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Reference code
Title
Date(s)
- 1869-1872 (Creation)
- 2006 (Accumulation)
Level of description
Extent and medium
236 cartas transcritas num documento único de 473 p. (pdf)
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Name of creator
Biographical history
Jaime Batalha Reis nasceu a 24 de Dezembro de 1847. Formado em agronomia, desenvolveu actividades de jornalista, crítico literário, economista e diplomata.
"Figura eminente da Geração de 70, Jaime Batalha Reis foi o companheiro mais próximo de Antero de Quental nos tempos do Cenáculo da Travessa do Guarda-Mor em Lisboa (1868-1871), acompanhando de perto todo o percurso dos Vencidos da Vida com quem intensamente se relacionou. Agrónomo, diplomata, crítico e geógrafo reuniu um vastíssimo arquivo literário em que se espelham todos os maiores vultos das artes e letras do seu tempo. Parte da sua obra foi reunida postumamente (1941).
O espólio (118 cx.: ca 17.147 docs.) incorpora os autógrafos de diversos estudos e memórias do próprio Batalha Reis, uma vastíssima correspondência (incluindo rascunhos e cartas recebidas), diversos documentos biográficos, impressos, recortes de imprensa e manuscritos de terceiros. Foi doado ao Estado em Agosto de 1974, data em que foi incorporado nos fundos da BN. Em Junho de 1980, foi recebida a parte que havia ainda ficado depositada no Instituto Português do Património Cultural. Passou à tutela do ACPC em Janeiro de 1981. Em 2016 foram incorporados outros documentos." [espólio JBR no ACPC, BN]
Name of creator
Biographical history
Maria Filomena Mónica nasceu em Lisboa em 1943. Licenciada em Filosofia pela Universidade de Lisboa, 1969. Doutorada em Sociologia pela Universidade de Oxford, 1978. É investigadora emérita do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
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Archival history
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Scope and content
No Espólio de Jaime Batalha Reis, depositado na Biblioteca Nacional, no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea, existem perto de 600 cartas de Jaime Batalha Reis para Celeste Cinatti. Da extensa correspondência trocada entre ambos a que resta é, na sua quase totalidade, da autoria do primeiro. A sua filha mais nova, Beatriz, que organizou o Espólio do pai, explica a razão. A mãe, antes de morrer, pedira ao marido que queimasse as cartas que lhe escrevera. Jaime Batalha Reis hesitou, hesitou durante trinta anos. Foi só nesse ano de 1930 que as releu, confidenciando às filhas:"[...] sinto-me tão enamorado dela como estava então". Conta Beatriz que "a voz se lhe embargou e os olhos se lhe encheram de lágrimas." Como última prova de amor fez-lhe a vontade. Queimou-as quase todas, deixando apenas poucas e de difícil leitura. O critério que nos norteou na escolha das duzentas e trinta e seis cartas agora colocadas ao dispor dos investigadores, foi o de dar a conhecer algumas das que nos pareceram mais significativas para a caracterização dos sentimentos, hábitos e pensamento da burguesia de meados do século XIX. Foi possível fixar a data do início da correspondência, até agora em dúvida, graças a uma carta de Celeste Cinatti - das poucas que se salvaram - a partir da qual podemos datar de 1868 o início da relação epistolar.
Todas as cartas estão numeradas de 1 a 236. Foram transcritas na íntegra, embora oito estejam incompletas. Existem muitas fragmentadas, outras delidas pelo tempo, cuja leitura é ininteligível. A transcrição apresentou diversas dificuldades em relação à escrita, frequentemente cruzada, isto é, escrita à largura do papel sobrepondo-se a continuação na vertical. A datação apresentou também alguns problemas, pois poucas cartas foram datadas pelo autor. Em muitos casos, a datação é da nossa responsabilidade baseada em acontecimentos ou actividade de personalidades nelas referidas e, então, aparece entre parênteses rectos. A falta de indicadores credíveis levou-nos, com frequência, a interrogar a datação. O local de emissão mereceu tratamento idêntico, pois quando a atribuição é nossa, também aparece entre parênteses rectos ou interrogado. Na cabeça da carta, além do número, à esquerda, aparece, à direita uma letra, e um conjunto de algarismos. Trata-se da cotação do documento: E4 designa Espólio de Jaime Batalha Reis; o número que se lhe segue, 57, 58, 59 ou 60, corresponde ao número das caixas onde as cartas estão guardadas, os dois seguintes representam a pasta e a posição da carta dentro desta. Exemplo: E4/57-1 (3). O investigador notará que as cotas das cartas não são sequenciais pois a organização inicial dispersou a maior parte delas, mantendo juntas apenas aquelas em que o autor designava o local donde tinham sido enviadas ou as que referiam um acontecimento relevante. A ortografia foi actualizada e os erros e lapsos corrigidos, o que sempre se assinalou. Moderou-se a pontuação e abriram-se alguns parágrafos.
Cabe-me agradecer ao Doutor Marques da Costa, um dos primeiros investigadores a interessar-se por Jaime Batalha Reis, o ter-me facultado as cartas que já havia transcrito. E, finalmente, a minha gratidão à Doutora Filomena Mónica que, com o seu incitamento, ralhetes e empurrões me levou a terminar um trabalho iniciado há muitos anos e constantemente interrompido.
Maria José Marinho
Lisboa, Dezembro, 2006
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Conditions governing access
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Script of material
Language and script notes
Physical characteristics and technical requirements
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Existence and location of originals
Transcrições com base nos originais no espólio Jaime Batalha Reis, Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea, Biblioteca Nacional, https://acpc.bnportugal.gov.pt/espolios_autores/e04_reis_jaime_batalha.html
Existence and location of copies
Related units of description
Publication note
Mónica, Maria Filomena, 2007, "O amor no século XIX : Jaime Batalha Reis e Celeste Cinatti", Análise Social, V. 42, nº 182, p. 277-280 (acesso aberto)
Marinho, Maria José, 2007, "Jaime Batalha Reis e Celeste Cinatti: diálogo sobre um retrato incompleto", Análise Social, V. 42, nº 182, p. 281-284 (acesso aberto)
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Dates of creation revision deletion
acrescentado as publicações na Análise Social, em 2007, ip-2023-05 e localização de originais, ip 2023-09, e tipologia, ip 2024-03
