HS das mulheres

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              Adelaide Cabete: biografia
              PT/AHS-ICS/DIV-02B-201009 · Item · 2010-09
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Lousada, Isabel. Adelaide Cabete (1867-1935). - Lisboa: Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, 2010. - 107, [4] p. - (Fio de Ariana; 6). - ISBN 978-972-597-329-5

              "No 75º aniversário da morte de Adelaide Cabete, ocorrida a 14 de Setembro, e quando se comemora o centenário da proclamação da República, pretende-se honrar a memória de uma das suas protagonistas, procurando revelar as facetes humanistas da vida desta mulher que foi médica, higienista, publicista, socióloga, republicana, socialista, educadora e feminista socióloga, maçona, republicana, socialista, livre-pensadora, educadora e feminista. Quem foi Adelaide Cabete?"

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-202410 · Item · 2024
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              MORAES DE ALMEIDA, J.; FLORENCE GIESBRECHT, D. “Criar cidadãos perfeitos para uma República máscula, forte e virtuosa”: o Primeiro Congresso Nacional Feminista e de Educação em Lisboa (1924) e a modernização da desigualdade. Revista de História Regional, [S. l.], v. 29, 2024. DOI: 10.5212/Rev.Hist.Reg.v.29.23653. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/23653. Acesso em: 6 nov. 2024.

              Organizado pelo Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (CNMP), o Primeiro Congresso Feminista e de Educação ocorreu entre os dias 4 e 9 de maio de 1924, em Lisboa. Na ocasião, foram apresentadas e discutidas teses que versaram sobre temáticas relacionadas aos direitos políticos e cívicos, à educação, à assistência social, à higiene e saúde da mulher. Aproveitando a efeméride, propomos uma análise historicizada do evento, especialmente de algumas das teses, que mobilize reflexões sobre as relações intrínsecas entre certo feminismo e um projeto de nação higienista, focado no aprimoramento da raça. Sem querer reduzir as expressões feministas do início do século XX a uma definição engessada – mesmo porque os conflitos no interior do CNMP apontam para uma variedade de posturas relativamente à emancipação do sexo feminino –, pretendemos chamar a atenção, tal qual Susan Besse bem delineou ao estudar o caso brasileiro, para uma “modernização da desigualdade”. Para a historiadora, o casamento, a sexualidade, a maternidade e a educação feminina – temáticas recorrentemente presentes nas discussões feministas do final dos Oitocentos e nas primeiras décadas do século XX – adquiriram enorme importância, uma vez que a “reprodução limpa” foi encarada como forma de superar o atraso e a degeneração de determinadas nações. Assim, nossa hipótese é a de que o feminismo institucional representado pelo CNMP, ao reivindicar dignidade e igualdade de oportunidade às mulheres, encontrou lugar no engenhoso projeto de reforma social fundamentada em preceitos eugênicos, sustentados, principalmente, através do discurso médico-antropológico. Neste, “a mulher” foi convocada a carregar o pesado fardo de civilizar sua família, assumindo um papel fundamental ao Estado, embora conservador: o de esposa e mãe, educada para administrar o lar e criar “cidadãos perfeitos para uma República máscula, forte e virtuosa” – palavras de Julieta Ribeiro, autora da tese A mulher naturista.

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-2020c · Item · 2020
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Cabreira, Pamela Peres, 2020, "História Social das Mulheres: uma análise luso-brasileira sobre a classe operária feminina", in PP Cabreira & Jorge Fontes (orgs.), Di álogos entre Brasil e Portugal: ensaios de História Contemporânea, Rio de Janeiro: Desalinho Publicações Nau. pp. 129-182.

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-2004-01 · Item · 2004
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Isabel, Condessa de Rio Maior : Correspondência para seus filhos 1852/1865
              Quetzal Editores.

              Estudo biográfico, organização e notas de Maria Filomena Mónica - "As cartas da condessa de Rio Maior permitem-nos reconstituir alguns acontecimentos importantes da História de Portugal e perceber a forma como a alta aristocracia se comportava. Poucas mulheres da sua classe saberiam observar como ela observou, pensar o que ela pensou, escrever como ela escreveu." - Maria Filomena Mónica

              Les Féminismes: livro
              PT/AHS-ICS/DIV-02B-2024-03 · Item · 2024
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Les Féminismes:Une histoire mondiale 19e–20e siècles, editado por Yannick Ripa Françoise Thébaud, pela Textuel, 2024.

              reúne contributos de mais de 30 autores.
              Inserida no capítulo “Le Féminisme s’organise à l’échelle nationale et internationale, 1870-1920, a vinheta dedicada a Adelaide Cabete (1867-1935), inclui duas fontes salvaguardadas pelo AHS. Uma é a reprodução de um postal produzido pelo Conselho Nacional das Mulheres portuguesas, retratando em 1928 este colectivo, e que nos últimos anos tem sido a imagem de fundo do catálogo digital do AHS (ver Mensário #1). A outra é um retrato inédito desta republicana médica ginecologista, proveniente do Espólio PQ. A vinheta é assinada por Anne Cova

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-202306a · Item · 2023-06
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Apartir da crítica à narrativa que utiliza as ondas como metáfora (Laughlin et al. 2010), o objetivo do estudo centra-se na identificação e análise das disputas em torno do feminismo, no contexto português durante a década que inaugura o século XX. Alma Feminina – periódico de efêmera circulação (1907-1908), que teve Virgínia Quaresma como redatora-chefe – oferece evidências a respeito de tais disputas, além de apresentar propostas de emancipação feminina que dialogavam com projetos de futuro mais alargados, associados, por exemplo, às utopias do século XIX.

              JaquelIne Moraes de AlMeida, Universidade de Coimbra, CEIS20, Faculdade de Letra, Revista de História das Ideias, Vol. 41. 2ª Série (2023)141-164.

              Memórias da Marquesa de Rio Maior: capitulo
              PT/AHS-ICS/DIV-02B-2005 · Item · 2005
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Maria Filomena Mónica prefacia este livro. Considera-o “um texto raro”, “uma fonte imprescindível para quem se interessa pelo estudo do fim da monarquia”. “Não querendo fazer História mas contar histórias”, a Marquesa conta episódios e acontecimentos com uma minúcia cinematográfica, num registo enriquecido pela própria vivência dos mesmos: a viagem inaugural dos caminhos de ferro em Portugal (de Lisboa ao Carregado), a vida no Paço onde era dama da Rainha, o casamento de Carlos com D. Amélia, o Regicídio…

              A Parceria A.M. Pereira dá assim continuidade a relançamentos de obras marcantes dos seus catálogos ancestrais. Branca de Gonta Colaço em As Memórias da Marquesa de Rio Maior - Bemposta Subserra transcreve fielmente, e com raro talento, tudo o que a narradora lhe relata da sua vida ao longo de cinco reinados (D. Maria II, D. Pedro V, D. Luís, D Carlos, D. Manuel II).

              No prefácio, Maria Filomena Mónica cita algumas cartas que estão transcritas na sua coleção

              Mulheres e Associativismo em Portugal, 1914-1974: livro
              PT/AHS-ICS/DIV-02B-202212 · Item · 2022
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Mulheres e Associativismo em Portugal, 1914-1974
              Anne Cova, Vanda Gorjão, Isabel Freire, Ana Costa Lopes, Natividade Monteiro
              Editado pela Imprensa de Ciências Sociais

              Este livro inscreve o estudo do associativismo feminino numa história de longa duração que cobre seis décadas. Obra de história das mulheres, sem esquecer as histórias de vida nem a abordagem biográfica, é também um contributo primordial para a história política de Portugal no século xx, focando aspetos como as relações entre a sociedade civil, as elites políticas e os regimes em vigor, a participação nas duas guerras mundiais, a política colonial, as formas de adesão ou de resistência à ditadura, o lugar das mulheres e das questões que lhes estão ligadas nas aspirações democráticas e na oposição ao Estado Novo.

              Para as mulheres que só tardiamente obtiveram direitos políticos, como aconteceu em Portugal, o associativismo desempenhou um papel relevante na sua politização, ao permitir-lhes participar na vida pública, na assunção de responsabilidades e na tomada de consciência delas próprias e das suas capacidades.

              Os contornos móveis da articulação entre feminismo, pacifismo, antifascismo, socialismo e anticolonialismo são, aliás, uma das chaves de leitura da história de várias organizações de mulheres e são objeto de debate historiográfico neste livro, que conjuga as abordagens e os métodos de duas disciplinas: a história, sensível aos contextos e às mutações, e a sociologia, mais preocupada em construir modelos ou com a análise quantitativa e gráfica das redes.
              Françoise Thébaud, Université d’Avignon

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-2007 · Item · 2007
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Mónica, M. F. (2007). O amor no século XIX: Jaime Batalha Reis e Celeste Cinatti. Análise Social, 42(182), 277–280. https://doi.org/10.31447/AS00032573.2007182.13
              Marinho, Maria José, 2007, "Jaime Batalha Reis e Celeste Cinatti: diálogo sobre um retrato incompleto", Análise Social, V. 42, nº 182, p. 281-284 https://revistas.rcaap.pt/analisesocial/article/view/33003/23176

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-201010 · Item · 2010-10
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Cova, A. (2010). "O Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1914-1947)" in Notícias: temas e notícias da cidadania e da igualdade de género, 84, pp. 14-18. https://repositorio.ul.pt/handle/10451/12069

              Nascido em Lisboa em 1914 e encerrado pelo Estado Novo em 1947, o CNMP foi a mais duradoura associação de mulheres em Portugal. Um terço (os doze primeiros anos) da existência do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (CNMP) é passado num regime republicano, enquanto os dois terços seguintes (vinte e um anos) o são numa ditadura militar (1926-1933) e sob o Estado Novo que se inicia em 1933. O período de ouro do CNMP acontece nos anos vinte, com a organização de dois congressos feministas (1924 e 1928) sob a longa presidência de Adelaide Cabete, de 1914 a 1935. É precisamente este período republicano que nos interessa evocar rapidamente, dando a ênfase sobre a génese do CNMP que era uma federação feminista.

              O Senhor Ávila e os conferencistas do Casino: artigo
              PT/AHS-ICS/DIV-02B-20010330 · Item · 2001
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Mónica, M. F. (2001). O Senhor Ávila e os conferencistas do Casino. Análise Social, 35(157), 1013–1030. https://doi.org/10.31447/AS00032573.2001157.06

              Passados mais de cem anos, é tempo de olhar a polémica sobre o encerramento das «conferências do Casino» com frieza. Os jovens da «geração de 1870» não se deslocaram ao Chiado apenas para nos deixarem o retrato da pátria: fizeram-no para abalarem o regime. Ergueu-se-lhes pela frente a figura pesada do marquês de Ávila. A posteridade passou a considerar os jovens uns inocentes cordeiros e o presidente do Conselho um Calígula. O que se passou foi mais complexo.

              PT/AHS-ICS/DIV-02C-2013-12 · Item · 2013-12
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Paz, Palavra Proibida – o Partido Comunista Português e a Luta pela Paz (1950-1952)
              Carneiro, Gustavo
              Tese de mestrado em História Contemporânea, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2013

              Esta tese resulta, em primeiro lugar, de um interesse pessoal pelo objecto de estudo, que se prende com a minha participação no Conselho Português para a Paz e a
              Cooperação (CPPC) estrutura organizativa herdeira do movimento social que se pretende dissecar. O activismo pela Paz permitiu-me observar, ao longo da última
              década e meia, um conjunto de movimentos – entre os quais destaco a mobilização contra a realização em Portugal, em Novembro de 2010, de uma cimeira da NATO,
              pela pluralidade e pelo seu carácter de massas – que suscitaram a problemática central desta investigação: por que razão um movimento que visava uma ampla unidade, e cuja intervenção teria, no fundamental, que ser «legal», teve origem num período particularmente hostil ao seu principal promotor, o Partido Comunista Português?

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-2021b · Item · 2021
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              REIS, Maria de Fátima. "Pobres e recolhidas: petições e representações femininas em Lisboa no século XIX" in As Mulheres Nos Caminhos da História (coord. Maria Marta Lobo de Araújo, Cláudia Contente, Alexandra Esteves), Coleção Paisagens, Património & Território / Investigação, Lab2PT, Universidade do Minho, Braga, 2021, pp. 274-291.

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-2024-06d · Item · 2024-06
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              LOUSADA, Isabel.; DE SOUSA, Vanda. Two out of three ain’t bad. O resgate de três livres pensadores/as (duas mulheres num mundo de homens) 110 anos depois do centenário do Congresso de Lisboa - 1913-1932-2023. Revista Ártemis, [S. l.], v. 35, n. 1, p. 314–345, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/66604. Acesso em: 14 jun. 2025.

              Trazer ao grande público um documento não significa o mesmo através dos tempos. A cada período da marcha da humanidade, a tecnologia foi influenciando o modo social e cultural. Os momentos tecnológicos determinam também o modo e o tempo do encontro e da divulgação. A presente reflexão é motivada pela constatação prática de um novo paradigma tecnológico digital e, por outro lado, a apresentação de um ensaio que interliga educação e cultura, destacando a importância de recuperar a vida e obra de duas mulheres/protagonistas num mundo de homens. Arquivado em suporte físico, o texto permanecia desconhecido, cabendo aqui resgatá-lo e apresentá-lo, refletindo em torno quer do seu conteúdo quer do contexto e das personas a ele ligadas, tendo como palco o XVII Congresso Internacional do Livre-Pensamento, organizado em Lisboa, em outubro de 1913, no ano em que passa uma década do seu centenário, e celebra-se também a relevância de se resgatar o protagonismo de duas mulheres num universo fortemente marcado pelo masculino.

              PT/AHS-ICS/DIV-02B-2022-04 · Item · 2022
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Strippoli G. Women’s Transnational Activism against Portugal’s Colonial Wars. International Review of Social History. 2022;67(S30):209-236. doi:10.1017/S0020859022000037

              This article recovers the history of the transnational women's movement that arose during Portugal's colonial wars (1961–1974). This movement connected women in Portugal and its colonies and operated independently of the PCP, MPLA, PAIGC, and FRELIMO. Most research on women's activism in Portugal, Angola, Guinea-Bissau, Cabo Verde, and Mozambique begins with their relationships to the male-dominated organizations that operated within national frameworks. In contrast, by examining the international connections of these women's groups, this article illuminates their political activities outside national organizations led by men. It shows that women created transnational solidarity networks struggling against the Portuguese Estado Novo and the colonial wars and, in doing so, promoted their own emancipation.