Boletim editado pela F.P.L.N e dirigida por Manuel Sertório
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Nota(s) de âmbito
documentação relacionada com publicações impressas produzidas em exilio, por motivos políticos
documentação relacionada com publicações impressas produzidas em exilio, por motivos políticos
Boletim editado pela F.P.L.N e dirigida por Manuel Sertório
Folha informativa do MPLA (Angola). Com este slogan, também editou brochuras.
Publicação editada pelo Centro de Convívio Português "Outubro".
A Associação Tchiweka Documentação foi fundada em 2006 e reconhecida em 2012, por decreto presidencial, como instituição de utilidade pública.
É uma associação sem fins lucrativos que tem como principal objetivo a promoção e divulgação de atividades que contribuam para preservar a memória e aprofundar o conhecimento sobre a luta de libertação e soberania nacional dos povos africanos, da ex CONCP e mais particularmente de Angola.
Com esse propósito, a ATD organiza e gere um Centro de Documentação que tem como principal acervo a documentação conservada por Lúcio Lara durante toda a sua trajetória política e militar. Para além disso, promove e divulga atividades de carácter científico, educativo e cultural; realiza encontros ligados à luta pela libertação de África e executar e promove projetos de investigação.
Informação disponível no site da Associação Tchiweka Documentação
Cadernos de circunstância era uma publicação de ciências sociais que analisava a situação política, económica e cultural em Portugal. Era editado no exílio em primeiro em Arcueil e mais tarde em Paris. Era socialista e revolucionário
A comissão coordenadora da publicação era composta pelas seguintes pessoas, com alguma flutuação entre os números: Alfredo Margarido, Aquiles de Oliveira, Fernando C. Medeiros, João Rocha, José Porto e Manuel Villaverde Cabral, Alberto Melo, João Freire, Jorge Valadas, José Hipólito dos Santos, José Rodrigues dos Santos.
"Cadernos socialistas" era uma publicação de ciências sociais sobre a situação em Portugal, que apresentava artigos por vários autores da esquerda, incluindo estrangeiros e portugueses no exílio. Era irregular, e era vendida em vários países (as primeiras duas edições contêm preços para Portugal, França, Argélia, Bélgica, Suíça, Inglaterra e Itália), e clandestinamente em Portugal. A primeira edição cresceu de um conjunto de textos para uma conferência que acabou por não acontecer, mas as edições seguintes consistiram em seleções de contribuições, algumas das quais sem autorização previa dos autores.
Publicou, com base em Argel, pelo menos 6 números deste boletim, entre 1964 e 1966.
Lúcio Rodrigo Leite Barreto de Lara (Caála, 9 de abril de 1929 — Luanda, 27 de fevereiro de 2016), também conhecido por seu nome de guerra Tchiweka, foi um físico-matemático, político, professor, ideólogo anticolonial e um dos membros fundadores (e presidente) do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
Juntou ao longo da sua vida documentação relativa à libertação das então colónias portuguesas, editando várias obras com base nesses documentos. A Associação Tchiweka de Documentação tem continuado a dinamizar o seu acervo.
Algumas das suas publicações com carácter periódico: Angola in Arms; Boletim do Militante; Boletim de Informação; Leopardo; Vitória ou Morte; Vitória é Certa, A Vitória é Certa.
Jornal elaborado com a colaboração de 4 clubes: Clube dos Jovens Trabalhadores Portugueses de Paris, Clube dos Trabalhadores de Brie, Centro de Difusão da Cultura Portuguesa, Associação Resistência e Trabalho (da Holanda).
(Explicação dada no Nº1)
Jornal fundado em 1956 por um núcleo de portugueses emigrados e opositores ao Estado Novo, residentes em São Paulo, Brasil. Ao longo dos seus 19 anos de existência, teve dois diretores: Octávio Martins de Moura (1956 – setembro de 1970) e Edison Rodrigues Chaves (outubro de 1970 – novembro de 1975). Contou com a colaboração de várias figuras de destaque, como Adolfo Casais Monteiro, Fernando Lemos e Jorge de Sena, entre outros.
"organização de coordenação de estudantes apoiada pelo Partido Comunista presidida por António Barreto, então estudando na Suiça. "
Publicação periódica editada pela Grupo Português Unitário em Amsterdão.
Publicação editada pela União dos Estudantes Portugueses em França. Ao longo da publicação mudou o subtítulo, tendo sido publicado entre 1965 e 1966 uma primeira série e iniciada uma nova em 1969.
A União Geral dos Estudantes da África Negra (UGEAN) começou a desenvolver-se no seio do Movimento Anticolonial entre 1959 e 1960 (MAC, fundado em 1957, em Paris). Sob a impulsão de José Carlos Horta e do Comité Diretor Provisório — constituído por Luís D'Almeida (Angola), José Fret (São Tomé e Príncipe), Carlos Rocha e Edmundo Rocha (Angola), e pelo próprio Horta (Moçambique) —, a UGEAN inicia as suas atividades com o objetivo de obter reconhecimento internacional por parte dos movimentos internacionais de estudantes, em particular da União Internacional de Estudantes (UIE, fundada em 1946, com sede em Praga). Paralelamente, começa a angariar as primeiras bolsas de estudo, destacando-se como bolseiros iniciais estudantes que mais tarde viriam a assumir algum papel de relevo na história pós-colonial destes países: João Cruz Pinto (Guiné), Manuel Pinto da Costa (São Tomé e Príncipe) e Artur Janeiro da Fonseca (Moçambique).
Entre os dias 22 e 25 de setembro de 1961, realiza-se o Congresso Constitutivo da UGEAN em Rabat (Marrocos), revelando-se um grande sucesso e contando com importantes apoios da UIE e da CONCP, para além da presença de diversos dirigentes de movimentos progressistas africanos, com particular destaque para o MPLA, o PAI e a UDENAMO.
Os anos seguintes são atribulados, marcados por disputas políticas e ideológicas, decorrentes do surgimento de organizações nacionais de estudantes associadas aos movimentos de libertação — em particular, a União Nacional dos Estudantes Moçambicanos (UNEMO), fundada em Paris em 1961 e com ligações à FRELIMO, e a União de Estudantes Angolanos (UNEA), fundada na Suíça em 1962 e com ligações à UPA. Apesar da realização do 2.º Congresso e de um Seminário sobre Unidade (1963, Rabat), a crise da UGEAN vai-se acentuando devido a estas disputas. O período seguinte é marcado pela progressiva fragmentação da organização. O 3.º Congresso, convocado para 1965, é cancelado, sendo substituído por uma reunião do Conselho Consultivo, realizada em Nuzov (Checoslováquia), entre 22 e 25 de setembro. Para além de várias decisões políticas, nesta reunião dá-se também a expulsão de José Carlos Horta da UGEAN.
Desde então, a atividade da UGEAN entra em declínio, havendo pouca informação sobre o seu fim. No entanto, mantém-se a publicação de um boletim de informação no ano de 1966 (consultável em formato digital no AHS, com o código de referência: CAHS-MNA-150).