Orestes Dias Barbosa - um dos maiores compositores brasileiros, também poeta, escritor, jornalista e letrista para o teatro - nasceu no Rio de Janeiro em 1893 e morreu na mesma cidade em 1966.
Foi trabalhar como revisor do jornal O Mundo em 1911, iniciando a sua carreira jornalística. Exerceu várias funções em jornais como Diário de Notícias, A Gazeta, o Globo, A Notícia, A Noite, O Dia, A Imprensa. Por causa do seu trabalho foi preso várias vezes, o livro de crónicas Na Prisão (1922) reflete essas experiências. Foi também redator da Câmara Municipal do Rio, chegando a vice-diretor da mesma.
Casou-se com Regina Nunes da Costa, em 1916, tendo um filho único.
Em 1917 publicou os eu primeiro livro de poesia Penumbra Sagrada, seguido de Água-Marinha (1921). Publico também livros de crónicas e prosas como Bam-Bam-Bam (1923), Portugal de Perto! (1923), O Português no Brasil (1925) e O Pato Preto (1927), etc.
Nos anos 30, iniciou a sua carreira na música popular. A primeira das suas obras foi a canção Bangalô (1930), em parceria com Osvaldo Santiago. Ao longo dessa década colaborou com J. Thomaz, Francisco Alvos, Noel Rosa, etc., na composição de uma série de sambas, marchas, 'fox-canções', entre outras. A sua parceria mais produtiva foi com o canto e compositor Silvio Caldas - Chão de Estrelas (1937) foi a sua canção mais popular. Na década de 40 também compôs várias canções, mas nos anos 50 diminuiu as suas atividades.