Jules Charles Henri Petiot, chamado Daniel-Rops, nasceu a 19 de janeiro de 1901 em Épinal e faleceu em 27 de julho de 1965 em Tresserve, foi um historiador e escritor francês.
Foi professor de História em Chambéry, Amiens e Paris, e depois no liceu Pasteur de Neuilly. Iniciou a sua carreira literária: entre 1918 e 1922 os seus poemas e novelas foram editados pelo seu amigo Pierre Coutras. Em 1923, fundou com Georges Gimel a revista literária trimestral Tentatives.
No seu primeiro volume de ensaios intitulado Notre inquiétude (1926), adotou o pseudónimo Daniel-Rops, que usou ao longo de toda a sua carreira literária. Em 1929, publicou o seu primeiro romance, L'Âme obscure. A partir de 1931, (re)converteu-se ao catolicismo, sob a influência de Alexis Presse, abade cisterciense. Participou nas atividade da "Ordem Nova", uma organização política que defendia o personalismo (uma postura intelectual que enfatiza a importância do ser humano), do qual se afastará em 1935.
Colaborou com semanários católicos como Temps présent (originalmente chamado Sept).
No seguimento pelo seu interesse pela religião e Igreja Católica, entre 1941 e 1944 escreveu Le Peuple de la Bible et Jésus en son temps, obra a que se segue a Histoire de l'Église du Christ, que se interrompe com a sua morte em 1965 (Foram publicados 14 volumes).
Foi eleito membro da Academia Françesa em 1955.