlos Horta, com especial destaque para as cartas trocadas com familiares (1961-1976), nomeadamente com a mãe, a irmã e outros parentes residentes em Portugal. Destaca-se também a correspondência mantida com Viriato da Cruz (1961-1972).
Tradução de notícias e transcrições de artigos sobre assuntos correntes chineses. Nºs 180 (ano VI), 5-2-1949; nº 181 (ano VI), 15-2-1949
Viriato da Cruz confirma a José Carlos Horta ter recebido sua carta de 24 de Dezembro de 1969.
Comunica-lhe que recebeu notícias de Domingos (que se encontrava na Normandia).
Viriato da Cruz relata a José Carlos Horta a sua situação de isolamento, bem como a tortura psicológica a qual vem sendo submetido.
Viriato da Cruz aventa a possibilidade de seu nome estar a ser usado sem o seu conhecimento ou consentimento.
Lamenta a sua situação de isolamento na China, país cuja língua desconhece e com cujos habitantes não possui quaisquer relações.
Viriato da Cruz confirma a José Carlos Horta o recebimento da sua carta de 23 de Janeiro.
Agradece-lhe pelo envio de recortes do “Jeune Afrique” e de outras publicações.
Relata ter encontrado os camaradas de Horta da Coremo. Critica a posição destes de defenderem a todo custo a luta armada, argumentando que estariam mais ao lado de Estaline e Bukharin do que de Lenine. Critica-os, ademais, por acreditarem na máxima “um Estado; uma raça”.
Viriato da Cruz indica a José Carlos Horta algumas precisões em relação à carta anterior.
Esclarece que está a tentar sair da China há cerca de dois anos e que seu desejo não é atendido. Relata ter sido submetido a uma internação hospitalar em 1967 e acusa os médicos chineses de não lhe terem garantido um tratamento de saúde sistemático desde a sua internação, alegando que apenas há 10 ou 11 meses esse tratamento teve início.
Alega não conseguir contactar as autoridades chinesas e ser vítima de um controle cerrado por parte de certos funcionários e médicos.
Viriato da Cruz confirma a José Carlos Horta o recebimento das suas cartas de 19 de Meio e 3 de Julho.
Refere-se a eventos que podem mudar o tabuleiro político internacional, como o ingresso da China na Organização das Nações Unidas (ONU) e novo estatuto que regerá Angola e Moçambique.
Argumenta que essa pode ser uma boa oportunidade para o desenvolvimento econômico e social desses países.
Viriato da Cruz pede a Horta que lhe envie mais notícias sobre Guiné e arredores.
Critica Nyerere (Julius Nyerere) e a sua defesa de um “socialismo africano”. Cita Lenin para justificar a necessidade de desenvolvimento do capitalismo para que o verdadeiro socialismo seja alcançado.
Viriato da Cruz solicita a Horta que faça a chegar a Tavares (Graça Tavares) um cartão de boas festas.
Viriato da Cruz confirma que recebeu a carta de Horta de 3 de Outubro de 1967 apenas no dia 18 de Fevereiro de 1968.
Envia cumprimento a Bakoly (esposa de Horta), Titou e Fufá (filhos de Horta).
Lamenta que Maria Eugénia (sua esposa) tenha partido sem se despedir de Horta.
Critica o pedido de bolsas de estudo por parte de estudantes angolanos.
Refere-se à Marília, sua filha.
Num post-scriptum, refere-se à “gang do Neto” e aos assassinatos de Matias Miguéis e José Miguel.
Viriato da Cruz diz ter recebido uma carta de “Jeune Afrique” que confirmava que uma assinatura de 6 meses que a esposa de Horta, Bakoly, lhe fizera.
Confirma o recebimento da revista.
Faz elogios à entrevista Nyerere.
Viriato da Cruz refere-se à Frelimo e ressalta que leu o que o José Carlos Horta lhe havia informado no “Monde” (Jornal Le Monde).
Informa a Horta que se encontra desempregado há cerca de 10 meses.
Lamenta sobre o fato de a filha, Marília, ter perdido um ano letivo.
Relata que Argélia, Tanzânia e República Popular do Congo não lhe emitiram um passaporte tal como havia solicitado.
Lamenta a decisão que tomou de ter saído da França, rumo à China, em 1966.
Viriato da Cruz confirma a Horta o recebimento da sua carta de 16 de Dezembro e agradece-lhe o envio sistemático de recortes de revistas. Afirma que esses recortes lhe têm sido úteis.
Felicita Horta pela licenciatura. Refere-se a Mansour em envia-lhe cumprimentos. Refere-se a Domingos. Lamenta o falecimento do General Chen Yi, a quem demonstra admiração.
Viriato da Cruz confirma a José Carlos Horta ter recebido sua carta de 4 de Abril, a qual respondera há mais de um mês.
Pergunta quem está a substituir o Whisky.
Tece comentários sobre o Maio de 1968 na França e sobre a eleição de Charles De Gaulle no mesmo país. Faz referências ao Partido Comunista Francês e a Confederação Geral do Trabalho (CGT).
Refere-se a Campos (pergunta se este conseguiu se formar em Londres), a Ganhão e a Vieyra.
Viriato da Cruz diz a José Carlos Horta ter lido a carta de 30 de Junho que este enviou à sua esposa, Maria Eugénia.
Solicita-lhe que entregue uma carta em anexo a Domingos.
Informa-lhe sobre os dados do seu passaporte e do passaporte da sua esposa, Maria Eugénia Leite da Cruz para que Domingos faça averiguações.