Feminismo

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            PT/AHS-ICS/AFeminina · Pessoa coletiva · 1914-1947

            Boletim oficial do Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas. Mensal. A partir de 1917, passa a designar-se Alma Feminina: órgão do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.

            Diretoras:
            Ano I, Nº 1 (1917) ao Ano III, Nº11-12 (1919): Maria Clara Correia Alves;
            Ano IV, Nº 1-2 (1920) ao Ano XIII (XV), Nº 5 (1929): Adelaide Cabete;
            Ano XIII (XV), Nº 5 (1929) ao Ano XVI, Nº 11-12 (1930): Elina Guimarães;
            Ano XVII, Nº 1-2 (1931) ao Ano XVII, Nº 3-4 (1931): Noémia Netto Faria;
            Ano XIX, Nº 5-6 (1934) até ao último número: Sarah Beirão.

            Adelaide Cadete deixa a direção da revista quando vai para Angola; Elina Guimarães assume assim, a partir do número de setembro/outubro de 1929, ano XV, n. 5, a direção da revista (editorial desse número).

            Cabete, Adelaide.
            PT/AHS-ICS/AdCabete · Pessoa singular · 1867 - 1935

            Adelaide de Jesus Damas Brazão Cabette (Alcáçova, Elvas, 25 de janeiro de 1867 — Lisboa, 14 de setembro de 1935), mais conhecida como Adelaide Cabete (na atual ortografia), foi uma das principais feministas portuguesas do século XX. Republicana convicta, foi médica obstetra, ginecologista, professora, maçom, autora, benemérita, pacifista, abolicionista, defensora dos animais e humanista.[1]

            Foi pioneira na reivindicação dos direitos das mulheres, e durante mais de vinte anos, presidiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Nessa qualidade reivindicou para as mulheres o direito a um mês de descanso antes do parto (licença de maternidade) e em 1912 reivindicou também publicamente o direito ao voto feminino, sendo-lhe apenas concedido em 1933, tornando-se na primeira e única mulher a votar, em Luanda, onde viveu, sob a nova lei eleitoral da Constituição Portuguesa de 1933.[2]

            [1] Serrão, Joel (1975). Dicionário de história de Portugal. [S.l.]: Iniciativas Editoriais

            Representou as mulheres portuguesas em congressos internacionais, nomeadamente no Congresso Internacional Feminista realizado em Roma, em 1923 e no Congresso Feminista de Washington em 1925


            "Nascida em Elvas, Adelaide Cabete tornou-se uma das primeiras mulheres portuguesas com um curso superior. Realizou estudos de Medicina, tendo concluÍdo a formatura com uma tese sobre "A protecção às mulheres grávidas pobres, como meio de promover o desenvolvimento fisico das novas geraçÕes" (1900). Activista republicana e membro da Maçonaria, foi sócia fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1909) e participou no 5 de Outubro, preparando as bandeiras republicanas que vieram a ser usadas na revolta. Em 1913 participou no Congresso Internacional de Gand com uma tese sobre o "ensino doméstico em Portugal" na qual se opunha ao uso dos véus, plumas, espartilhos e saltos altos pelas mulheres, por razÕes de saúde. Um ano depois participa na fundação do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e desenvolve uma considerável actividade feminista. Em 1923 representa o governo português no Congresso Internacional Feminista de Roma, sendo a primeira mulher a deter tal representação, que se renovara nos congressos seguintes. No âmbito da sua actividade feminista criou as Ligas da Bondade , dirigiu a revista Alma Feminina e escreveu vários opúsculos sobre temas como a educação, a protecção da mulher grávida, a prostituição, etc. Em 1929 vai viver para Angola de onde regressa em 1934, já bastante doente. Faleceu em 1935."
            José Pacheco Pereira, BEO, nº8, p. 75

            Caires, Lutegarda Guimarães de
            Pessoa singular · 1858-1935

            Lutegarda do Livramento Guimarães de Caires (poetisa, escritora e feminista) nasceu em Vila Real de Santo António, 17 de novembro de 1858 e faleceu em Lisboa, 30 de março de 1935. Era filha de João António Guimarães e de Maria Teresa de Barro.

            Mudou-se para Lisboa, e casou em 1877 com o tenente de infantaria Serafim Duarte Soares Coelho. O marido vai para Angola onde virá a falecer em 1889. Nesse mesmo ano, conheceu o que viria a ser o segundo marido - João de Caires, advogado madeirense e escritor, além de fundador da Sociedade de Propaganda de Portugal. Desse casamento, nasceu o seu filho Álvaro Guimarães de Caires, que viria a ser médico, professor na Universidade de Sevilha, escritor e investigador

            Dedicou-se a causas sociais, visitando crianças doentes no Hospital D. Estefânia. Durante dez anos promoveu o evento "Natal das Crianças dos Hospitais". Em 1911, fez um estudo da situação dos presos, especialmente das mulheres (naquela época, as prisões eram mistas), denunciando as terríveis condições das prisões portuguesas. Em junho de 1913, Lutegarda Guimarães, juntamente com Ana Augusta de Castilho, Beatriz Pinheiro, Maria Veleda e Joana de Almeida Nogueira, representaram a delegação portuguesa na Sétima Conferência da Aliança Internacional de Sufrágio Feminino, em Budapeste. Feminista convicta, insurgiu-se contra a discriminação de que eram vítimas as mulheres por não poderem dispor dos seus próprios bens. Publicou vários artigos em jornais em defesa dos direitos das mulheres.

            Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas
            PT-AHS-ICS-CNMP · Pessoa coletiva · 1914-1947

            O Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (CNMP) foi uma organização feminista, criada em 1914 por Adelaide Cabete e dissolvida em 1947 por ordem judicial, no contexto do regime do Estado Novo.

            O CNMP constituiu-se como secção portuguesa do International Council of Women (ICW - criado em 1888) e também foi representante da International Women Suffrage Alliance (IWSA). Foi a associação feminista portuguesa de maior duração na primeira metade do século XX.

            O seu órgão de imprensa e propaganda intitulou-se, sucessivamente: Boletim Oficial do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1914-1916), Alma Feminina (1917-1946) e, por fim, A Mulher (no final de 1946).

            O CNMP vai reproduzir a estrutura federativa do ICW, tendo outras associações portuguesas federadas - de cariz benemérito, filantrópico, profissional e recreativo.

            Key, Ellen
            Pessoa singular · 1849-1926

            Ellen Karolina Sofia Key (11 de dezembro de 1849 – 25 de abril de 1926) foi uma feminista sueca, sufragista, e escritora - escrevendo sobre vários assuntos, desde a vida familiar, à ética e à educação. Uma figura do movimento "Modern Breakthrough" - um movimento de naturalismo na Escandinávia que substitui o romantismo. Defensora de uma educação centrada na criança, da emancipação da mulher e da causa operária. A sua obra mais conhecida é o livro Barnets århundrade (1900). (lit. O século da criança).

            Lamas, Maria.
            Pessoa singular · 1883-1993

            Nasceu no fim do século XIX (1893), numa pacata vila da província portuguesa do Ribatejo, em Torres Novas, e viveu quase todo o século XX. Morreu em Lisboa, em 1983, com noventa anos por fazer. Filha de pai republicano e maçon, que a orientou nas leituras, e de mãe católica e muito piedosa, teve duas irmãs e um irmão mais velho, Vassalo e Silva, que viria a ser o último Governador da Índia Portuguesa.

            Militou civicamente e convictamente por uma plena igualdade das mulheres, igualdade que defendia baseada na educação e na independência económica, através do exercício de uma profissão ou de um ofício. Quando o século XX chegou, encontrou-a num colégio de freiras espanholas, as Teresianas, que lhe deixaram marcas perenes do cristianismo universal e misticismo erudito. Muito nova, casa por amor, (1911) com um jovem oficial do exército republicano (Teófilo Ribeiro da Fonseca). Grávida, não hesita em acompanhar o marido, em missão num presídio militar, no inóspito interior de Angola. Regressa a Portugal (1914) porém, sozinha, com uma filha pela mão e já de novo grávida, disposta ao divórcio e a lutar pela vida, o que fez desalmadamente.

            Foi uma das primeiras mulheres jornalistas profissionais, iniciando-se na Agência Americana de Notícias pela mão da jornalista Virgínia Quaresma, com salário, horário e hierarquia. Volta a casar (1921) com um colega de profissão, monárquico (Alfredo da Cunha Lamas), num casamento algo turbulento que dura pouco, embora fique para sempre com o apelido Lamas, e com uma dedicadíssima filha (1922-2007), Maria Cândida Caeiro.

            O bem e a verdade. A igualdade e a felicidade. A liberdade e a justiça. A fraternidade. São valores pelos quais luta, abnegadamente. Inclui a seriedade e a sinceridade. Fala insistentemente no direito à felicidade. Quer uma sociedade mais justa, uma democracia plena, “uma política humana”. Tem fé no progresso e na humanidade. Foi uma humanista convicta. A luta pela dignificação e a emancipação da mulher, causa que sempre perseguiu, em várias frentes, inscreve-a na luta geral pelos direitos humanos. Fez da exigência intelectual uma característica específica do feminismo português, consagrada explicitamente no Programa do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (CNMP), divulgado em 1946; era, então, Presidente eleita dessa Associação Feminista, criada em 1914, pela médica obstetra Adelaide Cabete. Integrou esta Associação com cargos de coordenação, desde 1936.

            A sua atividade libertadora de consciências e de identidade e de intervenção cívica era muita. Comunga ideais e atividades com corajosos portugueses oposicionistas. Nos anos 40, adere ao Movimento Democrático Nacional (MDN) e ao Movimento de Unidade Democrática (MUD). Participa ativamente na Campanha do General Norton de Matos à Presidência intervindo sempre também em outras campanhas eleitorais. As suas atividades eram consideradas subversivas e o seu trabalho junto das mulheres foi considerado dispensável. Perseguida pela ditadura, presa, por três vezes, parte para o exílio, por duas vezes, em Paris,”uma cidade onde andar na rua é como andar numa universidade”. No exílio, o mais longo durou de junho de 1962 a dezembro de 1969, muito depois dos 60 anos de idade, conhece um período intenso e solidário de cidadania democrática internacional, em tempos de Guerra Fria. Acolhia, participava e intervinha na generalidade das atividades da Oposição Portuguesa à Ditadura, tendo conhecido os maiores vultos políticos nacionais e internacionais do século XX.

            Nos anos 50 e 60, correu o mundo em Congressos, Seminários e Conferências pelos Direitos das Mulheres e pela Paz cuja Comissão Nacional dirigiu, numa militância incansável, normalmente com estatuto de delegada e dirigente. Conheceu, então, só então, muitos países, muitos povos muitas culturas. Em Paris, viveu sempre, em contacto com o mundo, num pequeno e modestíssimo quarto de um simpático Hotel, em pleno Quartier Latin, o bairro dos estudantes, como se fosse um deles. Da sua janela, assistiu, empolgada, a muitas manifestações do maio de 68.

            De regresso a Portugal, em 1969, será alvo de uma homenagem, promovida pelo jornal República, na Casa da Imprensa. A primeira homenagem promovida pelos seus pares foi em 1947, na Casa do Alentejo, quando sai do Modas e Bordados e fica sem emprego à vie, e sem casa própria. Adere, pela mão de sua filha Cândida, aos 80 anos, após o 25 abril de 74, ao Partido Comunista Português. Foi eleita Presidente Honorária do Movimento Democrático das Mulheres. Foi Diretora Honorária da Revista Modas e Bordados, e, mais tarde, da Revista Mulheres. Em 1980 é agraciada com o Grau de Oficial da Ordem da Liberdade. Em 1982 é homenageada pela Assembleia da República. Em 1983 recebe a Medalha Eugénie Cotton, da Fédération Démocratique Internacionale dês Femmes (FDIM).

            Como herança intelectual deixou muita obra feita e um nome respeitado e prestigiado na História do Portugal Contemporâneo e na História das Mulheres que começou a fazer e a escrever, sendo na área, também, uma investigadora pioneira. Na História da Imprensa Feminina tem lugar cativo e de relevo, também como repórter fotográfica, embora pontualmente. Nunca se declarou feminista, embora o fosse.

            Maria Lamas, um nome de mulher, no mundo dos homens, uma investigadora autodidata, na história das Mulheres do Portugal contemporâneo. Uma mulher que fez história, foi uma combatente e uma lutadora resistente, que entrou na História como cidadã e que escreveu História como autora. Uma portuguesa, notável, uma cidadã europeia do século XX.
            Maria Antónia Fiadeiro

            Marques, Carmen.
            Pessoa singular · 1902 - 1930

            Carmen Marques - advogada, conferencista, escritora e activista política - nasceu em 1902 e faleceu em 26 de Maio de 1930, em Lisboa.

            Formou-se em Direito na Universidade de Lisboa.

            Destacou-se em atividades ligadas ao republicanismo e às mulheres. Pertenceu à Comissão de Propaganda do Diretório da Liga da Mocidade da Republicana, que funcionava a partir da sede da revista Seara Nova. Além disso, colaborou com Adelaide Cabete na Associação das Mulheres Universitárias de Portugal, fundada em 1928. Participou, em 1928 e 1929, nos Congressos Feminista e Abolicionista. A partir de 1929, fez parte do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas a partir deste último ano, tendo aderido por proposta de Elina Guimarães.

            Da sua atividade de conferencista, destacam-se os títulos "Trabalho manual e trabalho intelectual"; "A Igreja e o casamento civil"; "Crise de bom senso, crise do espírito jurídico", pronunciada na Associação Comercial dos Lojistas em 11 de Janeiro de 1930, e "Democracia e Feminismo", conferência pronunciada em Coimbra.

            Moura, Maria Lacerda de.
            Pessoa singular · 1887 - 1945

            Maria Lacerda de Moura (Manhuaçu, 16 de maio de 1887 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1945) foi uma professora, escritora, anarquista e feminista brasileira. Filha de pais espíritas e anticlericais, cresceu na cidade de Barbacena, no interior de Minas Gerais, onde formou-se professora pela Escola Normal Municipal de Barbacena e participou dos esforços oficiais para enfrentar a questão social através de campanhas nacionais de alfabetização e reformas educacionais.

            Formou-se como professora pela Escola Normal Municipal de Barbacena em 1904 e em 1908, foi diretora do Pedagogium. Participou na Campanha Barbacense de Alfabetização.

            Em 1912, enviou as suas primeiras crónicas para um jornal local. Em 1918, publicou o seu primeiro livro, Em torno da educação. No mesmo período, iniciou correspondências com José Oiticica e Galeão Coutinho e conheceu as ideias pedagógicas da médica Maria Montessori e dos educadores anarquistas Paul Robin, Sebastien Faure e Francisco Ferrer y Guardia. Ligou-se a associações femininas e feministas, preocupando-se com questões como a dos menores abandonados, e os movimentos sufragistas.

            Em 1919, publicou Renovação e realizou as suas primeiras conferências fora da sua cidade. Em 1920, discursou na sede da Federação Operária Mineira (FOM) em Juiz de Fora.

            Lacerda mudou-se para a cidade de São Paulo em 1921. Foi convidada a unir-se à bióloga feminista Bertha Lutz para a fundação da Federação Internacional Feminina. Ao mesmo tempo, entrou em contacto com o movimento trabalhista daquele período, colaborando com a imprensa operária e escrevendo para jornais como A Plebe, A Lanterna e O Trabalhador Gráfico. Contribuiu para a imprensa operária e para jornais independentes e progressistas, como O Combate, de São Paulo, A Tribuna, de Santos, e O Corymbo, de Rio Grande. Também publicou, em 1923, a revista cultural Renascença.

            Depois de ter sido presidente da Federação Internacional Feminina entre 1921 e 1923, Maria Lacerda afastou-se das feministas liberais, por achar que o direito ao voto não era suficiente.

            Em 1926, conheceu o francês André Néblind, com quem colaborou e esteve sob influência até 1937, e entrou em contato com a obra do anarquista individualista francês Han Ryner.

            Entre 1928 e 1937, Maria Lacerda viveu numa comunidade agrícola em Guararema, no interior de São Paulo, formada por anarquistas individualistas e desertores espanhóis, franceses e italianos da Primeira Guerra Mundial.
            Em Guararema, Maria Lacerda pôs em prática a sua modalidade de educação racionalista, junto aos companheiros e seus filhos.

            Diante da notícia da fundação de um Partido Católico Brasileiro, a Coligação Nacional Pró-Estado Leigo foi mobilizada. Foi através da Coligação que Maria Lacerda manteve, na década de 30, os seus maiores contatos com grupos intelectuais e políticos anticlericais.

            Em 1934 e 1935, publicou dois livros antifascistas Clero e fascismo – horda de embrutecedores! e Fascismo – filho dilecto da Igreja e do capital. Ainda em 1935, rompeu com a Fraternidade Rosacruz, com a qual tinha certa proximidade, após saber que sua sede em Berlim havia sido cedida aos nazis, e também participou do Comitê Feminino Contra a Guerra.

            Com a proclamação do Estado Novo, a repressão policial logo atingiu a comunidade de Guararema. Lacerda voltou a Barbacena, em 1937.

            Em 1938, mudou-se para o Rio de Janeiro. Buscou refúgio no espiritualismo e viveu dando aulas no ensino comercial. O período carioca foi marcado pela leitura de horóscopos, na Rádio Mayrink Veiga, aplicando seus estudos de astrologia.

            Pestana, Alice
            Pessoa singular · 1860-1929

            Alice Evelina Pestana Coelho (Santarém, 7 de abril de 1860 — Madrid, 24 de dezembro de 1929) foi uma humanista, jornalista portuguesa, pedagoga da Institución Libre de Enseñanza, feminista e fundadora da Liga Portuguesa da Paz em 1899, considerada a primeira organização feminista em Portugal.

            Porto, Angélica
            Pessoa singular · 1881-1938

            "Considerada um dos pilares do associativismo feminista português das primeiras três décadas do século XX. Integra, em 1907, a comissão de senhoras que procura implementar, em Lisboa, uma Escola Maternal destinada às crianças desprotegidas entre os 3 e os 6 anos de idade. Adere à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, milita no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e, em 1916, é iniciada na Maçonaria. Pertence às Lojas Carolina Ângelo e Humanidade, do Grande Oriente Lusitano Unido, com o nome simbólico de Mme Roland, e integra a Loja Humanidade do Direito Humano." http://silenciosememorias.blogspot.pt/2010/12/238.html [Consult.

            Quaresma, Virgínia.
            PT/AHS-ICS/VGQ · Pessoa singular · 1882 - 1973

            Nascida em 1882, desenvolveu ao longo da primeira metade do século XX uma profícua carreira como jornalista, desempenhando também um papel importante papel na luta pelos direitos das mulheres, pela igualdade na educação para rapazes e raparigas, pela democracia, pela causa republicana e pelo pacifismo.

            Reconhecida como a primeira jornalista em Portugal, não se deixou limitar aos lugares e modos de escrita que até então eram comumente reservados a mulheres e dedicou-se às reportagens investigativas, seguindo os princípios da objetividade e do apuramento exaustivo dos fatos que começavam a ganhar terreno sobre o jornalismo mais opinativo que caracterizara o século XIX. Exerceu a profissão em importantes veículos da imprensa portuguesa da altura, como ‘O Século’, ‘A Capital’ e ‘A Época’, e, também, no Brasil, país em que viveu por dois períodos (1912-1917) e (1930-1964), procurando afastar-se da atmosfera repressiva do Estado Novo.

            Para além do destaque que alcançou como profissional de imprensa, Virgínia Quaresma foi também conferencista de renome sobre as ideias feministas e sobre a necessária vinculação entre o feminismo e a democracia, defendendo a coeducação (currículos iguais para rapazes e raparigas) como instrumento fundamental para a emancipação das mulheres.

            Vieira, Deolinda Lopes.
            PT/AHS-ICS/DLV · Pessoa singular · 1888 - 1993

            Deolinda Lopes Vieira (Santiago Maior, Beja, 8 de Julho de 1888 — São Mamede, Lisboa, 6 de Junho de 1993) foi professora primária, formada pela Escola Normal Primária de Lisboa, militante anarco-sindicalista, activista feminista.
            Foi professora na Escola-Oficina n.º 1, instituição educativa em Lisboa de influência anarquista e libertária, e no ensino oficial, nos quais se dedicou ao ensino primário e à educação infantil.
            Antes e durante a 1ª República, foi membro da Liga de Acção Educativa, e membro fundador do Concelho Nacional das Mulheres Portuguesas, bem como da maçonaria feminina em Portugal.
            Viveu no Brasil entre 1913 e 1915, acompanhando o jornalista António Pinto Quartin, exilado político pela sua militância anarquista.
            Casou em Lisboa, em 1936, com Pinto Quartin, com quem já tinha sido mãe de Orquídea Vieira Quartin, de Hélio Vieira Quartin (1916-2003) e da actriz Glicínia Quartin (1924-2006).
            [adaptado da wikipedia, ver Fonte]