Subsérie 064 - Correspondência de Júlio Dantas

Zona de identificação

Código de referência

PT-AHS-ICS-PQ-CP-064

Título

Correspondência de Júlio Dantas

Data(s)

  • 1923-1954 s.d. (Produção)

Nível de descrição

Subsérie

Dimensão e suporte

6 doc

Zona do contexto

Nome do produtor

(1876 - 1962)

História biográfica

Júlio Dantas (Lagos, 19 de Maio de 1876 – Lisboa, 25 de maio de 1962) foi um escritor, médico, político e diplomata português.

Filho de Casimiro Augusto Vanez Dantas e de Maria Augusta Pereira de Eça, estudou no Colégio Militar em Lisboa e depois na Escola Médico-Cirúrgica dessa cidade, concluindo o curso em 1900. Daí passou a exercer Medicina no Exército, o que faria durante doze anos.

Entretanto, iniciava a sua carreira como dramaturgo: em 1899, era feita a primeira produção de uma das suas peças de teatro "O que morreu de amor", no Teatro Dona Amélia. A Ceia dos Cardeais (1902) guarneceu-lhe grande popularidade, sendo reeditada até hoje. Além disso, com obra na sua peça 'A Severa' foi feito o primeiro filme sonoro em português. A peça 'Os crucificados' abordava a questão da homossexualidade, algo inovador na época.

Iniciou a sua carreira política em 1905, sendo eleito deputado pelo Partido Progressista no círculo de Coimbra (1905). Em 1908, foi eleito sócio da Academia de Ciências de Lisboa - viria a ser seu presidente a partir de 1922.

Foi nomeado Diretor da Secção Dramática do Conservatório Nacional (1909), em que também foi professor e organizador do respetivo museu.

Em 1915, após a saída do segundo número da revista Orfeu, Dantas foi um dos críticos e opositores a este movimento literário. Por esse motivo, Almada Negreiros escreveu o conhecido Manifesto Anti-Dantas.

Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros em três governos (1914, 1921-1922, 1923), de Instrução Pública (durante apenas 41 dias). Pertenceu ao Partido Reconstituinte (1920) e ao Partido Nacionalista (1923).

Entre 1925 e 1928 foi o (primeiro) presidente da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses (SECTP), que mais tarde daria origem à Sociedade Portuguesa de Autores.

Em 1935 tornou-se procurador à Câmara Corporativa, cargo que deteria até 1961. Enveredou na carreira diplomática e , em 1941, foi enviado como embaixador especial ao Brasil e ficaria como embaixador permanente no Rio de Janeiro a partir de 1949.

Como escritor, Júlio Dantas acabou conotado com o regime do Estado Novo: “Júlio Dantas passou, com algum fundamento, pelo ornamento beatificado do Estado Novo, exemplo clássico do escritor conformista ao serviço de um regime que o promoveu e com ele se promoveu" (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses). No entanto, algumas das suas obras revelam um caráter mais complexo.

Casou civilmente em 1942 com Maria Isabel Penedo Cardoso e Silva.

Entidade detentora

História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

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Âmbito e conteúdo

Correspondência de Pinto Quartim.

Avaliação, seleção e eliminação

Incorporações

Sistema de organização

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Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

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      Instrumentos de descrição

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      Existência e localização de cópias

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