Imprensa anticolonial

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  • Inclui publicações de movimentos nacionalistas africanos bem como de organizações internacionais de apoio à causa anticolonial (2024-05, ip)

  • Indexação iniciada em dezembro de 2023 (ip)

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          A Vitória é Certa!
          PT/AHS-ICS/VeCerta! · Pessoa coletiva

          Folha informativa do MPLA (Angola). Com este slogan, também editou brochuras.

          Angola Comité
          Pessoa coletiva · 1961-1997

          The Angola Comité (Angola Committee) was established in 1961 to support the freedom struggle in Angola. Leaders of the organization included Sietse Bosgra and Trineke Weijdema.

          The Angola Comité supported the struggle against Portuguese colonialism by the liberation movements MPLA (Angola), FRELIMO (Mozambique) and PAIGC (Guinea-Bissau and Cape Verde). It provided material support to those movements, organized a boycott campaign against Angolan coffee and support Portuguese war resisters. The whole of Southern Africa became the organization's focus.

          In 1976, following the end of Portuguese colonialism, the Angola Comité was renamed the Komitee Zuidelijk Afrika (KZA) (known in English as the Holland Committee on Southern Africa) and concentrate its actions on the South African, Zimbabwean and Namibian freedom movements. KZA was involved in campaigns to isolate South Africa including campaigns for sanctions and divestment and against banks making loans to South Africa. With another Dutch organization, Werkgroep Kairos (Working Group Kairos/ Stichting Kairos), the KZA was active in the Shell boycott campaign and helped establish the Shipping Research Bureau which monitored oil deliveries to South Africa. It also campaigned in support of the sports boycott of apartheid South Africa.

          The KZA had an important success in 1985 when it forced the banks to stop selling the South African gold coin, the Krugerrand. KZA provided material aid to liberation movements. After the end of apartheid, the KZA, the Anti-Apartheids Beweging Nederland (Dutch Anti-Apartheid Movement) and the Eduardo Mondlane Stichting (Eduardo Mondlane Foundation) established the Netherlands Institute for Southern Africa (NiZA). (Some pages of the website are available in English.)

          Associação Tchiweka de Documentação
          PT/AHS-ICS/ATD · Pessoa coletiva · 2006-

          A Associação Tchiweka Documentação foi fundada em 2006 e reconhecida em 2012, por decreto presidencial, como instituição de utilidade pública.
          É uma associação sem fins lucrativos que tem como principal objetivo a promoção e divulgação de atividades que contribuam para preservar a memória e aprofundar o conhecimento sobre a luta de libertação e soberania nacional dos povos africanos, da ex CONCP e mais particularmente de Angola.
          Com esse propósito, a ATD organiza e gere um Centro de Documentação que tem como principal acervo a documentação conservada por Lúcio Lara durante toda a sua trajetória política e militar. Para além disso, promove e divulga atividades de carácter científico, educativo e cultural; realiza encontros ligados à luta pela libertação de África e executar e promove projetos de investigação.

          Informação disponível no site da Associação Tchiweka Documentação

          Committee for Freedom in Mozambique, Angola and Guine
          PT/AHS-ICS/CFMAG · Pessoa coletiva · 1968 - 1975

          " O Comité Britânico para a Liberdade em Moçambique foi criado em 1968 a pedido da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), que tinha lançado uma luta armada de libertação nacional contra o domínio colonial português em 1964. Um ano mais tarde, o Comité alargou-se a Angola e à Guiné-Bissau, onde também se travava uma luta armada, passando a designar-se por Comité para a Liberdade em Moçambique, Angola e Guiné (CFMAG). O CFMAG funcionava como um grupo de pressão de campanha, com o objetivo de criar um apoio político alargado à FRELIMO, ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e ao Partido Africano da Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC). Trabalhou com todos os partidos políticos, com os movimentos operário e estudantil, com as igrejas, com as ONG e com muitos outros. Mantinha relações estreitas com o Movimento Anti-Apartheid e incentivava uma perspetiva regional para o futuro da África Austral. Organizou visitas de representantes dos movimentos de libertação e várias campanhas específicas de ajuda política e material, que culminaram na campanha "Fim da Aliança" de 1972/3. Após o golpe de 25 de abril de 1974 em Portugal e as subsequentes negociações entre o novo governo português e os movimentos de libertação, foi reconhecido o direito das colónias à independência total e imediata. O CFMAG organizou uma festa de vitória na Câmara Municipal de St Pancras, em 25 de junho de 1975, dia da Independência de Moçambique, e encerrou as suas actividades, com os objectivos alcançados.
          Durante a fase seguinte, foi criado o Centro de Informação de Moçambique, Angola e Guiné [Mozambique, Angola & Guine Information Centre] (MAGIC), com o apoio dos governos independentes, para desenvolver um trabalho de educação e informação. O trabalho de solidariedade política continuou através, primeiro, do Comité de Solidariedade com Angola e, depois, do Comité Moçambique-Angola, com especial ênfase no apoio ao MPLA durante a sua segunda guerra de libertação contra o exército sul-africano."

          PT/AHS-ICS/CONCP · Pessoa coletiva · 1961 - 1979

          Constituída em Casablanca, Marrocos, com representantes de dez organizações de Angola, Cabo Verde, Guiné, Goa, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

          É antecedido pelo MAC - Movimento Anti-Colonialista, fundado em dezembro de 1957, em Paris, numa reunião de vários nacionalistas das colónias portuguesas e pela FRAIN - Frente Africana para a Independência Nacional das Colónias Portuguesas, estabelecida durante a 2ª Conferência dos Povos Africanos, realizada em Tunes, em janeiro de 1960. A FRAIN foi criada por Amílcar Cabral, Hugo Azancot de Menezes, Lúcio Lara e Viriato da Cruz, reunindo inicialmente o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

          MPLA - Movimento Popular de Libertação de Angola
          PT-AHS-ICS-MPLA · Pessoa coletiva · 1956 -

          Algumas das suas publicações com carácter periódico: Angola in Arms; Boletim do Militante; Boletim de Informação; Leopardo; Vitória ou Morte; Vitória é Certa, A Vitória é Certa.

          The African Communist
          Pessoa coletiva · 1959 -

          Revista do Partido Comunista Sul-Africano com sede em Joanesburgo.

          UGEAN - União Geral dos Estudantes da África Negra
          PT-AHS-ICS-UGEAN · Pessoa coletiva · 1959-1966(?)

          A União Geral dos Estudantes da África Negra (UGEAN) começou a desenvolver-se no seio do Movimento Anticolonial entre 1959 e 1960 (MAC, fundado em 1957, em Paris). Sob a impulsão de José Carlos Horta e do Comité Diretor Provisório — constituído por Luís D'Almeida (Angola), José Fret (São Tomé e Príncipe), Carlos Rocha e Edmundo Rocha (Angola), e pelo próprio Horta (Moçambique) —, a UGEAN inicia as suas atividades com o objetivo de obter reconhecimento internacional por parte dos movimentos internacionais de estudantes, em particular da União Internacional de Estudantes (UIE, fundada em 1946, com sede em Praga). Paralelamente, começa a angariar as primeiras bolsas de estudo, destacando-se como bolseiros iniciais estudantes que mais tarde viriam a assumir algum papel de relevo na história pós-colonial destes países: João Cruz Pinto (Guiné), Manuel Pinto da Costa (São Tomé e Príncipe) e Artur Janeiro da Fonseca (Moçambique).

          Entre os dias 22 e 25 de setembro de 1961, realiza-se o Congresso Constitutivo da UGEAN em Rabat (Marrocos), revelando-se um grande sucesso e contando com importantes apoios da UIE e da CONCP, para além da presença de diversos dirigentes de movimentos progressistas africanos, com particular destaque para o MPLA, o PAI e a UDENAMO.

          Os anos seguintes são atribulados, marcados por disputas políticas e ideológicas, decorrentes do surgimento de organizações nacionais de estudantes associadas aos movimentos de libertação — em particular, a União Nacional dos Estudantes Moçambicanos (UNEMO), fundada em Paris em 1961 e com ligações à FRELIMO, e a União de Estudantes Angolanos (UNEA), fundada na Suíça em 1962 e com ligações à UPA. Apesar da realização do 2.º Congresso e de um Seminário sobre Unidade (1963, Rabat), a crise da UGEAN vai-se acentuando devido a estas disputas. O período seguinte é marcado pela progressiva fragmentação da organização. O 3.º Congresso, convocado para 1965, é cancelado, sendo substituído por uma reunião do Conselho Consultivo, realizada em Nuzov (Checoslováquia), entre 22 e 25 de setembro. Para além de várias decisões políticas, nesta reunião dá-se também a expulsão de José Carlos Horta da UGEAN.

          Desde então, a atividade da UGEAN entra em declínio, havendo pouca informação sobre o seu fim. No entanto, mantém-se a publicação de um boletim de informação no ano de 1966 (consultável em formato digital no AHS, com o código de referência: CAHS-MNA-150).