Sindicalismo

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

    Nota(s) da fonte

      Mostrar nota(s)

        Termos equivalentes

        Sindicalismo

          Termos associados

          Sindicalismo

          19 Pessoas, Entidades resultados para Sindicalismo

          11 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
          A Terra (Jornal)
          Pessoa coletiva · Janeiro 1949 - ?

          A Terra era um jornal clandestino e irregular, ligado com o PCP, publicado desde 1949 (1.⁠ª série 1949, 2.⁠ª série 1963). Era anticapitalista e antifascista, tendo como público-alvo os camponeses. Após o 25 de abril, continuou a existir, já não clandestino, e abordava temas como a política e a direito agrário, incluindo críticas à reversão da reforma agrária.

          Benedy, José do Patrocínio.
          Pessoa singular · 1866 - 1951

          Tipógrafo, fotógrafo e fotogravador.

          Militante de várias causas (defensor dos marinheiros republicanos em 1908; de Ferrer em 1909; dos trabalhadores rurais, etc.) , distinguiu-se pelas suas excentricidades verbais e .Polítiicas. Anarquista e republicano, aderente ao Partido Socialista em 1920, Benedy era uma típica figura de autodidata e erudito, cujos escritos se encontram em quase toda a imprensa operária da I RepÚblica. Redactor de A Greve fez parte da primeira geração sindicalista revolucionária. Em 1920 fundou um jornal com o seu nome José Benedy, de que era, como é lógico, o único redactor. Autor prolixo escreve entre outros Pedras Toscas, 1912, Cirurgia, 1913, Escrita Simplificada, 1913; O Grande e Horrível Cime, 1916; 3º Congresso cbs Trabalhadores Rurais, 1918; A Ciência Redentora, 1921; O Vinho e o seu valor Fisiológico, 1930; etc.
          (Sobre Benedy veja-se Alexandre Vieira, Figuras Gradas do Movimento Social). JPP

          Botelho, Adriano.
          Pessoa singular · 1892 - 1983

          Adriano Inácio Botelho (Angra do Heroísmo, 12 de setembro de 1892 — Lisboa, 1 de maio de 1983) foi jornalista, militante anarquista e dirigente anarco-ssindicalista, membro do Comité Confederal da Confederação Geral do Trabalho (CGT) e dirigente de O Semeador, um dos mais produtivos grupos anarquistas portugueses.
          Tirou o ensino primário e o liceu nos Açores, frequentou a Universidade de Coimbra. Mudou-se para Lisboa em 1914, vivendo depois por uns anos em S. Miguel, retornando a Lisboa em 1919.
          Ao longo das décadas de 1920 e 1930 afirmou-se como um dos mais eficientes colaboradores da imprensa ligada à C.G.T. e às suas estruturas de base sindical. Considerado um «excelente jornalista», não houve nenhum jornal anarquista do tempo com o qual não colaborasse, o mesmo acontecendo com jornais operários como A Batalha, A Comuna, Aurora, Renovação (1925-1926) e muitos outros.

          Durante a fase inicial do Estado Novo, viveu na clandestinidade e colaborou, anonimamente, no jornal A Batalha.

          CGT - Confederação Geral do Trabalho
          PT-AHS-ICS-CGT · Pessoa coletiva · 1919 - ~1964

          A confederação Geral do Trabalho (CGT) era uma Fusão de vários Sindicatos de operários. Foi fundado no II congresso operário nacional em Coimbra, que se realizou no 13-15 de setembro de 1919, e substitui a união operário nacional (UON). Foi dominado para sindicalistas anarquistas que as vezes tiveram conflitos com os membros comunistas e o PCP que prejudicaram o movimento significativamente. Antes da proibição definitivo em 1927 pela ditadura militar, já era gravemente enfraquecido, com uma diminuição dos membros de 100 mil a 15 mil. A CGT e o seu jornal A Batalha, continuaram na clandestinidade, com a última reunião verificável no ano 1964.

          Pessoa coletiva

          A Comissão Organisadora da Conferência inter-sindical gráfica do norte organizou a conferência inter-sindical gráfica do norte nos dias 29 e 30 do novembro em 1924 no Porto e Lisboa, e publicou uns jornais para a preparação e acompanhamento dela

          De Greef, Guillaume
          Pessoa singular · 1842-1924

          Guillaume De Greef (9 de outubro de 1842, Bruxelas - 26 de agosto de 1924, Bruxelals) foi um sociólogo, escritor e jornalista belga. A sua grande influência a nível do pensamento era Pierre-Joseph Proudhon - De Greef adotou a sua teoria do mutualismo, e foi editor do jornal de tendência 'proudoniana' La Liberté, com o seu colega Hector Denis. De Greef publicou a sua primeira obra sociológica teórica em 1886 - "Introduction à la sociologie".

          Devido às críticas positivas ao seu trabalho, foi nomeado para o cargo de catedrático em Sociologia na Universidade de Bruxelas. Enquanto esteve nesse cargo envolveu-se com a questão de Elisée Reclus que tinha sido demitido do seu cargo na universidade devido ao seu trabalho político. De Greef mobilizou um êxodo de professores e alunos que vieram a fundar um novo instituto progressista, L'université Nouvelle. Entre os principais trabalhos de De Greef estão "Strucuture géneral des societés" e "Lois sociologiques". Também tinha trabalhos de sociologia aplicada como "Ouvrière dentellière" (sobre as mulheres que faziam renda), "Rachat des charbonnages" (sobre as minas de carvão) e "Régime representatif" (sobre o governo representativo).

          Federação Maximalista Portuguesa
          PT-AHS-ICS-FMP · Pessoa coletiva · 1919 - 1920

          A Federação Maximalista Portuguesa (FMP) foi um movimento revolucionário, fundado no dia 27 de abril de 1919, em Lisboa, inspirado pelas fações mais radicais envolvidas na Revolução Russa de 1917. Principalmente composto por anarquistas, por sindicalistas e pela esquerda revolucionária do PSP (Partido Socialista Português).

          Fédération de l'Enseignement
          Pessoa coletiva · 1919 -1935

          Antecedida pela fédération nationale des Syndicats d^Instituteurs et d Institutrices publics de France et des Colonies (1905-1919)

          Em 1922 adere à CGTU - Confédération générale du travail unitaire (1921-1936)

          Lima, Cristiano
          Pessoa singular · 1887-1971

          Cristiano Lima (24 de Dezembro de 1887, Lisboa - 28 de Novembro de 1971, Lisboa) foi um escritor, dramaturgo e jornalista português.

          Em 1919, iniciou a sua carreira jornalística no jornal sindicalista A Batalha, ao lado de figuras como Pinto Quartin, Mário Domingues, Artur Portela ou David de Carvalho. Foi, na verdade, o último chefe de redação deste jornal, que seria encerrado em 1927, durante a Ditadura Militar. Entretanto em 1921 iniciou-se na literatura com a publicação de uma obra na secção editorial d'A Batalha, na coleção literária «A Novela Vermelha».

          Na política participou na fundação da União Anarquista Portuguesa (1923). Esta organização foi mais tarde reprimida durante a Ditadura Militar.

          Cristiano Lima foi um dos ativistas que contribuíram para o impulsionamento do associativismo sindicalista da classe dos jornalistas, ao lado de figuras como Jaime Brasil, Artur Portela, Ferreira de Castro, Alfredo Marques e Julião Quintinha. Foi vice-presidente do Sindicato dos Profissionais da Imprensa (antiga Associação dos Profissionais de Imprensa), que seria encerrado em 1933 pelo Estado Novo.

          Após o encerramento d’A Batalha, Cristiano Lima foi para a redação do Diário de Notícias, mantendo-se aí até ao final da vida.

          Em 1934, colaborou no lançamento do jornal O Diabo - um jornal opositor ao regime.

          No ano seguinte, teve uma das suas peças representadas no Teatro Nacional D. Maria II (O Inimigo).

          Em 1945, Lima foi um dos jornalistas do Diário de Notícias que apoiaram abertamente o (MUD - Movimento de Unidade Democrática). Mais tarde, em 1949, participou na campanha de Norton de Matos e em 1952-53, colaborou pontualmente num jornal de caráter antifascista, o Ler, que foi proibido pela censura. Foi também colaborador da página literária do jornal O Primeiro de Janeiro, do Porto.

          Lorenzo, Anselmo
          Pessoa singular · 1841-1914

          Anselmo Lorenzo Asperilla (Toledo, 21.04.1841 — Barcelona, 30.11.1914) Líder sindical anarquista. Chamado o “avô do anarquismo espanhol”.

          Começou a trabalhar como tipógrafo em Madrid aos quinze anos. Em 1870, participou na fundação de La Solidaridad, órgão da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) - Primeira Internacional, da secção de Madrid. Em junho desse ano, no primeiro congresso de trabalhadores espanhol em Barcelona, representou a secção de Madrid. A perseguição da Internacional em Espanha, devido aos eventos da Comuna de Paris, significou o seu exílio em Lisboa no verão de 1971 com outros membros do Conselho Federal.

          Foi eleito na conferência secreta de Valência para representar a secção espanhola na conferência da Internacional em Londres, conhecendo aí pessoalmente Karl Marx. Por haver conhecido Marx e ser amigo do seu genro, Paul Lafargue, e pela sua pertença à redação de La Emancipación, que tinha uma inclinação marxista, Lorenzo tinha despertado a desconfiança dos outros membros do Conselho Federal - que favorecia o anarquismo. Isso levou-o a demitir-se do Conselho Federal em junho de 1872.

          Foi para França, onde em Marselha entrou na redação do Le Sémaphore de Marseille. Em março de 1874, foi para Barcelona onde fixou a sua residência. Ingressou no grupo da Aliança da Democracia Socialista. Em 1878, foi eleito para representar a Federação Regional Espanhola no Congresso Internacional de Paris. Em 1881, foi expulso dessa federação, acusado de exercer coação nas eleições.
          Iniciou-se na loja maçónica de Barcelona “Hijos del trabajo” em 1883, onde se manteve ativo até 1895. No ano seguinte foi nomeado representante na Junta de Escolas Laicas. Foi um dos principais impulsionadores da sua loja maçónica, como orador. Defendia a compatibilidade entre o socialismo e a maçonaria.

          Voltou ao movimento anarquista em 1885, integrando-se na Sociedad de Obreros Tipógrafos. Em 1886 publicou os folhetos ¿Acracia o República? e Fuera política. Em 1886, juntou-se à redação da revista Acracia.
          O atentado contra a procissão do Corpus Christi (7 de junho de 1896) deu azo a uma perseguição do movimento anarquista em Espanha. Centenas foram presos, entre os quais Anselmo Lorenzo, na fortaleza de Montjuic. Foi deportado para Paris.

          Trabalhou como revisor para a editora Garnier em Levallois-Perret. Conheceu Charles Albert e Jean Grave. Graças à amnistia de 1899, pôde regressar a Barcelona. Foi em 1901 que iniciou a sua colaboração com Francisco Ferrer, que tinha conhecido em Paris. Colaborou no Boletim da Escola Moderna e na tradução de autores franceses relacionados com o anarquismo, como Jean Grave, Élisée Reclus, Émile Pataud e Émile Pouget, Paul Gille. Também fez parte da redação de La Huelga General, uma publicação periódica fundada por Ferrer e dirigida por José Clariá e colaborou com La Revista Blanca de Federico Urales.

          Por causa de ter participado na campanha da imprensa a favor da greve geral foi preso de novo em Montjuic em 1902. Posteriormente à Semana Trágica foi deportado para Alcañiz. Havia de regressar a Barcelona em 1910.

          Pouget, Émile.
          Pessoa singular · 1860 - 1903

          Émile Pouget (Pont-de-Salars, 12 de outubro de 1860 - Palaiseau, 21 de julho de 1931) foi um jornalista francês, panfletista anarquista e sindicalista, conhecido pelo seu papel no desenvolvimento do sindicalismo revolucionário em França. O seu jornal Le Père Reinard foi influente no âmbito dos periódicos anarquistas. Pouget introduziu o termo 'sabotagem' como abordagem tática, termo depois adotado pela Confederação Geral do Trabalho em 1897. A combinação de Pouget de teoria política anarquista com táticas sindicalistas revolucionárias levou vários autores a identificá-lo como um proto-anarco-sindicalista.

          Em 1883, Pouget e Louise Michel foram aprisionados depois de um protesto em Les Invalidades. As chamadas Lois scélérates, que procuravam reprimir as atividades políticas anarquistas, obrigaram Pouget a exilar-se em Londres de 1894 a 1895. Aí, esteve exposto a pensadores e militantes internacionais anarquistas como Malatesta, e ao movimento sindicalista britânica. De regresso a França, fundou o jornal La Sociale em 1895 e iniciou uma colaboração com Fernand Pelloutier para promover as ideias do sindicalismo revolucionário no movimento laboral francês. Em 1902, ele tinha-se tornado uma figura proeminente na fação revolucionária da liderança da CGT e foi preso juntamente com outros líderes depois das greves violentas de Draveil e Villeneuve-Saint-Georges em 1908. Depois da sua libertação, Pouget distanciou-se da militância cada vez mais, especialmente após o colapso do seu jornal la Révolution em 1909.

          Quartin, António Tomás Pinto.
          PT-AHS-ICS-PQ · Pessoa singular · 1887-1970

          Filho de pai português e mãe brasileira, nasce no Rio de Janeiro, Brasil. Em 1905 inscreve-se na Universidade de Coimbra para estudar Direito, de onde é expulso em 1907 por participar na greve académica. Em 1913, por ter mantido a nacionalidade brasileira, é expulso para o Brasil, acusado de estar envolvido no rebentamento da bomba lançada na Rua do Carmo em Junho de 1913, e regressa novamente a Portugal em 1915. Trabalhou principalmente como jornalista, tendo dirigido diversas publicações anarquistas, como o jornal Amanhã (1909), Terra Livre (1913) e a redacção d’A Batalha; e colaborado em muitas outras. Casou-se com Deolinda Lopes Vieira, professora primária, e membro do Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas, com quem teve 3 filhos.

          Renovação (quinzenário)
          PT/AHS-ICS/Renov_jornal · Pessoa coletiva · 1925-1926

          "A Renovação é um desenvolvimento natural do projecto de A Batalha, cujo brilhante Suplemento Semanal Ilustrado se distinguiu pela qualidade das colaborações e grafismo dinâmico.
          Convém recordar que se trata de um quinzenário publicado por uma central sindical, destinado a trabalhadores. A realidade social obriga à pedagogia, pelo que são objecto de tratamento questões como as da dignidade do trabalho, convenções sociais contestáveis, a condição da mulher, o colonialismo, modos vários de alienação. Ao mesmo tempo, pretende-se formar e enriquecer intelectualmente os leitores, com perfis de revolucionários, nas ideias e nas artes, além da colaboração literária, com a dupla função de contribuir para a fruição estética e a emancipação dos trabalhadores.
          Todos os autores da Renovação, com a excepção notória de Ferreira de Castro, caíram no limbo. A sua obra, a partir de Emigrantes (1928), que renovou decisivamente o romance português na primeira metade do século XX, é tributária do fervilhar de ideias que aí ocorreu.
          Como obra de conjunto de uma geração, de par com A Batalha, de onde promanou, ficará como importante testemunho para a história da cultura libertária."

          Ricardo António Alves

          Ribeiro, Manuel.
          Pessoa singular · 1878 - 1941

          Manuel António Ribeiro (Albernoa, Beja, 13 de dezembro de 1878 - Lisboa, 27 de novembro de 1941) foi um escritor, poeta e uma figura política de relevo na I República Portuguesa. Fundador da Federação Maximalista Portuguesa e dinamizador da fundação do PCP.

          Desde novo participou na política defendendo a causa republicana nos jornais de Beja. Quando terminou o liceu ingressou no curso de medicina em Lisboa, onde teve os primeiros contactos com as ideias anarquistas e sindicalistas. Quando se viu obrigado a abandonar os estudos, por falta de recursos económicos, passou a trabalhar para a Editora Guimarães onde conheceu Delfim Guimarães.

          Durante a República, aderiu às ideias sindicalistas revolucionárias, ficando conhecido pelo seu debate com Emílio Costa em que argumentava que o "sindicalismo se bastava a si mesmo" e que se tratava de uma doutrina independente do anarquismo.

          Com o início da II Guerra, posicionou-se do lado dos Aliados, tomando posição do lado dos signatários do Manifesto dos Dezasseis.

          Após a Revolução de Outubro, Manuel Ribeiro aproxima-se das ideias que inspiraram esta revolução, passando a preconizar a necessidade de haver uma fase transitória em ditadura para atingir a revolução operária. Pouco depois, iria organizar a Federação Maximalista Portuguesa, a primeira organização em Portugal com objetivo de seguir os exemplos da revolução bolchevique.

          No final de 1920 acabaria detido devido à sua colaboração enquanto diretor do jornal maximalista A Bandeira Vermelha. No seguimento desse acontecimento, figuras como Raul Brandão e Fernando Pessoa chegariam a assinar um abaixo-assinado pela sua libertação.

          Pouco tempo após a sua libertação começou aproximar-se do ideário católico e a afastar-se cada vez mais das ideias revolucionárias.

          Nos seus últimos anos de vida trabalhou enquanto conservador na Torre do Tombo, onde se dedicou ao estudo da Soror Mariana Alcoforado.

          Rocker, Rudolf.
          Pessoa singular · 1873 - 1958

          Johann Rudolf Rocker (25 de março de 1873 – 19 de setembro de 1958) foi um escritor anarquista alemão.

          Na sua juventude, trabalhou como rapaz de cabine em embarcações de rio e depois como aprendiz de tipógrafo. Envolveu-se no movimento sindical e juntou-se ao Partido Social Democrata alemão (SPD), antes de começar a inclinar-se mais para o anarquismo, influenciado por figuras como Bakunin e Kropotkin. Foi expulso do SPD e eventualmente fugiu para Paris. Em 1895, transferiu-se para Londres, onde se tornou uma figura relevante no meio anarquista iídiche. Editando o periódico Arbeter Fraynd, publicando os principais pensadores anarquistas e organizando greves na indústria têxtil. Iniciou uma relação com Milly Witkop, uma anarquista nascida na Ucrânia de ascendência judaica. Durante a I Guerra foi internado como inimigo interno e no final da guerra foi deportado para os Países Baixo.

          Na década de 20, esteve principalmente na Alemanha onde foi um dos arquitetos da Freie Arbeiter Union Deutschlands (FAUD) (em português: União Livre de Trabalhadores da Alemanha) e do seu órgão de imprensa Der Syndikalist e um dos fundadores da Associação Internacional de Trabalhadores IWA-AIT - federação internacional de sindicatos anarcossindicalistas . A sua preocupação com a ascensão das ideias nacionalistas e fascistas começou nessa época. Abandonou a Alemanha em 1933, indo para os Estados Unidos. De novo envolvido com a comunidade iídiche, estando ativo no grupo Freie Arbeiter Stimme, e envolvendo-se com a educação libertária e a solidariedade com a Revolução Espanhola.

          As suas obras Nacionalismo e Cultura, e Anarco-sindicalismo foram publicadas na década de 30. Na II Guerra, apoiou os Aliados e depois do seu término publicou Pioneiros da Liberdade Americano, ensaios sobre a história do pensamento liberal e anarquista nos EUA.

          Sousa, Manuel Joaquim de.
          Pessoa singular · 1883 - 1944

          Manuel Joaquim de Sousa nasceu a 24 de Novembro de 1883 na freguesia de Paranhos, Porto. Depois de escassos meses de escola primária, as necessidades económicas da família atiraram-no, ainda criança, para o mundo do trabalho e da exploração. Servente de carpinteiro e de alfaiate, aos 12 anos começou a trabalhar de sapateiro, o que viria a ser a sua profissão. Desde muito novo interessado pelas leituras, é atraído pelos ambientes anarquistas nortenhos do fim do século 19 e faz a sua aprendizagem militante nas associações de classe dos sapateiros portuenses. Carlos Nobre, Benjamim Relido e, sobretudo, Serafim Lucena, são então homens de grande projecção do anarquismo. Com eles se forma Manuel Joaquim, bem como na actividade editorial e militante do jornal O Despertar. Por volta de 1908 participa no Grupo de Propaganda Libertária onde publica um folheto intitulado O primeiro de Maio e as suas Origens - grupo que em seguida se transforma no Cómité de Propaganda Sindicalista do Porto, peça importante na construção do sindicalismo revolucionário. Toma parte activa no 1.° e no 2.° Congresso Sindicalista. Neste último, em 1911, são constituídas duas Uniões Operárias, a de Lisboa e a do Porto, sendo Manuel Joaquim de Sousa escolhido para secretário-geral da última. Participa do jornal anarquista A Vida e impulsiona a actividade do Centro e Biblioteca de Estudos Sociais, verdadeiro foco de irradiação cultural e doutrinária do anarquismo nortenho. Publica então um livro intitulado O Sindicalismo e a Acção Directa. Em 1914 representa a organização sindicalista do norte no Congresso Operário de Tomar, onde nasce a União Operária Nacional, a primeira central sindical portuguesa, de orientação nitidamente sindicalista revolucionária. Tomou também parte na delegação portuguesa ao Congresso Cóntra a Guerra, em 1915, no Ferrol, a qual foi presa e expulsa para Portugal. Tempos depois passou a viver em Lisboa e no ano de 1919 participa do Con-gresso de Coimbra onde a UON dá lugar à CGT. Manuel Joaquim de Sousa foi redactor das bases da Confederação, bem como da tese "Relações Internacionais". Eleito secretário-geral do primeiro Comité Confederal, ocupou esse cargo durante três anos, até ao Congresso da Covilhã. Anos de intensa fermentação revolucionária, o entusiasmo suscitado pela revolução russa, as lutas na Alemanha, na Hungria, na Itália; e, em Portugal, as greves de grandes proporções dos ferroviários, dos correios e telégrafos, do professorado, do funcionalismo, da construção civil, da metalurgia, e outros movimentos proletários. Sousa propõe a criação e redige as bases da Liga Operária de Expropriação Económica, que, seria paralelamente à C.G.T. e no plano consumidor, o organismo económico da Revolução. Ainda neste período, e como anarco-sindicalista, Manuel Joaquim de Sousa critica publicamente as posições e actividades dos maximalistas e do Partido Comunista numa série de artigos intitulados "A boa paz", publicados por A Batalha, de que era, ao tempo, director. Em 1925 representa a sua Federação do Calçado no Congresso de Santarém. Preso após o 7 de Fevereiro de 1928, é forçado, como todos os outros, a uma semi-clandestinidade. Participa então na criação da Aliança Libértária, e entra no seu comité executivo de Lisboa. Por estas actividades, é de novo preso, em 1933, encontrando-se na cadeia na altura do 18 de Janeiro do ano seguinte. Doente, mas sempre mantendo o contacto com os companheiros inteira-se das suas actividades clandestinas. Morreu em Lisboa, a 27 de Fevereiro de 1944. O seu livro O Sindicalismo em Portugal, com várias edições, é um dos melhores documentos desses tempos, passados mas não esquecidos. Foi um militante dos mais produtivos, dos mais coerentes, um lutador que dignificou a causa dos libertários.
          Fontes: E. Rodrigues (1982). A oposição Libertária em Portugal. 1939-1974. Lisboa. Sementeira.

          Vieira, Alexandre.
          Pessoa singular · 1880 - 1973

          Alexandre Vieira (Porto, 11 de Setembro de 1880 — Lisboa, 26 de Dezembro de 1973) foi um operário gráfico, jornalista e publicista ligado ao movimento operário e ao anarco-sindicalismo, figura marcante na agitação operária e nos acontecimentos revolucionários que caracterizaram a Primeira República Portuguesa e os anos posteriores.

          Foi um destacado militante sindicalista, fortemente empenhado na acção do movimento sindical revolucionário e na luta pela melhoria da condição operária. Foi redactor de vários jornais ligados ao movimento operário, e o primeiro director do periódico operário A Batalha e teve grande actividade na Universidade Popular Portuguesa. Também colaborou na revista Renovação (1925-1926). Defendeu o regime de trabalho das oito horas, e criticou o regime de empreitada que então estava em vigor. Foi o autor de alguns livros, dedicados principalmente à sua profissão, tendo deixado a sua vasta bibliotea ao Sindicato dos Trabalhadores Gráficos do Sul e Ilhas Adjacentes.

          Faleceu em 1973, assassinado pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado, devido aos seus esforços contra o regime ditatorial e a favor dos direitos dos trabalhadores.

          Em 1978 foi um dos três tipógrafos mortos pela PIDE que foram homenageados pelo Sindicato dos Trabalhadores Gráficos, em conjunto com Agostinho Fineza e José Moreira. Em 1979 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o sindicalista e historiador dando o seu nome a uma rua no Bairro 2 de Maio.

          Esteve em exilio entre 1928 e 1932, em França.