Luta Armada (1964-1974)

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

  • Como mencionado no Dicionário de História do Estado Novo, a luta armada é considerada como "acções desencadeadas por grupos civis organizados de índole político-militar que ambicionavam o desgaste da retaguarda do regime através de iniciativas cuja natureza e caráter exemplar que pudessem mobilizar a a população contra o poder do estado Novo ou a preparação de um levantamento armado”.
    No contexto português destaca-se a atividade de grupos como Grupos Antifascistas de Combate (GAC); Grupos de Acção Popular (GAP/FAP); Liga de União e Acção Revolucionária (LUAR); Acção Revolucionária Armada (ARA) e Brigadas Revolucionárias (BR).

    Para além da luta armada no contexto português, optou-se por incluir os diversos Movimentos Nacionalistas Africanos e a sua produção escrita sobre a luta armada no âmbito da guerra colonial.

Nota(s) da fonte

Mostrar nota(s)

    Termos hierárquicos

    Luta Armada (1964-1974)

    Luta Armada (1964-1974)

      Termos equivalentes

      Luta Armada (1964-1974)

        Termos associados

        Luta Armada (1964-1974)

          5 Pessoas, Entidades resultados para Luta Armada (1964-1974)

          5 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
          Antunes, Carlos.
          Pessoa singular · 1938-2021

          Antifascista, fundador das Brigadas Revolucionárias (BR) e do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), Carlos Antunes nasceu em São Pedro (Braga), em 1938. Em 1955 adere ao Partido Comunista Português (PCP), passando quatro anos mais tarde à clandestinidade. Em 1963 vai para a Roménia, onde se junta à Rádio Portugal Livre, e em 1966 instala-se em Paris onde será responsável pela organização do PCP e pela fundação, em 1969, dos Comités de Ajuda à Luta do Povo Português.

          Questões relacionadas com a invasão da Checoslováquia, a guerra colonial e a defesa da luta armada levam a que rompa com o PCP e venha a fundar com Isabel do Carmo as Brigadas Revolucionárias (BR), regressando clandestinamente a Portugal e organizando e participando em várias ações armadas contra o regime, nomeadamente contra o seu aparelho e infraestruturas militares. Uma dessas ações ocorreu em julho de 1971, quando largam em Lisboa dois porcos com trajes de almirante, numa alusão à fraude eleitoral que reelegera Américo Tomás.

          Em 1973, uma cisão na Frente Patriótica de Libertação Nacional leva à criação do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP).

          Dirigiu com Isabel do Carmo o jornal “Revolução”, porta-voz do PRP-BR, que foi publicado entre 1974 e 1977, e o jornal “Página Um”, publicação igualmente próxima do PRP, editado de 1976 a 1978.

          Em 1978 Carlos Antunes e Isabel do Carmo, entre outros militantes do PRP, são presos e acusados de vários crimes/ações armadas e de assaltos a bancos. Ao fim de vários anos de prisão preventiva, uma primeira condenação, protestos e greves de fome acabariam por ser absolvidos após julgamento e libertados em 1982.
          -Museum do Aljube

          Carmo, Isabel do
          Pessoa singular · 1940-

          Maria Isabel Augusta Cortes do Carmo (Barreiro, 12 de setembro de 1940) é uma médica, professora e ativista antifascista portuguesa. Em 2004 foi condecorada pelo presidente Jorge Sampaio com o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade.

          Enquanto estudante de medicina participou nas lutas académicas de 1962. Foi dirigente da Ordem dos Médicos até ao seu encer´ramento pelo Estado Novo em 1972. Foi fundadora e dirigente, em conjunto com Carlos Antunes do grupo Brigadas Revolucionárias (BR), criado em 1970 e mais tarde também do partido político, que lhe servia de fachada, o Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), criado em 1973. Posteriormente à revolução de 25 de abril de 1974, durante o Processo Revolucionário em Curso desenvolveu atividade política nas ruas, empresas e fábricas. Em 1978 foi detida sob a acusação de autoria moral da ações armadas, das quais foi mais tarde ilibada e negou sempre ter tido qualquer papel na colocação das bombas. Em 1989, liderou a Comissão Pró-Amnistia Otelo e companheiros

          LUAR - Liga de União e Acção Revolucionária
          PT-AHS-ICS-LUAR · Pessoa coletiva · 1967-1976

          Organização de luta armada criada, sobretudo, por elementos no exílio em França. Apesar de publicamente apresentada em Junho de 1967, a primeira acção da Liga de União e Acção Revolucionária teve lugar em Maio, a “Operação Mondego”, com o assalto à agência do Banco de Portugal na Figueira da Foz. O destino do dinheiro conseguido será um dos mais graves e perenes motivos de conflito entre os seus membros. A LUAR preparou um audacioso plano, nunca executado, de ocupação armada da Covilhã no ano seguinte. Realizou ainda assaltos aos consulados portugueses de Roterdão e do Luxemburgo, obtendo passaportes, bilhetes de identidade, carimbos e outros documentos destinados à actividade clandestina e à falsificação, e, dando corpo ao anticolonialismo preconizado, em apoio às lutas de independência, executou atentados contra o aparelho militar colonial.
          Entre os seus membros contam-se o seu líder Hermínio da Palma Inácio, Fernando Echevarría, Emídio Guerreiro, Fernando Pereira Marques ou Camilo Mortágua.
          Minada por várias divergências ideológicas e estratégicas, de concepção da luta armada e por questões práticas, levando a uma ruptura que se traduziu no facto de duas organizações se revindicarem do mesmo nome, a LUAR chega ao 25 de Abril com a componente de luta armada praticamente desactivada, mantendo ainda a publicação do jornal "Fronteira". Com o regresso dos seus militantes a LUAR é legalizada e participa activamente no processo revolucionário junto dos movimentos populares e do campo do chamado "poder popular", integrando no Verão de 1975 a Frente de Unidade Revolucionária (FUR).