Colónias (Timor)

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              Álbum Fontoura
              PT/AHS-ICS/AF · Fundo · 1936-1940

              Álbum «Colónia Portuguesa de Timor», mais conhecido por «Álbum Fontoura», nome do governador que o mandou elaborar em finais dos anos 30, e coincidindo, então, com a permanência em Timor de uma missão geográfica e geológica, chefiada pelo geógrafo Jorge Castilho.
              Contém 549 fotografias relativas a «grupos étnico-linguísticos e tipos em geral», «trajos, ornamentos, pertences e armas», «vida familiar e social», «formas de trabalho (…), arte indígena e instrumentos musicais» e «acção civilizadora e colonizadora».
              Este exemplar do álbum, recuperado após Abril de 1974 pelo antropólogo, professor António de Almeida, foi depositado no AHS, pela «Família Almeida», através do Doutor Pedro Cardim.


              «Colónia Portuguesa de Timor»
              (Álbum Álvaro Fontoura)

              O CD-ROM reproduz um dos exemplares do álbum que tem por título «Colónia Portuguesa de Timor», também conhecido por «Álbum Fontoura».
              O exemplar em causa engloba um mapa com a repartição dos vários dialectos por postos administrativos e 549 fotografias (de um total de 552), sendo umas de naturais de Timor, intituladas «Tipos característicos segundo algumas línguas indígenas» e «Tipos característicos em geral», incidindo outras sobre «trajos, ornamentos, pertences e armas», ou ainda sobre aspectos da «vida familiar e social» e da «acção civilizadora e colonizadora».

              As fotografias reportam-se, tudo o indica, aos anos de 1936 a 1940. Este período corresponde sensivelmente àquele em que o engenheiro e tenente-coronel do Exército Álvaro Eugénio das Neves Fontoura (1891-1975) foi governador de Timor (1936-1940) e a ele é atribuída a ideia da organização do álbum, pelo que este é conhecido pelo seu nome.

              Muitas das fotografias e a própria elaboração do álbum coincidiram também com a permanência no território de uma missão geográfica directamente dependente da Junta das Missões Geográficas e de Investigações Coloniais. Nomeada a 16 de Outubro de 1937 pelo Decreto-lei n.º 28 087, ela tinha por objectivo «realizar a geografia geral da colónia de Timor e em especial os estudos geodésicos, geológicos e cartográficos» (Diário do Governo, n.º 242, I Série). Esta missão a Timor foi, efectivamente, chefiada pelo geógrafo Jorge Castilho (1880-1943), que figura, aliás, numa das fotografias.
              Existem, tudo leva a crer, três exemplares deste álbum. Um fará parte dos fundos da antiga Agência Geral das Colónias, supondo-se que, actualmente, no Arquivo Histórico Ultramarino. Pelo menos, o antropólogo António Mendes Corrêa, ao reproduzir nos anos 40 algumas fotografias na sua obra "Timor Português. Contribuições para o seu Estudo Antropológico" (Lisboa, Imprensa Nacional, 1944), remetia para o exemplar que Álvaro Fontoura tinha oferecido à Agencia Geral das Colónias. Um segundo exemplar é provável que se encontre na posse dos descendentes de Álvaro Fontoura. O terceiro foi confiado, já depois de Abril de 1974 e em plena convulsão político-social em Timor, ao professor António de Almeida (1900-1984), antropólogo e director do Centro de Estudos de Antropobiologia da antiga Junta de Investigações do Ultramar, aquando da sua última missão científica àquele território, tendo-o então trazido para Portugal.

              Foi este último exemplar que o Doutor Pedro Cardim, em representação da família Almeida, depositou no Arquivo de História Social do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Foi também com base nele que se elaborou um fac simile e um CD-ROM, oferecidos ambos à República Democrática de Timor-Leste.

              O restauro do exemplar, bem como a elaboração do fac simile e do CD-ROM foram possíveis graças ao apoio financeiro concedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, mais concretamente pelo Observatório das Ciências e Tecnologias (OCT) e pelo Instituto de Cooperação Científica e Tecnológica Internacional (ICCTI)."

              Adapatado da apresentação no CD-Rom, datada de 28 de Novembro de 2002

              Fontoura, Álvaro.
              Colonialismo Português Geral
              PT/AHS-ICS/ASR-FB-01CPG · Subsecção · 1858-1973
              Parte de Espólio António Sousa Ribeiro

              Agrega 125 documentos (1858-1973) publicados em Portugal ou nas ex-colónias portuguesas, com dados relativos às antigas colónias portuguesas: relatórios dos governadores, conferências e congressos, estudos sobre os territórios, economia e ciência colonial, etc. Destacam-se: as Brochuras do Congresso Colonial Nacional (1901-1905; 28 docs.), a Revista Colonial (cerca de 36 docs., 1913-1920) e Mapas Coloniais relativos a Damão, Timor, Macau, Índia. Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique e Goa (s.a./s.d.).

              Legislação Colonial
              PT/AHS-ICS/ASR-FB-01CPG-06LC · Série · 1867-1927
              Parte de Espólio António Sousa Ribeiro

              Contém 8 publicações legislativas (incluindo 1 série), do período da Monarquia Constitucional (um boletim de 1867) até à Ditadura Militar (brochura de 1927). A maior parte são relativas a todo o contexto imperial português, e umas poucas especificamente à ex-colónia de Moçambique. Destaca-se a Coleção de Decretos promulgados pelo Ministério dos Negócios da Marinha e Ultramar (3 docs.,1896-1904) 

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-201711 · Item · 2017
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              LOPES, Filipa Sousa. "O silenciar da oposição ao Estado Novo na questão de Goa (1954)" in Violência Política no Século XX. Um Balanço (coord. Ana Sofia Ferreira, João Madeira e Pau Casanellas), Instituto de História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, 2017, pp. 287-297.

              A mudança do paradigma colonial no pós-guerra, fruto da Carta das Nações Unidas e o avanço do movimento independentista no território indiano, determina que o problema do colonialismo para a oposição e para o regime seja recolocado. Após a proclamação da independência da Índia, o Governo da União Indiana, em 1950, solicita ao Governo Português que comecem as conversações quanto ao futuro das colónias portuguesas no Indostão. A intransigência do regime português em não aceitar negociações para a questão de Goa intensifica o número de ações, a que o Governo responde com uma forte repressão policial. A “Nota Oficiosa do Movimento Nacional Democrático sobre o problema de Goa, Damão e Diu”, subscrita pelos membros da Comissão Central (CC) do Movimento Nacional Democrático (MND) e enviada a vários jornais provoca a detenção de Albertino Macedo, Virgínia Moura, Ruy Luís Gomes, José Cardoso Morgado Júnior e, mais tarde, António Lobão dando origem a um dos mais duros julgamentos políticos ao longo de 24 sessões. Num momento em que é reclamado o diálogo para o caso de Goa, Salazar ativa o seu aparelho repressivo não só contra o MND mas também contra o Movimento da Paz e o MUD Juvenil.

              Publicações Avulsas
              PT/AHS-ICS/ASR-FB-01CPG-07PA · Série · 1875-1973
              Parte de Espólio António Sousa Ribeiro

              Contém 26 publicações datadas entre 1875-1973, que abordam temas variados - administração e economia colonial, geografia, ciência, estatística, etc. Destaca-se: Estatística em Países não Civilizados (Sociedade de Geografia de Lisboa, 1903); Anuário Colonial (Ministério das Colónias e 1917) e Mapas Coloniais - Damão, Timor, Macau, India. Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique e Goa (s.a./s.d). 

              Revista Colonial
              PT/AHS-ICS/ASR-FB-01CPG-05RC · Série · 1913-1920
              Parte de Espólio António Sousa Ribeiro

              Contém 45 números (1913-1920) da revista mensal Revista Colonial, que divulga alguns despachos e legislação colonial, literatura e notícias e as especificidades de cada colónia (indústrias, técnicas de agricultura, obras públicas, saúde pública, impostos, transportes, comunicações, evolução da demografia e migrações, trajes, comércio). 
              Entre 1913-1914 (1.º e 2.º ano de publicação), António Sousa Ribeiro foi o diretor da Revista Colonial. 

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-2018-10 · Item · 2018
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Roque R. The colonial ethnological line: Timor and the racial geography of the Malay Archipelago. Journal of Southeast Asian Studies. 2018;49(3):387-409. doi:10.1017/S0022463418000322
              Artigo publicado depois como capítulo em monografia editada por Ricardo Roque e Warwick Anderson, Imagined Racial Laboratories: Colonial and National Racialisations in Southeast Asia, pela Brill 2023.

              This article examines the connected histories of racial science and colonial geography in Island Southeast Asia. By focusing on the island of Timor, it explores colonial boundaries as modes of arranging racial classifications, and racial typologies as forms of articulating political geography. Portuguese physical anthropologist António Mendes Correia’s work on the ethnology of East Timor is examined as expressive of these productive connections. Correia’s classificatory work ingeniously blended political geography and racial taxonomy. Between 1916 and 1945, mainly based on data from the Portuguese enclave of Oecussi and Ambeno, he claimed a distinct Malayan racial type for the whole colony of ‘Portuguese Timor’. Over the years he developed an anthropogeographical theory that simultaneously aimed to reclassify East Timor and to revise the racial cartography of the Malay Archipelago, including Wallace’s famous ethnological line.