Infância
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Ovide Jean Decroly (Renaix, Bélgica, 23 de julho de 1871 — Uccle, Bélgica, 10 de setembro de 1932) foi um pedagogo, médico e psicólogo belga. Lutou por uma reforma do ensino com base no método global, em que a leitura e a escrita são consideradas como parte do conjunto das atividades pedagógicas. Participou no movimento da Educação Nova e aderiu à Liga Internacional para a Educação Nova.
Estudou Medicina e especializou-se em neuropsiquiatria. Em 1898, na Polyclinique des Éperonniers (Bruxelas) era responsável por um serviço de atendimento a crianças com distúrbios da fala. Em 1901, a Sociedade de Pediatria propôs-lhe tornar-se chefe de uma clínica-laboratório para crianças ditas “anormais”. Ele aceitou com a condição de que essa clínica fosse aberta na sua própria casa, para ele observar as crianças no seu quotidiano. Foi assim que foi fundado o «Instituto de Ensino Especial para Crianças de Ambos os Sexos» (l'Institut d'enseignement spécial pour enfants des deux sexes)
Em 1907, fundou a Escola Décroly chamada École pour la vie, par la vie à la campagne, abrangendo a sua atividade a crianças “normais”. Em 1910, fundou a Société pour la coéducation juntamente com Élise Nyst e Marie Popelin para promover o ensino misto.
Em 1921, esteve presente no Congresso de Calais, onde foi fundada Liga Internacional para a Educação Nova (seria mais tarde nomeado presidente da secção nacional (belga) desta liga). Em 1923, foi nomeado presidente da Sociedade de Medicina Mental da Bélgica.
António de Oliveira, nascido a 21 de Janeiro de 1867, em Lamego, filho natural de Carolina Angélica, solteira, e de pai incógnito, foi um padre e pedagogo português. Faleceu em 9 de Setembro de 1923 na sua casa da Costa do Castelo, em Lisboa.
Foi ordenado sacerdote em 1892. Em 1899, o ministro José Maria de Alpoim (do Partido Progressista) nomeou-o capelão das Mónicas, uma Casa de Detenção e Correção, criada por uma Lei de 1871, no extinto convento de Santo Agostinho em Lisboa.
O Dr. Campos Henriques, Ministro da Justiça de um dos últimos Governos da Monarquia, criou, em 1902, a Casa de Correção do Distrito do Porto (sedeada no Convento de Santa Clara, em Vila do Conde), encarregando o Pe. António de Oliveira de proceder à sua instalação. Criou também, no ano seguinte, a Casa de Correção de Lisboa, para o sexo feminino, que foi instalada nas Mónicas.
Em 1904, Oliveira é nomeado capelão e superintendente da Casa de Caxias, onde, depois de terminadas as obras de recuperação do velho Convento, iniciou uma ação escolar e educativa
Pouco depois, o Governo Provisório encarregou António de Oliveira de várias comissões de serviço, entre elas da reforma do Instituto de Educação e Trabalho, de Odivelas, a reforma do Colégio Militar e a criação do Instituto dos Pupilos do Exército.
Além disso, teve a missão de elaborar projetos de leis de proteção à infância delinquente. Resultou desse trabalho, o Decreto de 1 de Janeiro de 1911 que criava, junto do Ministério da Justiça, uma Comissão com o objetivo de proteger menores em perigo moral, "pervertidos" ou delinquentes, com os fins de preservação e de reformação. O segundo decreto foi o Decreto de 27 de Maio de 1911, conhecido por Lei de Proteção à Infância. O artigo 1º desse decreto criava as seguintes instituições: a Tutoria da Infância (ou Tribunal de Menores) e a Federação Nacional dos Amigos e Defensores das Crianças
Em Maio de 1919, foi investido no cargo de Inspetor-geral da então criada Direcção-Geral dos Serviços de Proteção a Menores.