Assistência infantil

Área de elementos

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

    Nota(s) da fonte

      Mostrar nota(s)

        Termos hierárquicos

        Assistência infantil

        Assistência infantil

          Termos equivalentes

          Assistência infantil

            Termos associados

            Assistência infantil

            11 Descrição arquivística resultados para Assistência infantil

            11 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
            PT/AHS-ICS/DIV-02B-20240701 · Item · 2024
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            SILVANI, Pedro. "Marinas das Freguesias : as colónias infantis à beira-mar no território de Lisboa e o caso O Século (1931-45)" in IN_BO Investigação e Projetos para o Território, a Cidade e a Arquitetura, Vol. 15, N.º 19 (Rumo a Novos Verões. Passado, Presente e Futuro dos Campos de Férias Infantis na Europa), Departamento de Arquitetura da Universidade de Bolonha, 2024, pp. 78-93. Doi: https://doi.org/10.6092/issn.2036-1602/16480 .

            As primeiras colônias costeiras portuguesas surgiram antes do Estado Novo, tornando-se destinos de verão para as crianças mais desfavorecidas, mesmo antes da implementação de programas nacionais de educação. Associações educacionais e de caridade, apoiadas pela filantropia privada e pela classe trabalhadora, desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento dessas instalações. Jornais e cooperativas como a Voz do Operário foram pioneiros em iniciativas sociais para enfrentar os desafios do final do século XIX, visando trabalhadores e suas famílias. Os projetos envolviam centenas de crianças a cada verão, especialmente entre junho e outubro, para tratamento de tuberculose infantil e para recreação. Esses projetos foram alojados em edifícios pré-existentes ou deram origem a novas estruturas ao longo de um litoral em grande parte intocado, muitas vezes longe dos centros urbanos. Um exemplo significativo é a colônia costeira infantil O Século, financiada por fundos públicos e privados, operando desde 1927 em São Pedro do Estoril, entre Lisboa e a famosa Cascais. O projeto passou por pelo menos três fases de construção, impactando a vida pública da cidade e contando com o apoio da renomada Feira Popular de Lisboa, que existiu até poucos anos atrás. Documentos de arquivo, fotografias históricas e plantas testemunham a evolução dessas estruturas ao longo do tempo. As transformações ocorridas entre 1944 e 1945 destacam a importância dessa casa de família na vida comunitária, a dinâmica de financiamento e as necessidades da casa de família, de sua equipe e das crianças que ela abrigava. Ao longo dos anos, muitas dessas estruturas desapareceram devido à expansão turística da região, ao contrário de O Século, que ainda mantém parcialmente programas dedicados ao desenvolvimento infantil.