Imprensa estudantil
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«Binómio»: Boletim da Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico, cujo aparecimento data de Novembro de 1964, ano em que deixou de se publicar o Boletim (...) (vide supra n.° 29), que na sua última fase apresentava já as características que viriam a ser retomadas por Binómio.
Qualidade gráfica: Impressão em «off-set». Formato e número de páginas: 29,5 X 21,9 cm — 6/8 pág.
Regularidade (média): Sete números por ano (os primeiros 6 números são semanais).
Esta publicação apresenta características de jornal (de certo modo, e embora tendo aspectos materiais diferentes, pretende ser continuador de AEIST), de estrutura e índole cultural, dando porém especial realce aos problemas do Ensino e da Associação. Nomeadamente, sobre o Ensino (e não só o ministrado no I. S.T.), os últimos números inventariados incluem estudos, quer centrados sobre os aspectos propriamente pedagógicos, quer situados numa perspectiva sócio-cultural. Temas de divulgação científica e noticiário estudantil completam o seu conteúdo qualitativo. Binómio apresenta uma consistência temática bastante coerente com os fins associativos que procura servir." Ferreira, 1968
Teve como antecedente, o jornal AEIST, entre 1957 e 1962. Em 1962 foi retomada a publicação do Boletim, que a partir de 1964, passou a denominar-se Binómio. A partir de 1987 passou a designar-se Diferencial.
Do Binómio, o seu primeiro director, foi o estudante Tito Mendonça. (Raposo e Alvares, 2024)
Antecede o Jornal Binómio
Revista cultural da Associação dos Estudantes do instituto superior técnico Lisboa. Aborda tópicos tal como cinema, teatro, música, literatura, economia política, educação e filosofia da ciência.
Publicação da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST) entre o final da década de 1950 e início da década de 1960.
Um jornal do Associação dos Estudantes do IST sobre alimentação. Teve uma pausa de publicação de dois anos, entre N °4 e N°5
"organização de coordenação de estudantes apoiada pelo Partido Comunista presidida por António Barreto, então estudando na Suiça. "
Boletim da Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico, sobre Política universitária
Publicação editada pela União dos Estudantes Portugueses em França. Ao longo da publicação mudou o subtítulo, tendo sido publicado entre 1965 e 1966 uma primeira série e iniciada uma nova em 1969.
A União Geral dos Estudantes da África Negra (UGEAN) começou a desenvolver-se no seio do Movimento Anticolonial entre 1959 e 1960 (MAC, fundado em 1957, em Paris). Sob a impulsão de José Carlos Horta e do Comité Diretor Provisório — constituído por Luís D'Almeida (Angola), José Fret (São Tomé e Príncipe), Carlos Rocha e Edmundo Rocha (Angola), e pelo próprio Horta (Moçambique) —, a UGEAN inicia as suas atividades com o objetivo de obter reconhecimento internacional por parte dos movimentos internacionais de estudantes, em particular da União Internacional de Estudantes (UIE, fundada em 1946, com sede em Praga). Paralelamente, começa a angariar as primeiras bolsas de estudo, destacando-se como bolseiros iniciais estudantes que mais tarde viriam a assumir algum papel de relevo na história pós-colonial destes países: João Cruz Pinto (Guiné), Manuel Pinto da Costa (São Tomé e Príncipe) e Artur Janeiro da Fonseca (Moçambique).
Entre os dias 22 e 25 de setembro de 1961, realiza-se o Congresso Constitutivo da UGEAN em Rabat (Marrocos), revelando-se um grande sucesso e contando com importantes apoios da UIE e da CONCP, para além da presença de diversos dirigentes de movimentos progressistas africanos, com particular destaque para o MPLA, o PAI e a UDENAMO.
Os anos seguintes são atribulados, marcados por disputas políticas e ideológicas, decorrentes do surgimento de organizações nacionais de estudantes associadas aos movimentos de libertação — em particular, a União Nacional dos Estudantes Moçambicanos (UNEMO), fundada em Paris em 1961 e com ligações à FRELIMO, e a União de Estudantes Angolanos (UNEA), fundada na Suíça em 1962 e com ligações à UPA. Apesar da realização do 2.º Congresso e de um Seminário sobre Unidade (1963, Rabat), a crise da UGEAN vai-se acentuando devido a estas disputas. O período seguinte é marcado pela progressiva fragmentação da organização. O 3.º Congresso, convocado para 1965, é cancelado, sendo substituído por uma reunião do Conselho Consultivo, realizada em Nuzov (Checoslováquia), entre 22 e 25 de setembro. Para além de várias decisões políticas, nesta reunião dá-se também a expulsão de José Carlos Horta da UGEAN.
Desde então, a atividade da UGEAN entra em declínio, havendo pouca informação sobre o seu fim. No entanto, mantém-se a publicação de um boletim de informação no ano de 1966 (consultável em formato digital no AHS, com o código de referência: CAHS-MNA-150).
Unidade era um boletim sobre política estudantil e académica.