Texto extraído de um artigo de Iain Christie no Daily News (Tanzânia), Dezembro de 1973.
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«Diário» de Leal Marques sobre a formação do primeiro governo de Salazar, por Fátima Patriarca – apresentação, Análise Social, Vol. XLI (1.º), 2006 (n.º 178), pp. 169-222: http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1292586680B6rEQ0vz0Ul94UZ1.pdf
Arturo Zoffmann Rodriguez – “O ambiente para o fascismo existe no nosso país”: os comunistas e o ascenso da ditadura em Portugal, 1921-1927. História. Revista da FLUP. Porto. IV Série. Vol. 14 nº 2 2024. 177-200. DOI: https://doi.org/10.21747/0871164X/hist14_2a6
FILHO, Macioniro Celeste. “A Escola Nova autoritária proposta nos primórdios do Estado Novo em Portugal” in Revista Brasileira de História da Educação, Volume 22, e238, 2022, pp. 1-40.
Em 1934, no começo do Estado Novo em Portugal, foi proposta a implantação da Escola Nova nas escolas portuguesas. A concepção dessa Escola Nova foi então instrumentalizada para se adaptar a um regime autoritário, em processo de consolidação nesse país. Concebia-se, então, uma Escola Nova autoritária. É propósito deste artigo apresentar contextualizadamente a campanha pela Escola Nova divulgada pelo jornal Diário da Manhã, órgão do regime salazarista. A metodologia utilizada foi a de pesquisa e análise documental, tendo como fonte privilegiada os editoriais sobre o tema publicados no Diário da Manhã. É objetivo deste trabalho compreender e elucidar os processos de ressignificação autoritária que as ideias da Escola Nova tiveram no início do Estado Novo em Portugal.
Oliveira, Elisabete (2017). "A Escola Superior de Belas Artes de Lisboa na década de 1960 – acção dos tempos do figurativismo naturalista à liberdade e pluralismo estético" in Convocarte - Revista de Ciências da Arte, nº5, pp. 307-340.
Dez. 2017; https://repositorio.ul.pt/handle/10451/47186
Questionamo-nos: I) Como se pode partir duma ditadura e academismo e ser actor da transformação para a democracia e o pluralismo estético? II) Os actores dessa mudança serão activistas (Actv) ou artivistas (Artv)? O período de ‘60–’65 na ESBAL pareceu-nos um campo de análise privilegiado, insuficientemente estudado, formando actores de uma mudança referencial: atravessando constrangimentos como as lutas estudantis e colonial e a emigração, terão mudado a consciencialização-acção no Ensino Artístico e o sentido sócio-cultural dos posicionamentos/obras individuais e colectivos - em nossa hipótese, do figurativismo naturalista para o pluralismo estético internacional; e activaram dinâmicas sócio-culturais, como na Educação.
Objectivos gerais: Investigar como se pode chegar à criação livre, estético-eco-sociologicamente actuante, partindo dum contexto repressivo; se será legítimo designá-la de actv/artv; e assim, aprofundar a compreensão da complexidade da arte/cultura contemporânea.
Mónica, Maria Filomena . (1994). A lenta morte da Câmara dos Pares (1878-1896). Análise Social, 29(125_126), 121–152. https://doi.org/10.31447/AS00032573.1994125.06
Dinis, Beatriz e Faria, Tomás, A Literatura e os Estudantes na Luta Feminista e Antifascista. diferencial - o jornal dos estudantes do IST , 25 de março de 2024. https://diferencial.tecnico.ulisboa.pt/artigo/a-literatura-e-os-estudantes-na-luta-feminista-e-antifascista/
Guimarães, Paulo. (2010). "A Questão Operária na I República" in A Ideia: Revista de Cultura Libertária, 68.
Bandeira, Filomena (2020). "A Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário. Outra forma de fazer política: a propósito da reforma dos serviços escolares (1924-1935)" in Cadernos de História da Educação, v.19, n.1, pp.187-213.
Este artigo insere-se num projeto sobre Escolas e experiências de referência em Portugal no século XX e centra-se no estudo de uma instituição que desenvolve atividades educativas num quadro associativo e para as classes populares. Optámos por uma apresentação descritiva com a intenção de argumentar que a adoção e aplicação de um modelo educativo, inspirado na Educação Nova e conformado a um público específico, assentou numa estratégia sociopolítica, emergente das condições históricas do associativismo operário na primeira metade do século XX e da situação vivida no País com a crise da Primeira República, que desembocou no Estado Novo. No artigo explanamos o processo de reforma dos serviços escolares da Voz do Operário entre 1924-1935, não sem antes apresentarmos uma história sumária da Sociedade, desde o fim do século XIX até à década de 1950, com o objetivo de representar a associação na sua dimensão, atividade e significado social.
Matos, Helena (2014). "Afinal, quem realizou a descolonização?" in Observador, 11 de outubro, https://observador.pt/especiais/quem-realizou-descolonizacao/
Guimarães, Paulo Eduardo. (2022). "António Pinto Quartin: um anti-colonialista em Angola nos anos '30 do século XX" in Alves, Ricardo; Redol, A. Mota (coord.), Anarquismo, Insubmissão e Incoformismo; Edições Colibri, pp. 187-206. https://dspace.uevora.pt/rdpc/handle/10174/32850
Neste texto, o autor traça o percurso biográfico e intelectual do jornalista e libertário António Pinto Quartin durante a sua estadia em Angola nos anos'30. Baseando-se em fontes coevas, documentação pessoal e jornalista, destaca-se aqui a leitura crítica da experiência colonial portuguesa, bem como a intervenção crítica do jornalista na sociedade colonial angolana.
Rosa, Maria de Lourdes e Rita Sampaio da Nóvoa. Arquivística Histórica e arquivos de família, entre História e Ciência arquivística. Reflexões sobre um percurso científico e académico. Revista Portuguesa de História. 2018; : 85-98. doi: https://doi.org/10.14195/0870-4147_49_4
Neste artigo apresenta-se a área de estudo da Arquivística Histórica, situada na confluência da História com a Arquivística, e expõem-se as circunstâncias do seu desenvolvimento, de forma informativa, mas também reflexiva e crítica. Após uma primeira parte em que se trata do conceito que dá nome à área, descrevem-se as várias atividades que nela têm sido realizadas no âmbito do programa ARQFAM, e apresentam-se as investigações doutorais realizadas e em curso sobre arquivos de família na Europa de Antigo Regime, visando esboçar uma primeira síntese a partir delas.
Mónica, M. F. (1996). As reformas eleitorais no constitucionalismo monárquico, 1852-1910. Análise Social, 31(139), 1039–1084. https://doi.org/10.31447/AS00032573.1996139.01
JÚNIOR, Carlos Zacarias F. de Sena. "Conluio e cadeias: Considerações sobre a direção pecebista na conjuntura do Estado Novo. 1936-1940", in Revista História & Luta de Classes, Ano 4, N.º 5, Abril 2008, pp. 23-30.
Pistola, Renato (2024). "Cooperativismo, Cultura e Luta: A Cooperativa dos Trabalhadores de Portugal" in Cadernos Nova Síntese. As Colectividades de Cultura e Recreio na Resistência ao Fascismo Português. Caderno Comemorativo dos 50 anos do 25 de Abril.
Inclui resposta a inquérito sobre a "A questão social no Brasil"
MORAES DE ALMEIDA, J.; FLORENCE GIESBRECHT, D. “Criar cidadãos perfeitos para uma República máscula, forte e virtuosa”: o Primeiro Congresso Nacional Feminista e de Educação em Lisboa (1924) e a modernização da desigualdade. Revista de História Regional, [S. l.], v. 29, 2024. DOI: 10.5212/Rev.Hist.Reg.v.29.23653. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/23653. Acesso em: 6 nov. 2024.
Organizado pelo Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (CNMP), o Primeiro Congresso Feminista e de Educação ocorreu entre os dias 4 e 9 de maio de 1924, em Lisboa. Na ocasião, foram apresentadas e discutidas teses que versaram sobre temáticas relacionadas aos direitos políticos e cívicos, à educação, à assistência social, à higiene e saúde da mulher. Aproveitando a efeméride, propomos uma análise historicizada do evento, especialmente de algumas das teses, que mobilize reflexões sobre as relações intrínsecas entre certo feminismo e um projeto de nação higienista, focado no aprimoramento da raça. Sem querer reduzir as expressões feministas do início do século XX a uma definição engessada – mesmo porque os conflitos no interior do CNMP apontam para uma variedade de posturas relativamente à emancipação do sexo feminino –, pretendemos chamar a atenção, tal qual Susan Besse bem delineou ao estudar o caso brasileiro, para uma “modernização da desigualdade”. Para a historiadora, o casamento, a sexualidade, a maternidade e a educação feminina – temáticas recorrentemente presentes nas discussões feministas do final dos Oitocentos e nas primeiras décadas do século XX – adquiriram enorme importância, uma vez que a “reprodução limpa” foi encarada como forma de superar o atraso e a degeneração de determinadas nações. Assim, nossa hipótese é a de que o feminismo institucional representado pelo CNMP, ao reivindicar dignidade e igualdade de oportunidade às mulheres, encontrou lugar no engenhoso projeto de reforma social fundamentada em preceitos eugênicos, sustentados, principalmente, através do discurso médico-antropológico. Neste, “a mulher” foi convocada a carregar o pesado fardo de civilizar sua família, assumindo um papel fundamental ao Estado, embora conservador: o de esposa e mãe, educada para administrar o lar e criar “cidadãos perfeitos para uma República máscula, forte e virtuosa” – palavras de Julieta Ribeiro, autora da tese A mulher naturista.
Catálogos digitais, projetos de curadoria e divulgação com recurso a fontes do AHS, a maior parte já digitalizadas; e outras actividades que tenham envolvido fontes do AHS em digital. Registo de empréstimos entre 1995 e 2024, de documentos para exposições e cedência de imagens para documentários, pedidos por entidades externas.
Arquivo de História SocialMatos, Helena (2015). "Descolonização: O terror do batalhão em cuecas" in Observador, 28 de fevereiro, https://observador.pt/especiais/descolonizacao-o-terror-do-batalhao-em-cuecas/#