Zona de identificação
Código de referência
Título
Data(s)
- 1933-1934 (Produção)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
1 documento composto, 24 itens.
Zona do contexto
Nome do produtor
História administrativa
O Partido Comunista Português (PCP) é um partido político de inspiração marxista-leninista e socialista, organizado no molde do centralismo democrático. É o mais antigo partido político português com existência ininterrupta. O espectro político do PCP é definido como sendo de esquerda a extrema-esquerda. Desde 1987, concorre a quaisquer eleições nacionais, autárquicas e europeias em coligação com o Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV), reunidos na Coligação Democrática Unitária (CDU).
O PCP tem deputados na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, onde integra o grupo Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde. Depois da morte do secretário-geral do PCP, Bento Gonçalves, no campo de concentração do Tarrafal, o Partido passou por um período, de 1942 até 1961, sem secretário-geral. Em 1961, é eleito o líder histórico Álvaro Cunhal. Em 1992, é sucedido por Carlos Carvalhas, e em 2004 é Jerónimo de Sousa o escolhido pelo Comité Central para Secretário-Geral do PCP, até 2022, quando é eleito Paulo Raimundo para o cargo.
O Partido foi fundado em 1921, e em 1922 estabeleceu contactos com a Internacional Comunista (Comintern), tornando-se em 1923 a secção Portuguesa do Comintern. Ilegalizado no fim dos anos 1920, o PCP teve um papel fundamental na oposição ao regime ditatorial conduzido por António de Oliveira Salazar e Marcello Caetano. Durante as cinco décadas de ditadura, o PCP participou ativamente na oposição ao regime e era o Partido mais organizado e mais forte da oposição. Foi suprimido constantemente pela polícia política, a PIDE, que obrigou os seus membros a viver clandestinamente, sob a ameaça de serem presos, torturados ou assassinados. A capacidade de adaptar a sua organização à conjuntura política interna e externa, e a capacidade de recuperação de uma organização política sujeita à frequente repressão e violência política, foram importantes fatores que garantiram a sua continuidade. Após a revolução dos cravos, em 1974, os seus 36 membros do Comité Central de então já tinham, em conjunto, cumprido 308 anos de prisão.
Após o fim da ditadura, o Partido tornou-se numa principal força política do novo regime democrático, mantendo o seu "papel de vanguarda ao serviço dos interesses de classe dos trabalhadores, do processo de transformação social, para a superação revolucionária do capitalismo" a assumir o Marxismo-Leninismo como a sua base teórica, a concepção materialista e dialética do mundo como "instrumento de análise e guia para a acção, imprescindível para a interpretação do mundo e para a sua transformação revolucionária", a rutura com a política de direita, a concretização de uma alternativa patriótica e de esquerda e a realização do seu programa de uma "Democracia Avançada com os valores [da revolução] de Abril no futuro de Portugal, o socialismo e o comunismo". O Partido é popular em vastos sectores da sociedade Portuguesa, particularmente nas áreas rurais do Alentejo e Ribatejo e áreas industrializadas como Lisboa e Setúbal, onde lidera vários municípios.
O PCP publica o jornal semanário Avante!, fundado em 1931, e a revista bimensal O Militante. A sua ala jovem é a Juventude Comunista Portuguesa, membro da Federação Mundial da Juventude Democrática.
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História administrativa
Trata-se de um "organismo criado em Agosto de 1934 pelos comunistas, sob a direcção de Bento de Jesus Caraça, na sequência da fundação de uma liga internacional com o mesmo nome criada em 1932 pela Internacional Comunista". A Liga Portuguesa contra a Guerra e o Fascismo "assumia um carácter frentista, um programa de democracia popular e, a partir de 1935, tenta a criação em Portugal de uma Frente Popular".
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O Socorro Vermelho Internacional foi uma organização internacional de serviços sociais estabelecida pela Internacional Comunista. A organização foi fundada em 1922, fornecendo ajuda material e moral aos prisioneiros políticos em todo o mundo. No entanto, a partir de 1938 o seu carácter internacional foi perdendo centralidade.
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História administrativa
Criados num contexto de reorganização da resistência política no interior da Academia, os Grupos de Defesa Académica conheceram uma primeira proposta de organização na reunião de 12 de outubro de 1931 do secretariado do Partido Comunista Português. Organização de cariz unitária foi animada por militantes comunistas, alcançando uma certa influência nos anos seguintes. Em fevereiro de 1934 é publicado o primeiro número d'"Academia Revolucionária", órgão da zona 5 dos Grupos de Defesa Académica.
Entidade detentora
História do arquivo
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Zona do conteúdo e estrutura
Âmbito e conteúdo
Contém documentos produzidos por várias organizações ligadas à oposição ao Estado Novo, em particular, Partido Comunista Português, Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas, Liga Nacional contra a Guerra e contra o Fascismo, Socorro Vermelho Internacional, Câmara Sindical do Trabalho de Lisboa ou Grupos de Defesa Académica.
Avaliação, seleção e eliminação
Incorporações
Sistema de organização
Zona de condições de acesso e utilização
Condições de acesso
Presencial, com marcação prévia.
Condiçoes de reprodução
Idioma do material
português