Arturo Zoffmann Rodriguez – “O ambiente para o fascismo existe no nosso país”: os comunistas e o ascenso da ditadura em Portugal, 1921-1927. História. Revista da FLUP. Porto. IV Série. Vol. 14 nº 2 2024. 177-200. DOI: https://doi.org/10.21747/0871164X/hist14_2a6
I República (1910-1925)
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Prisão de Luís Filipe da Mata, em 8 de Dezembro de 1917, no Hospital de S. José quando colhia informações - enquanto Provedor da Assistência - sobre as vítimas da revolução chefiada por Sidónio Pais
Mata, Luís Filipe da.Comemoração do 5 de Outubro
MUD - Movimento de Unidade DemocráticaNoras, José Raimundo (2022). A ação política e o ideário social de José Relvas (1858-1929) [Tese de doutoramento, PiudHist].
Repositório da Universidade de Lisboa: https://repositorio.ulisboa.pt/handle/10451/55954
A nossa tese procurou materializar uma biografia política de José Relvas (1858- 1929). O foco de análise foi centrado nos esteios da sua ação como republicano, procurando esclarecer as doutrinas sociais e económicas que preconizava. Para isso, recolhemos e sistematizámos, de forma exaustiva, a produção escrita desta multifacetada figura dos séculos XIX e XX, dispersa em documentos inéditos e em publicações várias. Este trabalho desenvolveu-se na base de três objetivos fundamentais: a elaboração de uma narrativa biográfica completa de José Relvas; a análise e a sistematização do pensamento político e social do biografado; e a problematização das várias fases do seu relacionamento com o movimento republicano. A nossa investigação revelou que o envolvimento político de José Relvas foi bastante mais tardio do que se supunha e se prolongou no tempo para além das suas últimas funções governativas. O primeiro cargo público documentado data de 1885 e o último comício vinícola onde participou decorreu em julho de 1929. Deste modo, o horizonte temporal centrou-se no seu percurso de vida, organizado em 12 capítulos, correspondentes a diferentes fases da sua vida. Na boa medida das fontes disponíveis, dos estudos existentes e do enfoque da investigação, o período entre 1907 e 1919 foi, naturalmente, desenvolvido com maior detalhe. Na verdade, corresponde aos anos de maior envolvimento político como republicano de José Relvas, (a adesão ao Partido Republicano e as últimas funções governativas desempenhadas). O título escolhido pretende orientar a nossa análise para as suas preocupações com a “questão social”, procurando esclarecer como esta era defendia por José Relvas, na sua atuação, no seu engajamento associativo e na sua ação política, no contexto do movimento republicano, durante as fases de revolução, de afirmação e de colapso da I República. De que forma o idealismo, quase sempre deu lugar ao pragmatismo, nas ações políticas e governativa, constituiu a questão-chave.
Nicoli Braga Macêdo, 2025, A condição artística e a prática escultórica feminina em Portugal: da Monarquia Constitucional à Primeira República [Tese de doutoramento em História Contemporânea], Universidade Autónoma de Lisboa.
O objeto da tese materializa-se na condição artística do feminino e suas possíveis intercorrências ideológicas, sociais e políticas em Portugal, entre finais do século XIX e início do século XX. Dois propósitos são enunciados: o primeiro visa a compreensão da entrada das alunas mulheres no seio das academias de belas-artes no país; e o segundo, o estudo e levantamento das artistas que trilharam caminho no campo da representação escultórica. Delineamos esse estudo através de uma análise pormenorizada nos meandros das academias portuguesas com a identificação de alunas e futuras artistas mulheres e seus trabalhos. Propormos indagações em dois eixos temáticos gerais, o primeiro em História das Mulheres e o segundo em História da Arte. Tencionamos demonstrar se existiu uma transformação nas formas que regiam o comportamento e a participação feminina, seja em moldes sociais, políticos ou, sobretudo, culturais.
Dona Maria Aldegundes de Bragança e Bourbon, Infanta de Portugal, tutora do Príncipe D. Duarte Nuno de Bragança. Programa político da Causa Nacional
Número único comemorativo da Revolução Portuguesa e Proclamação da República; edição da benemérita e humanitária empresa do Guia do Comércio e Industria de Portugal-Brasil
Pereira, Joana Dias (2013). A produção social da solidariedade operária : o caso de estudo da Península de Setúbal (1890-1930).
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
A opção de analisar o desenvolvimento das relações sociais industriais através dos processos espaciais e demográficos co-implicados parte do pressuposto de que o espaço industrial e a população operária são socialmente produzidos, ou seja, resultam da agência conflitual de variados agentes, entre os quais se destacam os industriais, o Estado e as classes trabalhadoras. Os processos de industrialização e urbanização, intensificados a partir de 1890, foram observados numa perspectiva integrada, tendo em consideração as tendências meridionais dominantes. Não obstante, o objecto de investigação privilegiado nesta dissertação foi o repertório estratégico dos trabalhadores e a sua acção colectiva. A concentração da indústria, a especulação imobiliária mas também a deficiência de equipamentos urbanos, tornaram indispensável a prossecução de estratégias de sobrevivência diversificadas, que analisamos recorrendo aos mais actuais modelos teóricos. Foram consideradas as estratégias individuais do grupo doméstico – a migração, a poupança ou a diversificação de fontes de rendimentos -, as estratégias recorrendo à ajuda externa – integração de redes de entreajuda informais -, e, finalmente, a participação em associações e movimentos sociais. Estas últimas, por sua vez, subdividiram-se entre as estratégias centradas na economia doméstica – o mutualismo e o cooperativismo de consumo; as centradas nos locais de trabalho – as cooperativas de produção e os sindicatos; e as centradas na pressão sobre o Estado – pela estruturação nacional do associativismo e a acção colectiva. O principal objectivo desta análise foi compreender a base material e os recursos organizacionais que possibilitaram o processo de mobilização massivo das classes trabalhadoras na segunda década do século XX. A crise revolucionária europeia de 1917-1920 tem vindo a ser alvo de inúmeras interpretações e estudos empíricos, a minha abordagem filiou-se na tradição historiográfica que privilegia uma análise monográfica e comparativa do processo de longo termo que antecede este ciclo de agitação social, permitindo relacionar a evolução da estrutura e da acção colectiva dos trabalhadores.
Guimarães, Paulo. (2010). "A Questão Operária na I República" in A Ideia: Revista de Cultura Libertária, 68.
Em defesa do regime monárquico, a propósito dos artigos publicados no Jornal do Comércio por Bettencourt Rodrigues
Branco, José de Azevedo Castelo.Pedido de autorização para realização de sessão solene comemorativa do 36º aniversário da proclamação da República.
Morais, Tito Augusto de.Pedido para a realização de uma Conferência de Imprensa, dia 7 de Maio, como «acto preparatório do Congresso dos Democratas Portugueses» para análise da situação política e do regresso do General Delgado.
Cortesão, Jaime.Lousada, Isabel. Adelaide Cabete (1867-1935). - Lisboa: Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, 2010. - 107, [4] p. - (Fio de Ariana; 6). - ISBN 978-972-597-329-5
"No 75º aniversário da morte de Adelaide Cabete, ocorrida a 14 de Setembro, e quando se comemora o centenário da proclamação da República, pretende-se honrar a memória de uma das suas protagonistas, procurando revelar as facetes humanistas da vida desta mulher que foi médica, higienista, publicista, socióloga, republicana, socialista, educadora e feminista socióloga, maçona, republicana, socialista, livre-pensadora, educadora e feminista. Quem foi Adelaide Cabete?"
Contém 57 documentos publicados entre 1886-1944, que se centram na temática administrativa da província de Moçambique - legislação, serviços administrativos (como as obras públicas e serviços da marinha), discursos dos governadores, etc.
Tratam-se sobretudo de boletins e relatórios, e podem destacar-se os Boletins Oficiais do Governo Geral da Província de Moçambique (13 documentos; 1898-1916), o Relatório do Secretário Geral (1910) e os Acórdãos Da Relação de Moçambique (2 documentos; 1906-1909).
Autoria de Manuel de Oliveira Chaves e Castro