CIÊNCIA

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

    Nota(s) da fonte

      Mostrar nota(s)

        Termos equivalentes

        CIÊNCIA

          Termos associados

          CIÊNCIA

            35 Pessoas, Entidades resultados para CIÊNCIA

            6 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
            Almeida, António de.
            PT/AHS-ICS/AAlmeida · Pessoa singular · 1900-1984

            Distinguindo-se como antropólogo, António de Almeida nasceu a 21 de agosto de 1900, em Sezures, Penalva do Castelo, no distrito de Viseu, e faleceu a 16 de novembro de 1984, em Lisboa.

            Almeida, Carlos Augusto Morais de
            Pessoa singular · 1843-1919

            Académico, autor de manuais escolares da área das ciências e da matemática.

            Sócio da Academia de Ciências de Lisboa. Área: Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais, 2.ª Secção: Ciências Físicas

            Ardigò, Roberto
            Pessoa singular · 1828-1920

            Roberto Ardigò, filósofo italiano, nasceu em Casteldidone (Cremona) a 28 de janeiro de 1828 e morreu em Mântua a 15 de setembro de 1920.

            A sua família mudou-se para Mântua em 1836 devido a dificuldades económicas. Frequentou o seminário e foi ordenado sacerdote em 1851. Foi hóspede do monsenhor Luigi Martini, reitor do seminário e "confortador" dos mártires de Belfiore. Em 1863, foi nomeado cónego da catedral. Tornou-se docente liceal em 1876, ensinando filosofia.

            Os estudos levaram-no a uma crise religiosa e à apostasia - processo que se iniciou com o seu discurso sobre Pietro Pomponazzi (esse discurso foi colocado no Índice e levou à sua suspensão a divinis), passando pelas suas pronunciações contra a infalibilidade do papa, e terminando com a publicação de 'La psicologia come scienza positiva' (1870).

            Abandonou então a vida religiosa, o que levou a que se aproximasse do do movimento positivista, nomeadamente com Pasquale Villari. Participou na política, sendo membro do círculo democrático Benedetto Cairoli (Pádua).

            Foi promovido à cátedra de história e filosofia da Universidade de Pádua pelo ministro Guido Baccelli, na qual lecionou desde 1881 a 1920, chegando a ensinar também língua e literatura alemã e pedagogia.

            É o 'máximo representante do positivismo italiano'. O seu pensamento passou por uma tentativa de criar metafísica 'monistica'. Considerava tanto a realidade física como a psíquica como aspetos de uma realidade objetiva substancialmente única (materialismo).

            Buen y del Cos, Odón de
            Pessoa singular · 1863-1945

            Odón de Buen y del Cos - naturalista espanhol, considerado o fundador da oceanografia espanhola - nasceu em Zuera, Espanha, dia 18 de novembro de 1863 e faleceu na Cidade do México, 3 de maio de 1945.

            Filho de Mariano de Buen y Ropín e de Petra del Cos y Corroza, iniciou os estudos na Universidade de Zaragoza, indo depois estudar Ciências, Secção de Naturais, em Madrid. Em 1889 obteve a cátedra de História Natural da Universidade de Barcelona, onde foi introduzindo práticas de laboratório e saídas de campo.

            Publicou em 1890 o "Tratado elemental de Geología" e o "Tratado elemental de Zoología", que foram incluídos no Índice de livros proibidos da Igreja Católica . O setor conservador de Barcelona conseguiu a sua suspensão temporário no ano letivo de 1895-1896, usando uma antiga lei que proibia ensinamentos contrários aos dogmas da religião católica.

            Odón de Buen participou no Congresso Internacional de Livre-pensadores em Paris, em 1889. (Puig-Samper et al.) Foi também o secretário do comité organizador do congresso de Livre-pensadores de Madrid, em 1892 - mas este foi suspenso por ordem do governo após uma denúncia por 'ataques aos dogmas e doutrinas da igreja'. (Avilés) Organizou a assistência ibérica ao Congresso de Livre-pensadores de Roma (1904), fretando um barco que fez a travessia de Barcelona a Civitta Vechia.

            Odón manteve uma relação estreita com a Escola Moderna de Ferrer Guardia, de caráter pedagógico - escrevendo alguns textos com esse fim como "Las Ciencias Naturales en la Escuela Moderna" e "Nociones de Geografía Física", ambas en 1905.

            Em 1906, fundou o laboratório de Biologia Marinha de Porto Pi, do qual seria nomeado diretor em 1912. Em 1910, presidiu à delegação espanhola para a inauguração do Museu Oceanográfico do Mónaco. Longe iam os seus conflitos com as autoridades governamentais. Em 1911, mudou-se para Madrid, passando a ter a cátedra de Mineralogia e Botânica da Faculdade de Ciências, continuando a redação de manuais universitários.

            Os seus esforços culminaram na fundação do Instituto Espanhol de Oceanografia (1914) Foi presidente do Primeiro Congresso Internacional de Oceanografia (Sevilha, 1929). Obteve também a Presidência da Secção de Oceanografia da União Geodésica e Geofísica Internacional (1927-33) e a do Conselho Oceanográfico Iberoamericano (1919-33).

            Quando começou a Guerra Civil Espanhola, Odón de Buen foi preso, tendo-se depois exilado no México juntamente com os seus filhos.

            Cadernos de circunstância
            Pessoa coletiva · Novembro 1967-?

            Cadernos de circunstância era uma publicação de ciências sociais que analisava a situação política, económica e cultural em Portugal. Era editado no exílio em primeiro em Arcueil e mais tarde em Paris. Era socialista e revolucionário

            A comissão coordenadora da publicação era composta pelas seguintes pessoas, com alguma flutuação entre os números: Alfredo Margarido, Aquiles de Oliveira, Fernando C. Medeiros, João Rocha, José Porto e Manuel Villaverde Cabral, Alberto Melo, João Freire, Jorge Valadas, José Hipólito dos Santos, José Rodrigues dos Santos.

            Cadernos Socialistas
            Pessoa coletiva · julho 1967 - 1969 (?)

            "Cadernos socialistas" era uma publicação de ciências sociais sobre a situação em Portugal, que apresentava artigos por vários autores da esquerda, incluindo estrangeiros e portugueses no exílio. Era irregular, e era vendida em vários países (as primeiras duas edições contêm preços para Portugal, França, Argélia, Bélgica, Suíça, Inglaterra e Itália), e clandestinamente em Portugal. A primeira edição cresceu de um conjunto de textos para uma conferência que acabou por não acontecer, mas as edições seguintes consistiram em seleções de contribuições, algumas das quais sem autorização previa dos autores.

            Camus, Albert
            Pessoa singular · 1913-1960

            Albert Camus - escritor francês - nasceu a 7 de novembro de 1913, em Mondovi (Argélia), e faleceu a 4 de janeiro de 1960 perto de Sens (França). Insere-se na corrente filosófica do absurdismo.

            Filho de pieds-noirs na Argélia, teve um papel proeminente entre os intelectuais de esquerda nesse país. Juntou-se ao Partido Comunista Francês em 1935, embora não fosse marxista. Deixou o partido um ano depois e juntou-se Partido Comunista Argelino. Foi expulso do partido por se opor à linha estalinista.

            Em 1938 começou a trabalhar no jornal de esquerda Alger républicain, tomando uma posição anti-fascista e opondo-se ao autoritarismo colonialista. O jornal foi banido em 1940 e Camus fugiu para Paris. Quando os alemães invadiram a França na 2ª Guerra, Camus juntou-se à Resistência francesa e foi editor do jornal Combat.

            O seu primeiro romance L'Étranger (O Estrangeiro) foi publicado em 1942. Nesse mesmo ano publicou o Mito de Sísifo, analisando o niilismo contemporâneo. Tema que transporta também para o seu segundo romance, La Peste (1947).

            Na sua obra L’homme révolté, Camus atacou o totalitarismo comunista, defendendo o socialismo libertário e o anarco-sindicalismo, o que levou a uma ruptura com Sartre.

            Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1957, com quarenta e quatro anos, notícia que ele recebeu com surpresa porque antecipava a vitória de André Malraux.

            Carrel, Alexis
            Pessoa singular · 1873-1944

            Alexis Carrel (28 de junho, 1873 – 5 de novembro, 1944) foi um cirurgião francês e biólogo. Foi galardoado com o Nobel em Fisiologia ou Medicina em 1912, por ter sido pioneiro em técnicas de sutura vasculares. É conhecido pelo seu papel na implementação de políticas eugénicas na França de Vichy.

            Condorcet, Nicolas de
            Pessoa singular · 1743-1794

            Marie-Jean-Antoine-Nicolas de Caritat, marquês de Condorcet (17 de setembro de 1743, Ribemont, France— 29 de março de 1794, Bourg-la-Reine) foi um filósofo, político, economista e matemático francês do Iluminismo. Defendia o mercado livre, a educação pública, o governo constitucional, direitos iguais para mulheres e pessoas de todas as raças e um estado de apoio social.

            Correia, Pedro Pezarat.
            Pessoa singular · 1932 -

            Pedro de Pezarat Correia nasceu no Porto em 16 de novembro de 1932. Fez o curso liceal no Colégio Militar e a licenciatura em Ciências Militares na então Escola do Exército em 1954. Oficial general reformado desde 1986.

            Esteve em seis comissões durante a Guerra Colonial (Índia, Moçambique, Angola e Guiné). Participante, desde as suas origens, na movimentação militar que desembocou o 25 de Abril de 1974, integrou o Conselho da Revolução desde a sua criação em março de 1975 até à sua extinção em outubro de 1982 e, nessa qualidade, comandou a Região Militar do Sul.

            Na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra instalou e lecionou a cadeira de Geopolítica e Geoestratégia. Conferencista no IDN, UAL e outros institutos superiores militares. Autor e coautor de muitas dezenas de livros e trabalhos sobre geopolítica e geoestratégia, estratégia e conflitos, 25 de Abril, Guerra Colonial e descolonização. Especificamente na área militar é autor de Centuriões ou pretorianos bem como de Manual de Geopolítica e Geoestratégia.

            Diderot, Denis
            Pessoa singular · 1713-1784

            Denis Diderot (5 de outubro de 1713, Langres, Champagne – 31 de julho de 1784, Paris) foi um filósofo, crítico de arte e escritor francês, mais conhecido pela sua contribuição para a Encyclopédie juntamente com Jean le Ron d'Alembert.

            Dubois, Paul Charles
            Pessoa singular · 1848-1918

            Paul Charles Dubois (28 de novembro de 1848, La Chaux-de-Fonds (Suíça) - 4 de novembro de 1918, Berna), foi um neurologista, neuropatologista, e psicoterapeuta suíça. Considerado um dos pioneiros da psicoterapia. Dubois é conhecido pela introdução da 'terapia de persuasão', que utiliza uma forma de diálogo com o paciente para persuadi-lo a mudar o seu comportamento.

            Engerrand, Georges Charles Marius
            Pessoa singular · 1877-1961

            Georges Charles Marius Engerrand (11 de agosto de 1877, Libourne, França – 2 de setembro de 1961, Cidade do México) foi um geólogo e arquéologo Franco-Mexicano-Americano. Estudou na Universidade de Bordeaux, na área de geologia e botânica. Defendeu Dreyfus e, por causa disso e para evitar o serviço militar, emigrou para a Bélgica sob os auspícios do geógrafo e anarquista Élisée Reclus. Em 1907, emigrou para o México, continuando o seu trabalho. Devido ao clima político da Revolução Mexicana, emigrou de novo em 1917 para os Estados Unidos.

            Frazão, Francisco Santos Serra
            Pessoa singular · 1881-1948

            Francisco Santos Serra Frazão nasceu a 1 de dezembro de 1881 na Serra de Santo António, à época pertencente ao concelho de Porto de Mós, atualmente no concelho de Alcanena

            Em 1889 prosseguiu o destino que lhe fora traçado pela família, indo morar com seu tio – Prior de Porto de Mós, tendo em vista a preparação para a carreira eclesiástica. Em 1891 ingressou no Seminário de Santarém, que deixou ao fim de três anos, não convencido da vocação sacerdotal e inconformado com a rigidez das regras da casa.

            Matriculou-se então na recém-criada Escola Distrital de Magistério Primário Elementar de Leiria, cuja aula inaugural decorreu a 10 de outubro de 1899. Concluído o curso, obtido o diploma de professor do ensino primário elementar a 2 de agosto de 1901, e cumprido o serviço militar no Regimento de Lanceiros nº1 de Elvas, regressou a Porto de Mós.
            O seu primeiro trabalho terá sido no Cartório Notarial de Porto de Mós sendo também neste período que se estreou no jornalismo em “O Portomozense”, com a novela original intitulada "A Noviça", publicada em fascículos. Entre 1902 e 1913, prosseguiu a sua carreira como professor do ensino primário em várias localidades do distrito de Santarém, casando nas Fráguas, Rio Maior, a 10 de janeiro de 1906 com Elvira Augusta Duarte e Sá.

            Nesta altura manteve uma presença assídua na imprensa da região, sob as formas de poemas, folhetins, artigos de opinião, política, notícias locais, arte e literatura e etnografia

            A 6 de dezembro de 1913 desloca-se a Lisboa para prestar provas num concurso para Secretário e Administrador de Circunscrição do Quadro Administrativo de Angola, recém-criado por iniciativa do Governador-Geral Norton de Matos. É nomeado Secretário de Circunscrição em Moçâmedes, hoje Namibe, e segue viagem a 30 de maio de 1914. Foi depois enviando para o jornal “O Riomaiorense” as suas crónicas de viagem ao longo do percurso, sob os títulos "Cartas de Longe" e “Etnografia dos Povos de Angola”. Como Secretário de Circunscrição seguiu depois para o Golungo Alto (setembro de 1914), Samba-Cajú (1915), Quilengues (1917) e Ejito (1918), seguindo-se nova mudança nesse mesmo ano para chefiar a 6ª Secção da Secretaria do Governo Militar do Distrito da Lunda.

            Continuou a manter uma colaboração assídua com a imprensa expedindo poemas e crónicas literárias para o jornal "Riomaiorense" e publicando em periódicos da colónia, como o "Jornal do Comércio", a "Província de Angola", a "Pátria Portuguesa" e o "Jornal de Benguela". Face à sua saúde deteriorada pelas doenças tropicais e, saudoso da sua pátria, regressou à Metrópole a 3 de abril de 1919.
            Na metrópole, ingressou na Escola Primária Superior, ensinando na Horta e em Santarém, onde casou pela segunda vez com Emília Calado. Foi o período de maior compromisso político-partidário, tendo-se filiado no Partido Democrático em maio de 1922, eleito como Vereador da Câmara Municipal de Santarém em janeiro de 1923 e desempenhado o cargo de Vice-Presidente da Comissão Executiva até ao termo do mandato, em 1925.

            Com o 28 de maio de 1926, a sua colaboração enquanto colunista e publicista foi afetada com as restrições impostas pelo Governo à liberdade de imprensa, sobretudo junto dos títulos do campo da esquerda republicana, sendo de registar as suas colaborações em "O Porvir", "O Povo de Penafiel", "O Combate", "Jornal de Santarém", "A Voz da Justiça", "A Tribuna", "A Voz Republicana", "Humanidade", "Almanaque da Humanidade", "A Montanha", "Portvcale", "O Pensamento", "O Protesto", "A Victória", "A Voz de Alcobaça", "A Liberdade" (Lisboa), "A Revolta", "Brasília" (Coimbra), "República", "Diário de Lisboa", "Diário Popular", "A Batalha", "Primeiro de Janeiro", "O Diabo", "O Sol Nascente", "Notícias da Nazaré", "O Lena", "O Benaventense", "Ribatejo Ilustrado", "Vida Ribatejana" e "Seara Nova". O novo contexto reforçou a sua combatividade que se traduziu no alargamento à imprensa estrangeira, publicando em títulos como o "Diário de São Paulo" (Brasil), "La Tierra" (Espanha), "La Libertad" (Espanha) e "Nueva Espana" (Madrid). A 2 de outubro de 1930 viria a ser preso pela Polícia de Informações do Ministério do Interior (antecessora da PVDE e PIDE), sob a acusação de "estar comprometido na organização revolucionária de Santarém (...)".

            Já com provas dadas no jornalismo, dedicou-se à produção de conteúdos destinados a publicação em livro, abrangendo temas sociais, monografia e etnografia referente à sua geografia sentimental – o Ribatejo.
            Um cancro na laringe em 1936 privá-lo-ia de emitir sons vocais até ao fim da vida, impedindo-o de continuar a exercer como professor e solicitador judicial e impondo-lhe a necessidade de procurar novos meios de sustento económico. Abriu então um negócio de livraria em Santarém, dedicada ao comércio de livros, papéis, selos e diversos artigos, reingressando ao Quadro Administrativo de Angola a 22 de junho de 1940, permanecendo em Luanda nas Direções de Serviços de Administração Civil e de Negócios indígenas durante 3 anos, com a categoria de Administrador de Circunscrição.

            Retornaria à metrópole em outubro de 1943, após ter sido nomeado para o Arquivo Histórico Colonial. Mudou-se com a família para Lisboa, apresentou-se ao serviço a 3 de abril de 1944 e iniciou de imediato o seu trabalho sobre toponímia de Angola. Em 1945, elaborou ainda esboços para a Carta Hidrográfica de Angola, que se conservam atualmente no Arquivo Histórico Ultramarino.
            Foi eleito sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa a 21 de novembro de 1944.

            Face às limitações decorrentes da sua frágil saúde, viria a aposentar-se a 1 de dezembro de 1946. No entanto, não deixaria de se dedicar ao trabalho, tendo continuado a sua investigação em torno da toponímia de Angola, a produzir conteúdos para a Enciclopédia Ultramarina Portuguesa, e a escrever várias obras de etnografia de Angola, uma das quais publicada e ganhadora do 1º prémio na categoria de História e Etnografia no XIX Concurso de Literatura Colonial em 1946, promovido pela Agência Geral das Colónias: Associações Secretas entre os Indígenas de Angola, entre outros trabalhos relevantes. Viria a falecer a 6 de abril de 1948 em Lisboa.

            Gaupp, Ernst
            Pessoa singular · 1865-1916

            Ernst Wilhelm Theodor Gaupp (13 de julho 1865, Beuthen (atual Polónia) – 23 de novembro 1916) foi um anatomista alemão, conhecido pelos seus estudos sobre o desenvolvimento morfológico do crânio nos vertebrados.

            Gomes, Mário de Azevedo.
            Pessoa singular · 1885 - 1965

            Mário de Azevedo Gomes (Angra do Heroísmo, 22 de dezembro de 1885 — São Lisboa, 12 de dezembro de 1965) foi um agrónomo, professor universitário e político português.
            Filho do oficial da Marinha Manuel de Azevedo Gomes e de Alice Hensler.

            Formou-se em Agronomia no Instituto de Agronomia e Veterinária. Iniciou a sua carreira de decente, sendo professor da Escola Nacional de Agricultura de Coimbra e no Instituto Superior de Agronomia. Aí, regeu primeiro o curso de Biologia Geral. Em fevereiro de 1915, foi nomeado professor catedrático de Silvicultura no mesmo instituto, cargo que manteria até à sua jubilação (com algumas interrupções).

            Foi fundador e primeiro diretor da Estação Agrária Nacional e dirigiu os programas de extensão rural, então designados por instrução agrícola, entre 1919 e 1925. Foi também chefe de repartição de instrução agrícola no Ministério da Instrução Pública.

            Em 1919, foi nomeado diretor-geral da instrução agrícola no Ministério da Agricultura. Foi vogal do Conselho Técnico Florestal. Entre dezembro de 1923 e fevereiro de 1924, foi ministro da Agricultura.

            Foi vogal do Conselho Superior de Agricultura, como delegado da Sociedade de Ciências Agronómicas. Fez também parte da Comissão encarregada de elaborar o projeto da arborização da serra de Monsanto e regiões limítrofes.

            Participou na oposição à ditadura militar e ao regime do Estado Novo. Foi colaborador da Seara Nova até 1940 e membro da Comissão Central do Movimento de Unidade Democrática (MUD), da qual seria presidente. Por causa de um manifesto crítico contra a posição de Portugal relativamente à ONU, foi demitido do seu cargo como professor na Universidade Técnica de Lisboa (foi readmitido em 1951).
            Em 1948, já depois da extinção do MUD, foi o presidente da comissão central da candidatura de Norton de Matos. Foi o primeiro subscritor do Programa para a Democratização da República (1961). Foi preso político várias vezes: em 1946, 1948 e 1958.

            Foi consultor técnico da Companhia das Lezírias do Tejo e Sado e fez estudos para os Serviços Florestais na década de 1950 (monografia do Parque da Pena).

            Casou com Cristina Leopoldina Sousa de Menezes Marcellin Chambica (1918).

            Gonçalves, Luís da Cunha
            Pessoa singular · 1875-1956

            Luís da Cunha Gonçalves (Nova Goa, Índia Portuguesa, 24 de agosto de 1875 - Lisboa, 24 de março de 1956) foi um professor universitário e jurista português.

            Licenciou-se e doutorou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi catedrático de "Direito Civil, Político e Administrativo" do Instituto de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa. Publicou diversos trabalhos no domínio do Direito, a mais conhecida sendo o “Tratado de Direito Civil em Comentário ao Código Civil Português”.

            Foi eleito para a Assembleia Nacional pela primeira vez, para o período de 1934 a 1938 (I legislatura). Seria deputado também na II, III e IV Legislaturas (1938 a 1949).

            Groos, Karl
            Pessoa singular · 1861-1946

            Karl Groos (10 de dezembro de 1861, Heidelberg – 27 de março de 1946, Tübingen) foi um filósofo e psicólogo alemão que propôs uma teoria instrumentalista do jogo. No seu livro de 1898 "Os jogos dos animais" propõe que a brincadeira/jogo consiste numa preparação para os desafios da vida.

            Hamon, Augustin Frédéric.
            Pessoa singular · 1862-1945

            Augustin Frédéric Adolphe Hamon (Nantes, 20 de janeiro de 1862 - Penvénan, 3 de dezembro de 1945) foi um sociólogo, jornalista e filósofo francês, passando ao longo da sua vida pelo anarquismo, o socialismo e o comunismo.

            Integrou-se, pelo menos inicialmente, nas correntes do antissemitismo de esquerda, publicando o livro "L'agonie d'une société", juntamente com George Bachot (1889) e colaborando com o jornal antissemita Le Peuple. Embora mais tarde o seu antissemitismo se tornasse mais moderado, fez em 1899, uma crítica positiva ao livro "L'aryno-sémitisme".

            Foi delegado para a Bourse du Travail de Nantes no Congresso Internacional Socialista em Londres em 1896. Editou de 1897 a 1903 a revista L'Humanité nouvelle.

            Em 1901, casou-se com Henriëtte Rynenbroeck que será sua co-tradutora das obras de George Bernard Shaw. En 1904, decidiu por razões financeiras, estabelecer-se em Port-Blanc, parte de Penvénan. Nessa época, aderiu à SFIO (Section Française de l'International Ouvrière) e ingressou na Maçonaria Francesa. Estava também afiliado às ideias do livre-pensamento.

            Durante a I Guerra, exilou-se no Reino Unido, e foi 'lecturer' na London School of Economics and Politcal Science. Regressado a França, nos anos 20, foi redator do jornal La Charrue Rouge, um boletim político local.

            Durante a II Guerra, participou na Resistência francesa e aderiu ao PCF (Partido Comunista Francês) em 1945, ano da sua morte.

            INE - Instituto Nacional de Estatística
            Pessoa coletiva · 1935-

            O INE, ou Instituto Nacional de Estatística, foi criado em 23 de maio de 1935, em substituição da Direção Geral de Estatística (1911).

            Foram-lhe atribuídas “funções de notação, elaboração, publicação e comparação dos elementos estatísticos referentes aos aspectos da vida portuguesa que interessam à Nação, ao Estado e à ciência” (Lei nº 1911 de 23 de Maio). A sua criação é entendida como o culminar de um longo processo de centralização do sistema estatístico nacional, cujas raízes remontam até ao século XVIII.