Moçambique

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

Nota(s) da fonte

    Mostrar nota(s)

      Termos hierárquicos

      Termos equivalentes

      Moçambique

        Termos associados

        Moçambique

          42 Pessoas, Entidades resultados para Moçambique

          30 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
          Afonso, Aniceto.
          Pessoa singular · 1942 -

          Oficial de Artilharia. Fundador do MFA de Moçambique. Em Setembro de 1973, foi colocado na CHERET – QG/RMM, em Nampula

          África Ilustrada
          Pessoa coletiva · 1944 -

          Revista mensal publicada em Lourenço Marques, actual Maputo, Moçambique.

          Almeida, José Augusto da Costa
          Pessoa singular · 1912-1988

          Militar português, foi Governador Geral e Comandante Chefe das Forçass Armadas em Moçambique (1964-1968).

          Archer, Maria.
          PT AHS-ICS MArcher · Pessoa singular · 1899 - 1982

          Maria Archer nasceu em Lisboa a 4 de janeiro de 1899. Foi a primeira de seis irmãos e começou cedo, a viajar com os pais e a acompanhá-los - Ilha de Moçambique (1910-13) e Guiné-Bissau (1916-18). Em 1921, vive em Faro com a família e aí casa com Alberto Passos, indo viver para o Ibo – Moçambique. Cinco anos depois regressam a Faro e de seguida vão para Vila Real, tendo o casamento durado apenas dez anos. Em 1932, parte para Angola, ao encontro de seus pais. Em Luanda, publica o seu primeiro livro - Três Mulheres (1935) – com o apoio de Pinto Quartin. Escreve para os jornais e vê-se confrontada com a incompreensão da própria família, designadamente aquando da publicação do romance Aristocratas (1945), uma vez que os elementos autobiográficos chocam os mais próximos de si. Em 1943, escreve com Branca de Gonta Colaço Memórias da Linha de Cascais. No mesmo ano publica uma apresentação sobre os Parques Infantis, a convite de Fernanda de Castro. Participa em várias conferências, em Lisboa e no Porto, e faz várias entrevistas como jornalista. Em 1955, parte para o Brasil, por considerar a censura como intolerável. Os livros Ida e Volta duma Caixa de Cigarros (1938) e Casa Sem Pão (1947) tinham sido proibidos. Conhecedora da situação africana, desde muito cedo compreende a tendência para a emancipação dos povos coloniais, no que se aproxima de Henrique Galvão, quer nas preocupações culturais, quer nas políticas. Acompanha, por isso, o julgamento do antigo fundador da Emissora Nacional, tornado crítico da política de Salazar em Angola, que decorreu no Tribunal Militar de Santa Clara. Defensora dos direitos das mulheres tem na sua escrita a afirmação clara da exigência do necessário reconhecimento de uma igualdade substancial, deixando na sua obra a marca indelével da afirmação da democracia.

          adaptado de A VIDA DOS LIVROS, Guilherme Oliveira Martins, 2022-01

          Barros, Pedro Correia de
          Pessoa singular · 1911-1968

          Militar português, exerceu o cargo de Governador de Macau entre 1956 e 1958 e de Governador de Moçambique entre 1958 e 1961.

          Camacho, Gabriel de Medina.
          Pessoa singular · 1882-19[?]

          A PSP cerca o edifício de O Rebate e encerra o jornal. São presos o chefe de redacção Pinto Quartin e Gabriel de Medina Camacho, redactor principal [24/07/1928] (CONFIRMAR)

          Diretor do jornal Comércio da Beira (Moçambique) - Jornal com tiragem nos anos de 1928-29 e de 1932-1937, pertencente aos maçons do Capítulo 19 de Junho (Beira).

          Foi redator principal d'O Colonial: Semanário Independente (Beira) (publicado entre 1929 e 1930).

          [Em 1932, estava deportado em Cabo Verde. Em 28/12/1932, foi comunicado pelo Ministério do Interior que estava abrangido pela amnistia de 05/12/1932: regressou e apresentou-se na SVPS em 16/01/1933.]

          Publica o livro "A bailarina dos olhos brancos" em co-autoria com António C. Rocha em 1934 (Lisboa).

          Integrou a Comissão Central do Movimento de Unidade Democrática de Moçambique (1945)

          Foi chefe de redação do vespertino semanal Notícias da Tarde, propriedade do jornal Notícias (Lourenço Marques) (jornal publicada entre 1952 e 1969).

          PT/AHS-ICS/CONCP · Pessoa coletiva · 1961 - 1979

          Constituída em Casablanca, Marrocos, com representantes de dez organizações de Angola, Cabo Verde, Guiné, Goa, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

          É antecedido pelo MAC - Movimento Anti-Colonialista, fundado em dezembro de 1957, em Paris, numa reunião de vários nacionalistas das colónias portuguesas e pela FRAIN - Frente Africana para a Independência Nacional das Colónias Portuguesas, estabelecida durante a 2ª Conferência dos Povos Africanos, realizada em Tunes, em janeiro de 1960. A FRAIN foi criada por Amílcar Cabral, Hugo Azancot de Menezes, Lúcio Lara e Viriato da Cruz, reunindo inicialmente o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

          Cordeiro, Albano
          Pessoa singular · 1939-2024
          COREMO - Comité Revolucionário de Moçambique
          PT-AHS-ICS-COREMO · Pessoa coletiva · 1965-1974

          O COREMO (Comité Revolucionário de Moçambique) surgiu em 1965 em Lusaka, como resultado da união de dissidentes da FRELIMO, UDENAMO (facções de Adelino Gwambe e Paulo Gumane), MANC e MANU. O movimento propunha a luta armada contra o colonialismo português e tinha como base o interior de Moçambique.

          A atividade do COREMO sofreu divisões internas e disputas pelo poder, destacando-se a expulsão de Adelino Gwambe em 1966 e a eleição de Paulo Gumane como presidente. Viria ainda a ter um órgão militar, o EREPOMO (Exército Revolucionário do Povo de Moçambique), que, em 1 de Setembro de 1967, disporia de 200 elementos armados e treinados.

          Apesar desta capacidade militar, o COREMO foi progressivamente enfraquecido por conflitos internos e deserções para a FRELIMO, que tinha maior reconhecimento internacional. Em 1971, já estava praticamente extinto e não era reconhecido pela OUA como movimento de libertação.

          Correia, Pedro Pezarat.
          Pessoa singular · 1932 -

          Pedro de Pezarat Correia nasceu no Porto em 16 de novembro de 1932. Fez o curso liceal no Colégio Militar e a licenciatura em Ciências Militares na então Escola do Exército em 1954. Oficial general reformado desde 1986.

          Esteve em seis comissões durante a Guerra Colonial (Índia, Moçambique, Angola e Guiné). Participante, desde as suas origens, na movimentação militar que desembocou o 25 de Abril de 1974, integrou o Conselho da Revolução desde a sua criação em março de 1975 até à sua extinção em outubro de 1982 e, nessa qualidade, comandou a Região Militar do Sul.

          Na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra instalou e lecionou a cadeira de Geopolítica e Geoestratégia. Conferencista no IDN, UAL e outros institutos superiores militares. Autor e coautor de muitas dezenas de livros e trabalhos sobre geopolítica e geoestratégia, estratégia e conflitos, 25 de Abril, Guerra Colonial e descolonização. Especificamente na área militar é autor de Centuriões ou pretorianos bem como de Manual de Geopolítica e Geoestratégia.

          Crespo, Vítor Manuel Trigueiros.
          Pessoa singular · 1932 - 2014

          Oficial da Armada. Colaborou na redacção do Programa do Movimento das Forças Armadas. Alto-Comissário em Moçambique (Setembro de 1974 a Junho de 1975). Ministro da Cooperação no VI Governo Provisório (Setembro de 1975 a Julho de 1976) e membro do Conselho da Revolução.

          Ferreira, Eusébio da Silva
          Pessoa singular · 1942-2014

          Natural de Moçambique, é considerado um dos melhores futebolistas de todos os tempos.

          Ferreira, José da Silva Pinto.
          Pessoa singular · ?-2013

          Foi Oficial Pára-Quedista. Comandante dos Grupos Especiais de Pára-Quedistas (GEP)

          Ferreira, Reinaldo.
          Pessoa singular · 1897 - 1935

          Reinaldo Ferreira, conhecido como Repórter X (10 de agosto de 1897, Lisboa - 4 de outubro de 1935, Lisboa) foi um jornalista, cineasta, dramaturgo e ficcionista português.

          Iniciou a sua carreira jornalística em 1914, no jornal A Capital. Em Junho de 1917, já jornalista de O Século, assinou o seu primeiro folhetim, disfarçado sob a forma de ‘cartas à redação’ de um leitor - “Mistérios da Rua Saraiva de Carvalho”, que descreviam um crime sangrento, apresentado como sendo real. Também desse ano, data a sua célebre entrevista com Mata Hari, totalmente fictícia (jornal O Mundo).

          Foi para Paris em 1920, mas em 1921 mudou-se para Barcelona, regressando depois a Portugal. Escreveu uma crónica atacando o ditador Primo de Rivera, assinando «Repórter». O tipógrafo leu um X no final da palavra, nascendo assim o seu pseudónimo. Já com a revista ABC, foi enviado à Rússia, em 1925, para acompanhar os eventos após a morte de Lenine. Em Paris, escreveu uma entrevista forjada a Conan Doyle e crónicas vindas de Moscovo - também elas forjadas, já que nunca saiu da capital francesa.

          Em 1926 fixou-se no Porto, escrevendo simultaneamente para a revista ABC e para O Primeiro de Janeiro. Em março desse ano, deu-se o assassinato da atriz Maria Alves, estrangulada num táxi e lançada morta para a sarjeta. Reinaldo Ferreira, inspirando-se em anteriores crimes e num romance espanhol conseguiu adivinhar o culpado pelo crime. Em 1930 fundou em Lisboa o jornal Repórter X.

          Fundou uma empresa de cinema - Repórter X Film - produzindo filmes e documentários como Táxi Nº 9297, inspirado na morte de Maria Alves, e Rita ou Rito?. Escreveu dezenas de livros e folhetos semanais de novelas policiais.

          Gabriel Maurício Teixeira
          PT-AHS-ICS-MGT · Pessoa singular · 1897-1973

          Militar e político português. Capitão-de-Mar-e-Guerra, foi também governador do Distrito de Cabo Delgado – Moçambique (1932-1933), governador de Macau (1940-46), governador-geral de Moçambique (1946-1958) e administrador estatal do Banco Nacional Ultramarino (1959-1962). Deputado nas legislaturas II (1938-42, parte de mandato suspenso para ser Governador de Macau), IV (1945-49, parte de mandato suspenso para ser Governador de Moçambique), IX (1965-69). Conhecido como “Comandante”.

          Gomes, Francisco Costa
          Pessoa singular · 1914-2001

          Militar e político português. Foi comandante das Regiões Militares de Moçambique (1965-1969) e de Angola (1970-1972). Fez parte da Junta de Salvação Nacional e ocupou o cargo de presidente da república entre 1974 e 1976.

          Gonçalves, Firmino Cansado.
          PT AHS-ICS CG · Pessoa singular · 1903 -1985

          Cansado Gonçalves, nascido em 1903, foi um dos principais dirigentes do PCP na década de 30, integrando inúmeros secretariados. É uma das figuras de proa do conjunto de dirigentes que ficou conhecido como "grupelho provocatório" ou "grupo do Rossio". Ainda que estivesse afastado do Secretariado quando se dá a tomada de poder pelo grupo dos amnistiados liderados por Júlio Fogaça que vão proceder à refundação do PCP em 1940.Cansado Gonçalves foi presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras de Lisboa, em 1931, época em que adere ao PCP. Amigo de Avelino Cunhal e foi através de Cansado Gonçalves que Álvaro Cunhal teve os primeiros contactos com o PCP na Faculdade de Direito de Lisboa. Com Cunhal participa em vários grupos de acção estudantil. É ele que, com Carolina Loff, está ao lado de Álvaro Cunhal na doutrinação a favor do Pacto Germano Soviético. Em 1939, ainda antes da reorganização de Fogaça, é afastado do Secretariado por "gastos indevidos e falta de confiança". Já nos 60 embarca para Moçambique onde lecciona história num Liceu de Lourenço Marques. Após o 25 de Abril regressa a Lisboa, onde morre em 1985.

          Gumane, Paulo José.
          Pessoa singular · 1918 - c. 1977

          Foi um dirigente político e líder guerrilheiro moçambicano durante a luta de libertação de Moçambique. Foi um dos membros fundadores da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), tendo mais tarde se separado do movimento. Esteve envolvido em várias organizações políticas, com destaque para o COREMO, com base em Lusaka, e do qual foi presidente entre 1966 e 1974.
          Após a conquista da independência nacional de Moçambique, fundou em conjunto com outros líderes políticos oposicionistas o Partido da Coligação Nacional.
          Acredita-se que terá sido executado entre 1977 e 1981 juntamente com outros dissidentes da FRELIMO.

          Horta, José Carlos
          PT/AHS-ICS/JCH · Pessoa singular · 1935-2020

          José Carlos Horta nasceu em Inhamússua, Homoíne, Moçambique, em 16 de dezembro de 1935.
          Participou no Núcleo Clandestino dos Alunos do Liceu Nacional Salazar de Lourenço Marques entre os anos de 1951 e 1953. Foi preso pela PIDE, junto a outros alunos do Liceu Nacional Salazar, em março de 1953, acusados de lerem e discutirem livros e revistas proibidos pelo regime português. Ao cabo de duas semanas foram libertados.

          Em Dezembro de 1953, mudou-se para Liège, Bélgica, para prosseguir seus estudos universitários, onde integrou um círculo de estudantes de esquerda. No verão de 1957, participou, como membro da delegação belga, no Sexto Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, em Moscovo, onde conheceu Marcelino dos Santos, Mário Pinto de Andrade e Aquino de Bragança. No inverno e primavera de 1958, albergou, em Liège, Viriato da Cruz, fundador do movimento “Vamos Descobrir Angola”, do Partido Comunista Angolano (PCA) e do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Viriato havia saído de Angola em 10 de Setembro de 1957, rumo a Paris, com breve passagem por Lisboa, para não ser preso pela PIDE; apareceu em Liège, à procura de Horta, com uma carta de apresentação de Marcelino dos Santos. Ambos estabelecem uma amizade que perduraria até a morte de Viriato em Pequim, em 13 de junho de 1973. De acordo com seu amigo Edmundo Rocha, “Liège serviria de porto e abrigo a vários nacionalistas angolanos”, como Marcelino dos Santos, Mário de Andrade e o próprio Viriato da Cruz.

          Colaborou com o Movimento Anti-Colonialista (MAC) e, depois, com a Frente Revolucionária Africana para a Independência Nacional das Colónias Portuguesas (FRAIN) formada pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) de que foi conselheiro.
          De 1960 a 1961, desempenhou as funções de conselheiro político do MPLA, durante o período de instalação em Conacri e em Leopoldville dos seus dirigentes (1959-1961). Em Liège assegurou várias ligações entre militantes, editou os primeiros cartões de membro, o programa, os estatutos e o regulamento interno do MPLA. Também editou o livro “Le Procès des Cinquante”, que denunciava a prisão de nacionalistas em Angola, em 1959. O livro contém uma introdução não assinada de Viriato da Cruz e um texto assinado por Mário de Andrade, a quem seu irmão, Joaquim Pinto de Andrade, de Luanda, enviou informação sobre as prisões, sobre os presos políticos e respetivas fotografias, ao mesmo tempo que apoiava as suas famílias, juntamente com Arminda Faria, entre outros nacionalistas.

          Dentre os estudantes das colónias africanas portuguesas que se encontravam no exterior, foi Horta o primeiro a lançar a ideia de uma organização de jovens africanos. Em finais de 1959, assim escreve ao amigo Viriato da Cruz: “A melhor lição que lá [no Sétimo Festival da Juventude e dos Estudantes de Viena] recebi foi a necessidade de uma associação para estudantes. A cada passo pude avaliar essa necessidade que pareceu imperiosa... todas as associações beneficiam de bolsas...”. Entre 1959 e 1965, foi fundador e dirigente da União Geral dos Estudantes da África Negra sob Dominação Colonial Portuguesa (UGEAN), tendo organizado os seus primeiro (1961) e segundo (1963) congressos, que ocorreram em Rabat, Marrocos. Em Janeiro de 1961, em virtude dessas atividades, tem recusada a renovação da sua autorização de residência na Bélgica como estudante. Da Bélgica, segue para a Alemanha Oriental. Em Outubro de 1961, José Carlos Horta e o angolano Luís de Almeida são acusados pela PIDE de “intensa actividade subversiva contra as províncias ultramarinas portuguesas” e de estarem “a provocar o êxodo de estudantes africanos residentes em Portugal” (êxodo conhecido como a “Fuga dos Cem”). A PIDE lançou, a seguir, um pedido de captura contra Horta. É expulso da UGEAN em 1965, após decisão do seu Conselho Consultivo em reunião ocorrida entre 22 e 25 de setembro desse mesmo ano, em Nuzov, Checoslováquia. Tem-se, por conseguinte, o seu afastamento do MPLA. Viaja para Argel (Argélia) em novembro de 1965, com um laissez-passer da República Democrática Alemã, inscrevendo-se no Bureau Algérien de Protection aux Réfugiés et Apatrides (BAPRA). Refugia-se em Argel até 1974. No verão de 1975, instala-se em Portugal (Algés). Profissionalmente, atuou como engenheiro de logística de transporte, função que lhe exigia recorrentes viagens internacionais.
          *****adaptado de Angela Lazagna, 2020