Imprensa partidária

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            Bandeira Vermelha - PCP(R)
            PT/AHS-ICS/BndrVrmlhPCP(R) · Pessoa coletiva · 1976/01/22 - 1989/03/23

            Bandeira Vermelha - Órgão Central do Partido Comunista Português (Reconstruido) era um jornal vem de semana do PCP(R) que informava sobre acontecimentos do movimento Marxista-Leninista em Portugal e no Mundo. Foi alinhado com a posição do Partido do Trabalho da Albânia dirigido pelo Hoxha.

            Edições Bandeira Vermelha PCP (R)
            Pessoa coletiva · 1976 - ?

            Av. 5 de Outubro, 174, 4º D – Lisboa
            Fundação: 1976.

            As Edições Bandeira Vermelha publicavam basicamente documentos do PCP(R)/PC(R) e do Partido do Trabalho da Albânia. Há também, entre os livros editados, dois diretamente relacionados com o PCdoB e um sobre Diógenes Arruda. Não deve ser confundida com a editora homônima do PCTP/MRPP (Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses/Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado), que veremos mais adiante. O texto de abertura do livro Resoluções do Comitê Central do Partido Comunista Português (Reconstruído) do I ao II Congresso (1977), assinado por “As Edições Bandeira Vermelha”, explicita o que se pretendia com a atuação da editora: Este volume constitui uma preciosa arma para a acção do Partido nas batalhas de classe em defesa dos interesses das massas trabalhadoras e populares do nosso país, para a sua edificação como Partido proletário de vanguarda, oposto em tudo quer ao grupo renegado revisionista quer aos grupos pequenos-burgueses, e sempre fiel aos interesses de classe do proletariado e aos princípios sempre vitoriosos do marxismo-leninismo e do internacionalismo proletário.77 Os livros editados – alguns na forma de brochuras grampeadas – têm tratamento editorial e gráfico profissional. Pelo teor dos livros, é de se supor que sua circulação fosse restrita aos militantes do partido, não havendo, provavelmente, distribuição comercial da maior parte destas obras (não há informação sobre isso nos livros). Eis alguns dos títulos publicados: O partido, de Lenin e Stalin (1976); A luta do Partido do Trabalho da Albânia contra o revisionismo kruchoviano, de Enver Hoxha (1976); I Congresso do Partido Comunista Português (Reconstruído) (1976); Cinquenta e cinco anos de luta dos comunistas portugueses (1976); A imprensa comunista: princípios e experência (1977); A luta contra o fascismo. Relatório e discursos ao VII Congresso da Internacional Comunista, de Dimitrov (1977); No caminho do 25 de Abril do povo, da democracia popular e do socialismo (1977); A resistência armada doAraguaia, documento do Partido Comunista do Brasil (1978); O imperialismo e a revolução, de Enver Hoxha (1979); Com Stáline: recordações, de Enver Hoxha (1980); O proletariado e a revolução em Portugal, com informes e resoluções do 4º Congresso do PC(R) (1983). A editora manteve-se atuante desde 1976 até a primeira metade dos anos 1980, tendo editado mais de 50 títulos.

            • Flamarion Maués Pelúcio Silva
            Esquerda Socialista (Jornal)
            Pessoa coletiva · 1974/09/12 - 1975/07/16

            Esquerda Socialista: Orgão do Movimento de Esquerda Socialista era o jornal semanal do Movimento de Esquerda Socialista com 39 edições numerados (n.º0-38) e um especial sobre o golpe de 11 de Março 1975, saídos entre 1974/09/12 e 1975/07/16, quando foi substituído pelo jornal Poder Popular (nova série), cujo primeiro número saiu em 23 de Julho de 1975. Havia um plano de remodelação do jornal para revista periódica, mas isso nunca aconteceu.

            A primeira redação provisória localizava-se na Rua Garrett 80-4 Lisboa, mais tarde a redação mudou para a rua Rodrigues Sampaio 79, r/c Lisboa. O jornal era composto e impresso pela Renascença Gráfica, S.A.R.L.,
            O primeiro diretor interino foi César Oliveira (nº0 (?) - nº6 (?)) seguido pelo Rogério de Jesus (nº7- nº10) e Augusto Mateus (nº11-38)

            O número 12 (1975-01-14) foi erradamente impresso com n.º11 no cabeçalho. O número 20 (1975-03-18) foi erradamente impresso com n.º18 no cabeçalho.

            O Avante!
            PT/AHS-ICS/OAvante · Pessoa coletiva · 1931-

            O Avante! é o jornal oficial do Partido Comunista Português, e iniciou clandestinamente a sua publicação em 1931. O seu lema é «Proletários de todos os países, UNI-VOS!». [1]

            Poder Popular
            Pessoa coletiva · 1975-04-03 - 1978-07-13

            O Poder Popular – foi criado no âmbito da campanha eleitoral para a Assembleia Constituinte. O seu título corresponde plenamente à deriva esquerdista do MES, dando eco a uma das palavras de ordem adoptadas: «Lutar, Criar, Poder Popular».

            A 1ª série consistiu em 7 números, editados entre 3 e 23 de Abril de 1975, formato grande, semelhante ao do DN da época, com uma tiragem de 10 000 exemplares, em edição bissemanal – às quintas-feiras e domingos. O seu director foi o Paulo Bárcia, tendo sido impresso na ADFA (Associação dos Deficientes das Forças Armadas) e, ao que consta, não deixou dívidas.

            A 2ª série do Poder Popular tem início em 23 de Julho de 1975, com o fim do Esquerda Socialista, anunciando que este jornal se havia de transformar na revista teórica do MES, da qual em breve sairia o primeiro número. Tal nunca viria a acontecer não passando de uma ideia que, embora sempre estivesse presente, nunca foi concretizada.

            Esta série do PP atravessa todo o período mais conturbado da revolução, desde o «Verão Quente» de 1975 até à campanha presidencial de Otelo, sendo no nº 48, publicado em 21 de Julho de 1976, divulgados os resultados das eleições presidenciais. Até ao nº 29 o director foi Fernando Ribeiro Mendes sendo tal tarefa, na sequência do II Congresso, atribuída a Eduardo Ferro Rodrigues, que dirigiu o PP do nº 30 ao nº 48.

            A 3ª série do PP foi dada à estampa entre Julho de 1976 e Fevereiro de 1978, com a edição de 16 números, a partir do nº 49, no qual se comemorava o 2º aniversário do jornal. O seu director, neste período, foi o subscritor destas linhas (até ao nº 61) que se viu a braços com uma situação política brevemente caracterizada, num relatório interno, nos seguintes termos: « – o desânimo e o desencanto, pós-presidenciais, de largos sectores revolucionários, …; – o fracasso progressivo dos GDUPs/MUP; – a existência de fortes divergências internas que, pela 1ª vez na nossa história, se põem duma forma aberta e atravessam o Partido, a sua direcção e os quadros mais activos; são as tomadas de posição polémicas face ao MUP, e a saída (no nº 54) da famosa Resolução da 8ª Reunião do CC …».

            A 4ª série do PP é publicada entre 1 de Fevereiro de 1978, (nº 65) e 13 Julho (nº 76) do mesmo ano, desde o nº 62, sob a direcção de Augusto Mateus, tendo sido o canto de cisne da imprensa do MES. No seu conjunto foram editados, entre 2 de Abril de 1975 e 13 de Julho de 1978, 83 números do Poder Popular.

            -Eduardo Graça

            Revolução (Jornal)
            Pessoa coletiva · 1974-1977 (?)

            Revolução era um jornal semanal, propriedade de Isabel do Carmo, e Porta-Voz do PRP/BR. Apesar de textos sobre os desenvolvimentos do partido e da situação dos trabalhadores, apresentou também artigos sobre anticolonialismos. Digno de destaque são as ilustrações e explicações dos certos armas, como, por exemplo, o Walther P39 9mm dentro número 53, indubitavelmente relacionados com os apelos á (e atos de) resistência armada do partido.

            Algumas edições foram impressas sem número, e houve algumas espécias.

            Voz do Povo
            Pessoa coletiva · 1974 − >=1981

            "Voz do Povo" (1974/07/13) era um semanário da extrema-esquerda, critico do partido comunista portuguesa sob Cunhal a partir da sua criação.
            Era integralmente ligado ao UDP (que foi criado no dezembro do mesmo ano), e apesar de afirmar não ser um jornal partidário, dedicou muito espaço à cobertura favorável da UDP, informando sobre os acontecimentos do partido e chegando a ter o seu lema impresso no cabeçalho durante muito tempo.

            A maioria dos jornalistas era parte do PCP (R), um elemento do UDP, e o jornal as vezes recebeu dinheiro dos fundos do partido para cobrir déficits. As relações azedaram no 17 de abril de 1979 durante a cisão do PCP (R), quando a maioria da redação deixou o partido. No próximo dia militantes e líderes do partido entraram o edifício e tentaram de ameaçar a redação a ceder controlo, sem grande sucesso. Após deste acontecimento, o jornal Voz do Povo ainda apoiou o UDP (cujos dirigentes criticaram o comportamento do PCP (R)), mas regulamente apresentava artigos criticais sobre os desenvolvimentos no PCP (R).

            Ao longo dos anos mudou o seu formato vários vezes, mudou o dia da publicação e mais tarde começou também a ter primeiras páginas monocromáticas. Tinha vários suplementos.

            Existe um intervalo inexplicável de mais de um mês entre o número 154 (1978-03-30) e o início da segunda série com o número 155 (1978-05-03). Esta situação é estranhada pelo facto de o editorial do número 246 (1979-04-25) indicar que a primeira edição experimental da segunda série foi lançada exatamente um ano antes.