Académico, autor de manuais escolares da área das ciências e da matemática.
Sócio da Academia de Ciências de Lisboa. Área: Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais, 2.ª Secção: Ciências Físicas
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Académico, autor de manuais escolares da área das ciências e da matemática.
Sócio da Academia de Ciências de Lisboa. Área: Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais, 2.ª Secção: Ciências Físicas
Ernst Wilhelm Theodor Gaupp (13 de julho 1865, Beuthen (atual Polónia) – 23 de novembro 1916) foi um anatomista alemão, conhecido pelos seus estudos sobre o desenvolvimento morfológico do crânio nos vertebrados.
Mário de Azevedo Gomes (Angra do Heroísmo, 22 de dezembro de 1885 — São Lisboa, 12 de dezembro de 1965) foi um agrónomo, professor universitário e político português.
Filho do oficial da Marinha Manuel de Azevedo Gomes e de Alice Hensler.
Formou-se em Agronomia no Instituto de Agronomia e Veterinária. Iniciou a sua carreira de decente, sendo professor da Escola Nacional de Agricultura de Coimbra e no Instituto Superior de Agronomia. Aí, regeu primeiro o curso de Biologia Geral. Em fevereiro de 1915, foi nomeado professor catedrático de Silvicultura no mesmo instituto, cargo que manteria até à sua jubilação (com algumas interrupções).
Foi fundador e primeiro diretor da Estação Agrária Nacional e dirigiu os programas de extensão rural, então designados por instrução agrícola, entre 1919 e 1925. Foi também chefe de repartição de instrução agrícola no Ministério da Instrução Pública.
Em 1919, foi nomeado diretor-geral da instrução agrícola no Ministério da Agricultura. Foi vogal do Conselho Técnico Florestal. Entre dezembro de 1923 e fevereiro de 1924, foi ministro da Agricultura.
Foi vogal do Conselho Superior de Agricultura, como delegado da Sociedade de Ciências Agronómicas. Fez também parte da Comissão encarregada de elaborar o projeto da arborização da serra de Monsanto e regiões limítrofes.
Participou na oposição à ditadura militar e ao regime do Estado Novo. Foi colaborador da Seara Nova até 1940 e membro da Comissão Central do Movimento de Unidade Democrática (MUD), da qual seria presidente. Por causa de um manifesto crítico contra a posição de Portugal relativamente à ONU, foi demitido do seu cargo como professor na Universidade Técnica de Lisboa (foi readmitido em 1951).
Em 1948, já depois da extinção do MUD, foi o presidente da comissão central da candidatura de Norton de Matos. Foi o primeiro subscritor do Programa para a Democratização da República (1961). Foi preso político várias vezes: em 1946, 1948 e 1958.
Foi consultor técnico da Companhia das Lezírias do Tejo e Sado e fez estudos para os Serviços Florestais na década de 1950 (monografia do Parque da Pena).
Casou com Cristina Leopoldina Sousa de Menezes Marcellin Chambica (1918).
Charles Jean-Marie Letourneau (23 de setembro de 1831, Auray (Morbihan) — 21 de fevereiro de 1902, Paris) foi um antropólogo, livre-pensador e membro da comuna de Paris.
Iniciou os estudos de medicina, mas abandonou-os em 1860, ingressando em 1865 na Sociedade de Antropologia de Paris. Antes da guerra, conviveu com os principais representantes do Livre-pensamento francês, materialistas e ateus, como Albert Regnard e Louis Asseline, no âmbito do jornal La Pensée Nouvelle (anteriormente La Libre Pensée).
Em 1871, quando eclodiu a guerra com a Prússia, Letourneau foi recrutado durante o cerco de Paris e tornou-se médico-chefe num regimento. Em 1871, juntou-se à Comuna de Paris, exercendo funções de médico junto dos communards. Após a repressão da Comuna, partiu para o exílio em Florença, com a sua família, onde se formou em antropologia evolucionista. Regressou a França em 1878, mantendo contacto com numerosos socialistas revolucionários, como Piotr Lavrov. Em 1886, inaugurou um curso sobre história das civilizações na Escola de Antropologia de Paris.
Inicialmente presidente da Sociedade de Antropologia de Paris, tornou-se em 1886 o seu secretário-geral, cargo que ocupou até à sua morte. Sucedeu assim a Paul Broca, que tinha ocupado o cargo até 1880. Foi o tradutor para a língua francesa de Ernst Haeckel, bem como de uma obra de Ludwig Büchner.
Aurélio Pereira da Silva Quintanilha (Santa Luzia, Angra do Heroísmo, 24 de abril de 1892 — Santa Isabel, Lisboa, 27 de junho de 1987) foi um professor universitário e cientista português. Ideologicamente, estava afiliado com o anarquismo, estando ativo politicamente especialmente no período anterior ao Estado Novo.
Aurélio Quintanilha concluiu o liceu em Ponta Delgado. Com 16 anos partiu para o continente, primeiro para Lisboa e depois para Coimbra para frequentar a Escola do Exército, a qual terminaria com sucesso.
Como não queria seguir a carreira militar, passou para Medicina na Universidade de Coimbra. Em 1912, regressou a Lisboa, para a Faculdade de Medicina.
Os primeiros registos da sua atividade política datam também desta época. Em 1912, Quintanilha, com Adriano Botelho (dirigente anarcossindicalista da CGT, e outros) participou nas comemorações do 1º de Maio, integrado na corrente anarquista.
Colaborou com o semanário anarquista Terra Livre, dirigido por Pinto Quartin, a partir de 1913. Nesse ano, participou no Congresso de Lisboa do Livre Pensamento Universal. Em 1914, fez parte do grupo anarquista “A Brochura Social” (Lisboa), juntamente com Neno Vasco e Sobral de Campos, grupo que pretendia editar mensalmente folhetos de propaganda libertária.
Participou como orador num comício organizado pelo grupo libertário Aurora (Porto), acompanhando Neno Vasco e Sobral de Campos. Participou também na Conferência Anarquista da Região Sul (Junho de 1914, Lisboa)
Em 1915, representou a Federação das Juventudes Sindicalistas de Portugal e França, no Congresso Mundial contra a Guerra (Ferrol, Espanha) e que se realizou clandestinamente. Tendo sido descobertos pela polícia são expulsos de território espanhol os delegados portugueses.
Também nesse ano, iniciou-se na licenciatura em Ciências Histórico-Naturais na Faculdade de Ciências de Lisboa. Foi convidado em 1917 para segundo assistente em Citologia.
Apoiou o golpe militar sidonista de Dezembro de 1917 juntamente com outros militantes libertários e republicanos. Na tentativa insurrecional monárquica de Paiva Couceiro (Janeiro e Fevereiro de 1919), Aurélio Quintanilha juntou-se à resistência militar.
Nesse mesmo ano, terminou a licenciatura, obtendo a classificação de 20 valores. Foi convidado para primeiro assistente na Faculdade de Ciências de Coimbra, lecionando Morfologia e Fisiologia dos Vegetais. Desenvolveu também um centro de investigação de Biologia Experimental. Nessa época, iniciou a sua colaboração com a Sociedade Broteriana e com o seu Boletim.
Para desenvolver o seu conhecimento sobre pedagogia, matriculou-se como aluno da Escola Normal Superior de Coimbra. Em 1921, fez o Exame de Estado com uma dissertação sobre com o título Educação de hoje — Educação de amanhã, assumindo uma visão libertária da educação, sugerindo a inclusão da educação sexual no ensino.
Em 1925, Quintanilha foi um dos criadores da Universidade Livre de Coimbra que terá uma relativamente curta vida, terminando o projeto em 1933.
Em 1926, doutorou-se com a tese Contribuição ao estudo dos Synchytrium e apresentou a dissertação O Problema das Plantas Carnívoras – estudo citofisiológico da digestão no Drosophyllum lusitanicum link. Foi então nomeado Professor Catedrático da Universidade de Coimbra.
No ano de 1928, frequentou a “República das Águias” onde se conspirava contra a Ditadura Militar. No ano anterior, tinha sido detido pela PVDE.
De 1928 a 1931, Quintanilha estagiou em Berlim. Foi expulso da Universidade de Coimbra no contexto do Estado Novo em 1935, apesar da sua atividade política ser muito reduzida na época. Emigrou e estabeleceu-se em França.
Em 1937, pela sua comunicação no Congresso de Amesterdão: Cytologie et génétique de la séxualité chez les champigons, recebeu o Prémio Emil Christian Hansen, tendo-lhe sido atribuído a medalha de ouro da Academia Real das Ciências da Dinamarca.
Serviu no exército francês, como voluntário. Após a derrota e ocupação da França, foi desmobilizado e regressou a Portugal.
Em 1943, a Academia de Ciências de Lisboa concedeu-lhe o Prémio Artur Malheiros pelo seu trabalho Doze Anos de Citologia e Genética dos Fungos. Nesse ano, conseguiu que Salazar o enviasse para Moçambique, dirigindo aí o Centro de Investigação Científica Algodoeira de Lourenço Marques, cidade onde ficou até 1975.
Em 1958, foi eleito sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa.
Em 1975, o Presidente de Moçambique, Samora Machel, concedeu-lhe a nacionalidade moçambicana.
Adriano Augusto de Pina Vidal (Elvas, 3 de setembro de 1841 - Lisboa, 23 de abril de 1919), foi um general de divisão do Exército Português e professor e lente de Física.
Frequentou o Colégio Militar entre 1851 e 1857. Foi aluno da Escola Politécnica de Lisboa e da Escola do Exército, onde fez o curso de Infantaria e o curso preparatório para oficiais de Artilharia e Engenharia. Doutorou-se na Universidade de Lisboa.
Foi professor de Física na Escola Politécnica de Lisboa, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e na Escola do Exército. Foi também lente de Matemática no Liceu de Lisboa e lente de Física na Escola Politécnica, onde foi professor durante mais de cinquenta anos. Nesse instituto, foi diretor do Observatório Meteorológico do Infante D. Luís.
Na Academia das Ciências de Lisboa foi eleito sócio correspondente da classe de Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais a 3 de junho de 1869, tendo passado a sócio efetivo a 18 de junho de 1885, integrando a 2.ª secção (Ciências Físicas). Exerceu, entre 1898 e 1919, o cargo de Secretário.