Cooperativismo

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              Movimento: Boletim Informativo Das Forças Armadas
              Pessoa coletiva · 1974/09/09 - 1975/08/14

              [quinzenal] Boletim Informativo do Movimento das Forças Armadas, dirigido pela Comissão Coordenadora do Programa do MFA. Foram publicados ao todo 25 números, entre 1 de setembro de 1974 e 14 de agosto de 1975, que tinham por objetivo divulgar a situação económica, social, política e militar vivida em Portugal, após o 25 de Abril de 1974. A edição do boletim era da responsabilidade da 5ª Divisão do Estado Maior General das Forças Armadas, e a sua distribuição estava a cargo do jornal O Século.
              -http://casacomum.org/cc/arquivos?set=e_3147

              Sérgio, António.
              Pessoa singular · 1883-1969

              António Sérgio de Sousa Júnior (Damão (Índia), 3 de setembro de 1883 – São Domingos de Benfica, Lisboa, 24 de janeiro de 1969) foi um pedagogo, jornalista, sociólogo, historiador e político português.

              Aos 3 anos mudou-se com a família para o Protetorado de Cabinda, quando o pai foi nomeado Governador dessa região administrativa. Viveu aí até aos 10 anos, altura em que regressou com a família a Lisboa. Seguindo uma linhagem de familiares militares, estudou no Colégio Militar e depois na Escola Politécnica e na Escola Naval.

              Como guarda-marinha em 1904, seguiu para Macau onde chegou em janeiro de 1905 e permaneceu até novembro de 1905, em 1906 viajou até New Castle e de seguida para Cabo Verde onde ficou até maio de 1907. Em março desse ano, havia sido promovido a segundo-tenente e, em julho, foi colocado no Corpo de Marinheiros da Armada, em Lisboa. Em 1908, publicou o seu primeiro livro: Rimas.

              Em 1910, logo após a implantação da República, foi preso pela primeira vez, tendo a prisão durado 3 dias. Na mesma altura, pediu licença ilimitada da Marinha.

              Ainda nesse ano, fundou, com Jaime Cortesão, Raul Proença e outros, a Renascença Gráfica, de onde surgiu a Renascença Portuguesa, participa na fundação da Sociedade de Estudos Pedagógicos.Data desse ano o seu casamento com Luísa Estefânia Gerschey da Silva.

              Começou nessa época a colaborar numa editora, à qual se refere como a “Companhia Americana”, assim como um seu representante (ou proprietário), Warren F. Kellog

              Em janeiro de 1911, tornou-se diretor literário da revista Serões. Iniciou a sua colaboração na revista A Águia, a qual se manterá até 1932, tendo publicado 47 artigos. Tentou criar, sem sucesso, uma Universidade Popular em Lisboa, ligada à Renascença Portuguesa, como as do Porto e Coimbra. Em 1912, candidatou-se, sem sucesso, com o trabalho Notas sobre os sonetos e as tendências geraes da philosophia de Anthero de Quental, ao lugar de 1.º assistente de Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa.

              Na sequência de um convite de Warren F. Kellog, partiu para o Brasil, em 27 de janeiro de 1913, na companhia da esposa, de onde regressará pouco mais de um ano depois, em fevereiro de 1914, regressando à Europa. Em abril, foi para Genebra e inscreveu-se, conjuntamente com a sua mulher, como aluno no Instituto Jean-Jacques Rousseau.

              Em março de 1918 fundou e dirigiu a revista Pela Grei. Nesse ano elaborou, em conjunto com Celestino da Costa, o projeto de uma «Junta» cuja função seria «criar focos para a reforma da cultura em Portugal». A revista tem inicialmente uma identificação com as linhas políticas oferecidas por Sidónio Pais, que alimentavam o sonho de um ”ressurgimento nacional”. Quando o novo regime sidonista se revelou como opressor e antiliberal, essa aproximação cessou.

              Regressou ao Brasil em 1919, onde, no ano seguinte, adquire, em conjunto com Álvaro Pinto, uma tipografia e fundaram a editora Anuário do Brasil e a revista Terra de Sol. Por questões de saúde, regressou à Europa.

              Em abril de 1923 passou a fazer parte da revista Seara Nova, colaboração que irá perdurar até 1956.

              Tornou-se Ministro da Instrução Pública a 18 de dezembro de 1923, função que exercerá até 28 de fevereiro de 1924. Neste curto período, criou o Instituto Português para o estudo do Cancro e a Junta de Orientação dos Estudos (este último acabaria por não se concretizar na prática), tendo também tentado criar um «Cinema educativo» e o «Ensino especial»

              Com a instauração da Ditadura Militar iniciou-se um período de oposição ao regime. Em janeiro de 1927, para não ser preso, vê-se forçado a abandonar o país - indo para o exílio em Paris. Logo em março, participou na formação da Liga de Defesa da República (mais conhecida como Liga de Paris), tornando-se um dos seus dirigentes, ao lado de Afonso Costa, Álvaro de Castro, José Domingues dos Santos e Jaime Cortesão, todos exilados. Em 1933 foi para Universidade de Santiago de Compostela a reger os cursos livres de História de Portugal e de Literatura Portuguesa, onde ficou por um ano, até ser amnistiado e poder regressar a Portugal

              No dia 27 de agosto de 1935 foi preso pela PVDE, passou pela cadeia do Limoeiro e pelo Aljube. No dia 21 de dezembro foi “posto na fronteira, por ter sido banido do Território Nacional por tempo indeterminado”. Ficou exilado em Madrid até, em 1936, regressar a Lisboa com nova amnistia. Em 1941 a sua História de Portugal é apreendida pela censura.

              Em Maio de 1946 formou a Frente Socialista com Ramada Curto, Carlos Sardinha e Castanheira Lobo. Integrou o Comité Português Pró Palestina, datando deste ano a primeira documentação referente a este assunto.

              Em Fevereiro de 1947, em conjunto com Norton de Matos, Mário de Azevedo Gomes e Bento de Jesus Caraça, envia cartas exigindo um inquérito ao Tarrafal (boletim do Movimento de Unidade Democrática). Em 15-03-1948 foi um dos signatários da "Representação ao Governo do Movimento de Unidade Democrática". Comunicado da Comissão Central do MUD - reclamação sobre a ilegalização do MUD. Em 1949, no seguimento da desistência do general Norton de Matos das eleições presidenciais cria, com Mário de Azevedo Gomes e Jaime Cortesão, o DDS – Directório Democrato-Social – Organização política da oposição republicana liberal.

              Em 1951 desenha e dirige o Boletim Cooperativista (durará até maio de 1975, embora Sérgio se afaste no ano de 1958).

              No seguimento da candidatura presidencial do almirante Quintão Meireles cria, juntamente com Jaime Cortesão, Raul Rêgo, Acácio Gouveia, entre outros, a Acção Democrato-Social (ADS).

              Em maio de 1953 cria a Comissão Promotora de Voto, com o objetivo de conseguir garantias quanto ao recenseamento dos eleitores e quanto às próprias operações do acto eleitoral.

              Em dezembro de 1955 é criada a Unicoope, tendo António Sérgio como o seu principal dinamizador.

              Em 1958 aparece no lançamento, organização e direção da campanha presidencial de Humberto Delgado. A 26 de novembro de 1958 é anunciado, através dos jornais, numa nota oficiosa do Governo que António Sérgio, Jaime Cortesão, Vieira de Almeida e Azevedo Gomes foram detidos para averiguações, (foram libertados dois dias depois).

              Em 1959 a Editorial Labor publica uma 2ª edição da História de Portugal de António Sérgio, sem autorização deste. A Editorial mandou rever o texto sem consultar o autor e acrescentou páginas como sendo da autoria de Sérgio, nas quais os regimes vigentes em Portugal e Espanha eram largamente elogiados. Este acontecimento, somado ao fracasso da candidatura de Humberto Delgado revelaram-se golpes demasiado duros para Sérgio, levando-o a sofrer um esgotamento. O falecimento da sua esposa, companheira de vida a 29 de fevereiro de 1960 muito o afetou e contribuiu para o seu declínio.

              Faleceu a 24 de janeiro de 1969, na Casa de Saúde da Cruz Vermelha, em Lisboa.

              Sociedade Cooperativa Theatro Livre
              Pessoa coletiva · 1902 - 1908

              Inspirado em ideias libertárias e progressistas, e acreditando na função social da arte, o Teatro Livre foi um movimento político e cultural que implementou as suas atividades, em Portugal, entre 1902 e 1908. A Sociedade Cooperativa Theatro Livre foi fundada em 1902, pela iniciativa de César Porto, Luís da Mata, Adolfo Lima e Severino de Carvalho, e com a direção artística de António Pinheiro, sendo a sua atividade considerada a segunda fase desse movimento em Portugal. Durante a direção de Pinheiro, foram apresentadas várias peças no Teatro Ginásio de Lisboa, como "O condenado" de Valentim Machado, "Às feras" de Manuel Laranjeira, "Os que furam" de Emídio Garcia, e "Missa nova" de Bento Faria. Do repertório internacional, foram representadas, entre outras peças, "A maternidade" de Brieux, "Pai natural" de Ernest Dupré e Paul Charton, e "Uma falência" de Björnson. O Teatro Livre regressou para mais uma temporada em 1908, ainda sob a direção artística de António Pinheiro, dessa vez no Teatro D. Amélia (hoje S. Luiz).