Exílio político

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  • Registos de autoridade agregam figuras que estiveram em exilio político desde a 1ª República (1910-1926) até ao fim do Estado Novo (1927- 1974), 2024-06, ip

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          26 Pessoas, Entidades resultados para Exílio político

          Antunes, Carlos.
          Pessoa singular · 1938-2021

          Antifascista, fundador das Brigadas Revolucionárias (BR) e do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), Carlos Antunes nasceu em São Pedro (Braga), em 1938. Em 1955 adere ao Partido Comunista Português (PCP), passando quatro anos mais tarde à clandestinidade. Em 1963 vai para a Roménia, onde se junta à Rádio Portugal Livre, e em 1966 instala-se em Paris onde será responsável pela organização do PCP e pela fundação, em 1969, dos Comités de Ajuda à Luta do Povo Português.

          Questões relacionadas com a invasão da Checoslováquia, a guerra colonial e a defesa da luta armada levam a que rompa com o PCP e venha a fundar com Isabel do Carmo as Brigadas Revolucionárias (BR), regressando clandestinamente a Portugal e organizando e participando em várias ações armadas contra o regime, nomeadamente contra o seu aparelho e infraestruturas militares. Uma dessas ações ocorreu em julho de 1971, quando largam em Lisboa dois porcos com trajes de almirante, numa alusão à fraude eleitoral que reelegera Américo Tomás.

          Em 1973, uma cisão na Frente Patriótica de Libertação Nacional leva à criação do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP).

          Dirigiu com Isabel do Carmo o jornal “Revolução”, porta-voz do PRP-BR, que foi publicado entre 1974 e 1977, e o jornal “Página Um”, publicação igualmente próxima do PRP, editado de 1976 a 1978.

          Em 1978 Carlos Antunes e Isabel do Carmo, entre outros militantes do PRP, são presos e acusados de vários crimes/ações armadas e de assaltos a bancos. Ao fim de vários anos de prisão preventiva, uma primeira condenação, protestos e greves de fome acabariam por ser absolvidos após julgamento e libertados em 1982.
          -Museum do Aljube

          Associação Resistência e Trabalho (ART)
          Pessoa coletiva · 1970-1984

          Fundada em 1970, a Associação Resistência e Trabalho (ART) era, sobretudo, composta por refugiados políticos que aproveitavam para pedir asilo. Desde o seu início, a ART divide-se entre os partidários de uma organização para todos os emigrantes ou apenas para os "resistentes". Entre os seus fundadores encontra-se Felisberto Marques Reigado, militante do PCP(ML), sendo que a ART viria a apoiar O Salto (jornal publicado em França para a emigração) e a fundar o Movimento de Trabalhadores Portugueses Emigrados (MTPE).

          A partir da década de oitenta, iniciam-se conversações para a uma possível fusão com outras associações de emigrantes de forma a poder dar mais apoio. Essa fusão viria a consumar-se em abril de 1984, entre a ART e a Casa Portuguesa, dando lugar à A.P.A - Associação Portuguesa de Amsterdão.

          Barreto, António.
          PT AHS-ICS AB · Pessoa singular · 1942 -

          Percurso académico e profissional
          Embora nascido no Porto, mudou-se em criança para Vila Real, onde viveu até finalizar os estudos liceais. Admitido na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, permaneceu nesta cidade até 1963. No mesmo período foi ator do CITAC - Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra. Deixou os estudos de Direito e partiu para a Suíça, onde se estabeleceu em 1963. Neste país, viria a licenciar-se em Economia Social, pela Universidade de Genebra, no ano de 1968. Findo o curso, foi assistente da mesma universidade, até 1970, ano em que passou a dedicar-se exclusivamente à investigação, integrando o Instituto de Pesquisas das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social. Fez parte desse Instituto desde 1969 até 1974.

          Em 1985 voltaria à Universidade de Genebra para realizar o doutoramento em Sociologia. A sua tese intitula-se L’État et la société civile au Portugal: révolution et réforme agraire en Alentejo, 1974-1976, e encontra-se publicada em Portugal desde 1986.

          Regressado a Portugal no período da Revolução de 25 de Abril de 1974, tornou-se investigador no Gabinete de Estudos Rurais da Universidade Católica Portuguesa, função que desempenhou até 1982. Nesse ano, ingressou no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde se manteve até à jubilação, em 2009.

          Concomitantemente, foi professor de disciplinas de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, tendo feito parte da Comissão Instaladora desta última.
          Foi vogal do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística.
          Autor de vasta bibliografia, dedicou a sua investigação aos temas da emigração, do socialismo e da reforma agrária, evolução da sociedade portuguesa, indicadores sociais, justiça, regionalização, Estado e Administração Pública, Estado Providência, comportamentos políticos e retrato da região do Entre Douro e Minho.

          Na televisão, assinou a série de documentários Portugal, um retrato social, realizada por Joana Pontes (RTP, 2006), e dedicou-se ao comentário político em Regra do Jogo, com José Miguel Júdice (SIC Notícias, 2006-2008).
          Foi cronista do jornal Público a partir de 1991. Atualmente, escreve no Diário de Notícias uma coluna semanal ao domingo.

          Percurso político
          Foi militante do Partido Comunista Português entre 1963 e 1970, aderindo, após o 25 de abril de 1974, mais precisamente em dezembro desse ano, ao Partido Socialista.
          Eleito deputado à Assembleia Constituinte, no ano seguinte, em 1975, seria membro do VI Governo Provisório (Pinheiro de Azevedo), como Secretário de Estado do Comércio Externo, e do I Governo Constitucional (Mário Soares), como Ministro do Comércio e Turismo, primeiro, e da Agricultura e Pescas, depois.
          Fruto da sua passagem governativa como Ministro da Agricultura ficaria com o seu nome associado à alteração legislativa preparada no seu gabinete — a «Lei Barreto». Essa alteração pretendia redefinir o caminho da Reforma Agrária, procurando contrariar o modelo de expropriação e concentração que vinha sendo seguido pela extrema esquerda e pelo PCP, desde o 25 de abril[2].
          Afastou-se do PS para apoiar o projeto da Aliança Democrática, liderado por Francisco Sá Carneiro, com o efémero Movimento dos Reformadores, criado com José Medeiros Ferreira e Francisco Sousa Tavares, em 1978.
          Em 1985, apoiou Mário Soares, no MASP I (Primeiro Movimento de Apoio Soares à Presidência) para as eleições presidenciais portuguesas de 1986.
          Na legislatura de 1987 a 1991, foi de novo deputado à Assembleia da República, pelo PS, estrutura da qual se afastou definitivamente na década de 1990.

          Distinções honoríficas e prémios
          Agraciado pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (8-06-2012). Agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa (5-10-2017).
          Recebeu o Prémio Montaigne, atribuído pela Fundação Alfred Toepfer e pela Universidade de Tübingen, em 2004. Foi eleito membro Academia das Ciências de Lisboa em 2008.

          Família
          É o terceiro de sete filhos de Manuel da Costa Pinto Barreto (Peso da Régua, 17-12-1907 – Porto, 21-12-1981) e de sua mulher (Vila Real, Folhadela, 15-09-1938) Maria do Céu de Morais Taborda (Porto, 7-05-1912 – Porto, 5-03-1980), neta materna do 1.º Barão de Gouvinhas e sobrinha-neta materna do 1.º Visconde de Morais, que recusou o título de Conde de Morais, uma família com reminiscências fidalgas, católica e apoiante da monarquia[4]

          Vida pessoal
          Casado, em segundas núpcias, com a socióloga Maria Filomena Mónica.

          Adaptado de https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Barreto

          Cabral, Manuel Villaverde.
          Pessoa singular · 1940-

          Nasceu em 1940 na freguesia de Rosto do Cão (S. Roque), concelho de Ponta Delgada, S. Miguel, Açores. Casado; uma filha e dois filhos; uma neta e um neto.
          Concluiu o Curso Geral dos Liceus em 1957 no Liceu D. João de Castro em Lisboa, tendo ingressado no mesmo ano no curso de Arquitectura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, que abandonou em 1958 para iniciar a vida profissional, primeiro como funcionário público e, depois, como quadro editorial (Jornal do Foro, Publicações Europa-América e Editorial Ulisseia).
          Exilado político desde Novembro de 1963 até ao 25 de Abril de 1974 em França, onde continuou a desenvolver actividades profissionais nos meios editoriais (quadro, empregado de livraria, tradutor, consultor, revisor de provas, etc.) e onde retomou os estudos universitários como trabalhador-estudante no ano lectivo de 1965-66.

          Comité de Refugiados Portugueses na Holanda
          Pessoa coletiva · 1972-1974

          O Comité de Refugiados Portugueses na Holanda nasceu em julho de 1972 na sequência do crescente afluxo de desertores aos Países Baixos e daquilo que os seus fundadores consideravam uma resposta insuficiente por parte das autoridades neerlandesas, bem como uma ação reivindicativa limitada por parte dos portugueses.
          O programa do Comité centrava-se em três pontos: Dar todo o apoio possível aos desertores, refratários e refugiados políticos portugueses nos Países Baixos; propaganda geral e apoio à luta revolucionária em Portugal e apoio total aos movimentos de libertação dos povos das então colónias.
          Com o 25 de abril e o avançar do processo revolucionário, o Comité viria a ser dissolvido em outubro de 1974,

          Cortesão, Jaime.
          Pessoa singular · 1884-1960

          Jaime Cortesão (Ançã/Cantanhede, 29-4-1884 – Lisboa, 14-8-1960) foi um escritor português (poeta, ficcionista, dramaturga, e também escritor de viagens), além de crítico literário, político e professor.

          Filho do filólogo António Augusto Cortesão e de Norberta Cândida Zuzarte Cortesão, Cortesão iniciou os seus estudos em Coimbra, em Filologia Clássica e Direito. Pensou em seguir Belas-Artes, mas acabou por escolher Medicina, também em Coimbra. Transferiu-se em 1905 para a Escola Médico-cirúrgica do Porto onde se envolveu na militância estudantil.

          Participou na greve académica de 1907, que se opunha ao governo de João Franco. Nesse ano, Cortesão foi um dos co-fundadores da Nova Silva, uma revista de orientação anarquista. O seu percurso político inicia-se com a sua adesão ao Partido Republicano Português em 1908. É um dos principais impulsionadores do movimento “Renascença Portuguesa” (que nasceu a 1 de janeiro de 1912) - de ideal nacionalista, ligado a ideias sebastianistas. Associado a este movimento surgem publicações como A Águia - revista de orientação republicana, e A Vida Portuguesa, que era efetivamente o órgão de imprensa desse movimento, e que Cortesão dirige.

          Jaime Cortesão concluiu a sua licenciatura em Lisboa em 1910 - com a dissertação ‘A arte e a medicina (Antero de Quental e Sousa Martins)’. É também nesse ano que publicou a sua primeira poesia - A Morte da Águia. Casou em Coimbra, em 1912, com a sua prima Carolina Ferreira Cortesão.

          Exerceu como médico durante um curto espaço de tempo. Instalou-se então no Porto lecionando História e Literatura no Liceu Rodrigues de Freitas. Como diretor da Renascença Portuguesa, animou a criação das Universidades Populares. Participou na Junta Revolucionária do Porto, que derrotou a ditadura de Pimenta de Castro, foi então eleito em junho desse ano pelo Partido Democrático, empenhando-se na defesa da participação de Portugal na I Guerra. Ele próprio foi para a frente como médico miliciano voluntário, para a Flandres, sendo ferido. Em Portugal, foi preso três meses pelo governo de Sidónio Pais. Combateu também contra a tentativa de restauração monárquica de 1919 (Monarquia do Norte) - e por isso foi recompensado pelo governo republicano com a direção da Biblioteca Nacional.

          Colaborando com Raul Proença, iniciou-se no projeto da Seara Nova em 1921. A partir da BN promoveu a edição dos Anais das Bibliotecas e Arquivos e da revista Lusitânia.
          Já na Ditadura militar, participou numa tentativa de derrube do regime, e foi então afastado do cargo de diretor da BN. Viveu em exílio até 1940, em Espanha e em França, dedicando-se à produção de estudos historiográficos. Em Espanha, colaborou com republicanos portugueses exilados e a ditadura franquista fá-lo fugir de novo para França, mas perante a ocupação alemã, regressou a Portugal. É de novo preso agora pelo governo de Salazar, que declarou o seu exílio para o Brasil. Aí ficaria até 1957. Durante o longo período de exílio produziu vários estudos historiográficos, além de ser responsável por cursos universitários, exposições, conferências, etc.

          De regresso a Portugal, participou no Diretório Democrático-social, viu o seu nome indicado para candidato à presidência da República, convite que recusou e envolveu-se na campanha de Humberto Delgado.
          Em 1958, com 74 anos, foi preso no Forte de Caxias, juntamente com António Sérgio, Vieira de Almeida e Azevedo Gomes, tendo sido libertado depois de uma forte campanha de indignação e protesto por parte da imprensa brasileira.

          Cruz, Viriato da.
          Pessoa singular · 1928-1973

          político, líder anticolonial e escritor angolano.

          Cunhal, Álvaro Barreirinhas.
          Pessoa singular · 1913 - 2005

          Secretário-geral do Partido Comunista Português entre 1961 e 1992.

          Delgado, Humberto.
          Pessoa singular · 1906-1965

          Humberto da Silva Delgado (Torres Novas, Brogueira, Boquilobo, 15 de maio de 1906 – Los Almerines, Espanha, 13 de fevereiro de 1965) foi um militar português da Força Aérea que corporizou o principal movimento de tentativa de derrube do regime salazarista através de eleições, tendo contudo sido derrotado nas urnas, num processo eleitoral reconhecidamente fraudulento, onde não houve fiscalização pela parte da oposição, que deu a vitória ao candidato do regime, Américo Tomás. Ficou popularmente conhecido como o General sem Medo.

          Figueiredo, Eurico.
          Pessoa singular · 1939 -

          Tornou-se professor Catedrático de Psiquiatria. Com 16 anos iniciou a sua atividade política no MUD Juvenil. Aos 18 anos participou ativamente na campanha do General Humberto Delgado. Como Presidente da Comissão Pró-Associação dos Estudantes de Medicina de Lisboa foi dos mais destacados dirigentes das greves de 1962. Na sequência destas greves, e tendo participado na greve da fome, foi expulso por trinta meses da Universidade de Lisboa. Em Coimbra, de 1962 a 1965, participa ativamente na reorganização do movimento estudantil local. Em agosto de 1962 é eleito, em Reunião Nacional do Movimento Estudantil, como o primeiro Secretário-Geral do Secretariado Nacional dos Estudantes Portugueses. Funda, em 1963, em Coimbra, o movimento clandestino "Movimento Sindical Estudantil" que, durante anos, coordena a atividade estudantil antifascista e que dirige com, entre outros, A. Correia de Campos, Medeiros Ferreira, N. Brederode Santos, Valentim Alexandre. Preso três vezes pela PIDE, por períodos curtos, vê-se obrigado ao exílio em 1965, na Suíça, onde viveu até 1976. Neste país desenvolve uma intensa atividade política em ligação com Portugal, entre outros, com Jorge Sampaio, e com Argel, sobretudo, com Manuel Alegre e Piteira Santos. Militante do PCP desde os 18 anos, abandona este partido, em 1967, no mesmo dia em que as tropas Russas entram na Checoslováquia, como sinal de protesto contra este facto. Militante do Partido Socialista, desde agosto de 1974, foi várias vezes membro da Direção Nacional e Política deste partido. Deputado de 1983 a 1985 e de 1991 até 1999 foi, entre outros cargos, deputado à Assembleia da NATO e Presidente da Comissão da Administração do Território e Poder Local. Autor do relatório da Assembleia da República sobre a regionalização, em 1997. Durante o processo de regionalização distinguiu-se na defesa da identidade Trasmontana e da integridade do Douro. Tem-se preocupado com a problemática da proteção do ambiente e do património dando particular atenção ao tema dos rios internacionais de Portugal.

          FPLN - Frente Patriótica de Libertação Nacional
          PT-AHS-ICS-FPLN · Pessoa coletiva · 1962 - 1974

          Movimento unitário da oposição ao Estado Novo - que incluía a Junta Central de Acção Patriótica e as Juntas de Acção Patriótica (JAP’s) - criado a 28 de Dezembro de 1962 na Conferência das Forças Antifascistas Portuguesas realizada em Roma. Nesta conferência estiveram presentes Álvaro Cunhal, António Lopes Cardoso, Fernando Piteira Santos, Francisco Ramos da Costa, Manuel Sertório, Manuel Tito de Morais e Mário Ruivo. Fora o corolário de um processo decorrente das eleições presidenciais de 1958 e que pretendia criar um amplo movimento unitário que reeditasse o que havia sido o Movimento de Unidade Democrática. Inicialmente a FPLN é dirigida por uma junta composta por Álvaro Cunhal (ou outros elementos do PCP), Tito de Morais da Resistência Republicana Socialista (RRS), Rui Cabeçadas do Movimento de Acção Revolucionária (MAR), Piteira Santos e Manuel Sertório. Embora ausente a maior parte do tempo em Praga, por doença, Humberto Delgado era o presidente.
          A direcção da FPLN, chamada inicialmente de Comissão Delegada, fixa-se na recém-independente Argélia e aí funcionará até ao 25 de Abril de 1974. A vida da FPLN em Argel é tumultuosa, marcada por inúmeros conflitos, nomeadamente em torno de questões como a prioridade a atribuir à questão colonial, a adopção de novos métodos de luta contra a ditadura, nomeadamente a luta armada, ou o dissídio sino-soviético, padecendo de fracturas internas que espelhavam as novas e velhas tensões da oposição anti-salazarista e as questões que determinavam o debate político da década de 60.
          Em Junho de 1964 Humberto Delgado chega a Argel para assumir a presidência da FPLN, num clima de forte crispação, com graves diferendos pessoais a misturarem-se com a radicalização das posições políticas. Em Outubro tem lugar a III Conferência da FPLN em Argel e a ruptura entre Humberto Delgado e Álvaro Cunhal, decorrente também da referida questão da luta armada, torna-se inevitável, levando o general a romper com a Frente Popular de Libertação Nacional e a criar a Frente Portuguesa de Libertação Nacional apostada na acção armada mas sem expressão real.
          Ao longo da década de 60 a Frente Popular de Libertação Nacional conhece alterações, deixando de contar com o MAR e a RRS, ao mesmo tempo que se firma a hegemonia do PCP até ao momento em que este partido é expulso da Junta Revolucionária Portuguesa (JRP), o órgão máximo da FPLN, forjando-se então o ascendente das Brigadas Revolucionárias.
          Na actividade da FPLN teve particular importância a Rádio Voz da Liberdade, mais tarde denominada Rádio Voz da Revolução.

          Frente Portugal Livre (1970-1973 [?])
          Pessoa coletiva · 1967-1973 (?)

          Como refere José Manuel Lopes Cordeiro, a Frente Portugal Livre (até 1970 deu pelo nome de Comité Livre) foi uma suposta organização de oposição fundada por Manuel Coelho da Silva, figura controversa que atuava no exterior, à margem das forças da Oposição que se encontravam no exílio.

          A FPL apresentava-se como uma organização político militar unitária e revolucionária que visava o derrube do regime por todos os meios e especialmente pela força armada.

          Lamas, Maria.
          Pessoa singular · 1883-1993

          Nasceu no fim do século XIX (1893), numa pacata vila da província portuguesa do Ribatejo, em Torres Novas, e viveu quase todo o século XX. Morreu em Lisboa, em 1983, com noventa anos por fazer. Filha de pai republicano e maçon, que a orientou nas leituras, e de mãe católica e muito piedosa, teve duas irmãs e um irmão mais velho, Vassalo e Silva, que viria a ser o último Governador da Índia Portuguesa.

          Militou civicamente e convictamente por uma plena igualdade das mulheres, igualdade que defendia baseada na educação e na independência económica, através do exercício de uma profissão ou de um ofício. Quando o século XX chegou, encontrou-a num colégio de freiras espanholas, as Teresianas, que lhe deixaram marcas perenes do cristianismo universal e misticismo erudito. Muito nova, casa por amor, (1911) com um jovem oficial do exército republicano (Teófilo Ribeiro da Fonseca). Grávida, não hesita em acompanhar o marido, em missão num presídio militar, no inóspito interior de Angola. Regressa a Portugal (1914) porém, sozinha, com uma filha pela mão e já de novo grávida, disposta ao divórcio e a lutar pela vida, o que fez desalmadamente.

          Foi uma das primeiras mulheres jornalistas profissionais, iniciando-se na Agência Americana de Notícias pela mão da jornalista Virgínia Quaresma, com salário, horário e hierarquia. Volta a casar (1921) com um colega de profissão, monárquico (Alfredo da Cunha Lamas), num casamento algo turbulento que dura pouco, embora fique para sempre com o apelido Lamas, e com uma dedicadíssima filha (1922-2007), Maria Cândida Caeiro.

          O bem e a verdade. A igualdade e a felicidade. A liberdade e a justiça. A fraternidade. São valores pelos quais luta, abnegadamente. Inclui a seriedade e a sinceridade. Fala insistentemente no direito à felicidade. Quer uma sociedade mais justa, uma democracia plena, “uma política humana”. Tem fé no progresso e na humanidade. Foi uma humanista convicta. A luta pela dignificação e a emancipação da mulher, causa que sempre perseguiu, em várias frentes, inscreve-a na luta geral pelos direitos humanos. Fez da exigência intelectual uma característica específica do feminismo português, consagrada explicitamente no Programa do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (CNMP), divulgado em 1946; era, então, Presidente eleita dessa Associação Feminista, criada em 1914, pela médica obstetra Adelaide Cabete. Integrou esta Associação com cargos de coordenação, desde 1936.

          A sua atividade libertadora de consciências e de identidade e de intervenção cívica era muita. Comunga ideais e atividades com corajosos portugueses oposicionistas. Nos anos 40, adere ao Movimento Democrático Nacional (MDN) e ao Movimento de Unidade Democrática (MUD). Participa ativamente na Campanha do General Norton de Matos à Presidência intervindo sempre também em outras campanhas eleitorais. As suas atividades eram consideradas subversivas e o seu trabalho junto das mulheres foi considerado dispensável. Perseguida pela ditadura, presa, por três vezes, parte para o exílio, por duas vezes, em Paris,”uma cidade onde andar na rua é como andar numa universidade”. No exílio, o mais longo durou de junho de 1962 a dezembro de 1969, muito depois dos 60 anos de idade, conhece um período intenso e solidário de cidadania democrática internacional, em tempos de Guerra Fria. Acolhia, participava e intervinha na generalidade das atividades da Oposição Portuguesa à Ditadura, tendo conhecido os maiores vultos políticos nacionais e internacionais do século XX.

          Nos anos 50 e 60, correu o mundo em Congressos, Seminários e Conferências pelos Direitos das Mulheres e pela Paz cuja Comissão Nacional dirigiu, numa militância incansável, normalmente com estatuto de delegada e dirigente. Conheceu, então, só então, muitos países, muitos povos muitas culturas. Em Paris, viveu sempre, em contacto com o mundo, num pequeno e modestíssimo quarto de um simpático Hotel, em pleno Quartier Latin, o bairro dos estudantes, como se fosse um deles. Da sua janela, assistiu, empolgada, a muitas manifestações do maio de 68.

          De regresso a Portugal, em 1969, será alvo de uma homenagem, promovida pelo jornal República, na Casa da Imprensa. A primeira homenagem promovida pelos seus pares foi em 1947, na Casa do Alentejo, quando sai do Modas e Bordados e fica sem emprego à vie, e sem casa própria. Adere, pela mão de sua filha Cândida, aos 80 anos, após o 25 abril de 74, ao Partido Comunista Português. Foi eleita Presidente Honorária do Movimento Democrático das Mulheres. Foi Diretora Honorária da Revista Modas e Bordados, e, mais tarde, da Revista Mulheres. Em 1980 é agraciada com o Grau de Oficial da Ordem da Liberdade. Em 1982 é homenageada pela Assembleia da República. Em 1983 recebe a Medalha Eugénie Cotton, da Fédération Démocratique Internacionale dês Femmes (FDIM).

          Como herança intelectual deixou muita obra feita e um nome respeitado e prestigiado na História do Portugal Contemporâneo e na História das Mulheres que começou a fazer e a escrever, sendo na área, também, uma investigadora pioneira. Na História da Imprensa Feminina tem lugar cativo e de relevo, também como repórter fotográfica, embora pontualmente. Nunca se declarou feminista, embora o fosse.

          Maria Lamas, um nome de mulher, no mundo dos homens, uma investigadora autodidata, na história das Mulheres do Portugal contemporâneo. Uma mulher que fez história, foi uma combatente e uma lutadora resistente, que entrou na História como cidadã e que escreveu História como autora. Uma portuguesa, notável, uma cidadã europeia do século XX.
          Maria Antónia Fiadeiro

          Lara, Lúcio
          Pessoa singular · 1929-2016

          Lúcio Rodrigo Leite Barreto de Lara (Caála, 9 de abril de 1929 — Luanda, 27 de fevereiro de 2016), também conhecido por seu nome de guerra Tchiweka, foi um físico-matemático, político, professor, ideólogo anticolonial e um dos membros fundadores (e presidente) do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

          Juntou ao longo da sua vida documentação relativa à libertação das então colónias portuguesas, editando várias obras com base nesses documentos. A Associação Tchiweka de Documentação tem continuado a dinamizar o seu acervo.

          Laranjo, José.
          PT AHS-ICS JL · Pessoa singular · 1944-

          Nasceu em Lisboa em 1944. Na sequência da sua participação no Movimento Estudantil, esteve preso de 27 de Abril a 2 de Maio de 1964. Estudou cinema. Fundou a Comissão Pró-Associação dos Estudantes Portugueses na Grã-Bretanha (Portuguese Students Support Committee), a qual manteve actividade regular até 1974 em favor dos estudantes presos em Portugal. O grupo procurava ainda sensibilizar a opinião pública inglesa para a situação política portuguesa, em particular entre estudantes britânicos, agindo em conjunto com outras organizações anti-colonialistas e anti-racistas. Segundo o testemunho de Álvaro de Miranda, a sua casa em Bromley, a Sul de Londres, transformara-se no "centro de actividade antifascista de Londres". O grupo também participou em acções como a do combate contra a invasão soviética da Checoslováquia e a Guerra do Vietname, entre muitas outras. Teve ainda actividade considerável em prol da defesa da comunidade de emigrantes (económicos) portugueses.

          Lucena, Manuel de.
          PT-AHS-ICS-ML · Pessoa singular · 1938 - 2015

          Manuel de Lucena nasceu em Lisboa a 7 de Fevereiro de 1938. Viveu a infância e uma parte da adolescência em Angola com a família. Regressou a Lisboa com 16 anos, onde frequentou o Liceu Pedro Nunes e depois um colégio de Jesuítas. Ingressou no Instituto Superior Técnico no curso de Engenharia Química que viria a trocar pelo curso de Direito na Faculdade de Direito, onde se licenciou em 1981. Durante a sua juventude, participou em movimentos monárquicos e católicos, designadamente a JUC (Juventude Universitária Católica), o CCC (cineclube católico) e colaborou n' "O Tempo e o Modo". Depois da crise académica de 1962, passou a militar na Extrema-Esquerda. Redigiu grande parte dos comunicados estudantis da RIA (Reunião Interassociações de Lisboa). A sua oposição à política colonial de Salazar acabou por conduzi-lo ao exílio em 1963. Viveu em Roma, Paris e Argélia. Durante o exílio, foi dirigente do MAR (Movimento de Acção Revolucionária), fez parte da Frente Patriótica de Libertação Nacional e teve uma breve colaboração com a LUAR. Em Paris, estudou no Institut de Sciences Sociales du Travail, onde fez a sua tese sobre o corporativismo. A tese que preparou veio dar origem ao seu primeiro livro — “A evolução do sistema corporativo português”. Vol. I: o Salazarismo; vol. II: o Marcelismo —, publicado em Portugal em 1976.
          Após o 25 de Abril de 1974, regressou a Portugal. Participou, como alferes, no processo de descolonização de Cabo Verde. Veio terminar o seu serviço militar em Lisboa, no Gabinete de Dinamização do Exército, situado no Estado-Maior do Exército. Abandonou a Extrema-Esquerda e apoiou o manifesto do Grupo dos “Nove”, de Melo Antunes. Em 1975, tornou-se investigador do Gabinete de Investigações Sociais (GIS) e depois do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS), que lhe sucedeu, onde fez carreira até se reformar em 2008. A última actividade política que se lhe conhece é adesão à Aliança Democrática e a participação na campanha presidencial do general Soares Carneiro, em 1980. Afastado da política activa, dedicou-se sobretudo ao comentário político e à investigação científica do corporativismo, dos fascismos e totalitarismos, do processo revolucionário português, a descolonização portuguesa e a consolidação democrática no pós-25 de Abril. Foi docente em cursos no Instituto de Defesa Nacional e na Força Aérea (para oficiais generais) e no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica abordando alguns dos referidos temas de investigação, sobre os quais também proferiu conferências e orientou seminários em várias outras instituições.

          Matos, José Norton de.
          Pessoa singular · 1867-1955

          José Mendes Ribeiro Norton de Matos nasceu a 23 de março de 1867 em Santa Maria dos Anjos, Ponte de Lima, local onde foi batizado a 23 de abril do mesmo ano. Descendente de Norton por parte do pai e de Matos Prego pelo lado materno, José Norton de Matos era filho de Tomás Mendes Norton, Comendador da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, natural de Viana do Castelo, e de Emília da Conceição de Matos Prego e Sousa, natural da freguesia da Queijada em Ponte de Lima, ambos proprietários, recebidos na Igreja de Santa Maria de Refóios do Lima e moradores na Rua D. Pedro (atual Rua General Norton de Matos em Ponte de Lima).
          Ingressou em 1884 na Universidade de Coimbra onde completou o 3.º ano do curso de Matemática e, posteriormente, assentou praça no Regimento de Infantaria 23. Entrou no ano de 1888 na Escola de Guerra em Lisboa na qual concluiu o curso de Estado-Maior.
          A 22 de novembro de 1896 nasce a sua filha de nome Rita Norton de Matos, fruto da sua relação com Ester Newton Pereira, com quem casou por procuração a 12 de fevereiro de 1905.
          Relativamente à sua vida profissional, o General Norton de Matos exerceu ao longo da sua vida cargos de natureza diversa mas sempre com elevada responsabilidade, que vão desde Professor a Governador-Geral e Escritor. Iniciou a sua atividade na Índia para onde partiu em 1898 para montar, organizar e dirigir os Serviços de Agrimensura, de Cadastro e da Carta Agrícola. Deste modo, foi diretor da Repartição de Agrimensura do Estado da Índia, trabalhou nos Serviços de Geodésia e Cadastro (parte da Repartição de Agrimensura), na execução da triangulação secundária do território e do cadastro predial, rural e urbano; exerceu funções como administrador das Matas, diretor das Obras Públicas, membro do Conselho do Governo, na delimitação de territórios; foi ainda encarregado de várias missões à Índia Inglesa com vários objetivos (ex. estudo da organização do cadastro, de instrução técnica e de outros serviços da administração inglesa). Em dezembro de 1907 foi nomeado Provedor da Santa Casa da Misericórdia em Goa. Regressa em outubro de 1908 a Portugal, após dez anos ausente da então metrópole.
          Poucos meses após ter regressado, foi nomeado por decreto a 25 de fevereiro de 1909, secretário da Missão Diplomática em Macau presidida por Joaquim Machado, integrado na Comissão para a Delimitação de Macau e suas dependências. Embarcou para o desempenho das suas funções a 20 de maio de 1909 com destino a Hong Kong tendo regressado apenas em 17 de março de 1910 novamente para Portugal onde exerceu serviço no Corpo de Estado-Maior. A 30 de maio de 1910 foi eleito sócio efetivo da Associação dos Engenheiros Civis Portugueses e em novembro de 1911 ocupou o lugar anteriormente deixado por Ernesto Jardim Vilhena no cargo de Vice-Presidente da União Colonial Portuguesa. Nesse mesmo ano foi promovido a major e nomeado, após concurso, para professor do Instituto Superior Técnico onde lecionou as cadeiras de Geometria Analítica e Geodesia/Topografia. Durante esse período de tempo manifestou interesse em se integrar na vida política, expresso depois na sua filiação no Partido Republicano Português e assumido como um dos sócios fundadores do Centro Democrático Republicano.
          É em 1912 que se volta a ausentar da metrópole quando, a 18 de abril de 1912 viu ratificado a sua nomeação como Governador-Geral de Angola, cargo que veio a desempenhar até abril de 1915, após ter despoletado aquela que viria a ser a Primeira Guerra Mundial. Neste clima, parte de Angola para a metrópole para assumir por um curto período de tempo a pasta do Ministério das Colónias, entre junho e julho desse mesmo ano. Assumiu também, de forma interina, a pasta do Ministério dos Negócios Estrangeiros, nomeado para esse efeito a 26 de outubro de 1915 e novamente em junho de 1916, abrangendo dois governos distintos: o de José de Castro e o de António José de Almeida. Entre 19 de junho de 1915 e 22 de julho de 1915 foi Ministro os Negócios Estrangeiros de Portugal; e por fim a de Presidente do Ministério em momentos distintos de outubro e dezembro de 1917.
          Foi, no entanto, que no desempenho de Ministro da Guerra assumiu um maior relevo com decisões históricas e que marcaram o país. Iniciou a sua atividade a 22 de julho de 1915 e continuamente se manteve até ao Golpe de Estado de Dezembro de 1917.
          Nesse âmbito, devido ao período sidonista em que Portugal acabara de entrar, Norton de Matos seguiu exilado para Londres onde permaneceu até 1919. Nesse período de tempo envolvera-se em empresas privadas como agente da Empresa de Construções Navais Lda. (1918-1922) de José Branco e de outros associados, com sede em Lisboa e estaleiros em Viana do Castelo. Também se envolveu num projeto ligado à aviação que consistia na criação de um serviço comercial para Portugal e colónias, em associação com a firma Fernandes, Bragança e Pereira, Lda.
          Finalmente, após dois anos, regressa novamente a Portugal e é prontamente nomeado Delegado Português na Conferência da Paz, a convite de Afonso Costa.
          Em 1920 é nomeado Alto-Comissário da República em Angola, tendo assumido funções a 16 de abril de 1921 onde permaneceu até 1924.
          De regresso de uma forma conturbada, foi em 1 de julho de 1924 nomeado Embaixador de Portugal em Londres, lugar que ocupou até 1926.
          Maçónico desde 1912, data em que foi iniciado na Loja Pátria e Liberdade com o nome de Danton, foi progressivamente subindo nos degraus do Grande Oriente Lusitano, até atingir a 30 de abril de 1930 a posição de Grão-Mestre da Maçonaria, lugar em que se manteve até 1935, na véspera da publicação da chamada "Lei das Associações Secretas".
          Após uma década afastado da vida política, voltou ao ativo com a apresentação da candidatura à Presidência da República em 1948, cujas eleições vieram a decorrer em 13 de fevereiro de 1949. O opositor Norton de Matos acabou por desistir dias antes da candidatura, dando assim o lugar de vitória ao Marechal Óscar Carmona.
          Faleceu a 2 de janeiro de 1955 na sua casa de Ponte de Lima.

          Monteiro, José Óscar.
          Pessoa singular · 1941 -

          José Oscar Monteiro nasceu em Lourenço Marques (actual cidade de Maputo) em 1941. Filho de pais goeses, foi levado pelos contornos do colonialismo a uma consciência nacionalista ativa. Representante da Frelimo na Argélia e na Europa do Sul, organiza a audiência do Papa Paulo VI com os dirigentes nacionalistas, contribui para a adoção do estatuto de prisioneiros de guerra para os combatentes das lutas de libertação.
          Participa nas negociações públicas e confidenciais sobre os Acordos de Lusaka, é um dos seis Ministros da Frelimo no Governo de Transição e é Ministro no Primeiro Governo independente.
          Lecciona Direito Constitucional na Universidade Eduardo Mondlane, dirige o Governo de Gaza onde fica conhecido como "madlhaya ndlala" (mata-fome).
          Faz parte do Bureau Político do Partido Frelimo, assessora o movimento de libertação da Namíbia, trabalha com Xanana Gusmão na prisão de Salemba em Jakarta.
          Participa na formação da nova geração de dirigentes da África do Sul multirracial, como Professor na Universidade de Wits, faz parte do Comité de Peritos em Administração Pública das Nações Unidas.

          Morais, Manuel Alfredo Tito de.
          Pessoa singular · 1910 - 1999

          Engenheiro eletrotécnico e político português. Opositor ao

          Pereira, Carlos Veiga.
          Pessoa singular · 1927-2018

          Nasceu a 6 de março de 1927, em Sumbe (antigo Novo Redondo), Angola. Jornalista, militante da luta pela Liberdade e Democracia e da causa da independência das colónias. Falecido a 29 de dezembro de 2018.