Brochura editada pelo SEEPE
SEEPE - Secretariado dos Encontros dos Estudantes Portugueses no EstrangeiroMOVIMENTO ESTUDANTIL
284 Descrição arquivística resultados para MOVIMENTO ESTUDANTIL
n.º 3. Editado pelo Comité Executivo Transitório da UGEAN (União Geral dos Estudantes da África Negra sobre Dominação Colonial Portuguesa)
Alguns destaques:
Jugoslávia, Panamá, Cuba. Bolsas de estudo e Congressos, em várias partes do mundo.
Orgão do Movimento Sindical Estudantil: editorial sobre o movimento; greves em Espanha; balanço do ano de 1965.
Movimento Sindical EstudantilOrgão do Movimento Sindical Estudantil: balanço do movimento; eleições para deputados; estudantes contra a guerra colonial; democracia-cristã portuguesa.
Movimento Sindical EstudantilOrgão de Junta Patriótica de estudantes portugueses no estrangeiro: caso de José Bernardino; aspectos do movimento sindical estudantil.
Junta Patriótica de Estudantes Portugueses no EstrangeiroOrgão de Junta Patriótica de estudantes portugueses no estrangeiro: caso de José Bernardino; aspectos do movimento sindical estudantil.
Junta Patriótica de Estudantes Portugueses no EstrangeiroOrgão de Junta Patriótica de estudantes portugueses no estrangeiro: o estudante democrata no estrangeiro.
Junta Patriótica de Estudantes Portugueses no EstrangeiroOrgão de Junta Patriótica de estudantes portugueses no estrangeiro: o estudante democrata no estrangeiro.
Junta Patriótica de Estudantes Portugueses no EstrangeiroRelato da ocupação da Casa do Brasil em Paris.
Comité de Ocupação da Casa do BrasilOliveira, Elisabete (2017). "A Escola Superior de Belas Artes de Lisboa na década de 1960 – acção dos tempos do figurativismo naturalista à liberdade e pluralismo estético" in Convocarte - Revista de Ciências da Arte, nº5, pp. 307-340.
Dez. 2017; https://repositorio.ul.pt/handle/10451/47186
Questionamo-nos: I) Como se pode partir duma ditadura e academismo e ser actor da transformação para a democracia e o pluralismo estético? II) Os actores dessa mudança serão activistas (Actv) ou artivistas (Artv)? O período de ‘60–’65 na ESBAL pareceu-nos um campo de análise privilegiado, insuficientemente estudado, formando actores de uma mudança referencial: atravessando constrangimentos como as lutas estudantis e colonial e a emigração, terão mudado a consciencialização-acção no Ensino Artístico e o sentido sócio-cultural dos posicionamentos/obras individuais e colectivos - em nossa hipótese, do figurativismo naturalista para o pluralismo estético internacional; e activaram dinâmicas sócio-culturais, como na Educação.
Objectivos gerais: Investigar como se pode chegar à criação livre, estético-eco-sociologicamente actuante, partindo dum contexto repressivo; se será legítimo designá-la de actv/artv; e assim, aprofundar a compreensão da complexidade da arte/cultura contemporânea.
Resumo da tese apresentada ao 2º Encontro Nacional de Imprensa Estudantil.
Morais, CarlosNúmero único comemorativo da festa de fim de século; Redigido e ilustrado por estudantes de medicina
Reúne materiais gerados pela Exposição “A Paz, o Pão, Habitação…”: Valores de Abril em Autocolantes; Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, 22 de maio de 2024 a 30 de Setembro de 2024; Curadoria: Inês Ponte, Annarita Gori, João Pedro Santos, AHS/ICS-ULisboa
"Através de autocolantes que fazem parte do acervo do Arquivo de História Social do ICS-ULisboa, esta exposição evoca os valores fundamentais de Abril: a Paz, o Pão, a Habitação, a Saúde e a Educação, como expressa a canção “Liberdade” escrita por Sérgio Godinho, há 50 anos. Quantos destes valores parecem hoje estar ainda por cumprir? Em jeito de balanço sobre os desafios que ainda se colocam aos valores de Abril, a exposição dialoga também com recursos visuais contemporâneos. Apropriando-nos dos autocolantes, na época um meio de divulgação comum, esta exposição sobre a intemporalidade dos valores de Abril é também uma forma de celebrarmos a expressão popular.
“A Paz, o Pão, Habitação…”: valores de abril em autocolantes tem por base a coleção de autocolantes proveniente de António Costa Pinto, investigador do ICS-ULisboa".
A Urgência da Palavra Impressa. A imprensa dos «intrépidos adolescentes» contra a ditadura (1970-1974)
Jorge Ramos do Ó, Rui M. Gomes
Tigre de Papel
Nos liceus, os números dos matriculados não enganam quanto ao caráter elitista da sua frequência. Em 1970 estavam matriculados 14 870 alunos e, embora em 1973 se confirmasse um acentuado crescimento de 50%, apenas 22 994 alunos frequentavam esta fileira do ensino secundário. Trata-se do maior aumento do contingente liceal durante o Estado Novo, facto a que não são alheios quer a recomposição do tecido económico e social da ditadura quer o crescimento das aspirações sociais e educativas de setores mais alargados da população.
As novas aspirações sociais têm repercussões visíveis e invisíveis, que se multiplicam em surdina, lentamente, ou que se apresentam de modo urgente e ruidoso. Os adultos destes grupos sociais aproveitaram a situação tornando-se notados pelos novos comportamentos de consumo e pela pressão ansiosa sobre o percurso escolar da descendência, mas alguns dos filhos adolescentes optaram por fazer um caminho mais rápido e concluíram muito cedo que a nova vida podia ser acelerada se tomassem a palavra e rompessem com as amarras institucionais da ditadura.
Criar uma nova esfera pública em que pudessem expressar a sua autonomia passa a constituir um programa. Uma parte da construção dessa nova esfera pública foi feita por meio de instrumentos que hoje são parte dos adquiridos pela geração que nasceu depois do 25 de Abril: a liberdade de falar, de escrever, de produzir e difundir informação a partir do livre arbítrio individual e da organização e cooperação em grupo. Para os que hoje participam diariamente nas redes sociais e conhecem a imprensa livre é difícil perceber esta história feita de algum arrojo, porque envolvia a perseguição de um estado policial. Porém, nos primeiros anos da década de 1970, estes meios não existiam; pior, a imprensa livre não existia e quem a quisesse construir teria de se dispor a desafiar os instrumentos de controlo, vigilância e repressão da ditadura. Foi neste contexto que se construiu a aventura da imprensa estudantil do ensino secundário no período terminal da ditadura. É dessa história que são feitas as páginas deste livro.
Documentação produzida pela Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST). Um exemplar do número 3 da publicação "Textos Escolhidos" (1969), um documento produzido pela Lista A candidata à AEIST no ano lectivo de 1972/1973 e exemplares do jornal Binómio publicados entre 1971 e 1972.
Jornal da Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico, nº 15, maio 1961.
Editor: António Silva Pinto, Diretor: Júlio Freire de Andrade; Chefe de Redação: Rui Martins.
Principais temas deste número:
-
Artigo de José Augusto Seabra intitulado "Transmitirá a nossa universidade uma cultura?";
“Para responder à pergunta: - qual a função da Universidade? - seria necessário um estudo profundo e exaustivo, que a encarasse nos seus variados e complexos aspetos, em relação, em primeiro lugar, com a estrutura social e respetiva superestrutura ideológica de que tem sido e tenderá a ser a expressão e o instrumento.” -
Realização da I Semana Cultural Universitária;
“As Secções Culturais das Associações de Estudantes de Lisboa realizaram em Março por iniciativa conjunta uma série de colóquios sobre temas de cultura a que deram o nome de I Semana Cultural Universitária. Estes colóquios realizaram-se na Sociedade Nacional de Belas Artes e foram dirigidos por críticos de arte dos diferentes assuntos versados (...) Sobre o colóquio, diz-se “Falou-se muito de sons mas bastante pouco de música”, pois houve membros muito mais focados na música eletrónica e na sua decomposição de Fourier do que a conceção mais clássica da música. “[...] a sessão terminou com a audição de um dos andamentos da Música para cordas, percussão e celesta de Béla Bartók!” -
Dia Nacional do Estudante de 1961;
“O Dia do Estudante de 1961”, presença de 350 estudantes de Coimbra e Porto. tendência de união dos estudantes à escala nacional. Registe-se que o maior anfiteatro do Técnico foi insuficiente em qualquer das 3 sessões realizadas. Finalizou com um jantar no ginásio do Técnico que recebeu quase o dobro dos inscritos. (450 previstos, 700 comensais). -
Anúncio do 1º Encontro da Imprensa Universitária
“1º Encontro da Imprensa Universitária”, O encontro teve lugar na AEIST, nos passados dias 11 e 12 de Março e reuniu representantes de 15 publicações, entre jornais, revistas e boletins, das 3 Academias do País. Discutiu-se a relação entre os jornais, plano nacional como internacional; situação e formação do estudante jornalista; possibilidade de realização dum jornal comum; difusão das publicações e possibilidade de uma tipografia académica.
Boletim da Associação dos estudantes do Instituto Superior Técnico, nº 2. Fevereiro 1963.
Colaboradores: Mário Lino, J. dias de Deus, J. Guimarães Morais, J. Oliveira Lopes, J.T. Mendonça
Temas principais deste número:
-
Centenas de Estudantes invadiram o edifício da Assembleia Nacional
"No dia 20 de Janeiro de 1957, centenas de estudantes invadiram, por assim dizer o edifício da Assembleia Nacional (...) A sua presença justificava-se duma maneira muito simples: os assuntos a serem tratados nessa sessão eram duma importância vital e diziam diretamente respeito a todos os estudantes. É que nesse dia, assim se julgava, realizava-se o “funeral” do decreto-lei de 40.900". -
Noticiário Externo
"Continua suspenso o órgão da Associação Académica de Coimbra “Via Latina”. Este jornal, que era publicado semanalmente, tinha conquistado o lugar de verdadeiro jornal dos estudantes portugueses, dada a linha firma de conduta seguida na defesa dos seus ideais. A suspensão da “Via Latina” vem culminar uma série de injustiças já antes levadas a cabo contra este jornal, traduzidas por cortes sistemáticos nos seus artigos. Não podemos portanto deixar de protestar contra mais esta arbitrariedade.
(...) Foi suspenso pelo diretor da escola, o presidente da direção da Associação de Estudantes do I.N.E.F., por este se ter recusado a retirar os comunicados expostos na sala de convívio dos alunos".
Boletim da Associação dos estudantes do Instituto Superior Técnico, nº 3. Dezembro 1963.
Diretor: J. Guimarães Morais; Administrador: Rui Silva Neves.
Temas principais deste número:
-
Carta aberta aos novos alunos
“No atual estado em que se encontra o ensino no nosso país é sabido que o estudante do ensino secundário não é fruto de qualquer preocupação no que respeita à formação do seu caráter. Também nada se faz para criar no espírito jovem a vontade de estudar com outro objetivo que não seja o resultado do exame". -
Legalização da AEIST
“Independentemente da injustiça que tal suspensão [dos corpos gerentes das Associações dos Estudantes de Lisboa] representou, o processo de regresso à normalidade delineado pelas autoridades ministeriais, apresenta-se-nos com defeitos graves, que poderiam ter ocasionado, ou poderão ainda ocasionar perturbações nocivas na vida académica (...) As Associações Académicas, reconheça-o ou não o Ministério, são elementos de valor na melhoria das condições gerais do trabalho escolar, ou contribuem mesmo de modo meritório para o progresso técnico-científico dos setores da atividade nacional para cujos serviços a respetiva Escola prepara os futuros profissionais". -
Considerações sobre o movimento estudantil.
“O trabalho de consciencialização dos estudantes por uma teorização e perspetivação do movimento associativo, acompanhado de um trabalho construtivo em todos os ramos de atividades das Associações está por fazer. Disto se tentam aproveitar as minorias anti-associativas, com os seus slogans e ações provocadoras, para gerar a confusão e espalhar nos estudantes a desconfiança no movimento associativo e em particular nos seus dirigentes".