Zona de identificação
Código de referência
Título
Data(s)
- 1971-1973 (Produção)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
7 doc.(jornal); papel
Zona do contexto
Nome do produtor
História administrativa
"Em dezembro de 1971 é publicado o número inicial de “O Grito do Povo”. Na génese deste jornal estão nomes como Pedro Baptista, José Manuel Penafort de Campos, Francisco Morais e Rui Ramos Loza."
Nome do produtor
História administrativa
A Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa resultou da fusão, no final de 1972, de O Comunista e de O Grito do Povo, grupos que se organizavam em torno de publicações com o mesmo nome.
O Grito do Povo surge no Porto em finais de 1969 a partir de sectores ligados ao meio estudantil, aos chamados Comités de Base, e a zonas do operariado local. Reflecte a ambiência cultural e juvenil portuense e a influência do Maio de 68, bem como marcas difusas de trotskismo, maoismo e socialismo radical. Apesar da base estudantil, O Grito do Povo procura penetrar nos meios fabris criando os Comités Operários, organização sindical clandestina. Em 1971 começa a publicação do jornal o “O Grito do Povo” e são lançados os Comités Revolucionários de Estudantes Comunistas (CRECs), que editam “Viva a Revolução”, e a estrutura frentista Núcleos Sindicais de Base. Implantado no Porto, estenderá a sua influência também a Coimbra.
O Comunista foi criado em Paris em 1968 por Hélder Costa e elementos vindos do Comité Marxista-leninista Português (CMLP) e do Partido Comunista Português (PCP). A partir de Dezembro de 1968 edita o jornal “O Comunista”. Revelando inicialmente alguma sedução pelo guerrilheirismo e rejeitando o centralismo democrático, o grupo não se via como vanguarda e apresentava uma estrutura federalista, dispondo os núcleos de considerável autonomia. Defendendo a luta armada, O Comunista assume alguma continuidade relativamente à Frente Acção Popular (FAP).
O Grito do Povo estabeleceu desde 1969/1970 contactos com O Comunista, que se consolidam entre 1970 e 1972. Este processo de aproximação, reflectindo-se em debates ideológicos em torno do federalismo e do centralismo democrático, levou a cisões, como o abandono do Núcleo Maria Albertina e do Núcleo José de Sousa.
A OCMLP desenvolverá importante actividade através dos núcleos no estrangeiro, nomeadamente em França junto da emigração, com imprensa própria e actividades culturais. O activismo anticolonial era uma dos vectores principais da actividade da organização. Para desenvolver trabalho nas Forças Armadas foram criados os Comités de Soldados e Marinheiros Vermelhos e foram ainda dinamizados Comités de Desertores em França, Holanda, Dinamarca e Suécia.
A partir de 1973/1974 a organização viu-se fragilizada por algumas prisões, disputa acesa pelo poder e violentas dissidências internas. Depois de 25 de Abril de 1974 estimula a criação da Frente Eleitoral de Comunistas (Marxistas-leninistas) [FEC (ml)] que participou nas eleições para a Assembleia Constituinte. Em 1976, juntamente com o CMLP e a Organização Revolucionária Portuguesa Comunista (marxista-leninista) [ORPC (ml)], está na criação do Partido Comunista Português (Revolucionário) [PCP (R)].
Entidade detentora
História do arquivo
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Zona do conteúdo e estrutura
Âmbito e conteúdo
Jornal operário comunista inicialmente ligado à organização com o mesmo nome, criada no Porto em 1969. A partir do Nº10 de Março de 1973, o jornal apresenta-se como órgão central da OCMLP.
Existências: Nº1 (Dezembro 1971), Nº2 (Fevereiro 1972), Nº3 (Abril 1972), Nº4 (Maio 1972) [repetido], Nº5 (Junho-Julho 1972); Suplemento do Exterior de 1 de Maio de 1973; Nº18 (Setembro 1973).
Avaliação, seleção e eliminação
Incorporações
Sistema de organização
Zona de condições de acesso e utilização
Condições de acesso
Condiçoes de reprodução
Idioma do material
Sistema de escrita do material
Notas ao idioma e script
Características físicas e requisitos técnicos
Instrumentos de descrição
Zona de documentação associada
Existência e localização de originais
Existência e localização de cópias
Unidades de descrição relacionadas
Número 1 e 2 e outros números digitalizados em: http://casacomum.org/cc/arquivos?set=e_8953
Zona das notas
Identificador(es) alternativo(s)
Pontos de acesso
Pontos de acesso - Assunto
Pontos de acesso - Local
Pontos de acesso - Nomes
Pontos de acesso de género (tipologias documentais)
Identificador da descrição
Identificador da instituição
Regras ou convenções utilizadas
Estatuto
Nível de detalhe
Datas de criação, revisão, eliminação
acrescentadas descrições relacionadas. 2023.07, ip