História da educação

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  • criado, 2025-10, ip

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            PT/AHS-ICS/DIV-02C-2019-09 · Item · 2019
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            FRANCISCO ROBSON ALVES DE OLIVEIRA, 2019, A Circulação do conhecimento pedagógico anarquista entre Brasil e Portugal (1900 a 1930), Tese doutoramento em Educação. Universidade Federal do Ceará, Brasil, https://repositorio.ul.pt/handle/10451/39740

            A tese investiga a circulação do conhecimento pedagógico anarquista entre Brasil e Portugal, dos anos 1900 a 1930. O estudo tem como campo de reflexão, portanto, a Educação Libertária e está inserido no amplo conjunto de pesquisas sobre os movimentos sociais, visando contribuir com novos elementos para a História da Educação Popular no Brasil e em Portugal.Investigou-se os modos de circulação e as práticas de intercâmbio sobre o conhecimento pedagógico anarquista no circuito Brasil-Portugal-Brasil, tendo como ponto de partida o exame das práticas de Educação Libertária debatidas na imprensa libertária, nos diversos projetos editoriais anarquistas e no permanente fluxo de militantes entre os dois países. O trabalho também buscou entender as concepções de Educação debatidas via imprensa anarquista, nos diversos lugares sociais da experiência educacional libertária (como as Escolas libertárias, os Centros de Cultura e Estudos Sociais, Ateneus e Bibliotecas) e nas diversas práticas sociais vinculados aos espaços educacionais anarquistas e associativos (como os cursos, conferências e as "leituras comentadas"). Os aportes metodológicos da pesquisa têm como base a perspectiva da história social e da educação comparada e referencia-se como um estudo de base qualitativa, privilegiando a análise das teias multidirecionais dos discursos sobre a educação, com imersão específica na imprensa operária, compreendida em seus periódicos, livros, memórias e cartas entre militantes dos dois países. A pesquisa propiciou uma revisita e recuperação de parte da bibliografia referente à História da Educação Libertária, em face da presença desta perspectiva educacional na imprensa operária e anarquista, bem como favoreceu entender parte dos anseios e dos projetos gestados por essa militância libertária e educacional no Brasil e em Portugal, a partir das cartas trocadas entre militantes destes países.

            PT/AHS-ICS/DIV-02B-202210b · Item · 2022
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            FILHO, Macioniro Celeste. “A Escola Nova autoritária proposta nos primórdios do Estado Novo em Portugal” in Revista Brasileira de História da Educação, Volume 22, e238, 2022, pp. 1-40.

            Em 1934, no começo do Estado Novo em Portugal, foi proposta a implantação da Escola Nova nas escolas portuguesas. A concepção dessa Escola Nova foi então instrumentalizada para se adaptar a um regime autoritário, em processo de consolidação nesse país. Concebia-se, então, uma Escola Nova autoritária. É propósito deste artigo apresentar contextualizadamente a campanha pela Escola Nova divulgada pelo jornal Diário da Manhã, órgão do regime salazarista. A metodologia utilizada foi a de pesquisa e análise documental, tendo como fonte privilegiada os editoriais sobre o tema publicados no Diário da Manhã. É objetivo deste trabalho compreender e elucidar os processos de ressignificação autoritária que as ideias da Escola Nova tiveram no início do Estado Novo em Portugal.

            PT/AHS-ICS/DIV-02B-201712 · Item · 2017-12
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            Oliveira, Elisabete (2017). "A Escola Superior de Belas Artes de Lisboa na década de 1960 – acção dos tempos do figurativismo naturalista à liberdade e pluralismo estético" in Convocarte - Revista de Ciências da Arte, nº5, pp. 307-340.
            Dez. 2017; https://repositorio.ul.pt/handle/10451/47186

            Questionamo-nos: I) Como se pode partir duma ditadura e academismo e ser actor da transformação para a democracia e o pluralismo estético? II) Os actores dessa mudança serão activistas (Actv) ou artivistas (Artv)? O período de ‘60–’65 na ESBAL pareceu-nos um campo de análise privilegiado, insuficientemente estudado, formando actores de uma mudança referencial: atravessando constrangimentos como as lutas estudantis e colonial e a emigração, terão mudado a consciencialização-acção no Ensino Artístico e o sentido sócio-cultural dos posicionamentos/obras individuais e colectivos - em nossa hipótese, do figurativismo naturalista para o pluralismo estético internacional; e activaram dinâmicas sócio-culturais, como na Educação.
            Objectivos gerais: Investigar como se pode chegar à criação livre, estético-eco-sociologicamente actuante, partindo dum contexto repressivo; se será legítimo designá-la de actv/artv; e assim, aprofundar a compreensão da complexidade da arte/cultura contemporânea.

            PT/AHS-ICS/DIV-02C-2018-07 · Item · 2018-07
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            Eusébio, Gonçalo Vargas (2018). "A renascença portuguesa e as universidades populares" [tese de mestrado em História Moderna e Contemporânea], Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. http://hdl.handle.net/10451/36266

            Sempre procurei ver a História como a ciência que estuda a ação do Homem no espaço e no tempo, melhor dizendo, num determinado espaço físico e num certo período
            de tempo: assim no meu percurso académico tentei sempre melhorar o modo como pesquisava as fontes, e escolhia o que achava mais importante, do que entendia como
            acessório. Não deixando de ser uma visão subjetiva, o trabalho e rigor que muitas vezes exige enobrece a profissão de Historiador. Um trabalho sempre incompleto, e baseado no que foi escrito anteriormente, mas que tem a grande utilidade de servir como uma fonte para aproveitamento futuro. Nessa perspetiva, um trabalho sobre educação e a história nacional durante um espaço de tempo definido entre a parte final do século XIX, influenciado pela crise de 1891-92 que se seguiu ao “Ultimatum” britânico, e que marcaria a entrada no século seguinte, com novas formas de protesto contra a Monarquia Constitucional, com uma crescente adesão ao republicanismo e a outros movimentos políticos e sociais, e o aparecimento e desenvolvimento de novas iniciativas culturais e cívicas. O surgimento da Renascença Portuguesa e do seu órgão A Águia, insere-se assim na sequência desses movimentos que pretendiam outra sociedade, mais esclarecida e interventiva, um tópico sempre presente ao longo da História, mas que a República veio trazer ainda com mais pertinência.

            A Urgência da Palavra Impressa: livro
            PT/AHS-ICS/DIV-02B-202306 · Item · 2023
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            A Urgência da Palavra Impressa. A imprensa dos «intrépidos adolescentes» contra a ditadura (1970-1974)
            Jorge Ramos do Ó, Rui M. Gomes
            Tigre de Papel

            Nos liceus, os números dos matriculados não enganam quanto ao caráter elitista da sua frequência. Em 1970 estavam matriculados 14 870 alunos e, embora em 1973 se confirmasse um acentuado crescimento de 50%, apenas 22 994 alunos frequentavam esta fileira do ensino secundário. Trata-se do maior aumento do contingente liceal durante o Estado Novo, facto a que não são alheios quer a recomposição do tecido económico e social da ditadura quer o crescimento das aspirações sociais e educativas de setores mais alargados da população.

            As novas aspirações sociais têm repercussões visíveis e invisíveis, que se multiplicam em surdina, lentamente, ou que se apresentam de modo urgente e ruidoso. Os adultos destes grupos sociais aproveitaram a situação tornando-se notados pelos novos comportamentos de consumo e pela pressão ansiosa sobre o percurso escolar da descendência, mas alguns dos filhos adolescentes optaram por fazer um caminho mais rápido e concluíram muito cedo que a nova vida podia ser acelerada se tomassem a palavra e rompessem com as amarras institucionais da ditadura.

            Criar uma nova esfera pública em que pudessem expressar a sua autonomia passa a constituir um programa. Uma parte da construção dessa nova esfera pública foi feita por meio de instrumentos que hoje são parte dos adquiridos pela geração que nasceu depois do 25 de Abril: a liberdade de falar, de escrever, de produzir e difundir informação a partir do livre arbítrio individual e da organização e cooperação em grupo. Para os que hoje participam diariamente nas redes sociais e conhecem a imprensa livre é difícil perceber esta história feita de algum arrojo, porque envolvia a perseguição de um estado policial. Porém, nos primeiros anos da década de 1970, estes meios não existiam; pior, a imprensa livre não existia e quem a quisesse construir teria de se dispor a desafiar os instrumentos de controlo, vigilância e repressão da ditadura. Foi neste contexto que se construiu a aventura da imprensa estudantil do ensino secundário no período terminal da ditadura. É dessa história que são feitas as páginas deste livro.

            PT/AHS-ICS/DIV-02C-2009 · Item · 2009
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            Accornero, Guya, 2009, Efervescência estudantil:estudantes, acção contenciosa e processo político no final do Estado Novo (1956-1974), Doutoramento, ICS-ULisboa, Universidade de Lisboa, http://hdl.handle.net/10451/321

            O movimento estudantil, um dos mais activos contra o Estado Novo nas suas últimas décadas, intensificou-se a partir de 1956, quando os estudantes conseguiram bloquear a tentativa do Governo de pôr as associações académicas sob o seu controlo. Isso coincidiu com uma conjuntura internacional que provocou profundas consequências na política contenciosa. O XXº Congresso do PCUS, com as consequentes crises nos países satélites da União Soviética e com a eclosão do conflito com a China, e o Civil Rights Movements nos Estados Unidos, foram os elementos mais salientes. A nível interno, os seus efeitos foram amplificados pela campanha eleitoral do General Humberto Delgado em 1958 e pelo início da guerra colonial em 1961. Estes factores contribuíram para a emergência em Portugal de um amplo ciclo de protesto, que concorreu para a politização do sector estudantil e na sua fase final, caracterizada por uma forte repressão, para a radicalização da oposição política, com o aparecimento das primeiras formações maoístas. Em 1967 inícia-se um segundo ciclo de protesto, cuja trajectória difusa motiva a definição de conflitualidade permanente , impulsionado pela descompressão política iniciada por Marcelo Caetano em 1968 e pela contestação estudantil que, sobretudo com o Maio de 68 , estava a eclodir em toda Europa. As últimas fases da luta contra o regime foi dominada pelo issue da guerra colonial e por um forte movimento de resistência à incorporação militar. A mobilização e politização estudantil, por seu lado, estendeu-se através um mecanismo de difusão a variados sectores sociais, como o das Forças Armadas, e contribuiu para criar as condições para a mobilização que caracterizou a primeira fase da transição portuguesa, aberta pela Revolução de 25 de Abril 1974. Este ciclo de protesto confluirá portanto no chamado Processo Revolucionário em Curso (PREC), começando a refluir só depois das eleições de 25 de Abril 1975.
            PT/AHS-ICS/DIV-06Cu-2022-02 · Item · 2023
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            Exposição temporária "Primaveras Estudantis: da crise de 1962 ao 25 de Abril”, coord. Álvaro Garrido.
            Documentos:
            JL-ME-CCUL-099 - Programação Cine Clube Universitário de Lisboa (1966)
            JL-ME-SEEPE-010 - 2nd Conference of Portuguese Students (1967)
            JL-ME-SEEPE-099 - Dossier com documentos sobre Eduardo Cruzeiro
            JL-ME-AADL-52 - Boletim de Direito n. 2. (1965)

            Há Sempre Alguém que diz não: exposição temporária
            PT/AHS-ICS/DIV-06Cu-2023-002 · Item · 2023
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            Exposição "Há Sempre Alguém que DIz Não! A oposição estudantil à ditadura no ensino secundário de Lisboa (1970-1974)," Arquivo Nacional da Torre do Tombo, 15 de dezembro de 2023 a 28 de fevereiro de 2024.

            Documentos: Cerca de 30 dezenas de jornais de liceus da grande Lisboa, publicados entre 1970 e 1974.

            "A Torre do Tombo acolhe a exposição 'Há sempre alguém que diz não! – A oposição estudantil à ditadura no ensino secundário de Lisboa (1970-1974)', concebida para dar a conhecer aos mais novos, nascidos antes e depois da democracia, como os jovens entre os 13 e os 17 anos abraçaram a oposição à ditadura.

            Pretende-se demonstrar como sentiram o imperativo de contestar as diversas condicionantes da ditadura nas suas vidas: nos estudos, no acesso à cultura, no simples convívio, bem como no seu direito a viver em paz e não ter de fazer uma guerra em África a cuja finalidade não aderiram."

            PT/AHS-ICS/DIV-02C-2013 · Item · 2013
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            O artista enquanto aluno:ensino artístico, práticas culturais e concepções de si na imprensa académica da Universidade de Lisboa:1878-2007
            Cabeleira, Helena
            Tese de doutoramento, Educação (História da Educação), Universidade de Lisboa, Instituto de Educação, 2013

            O artista enquanto aluno: ensino artístico, práticas culturais e concepções de si é um texto que pretende dar conta dos resultados de uma investigação histórica centrada num trabalho de inventariação, digitalização e análise sistemática de um conjunto de publicações periódicas produzidas por alunos da Universidade de Lisboa. O processo de constituição e análise do Arquivo Digital/Catálogo Visual da Imprensa Estudantil de Lisboa (1878-2007), desenvolveu-se em torno de uma hipótese central: a possibilidade de identificar e mapear um conjunto de temas e problemas que, desde final do século XIX, foram emergindo no discurso estudantil, e configurando concepções de educação e auto-educação (formal e informal) centrados na figura do artista e do estudante universitário. Como fonte e objecto de investigação, a imprensa estudantil constitui um território privilegiado para averiguar as condições históricas de emergência de certas concepções psico-pedagógicas sobre as artes, e de todo um imaginário social a partir do qual se estabeleceram as bases de sustentação das nossas presentes convicções sobre o que é um artista, e sobre qual tem sido o papel da escola na produção desse modo de ser e de viver. O que aqui se apresenta como resultado do processo de investigação em torno da imprensa e do movimento estudantil de Lisboa, é uma história das técnicas pedagógicas, das linguagens artísticas, e das tecnologias de informação e comunicação, mediante as quais o aluno moderno se objectivou e converteu numa realidade. Partindo de uma análise textual e iconográfica dos conteúdos da imprensa estudantil, defenderei que foi através da progressiva socialização das técnicas de representação e expressão literário-artística – a escrita e o desenho –, que a instituição escolar moderna universalizou os mecanismos de distinção social e pessoal sobre os quais se fundaram os nossos mitos democráticos sobre a educação, a arte e a cultura.

            PT/AHS-ICS/DIV-02C-2018-09 · Item · 2018
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            Campos, A. da S. (2018). "Para lutar é preciso ser instruído": a ideologia e o movimento operário na Universidade Popular de Setúbal: da 1.ª República ao advento do Estado Novo [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório do Iscte. http://hdl.handle.net/10071/18567

            Este trabalho procura perceber em que medida o movimento anarquista em Portugal influenciou os trabalhadores da nação com vista à sua formação intelectual, tomando como estudo de caso a secção de Setúbal da Universidade Popular Portuguesa. Atravessando o período da chamada “Nova República Velha”, da Ditadura Militar e dos anos de consolidação do Estado Novo, o trabalho divide-se em 3 linhas de análise: em que medida é que a Universidade Popular Portuguesa se ligou ao Movimento Operário português; que interesses e contrapartidas é que tal implicava para ambas as partes; qual foi a participação da vertente libertária e anarcosindicalista nestas dinâmicas. Simultaneamente, a análise parte do geral, considerado a situação nacional, para o particular, a saber, o caso da cidade de Setúbal. O trabalho resulta da análise de fontes documentais, com particular foco para correspondência particular entre figuras do anarquismo português relevantes para a temática da secção de Setúbal da Universidade Popular Portuguesa. Apresentamos a secção de Setúbal como a personificação, em escala local, das relações pretendidas entre a Universidade Popular Portuguesa e os trabalhadores do país. Relevamos, ainda, o papel do sindicalismo na educação popular, com especial ênfase para a Confederação Geral do Trabalho. Por fim, tenta-se perceber de que forma a fundação do Partido Comunista Português afectou o movimento anarquista nacional, ao disputar a influência ideológica dos trabalhadores e do meio sindical.