Conjunto de 10 títulos (1891-1944) editados ou relativos aos distritos e territórios da Zambézia (5 documentos, 1891-1944), Boror (1 documento, 1922) e Niassa (4 documentos, 1893-1912). Consistem sobretudo em relatórios e boletins referentes à administração destes locais, sendo essencialmente relativos às suas companhias (do Niassa, da Zambézia e do Boror) e também a outras atividades como a saúde.
I República (1910-1925)
120 Descrição arquivística resultados para I República (1910-1925)
Registo de empréstimo de documentação original para a exposição Viva a República, 1910-2010: exposição temporária, organizada pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República
Coordenação científica de Luis Farinha.
O catálogo da exposição reproduz 2 documentos salvaguardados pelo AHS:
"Ao Povo: guerra à guerra" (p. 53)
(PT-AHS-ICS-PQ-P-035)
"Manifesto aos trabalhadores conscientes" (p. 76)
(PT-AHS-ICS-PQ-P-122)
LOUSADA, Isabel.; DE SOUSA, Vanda. Two out of three ain’t bad. O resgate de três livres pensadores/as (duas mulheres num mundo de homens) 110 anos depois do centenário do Congresso de Lisboa - 1913-1932-2023. Revista Ártemis, [S. l.], v. 35, n. 1, p. 314–345, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/66604. Acesso em: 14 jun. 2025.
Trazer ao grande público um documento não significa o mesmo através dos tempos. A cada período da marcha da humanidade, a tecnologia foi influenciando o modo social e cultural. Os momentos tecnológicos determinam também o modo e o tempo do encontro e da divulgação. A presente reflexão é motivada pela constatação prática de um novo paradigma tecnológico digital e, por outro lado, a apresentação de um ensaio que interliga educação e cultura, destacando a importância de recuperar a vida e obra de duas mulheres/protagonistas num mundo de homens. Arquivado em suporte físico, o texto permanecia desconhecido, cabendo aqui resgatá-lo e apresentá-lo, refletindo em torno quer do seu conteúdo quer do contexto e das personas a ele ligadas, tendo como palco o XVII Congresso Internacional do Livre-Pensamento, organizado em Lisboa, em outubro de 1913, no ano em que passa uma década do seu centenário, e celebra-se também a relevância de se resgatar o protagonismo de duas mulheres num universo fortemente marcado pelo masculino.
Contém 9 títulos (inclui 2 séries) datados de 1902-1946, que abordam os meios de comunicação (correios, telégrafos, radiotelegrafia e encomendas) e de transporte (navegação) da província de Moçambique.
Destacam-se a Costa de Moçambique. Guia de Navegação (1904), o Boletim Dos Correios E Telégrafos (2 documentos; 1906-1908) e a Estatística dos Correios e Telégrafos (4 documentos; 1941-1946).
Roque R. The colonial ethnological line: Timor and the racial geography of the Malay Archipelago. Journal of Southeast Asian Studies. 2018;49(3):387-409. doi:10.1017/S0022463418000322
Artigo publicado depois como capítulo em monografia editada por Ricardo Roque e Warwick Anderson, Imagined Racial Laboratories: Colonial and National Racialisations in Southeast Asia, pela Brill 2023.
This article examines the connected histories of racial science and colonial geography in Island Southeast Asia. By focusing on the island of Timor, it explores colonial boundaries as modes of arranging racial classifications, and racial typologies as forms of articulating political geography. Portuguese physical anthropologist António Mendes Correia’s work on the ethnology of East Timor is examined as expressive of these productive connections. Correia’s classificatory work ingeniously blended political geography and racial taxonomy. Between 1916 and 1945, mainly based on data from the Portuguese enclave of Oecussi and Ambeno, he claimed a distinct Malayan racial type for the whole colony of ‘Portuguese Timor’. Over the years he developed an anthropogeographical theory that simultaneously aimed to reclassify East Timor and to revise the racial cartography of the Malay Archipelago, including Wallace’s famous ethnological line.
Evans, David Glyn (2022). The Chocolate Makers and the “Abyss of Hell”: Race, Empire and the Role of Visual Propaganda in the Anglo-Portuguese Controversy surrounding Labour Coercion in the “Cocoa Islands” (1901 - 1917) [Tese de doutoramento, NOVA FCSH].
Repositório da NOVA FCSH. https://run.unl.pt/handle/10362/147069
A presente dissertação aborda o escândalo associado ao emprego de mão-de-obra coagida, sistema, esse, que estava generalizado nas colónias de África Ocidental Portuguesa no início do século vinte, nomeadamente nas roças de cacau de São Tomé e Príncipe. A controvérsia, que, durante muito tempo, teve referências quase semanais na imprensa portuguesa e britânica atingiu o seu auge em 1909, com o conhecido boicote à compra de cacau português imposto pelos chocolateiros britânicos Cadbury, Rowntree e Fry e os seus associados alemães, Stollwerck, que nunca viria a ser levantado. Apesar da suspensão, durante três anos, do recrutamento e importação de trabalhadores angolanos para as chamadas “ilhas do cacao”, e a sua repatriação sistemática depois da queda da Monarquia, a campanha humanitária britânica prosseguiu no Parlamento e a Imprensa, intensificando-se até 1912, perante o cenário de negociações anglo-alemães, supostamente secretas, que se destinavam a redistribuição das colónias portuguesas em África. Os anteriores estudos acerca do chamado “Cacau Escravo” deram ênfase à campanha humanitária britânica, ao mesmo tempo subvalorizando a oposição em Portugal contra o sistema de contratação de mão-de-obra e tratando de forma sumária os principais objectivos, muitas vezes escondidos, de quase todos os protagonistas da disputa. Este estudo representa uma tentativa de corrigir o que tem sido a narrativa predominante e de mostrar como uma questão, essencialmente do foro dos direitos humanos, foi explorada de forma pragmática para obter resultados menos altruístas, tanto na Grã-Bretanha como em Portugal. O estudo baseia-se em relatórios e declarações governativos, correspondência diplomática acerca do trabalho contratado em S.Tomé e Príncipe, legislação nacional e colonial acerca da mão-de-obra indígena, artigos, referências e ilustrações de periódicos portugueses e estrangeiros, e artigos de opinião, panfletos e obras de ficcão que exemplificam as atitudes contemporâneas acerca de mão-de-obra contratada e o tratamento das comunidades indígenas das colónias portuguesas de África. Entre as fontes que foram examinadas em pormenor pela primeira vez aqui, enriquecendo o já substancial corpo de matéria de investigação, contam-se fotografias, bilhetes-postais ilustrados, anúncios, slides” de lanterna mágica e filmes documentários que influenciaram a opinião pública na controvérsia e desempenharam um papel significativo no reforço de atitudes racistas.
Contém 13 documentos avulsos (1911-1963) que, apesar de serem tematicamente variados, convergem em aspetos da sociedade civil de Moçambique - exploração da fauna, missões religiosas, obras históricas, discursos políticos, etc.
Destacam-se o Relatório - A Obra Missionária na Província de Moçambique (1911), a Colonização. Fomento e Nacionalização de Moçambique (1928), os Exploradores e Naturalistas da Flora de Moçambique (1939) e os Dois Discursos de Sua Ex.ª o Ministro das Colónias Dr. Francisco Vieira Machado (1942).
Pereira, Joana Dias, 2008, Sindicalismo Revolucionário: a história de uma Idéa, Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa
Entre o ocaso do século XIX e a eclosão da Primeira Grande Guerra, foi concebida no seio do movimento operário francês uma nova doutrina, que muito embora se inspirasse nos postulados da Iª Internacional, absorvia do pensamento de Karl Marx e Mikhail Bakunine apenas os postulados necessários ao revigoramento da luta reivindicativa dos trabalhadores.
A máxima «A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores», de que ambas as escolas socialistas reivindicam a paternidade, uniu anarquistas, como Pelouttier, e socialistas, como Lagardelle – que em 1906 assinam a famosa Carta de Amiens, cujos ecos ultrapassam em muito a organização sindical francesa.
O Sindicalismo Revolucionário virá inspirar o movimento operário português contemporaneamente à revolução republicana, durante a 1ª Grande Guerra e, no imediato pós-guerra. A sua eficácia táctica atraiu também, em contexto nacional, militantes e pensadores libertários e oriundos do Partido Socialista Português, bem como uma boa parte da massa associativa sindical.
Esta dissertação analisa o período em que a acção directa foi eleita a táctica preferencial na luta de classes; em que os princípios de independência política e autonomia federalista dominaram a organização sindical e, finalmente, em que os trabalhadores portugueses sonharam a gestão operária, através das suas próprias organizações.
PALAVRAS-CHAVE: Movimento Operário, Evolução Ideológica, 1ª República Portuguesa
Conjunto de 15 títulos (inclui 2 séries), datados de 1907-1939, que se centram na temática da saúde e educação da província de Moçambique - relatórios acerca da mortalidade dos indígenas, assistência médica, congressos sobre a medicina, etc.
Tratam-se sobretudo de congressos e relatórios, e podem destacar-se o Relatório do Serviço de Saúde (8 documentos; 1907-1942), o Anuário do Ensino (3 documentos; 1941-1947) e o Primeiro Congresso Médico de Lourenço Marques. Sessões Plenárias (1923).
Contém 45 números (1913-1920) da revista mensal Revista Colonial, que divulga alguns despachos e legislação colonial, literatura e notícias e as especificidades de cada colónia (indústrias, técnicas de agricultura, obras públicas, saúde pública, impostos, transportes, comunicações, evolução da demografia e migrações, trajes, comércio).
Entre 1913-1914 (1.º e 2.º ano de publicação), António Sousa Ribeiro foi o diretor da Revista Colonial.
O projecto de lei pró-patria e em defesa das instituições militares aprovado na Câmara dos Deputados
Benedy, José do Patrocínio.Contém 19 títulos (inclui 6 séries) relatórios dos governos administrativos de Maputo, Inhambane, Quelimane e Tete. Estas publicações abrangem o período de 1907-1916.
(Anónimo)
Machado, Bernardino
Entre os candidatos a deputados está Pinto Quartin
Zoffmann Rodríguez, A. (2025), “Radiografia de um partido quebradiço: os primeiros anos do comunismo em Portugal, 1921-1926”. Análise Social, 256, lx (3.º), e36609. https://doi.org/10.31447/36609.
Agrega 2 publicações (Volume I e Volume II) de Ernesto Jardim de Vilhena (Governador dos territórios da Companhia do Niassa, em Moçambique [1902-1904], Governador do Distrito da Zambézia [1905-1907], deputado [1907 e 1915] e Governador do distrito de Lourenço Marques [1911-1912]) datadas de 1910-1911, que abordam discursos e artigos sobre as ex-colónias portuguesas.
Contém cerca de 113 documentos datados entre 1773-1953, publicados em Portugal e que abordam: legislação, economia, política, o exército, discursos e documentos apresentados em congressos, ensino, literatura, comércio, etc.