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            4 Pessoas, Entidades resultados para Revoluções

            Antunes, Ernesto Melo.
            PT/AHS-ICS/EMAntunes · Pessoa singular · 1933 - 1999

            Ernesto Augusto de Melo Antunes nasceu em Lisboa a 2 de outubro de 1933, foi militar, político, sociólogo e politólogo.
            Participou no Movimento dos Capitães, responsável pelo 25 de abril e pela queda do Estado Novo e, nesta condição, foi um dos originais redatores do Programa do Movimento das Forças Armadas. A sua intervenção foi decisiva pela direção moderada que tomou o sistema político português, a partir de Agosto-Setembro de 1975, tendo sido autor do “Documento dos Nove”.

            Foi várias vezes Ministro sem Pasta e ainda Ministro dos Negócios Estrangeiros durante os Governos Provisórios, após o 25 de Abril de 1974. Foi Presidente da Comissão Constitucional do Conselho da Revolução (1976-1982). Com a extinção deste foi nomeado Conselheiro de Estado, cargo que desempenharia até à sua morte ocorrida, em 10 de Agosto de 1999.

            Arshinov, Piotr Andreyevich
            Pessoa singular · 1887-1937

            Piotr Andreyevich Arshinov, anarquista russo e intelectual, que nasceu na Rússia (então Império Russo) em 1997 e morreu c. 1937.

            A sua família era da classe trabalhadora, da região de Penza. Aos 17 anos, mudou-se para a região do Turquestão Russo, trabalhando como maquinista. Quando se iniciou a Revolução de 1905, Arshinov juntou-se à fação Bolchevique do Partido Social Democrata Russo, editando o jornal Molot.

            Arshinov foi para a Ucrânia e juntou-se aos anarquistas. Liderou uma célula terrorista anarquista e organizou uma série de ataques. Foi preso e condenado à pena de morte pelo homicídio de um patrão, mas conseguiu escapar, fugindo para a França e depois para a Áustria-Hungria, onde fez tráfico de armas e contrabando de propaganda anarquista. Aí, foi preso em 1911 e extraditado para a Rússia, sendo condenado a 20 anos de prisão.

            Na prisão conheceu o anarquista ucraniano Nestor Makhno. Depois da Revolução de Fevereiro (1917), ambos foram libertados devido a uma amnistia geral. Makhno tornou-se o líder de um movimento popular na Ucrânia após a Revolução de Outubro. Arshinov, juntamente com outros anarquistas russos, juntou-se a ele. Seguiu-se um período conflituoso e complexo. Arshinov permaneceu com Makhno até 1921, quando foi para a Alemanha.

            Já em Berlim completou a sua "História do Movimento Makhnovista". Mudou-se então para Paris onde estabeleceu o jornal anarquista Delo Truda. Participou na publicação da "Plataforma Organizadora da União Geral dos Anarquistas", que estabelecia um enquadramento sobre como anarco-comunistas se deveriam organizar.

            Nos anos 30, Arshinov abandonou a orientação anarquista e começou a expressar apoio pelo governo soviético de Stalin. Ele e a mulher decidiram regressar à sua pátria - o que fizeram em 1934. Três anos depois, Arshinov foi preso e executado durante a Grande Purga.

            Caetano, Marcelo.
            Pessoa singular · 1906 - 1980

            Marcelo Caetano (Santo André, Lisboa, 17 de agosto de 1906 – Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1980) foi o último Presidente do Conselho do regime do Estado Novo.

            Inicialmente ligado aos círculos políticos monárquicos católicos do Integralismo Lusitano, participou na fundação da Ordem Nova (1926–1927), um movimento antimoderno, antiliberal e antidemocrático.

            Apoiou a Ditadura Militar de 1926 a 1928, afastando-se dos monárquicos, e depois o regime de Salazar, participando na redação do Estatuto do Trabalho Nacional e da Constituição de 1933. Sendo Presidente da Direção do Grémio dos Seguradores, integrou a Câmara Corporativa, na I Legislatura, tendo sido nomeado pelo Conselho Corporativo nas restante 3 legislaturas (III, V, VI) em que pertenceu a este órgão. Em 1934 apresentou o projeto de Código Administrativo.

            Foi comissário nacional da Mocidade Portuguesa (1940–1944), ministro das Colónias (1944–1947), presidente da Comissão Executiva da União Nacional (1947-1949), presidente da Câmara Corporativa e ministro da Presidência do Conselho de Ministros (1955–1958).

            Foi nomeado reitor da Universidade de Lisboa em 1959, demitindo-se em 1962, no seguimento da Crise Académica. Depois de Salazar ficar incapacitado, Américo Tomás nomeou Marcelo Caetano para o cargo de Presidente do Conselho a 27 de Setembro de 1968.

            Trótski, Leon
            Pessoa singular · 1879-1940

            Lev (ou Leon) Davidovich Trótski (né Bronstein, Ianovka, Império Russo (Atual Ucrânia) - Coyoacán, Cidade do México, 7 de novembro [26 de outubro C.Juliano] 1879 – 21 agosto de 1940), foi um revolucionário russo, político e intelectual. Foi uma figura central na Revolução Russa de 1905, na Revolução de Outubro de 1917, na Guerra Civil Russa e no estabelecimento da União Soviética, da qual foi exilado em 1929 - sendo depois assassinado em 1940. Ideologicamente um marxista e leninista, as ideias de Trotsky deram origem a uma vertente do marxismo chamada trotskismo.

            Trotsky juntou-se ao Partido Operário Social-Democrata Russo em 1898, sendo preso e exilado para a Sibéria por causa das suas atividades políticas. Em 1902, fugiu para Londres, onde conheceu Lenin. Inicialmente, tomou o partido Menchevique (contra os Bolcheviques de Lenin) no cisma de 1903, mas declarou-se 'sem fação' em 1904. Durante a revolução de 1905, foi eleito presidente do Soviete de São Petersburgo. Foi de novo exilado para a Sibéria, mas escapou em 1907, indo para o estrangeiro.

            Depois da Revolução de Fevereiro de 1917, juntou-se aos Bolcheviques e foi presidente do Soviete de Petrogrado. Ajudou a liderar a Revolução de Outubro e como Comissário para os Assuntos Externos negociou o Tratado de Brest-Litovsk, pelo qual a Rússia se retirou da I Guerra Mundial. Foi Comissário dos Assuntos Militares de 1918 a 1925, sendo responsável pela construção do Exército Vermelho e pela sua vitória na guerra civil. Em 1922, Lenin formou um bloco com Trotsky contra a crescente burocratização do regime soviético. Em 1923, Trotsky liderava a fação da Oposição de Esquerda.

            Depois da morte de Lenin em 1924, Trotsky emerge como um dos principais críticos de Stalin. Contudo, Stalin consegue triunfar politicamente, e Trotsky é expulso do Politburo em 1926, do partido em 1927, exilado para Alma Ata em 1928 e deportado em 1929. Nesses anos, viveu na Turquia, França e Noruega antes de se estabelecer no México em 1937. No exílio escreveu contra o Estalinismo, defendeu a sua teoria de revolução permanente, e em 1928 fundou a Quarta Internacional. Depois de ser sentenciado à morte, in absentia, nos julgamentos de Moscovo de 1936, foi assassinado por um agente estalinista em 1940.